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As diferenças entre scotch e bourbon

 TAGS:undefinedQuando falamos de whisky, quase todos sabemos que nos referimos a uma bebida destilada a partir de grãos de origem milenária, e que o seu nome actual provém do gaélico e significa, literalmente, “água de vida”. No entanto, aqueles que ainda não foram iniciados neste apaixonante mundo destilado, por vezes têm alguma dificuldade em distinguir as variedades de whisky que se encontram actualmente no mercado, seja por motivos geográficos, pelo processo de elaboração ou pela designação.

No caso do Scotch, o whisky escocês, a questão é clara; trata-se de um whisky produzido na Escócia, feito à base de cevada convertida em malte, e que segue os procedimentos de elaboração ditados pela Ordem do Whisky escocês, que estabelece, entre outros, que o líquido deve ser envelhecido em barris de carvalho de capacidade inferior a 700L e durante pelo menos três anos, sem adição de outras substância que não sejam água ou caramelo, como corante. Quando é engarrafado não pode ter uma graduação menor de 40 graus de álcool por volume.

Até aqui parece simples, mas o facto é que, os barris onde o scotch envelhece devem ter sido anteriormente utilizados para guardar bourbon. E então, o que é o bourbon? A sua elaboração também está sujeita a um regulamento, neste caso, americano.

Segundo as Normas Federais de Identidade do Bourbon, para que uma bebida possa adquirir esta designação, o seu mosto, a mistura de grãos que proporciona a destilação do produto, deve conter pelo menos 51% de milho. Os restantes grãos são normalmente malte de cevada, centeio ou trigo. O mosto é obrigatoriamente destilado nos EUA e não deve incluir qualquer aditivo. O seu envelhecimento deve decorrer em barris de carvalho branco e no Estado de Kentucky, mas esta não é uma condição realmente necessária, já que durante muito tempo o bourbon foi produzido em outros estados. Foi precisamente o Condado de Bourbon que deu o nome a este conhecido destilado, que se distingue de outros whiskies americanos pela utilização do milho como ingrediente principal, já que em outras zonas é elaborado sobretudo com centeio.

A filtragem do whiskey de Tennessee é feito com carvão de bordo (da árvore), o que lhe concede sabor e aromas diferentes do bourbon, ainda que o processo de elaboração seja praticamente igual.

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O whisky da Índia dá o grande salto

 TAGS:undefinedAinda que à primeira vista pareça estranho, pouco a pouco, a Índia começou a converter-se numa potência em relação à produção de whisky de alta qualidade. Em 2015 consumiram-se neste país mais de 1.500 milhões de litros de whisky. Claro que sempre se pode pensar que este valor se deve ao elevado número de população desta parte do mundo, não obstante é um número que deve ser respeitado e levado muito a sério.

A Índia tem muitas vantagens em relação à concorrência mais forte, como a Escócia e os EUA, uma delas é a mão de obra, extremamente barata em relação a estes dois países, e outra é o facto de a Índia ser um dos mais importantes produtores de cevada de alta qualidade.

Para além do mais, o clima é ideal para a guarda de um whisky respeitável.

Os dois produtores de whisky indiano mais relevantes, Amrut e Paul John, chegaram recentemente aos EUA e o seu objectivo é o de introduzir no mínimo uma dúzia de whiskies indianos no mercado.

Paul John encontra-se em Goa, onde o clima tropical permanece constante durante todo o ano, o que é perfeito para obter uma evolução do whisky mais rápida, e ajuda as destiladoras a atingir níveis mais uniformes. “ Não temos necessidade de rodar os barris, como acontece nos EUA”, explica Michael D’Souza, o mestre destilador de Paul John.

“Não se podem comparar whiskies, cada malte tem uma personalidade única”, disse D’Souza, “A nível internacional, e em comparação com a Escócia, obtivemos classificações bastante altas e, em alguns casos, tivemos a honra de alcanças valores mais altos do que os dos escoceses”.

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Amrut Indian Single Malt

De onde vem a palavra whisky?

 TAGS:undefinedA palavra apareceu no princípio do séc. XVIII, como sendo uma tradução do gaélico ao termo latino aqua vitae – água da vida- que em língua celta se diz uisge beatha, ainda que provavelmente o seu uso venha de séculos atrás.

Na verdade, whisky, é um entre os muitos termos adaptados à grafia e pronuncia inglesa que se utilizaram até aos meados de 1700, quando aparecem os primeiros escritos a utilizar a palavra tal como chegou aos nossos dias, e agora utilizado apenas para designar os destilados de grão e cereais da Irlanda e EUA, que porém, na sua origem era usado sem distinção entre whisky e whiskey.

Ainda que a destilação de whisky provenha dos antigos celtas, as primeiras referências escritas aparecem apenas no final do séc. XV, quando os monges escoceses utilizavam o whisky como sendo uma bebida medicinal.

Existe a teoria de que a diferença entre whisky e whiskey, deriva do empenho a que se lançaram as destilarias dos EUA e da Irlanda, por volta de 1870, para se distinguirem das destilarias escocesas, que naquela época produziam um destilado considerado de qualidade inferior.

Seja ou não, a explicação correcta, a verdade é que hoje em dia, o segundo termo é utilizado para os destilados produzidos na Irlanda (cevada e destilação tripla) e nos EUA (de milho e adição de trigo, centeio ou cevada maltada).

O termo whisky reserva-se para os escoceses, elaborados com cevada maltada, e para os canadianos (de centeio e milho), para além daqueles que são produzidos no País de Gales e no Japão, que seguem o processo de elaboração dos whiskies escoceses.

Outro tema, é o uso do termo abreviado “scotch”,que se refere exclusivamente aos whiskies da Escócia.

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7 mitos sobre o whisky

 TAGS:undefinedProvavelmente, o whisky seja o destilado por excelência, aquele de que mais se fala e, como tal, sobre o qual se fabricaram mais falsos conceitos. Esclarecer alguns dos mitos criados em volta desta bebida, talvez e ajude a saboreá-la mais e melhor.

1. Deve beber-se puro. Entender que o whisky possui quarenta graus de álcool, ajuda também a entender a necessidade de lhe adicionar um pouco de água. Depois de 3 whiskies, as nossas pupilas gustativas “adormecem” e perdemos o sabor da bebida.
Nem todos os whiskies devem ser bebidos em copo e sem gelo e isto depende do modo como envelheceu. Existem whiskies bastante fumados, de forte aroma e sabor, que “pedem” realmente uma pedra de gelo.

2. Quanto mais caro, melhor. A nossa principal recomendação é que prove todos os tipos de whisky e só então, depois, escolha aquele de que mais gostar. Quanto mais velho o whisky, mais caro, isso também não significa que este é o único indicador de qualidade, já que existem whiskies muito agradáveis, a bom preço e com muito pouco tempo de barril. Tudo é uma questão de saber escolher o whisky.

3. Deve beber-se rapidamente. Para saborear o whisky não é necessário que seja em grande quantidade nem bebido rapidamente. Ao contrário da tequila ou da aguardente, o whisky deve ser bebido devagar, saboreado…

4. Não deve ser bebido em copos. Apesar de que a algumas pessoas possa parecer estranho, os escoceses já há muito tempo que bebem o seu whisky nos chamados quaich (tigela com duas asas, normalmente feito de prata, alumínio ou madeira).

5. O whisky é para aquecer. Na Colômbia, por exemplo, é habitual beber whisky para refrescar, enquanto que na Escócia, bebe-se para aquecer. É só uma escolha ou uma questão de gostos…

6. O whisky barato dá ressaca. O whisky barato tem a mesma graduação alcoólica que o whisky caro, porém, se lhe adicionarmos hiperactividade, desgaste físico, desidratação, exaltação mental e velocidade a beber, e ainda uma má alimentação, sim, pode dar ressaca. Se o whisky for tomado enquanto se come e acompanhado por uma boa conversa, também se bebe menos. No entanto há diferenças entre os whiskies single malt e os blend (com malte e cereais). Quimicamente está comprovado que os single malt dão menos ressaca, já que têm menor concentração de açúcar.

7. Não se pode harmonizar com whisky. Não se harmoniza apenas com vinho. Um whisky de 12 anos, por exemplo, doce, frutado ou fresco e com toques de amêndoa, combina com os sabores frescos do cebiche, o atum tártaro ou mesmo polvo na brasa. Alguns escanções recomendam que seja bebido com um pouco de água e gelo se pretende harmonizá-lo.

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Hibiki 17 years: um uísque Blended feito em Japão que tem 43º de álcool.

 

 

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Lagavulin 16 Anos: um uísque Single Malt originário de Escócia com 43º de teor de álcool.

 

 

Como reconhecer se um whisky é bom

 TAGS:undefinedEm relação ao whisky existe uma série de preferências que vão desde a escolha da compra ao momento de o servir e saborear. Como é sempre bom conhecer a opinião dos peritos, pode ser útil ler estes conselhos de modo a poder reconhecer um bom whisky e a poder saboreá-lo.

Muitas pessoas desfrutam pouco da qualidade do whisky, uma vez que os misturam com refrescos com açúcar onde as características da bebida passam desapercebidas. Segundo Xavier Monclús, instrutor de degustação para a Europa de Louis Vuitton Möet Hennesy Spain (LVMH) existem códigos para diferenciar e saborear um bom whisky.

Aroma: Quando o nariz se aproxima do whisky não deve cheirar exageradamente a álcool, de modo a podermos receber todos os outros aromas característicos desta bebida. O cheiro exagerado a álcool revela imediatamente a baixa qualidade do whisky.

?Quando nos aproximamos do whisky, a primeira coisa a comprovar é a qualidade da integração alcoólica, não deve cheirar ofensivamente a álcool?. – afirma Monclús.

Sabor: Tal como acontece com o aroma, o sabor do primeiro gole de whisky é aquele que define a nossa percepção do seu paladar. Independentemente do teor alcoólico, não deve ser sentida ?anestesia? ou irritação ao nível da boca e devido ao álcool.

?Ainda que o álcool esteja mais presente em boca do que no nariz, se beberes um whisky em que a presença de álcool é de tal modo elevada que te irrita a boca e a anestesia, significa que já não podes saborear o whisky?.

– Monclús.

Preço: Se bem que existe uma crença generalizada de que: os whiskies mais caros têm maior qualidade já que gozam de uma boa reputação; vale a pena investir um pouco mais e comprar um whisky de malte de 10 ou 12 anos em vez de um blend . Também é importante cuidar a nossa saúde. Porque tal como indica Monclús

?É preferível beber pouco e bom do que muito e barato. Só possuímos um fígado, portanto, é melhor que aquilo que entre no nosso corpo seja da melhor qualidade possível. Os maus produtos apenas nos trazem problemas, problemas de fígado e problemas no dia seguinte?.

Qual é o teu whisky preferido? Qual recomendas? Hoje, nós queremos deixar duas recomendações fundamentais:

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Monkey Shoulder, um dos melhores whiskies para os apreciadores escoceses.

 

 

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Laphroaig 10 Years: as suas notas de madeira e turba convertem-no em um dos whiskies mais aromáticos

 

Tipos de whisky

 TAGS:Como já se sabe, o whisky é uma bebida destilada de cereais e a sua origem é irlandesa e escocesa. Dizem que remonta à época dos celtas, ainda que os primeiros documentos que registam a sua elaboração datam do séc. XV.

É uma das bebidas alcoólicas mais consumidas em todo o mundo e em redor da sua produção e degustação desenvolveu-se uma autêntica cultura, tal como a do vinho na zona Sul da Europa.
Se pretendemos classificar o whisky em diferentes tipos um dos critérios chave diz respeito à sua proveniência, já que, dependendo do lugar de produção, a matéria prima pode variar bastante. O mesmo se verifica no processo de elaboração, no qual podem ser utilizadas técnicas distintas, que têm uma consequência directa no aroma, envelhecimento e conservação desta bebida.

Deste modo, podem ser distinguidas as seguintes categorias:

Entre os de proveniência escocesa encontramos distintas variedades: o whisky de grão, de cevada sem malte e milho, envelhecido no mínimo durante 4 anos; o whisky de malte, habitualmente o mais apreciado, é inteiramente elaborado com malte de cevada e envelhecido em barris de madeira de carvalho que anteriormente tenham guardado Xerez ou Bourbon; o blended, é fruto da mescla dos dois anteriores em diferentes proporções, o que alcança variedade de aromas e sabores com diferentes características.

O irlandês, a nível da elaboração, é similar ao de malte com a diferença de que é destilado três vezes, utiliza uma parte de cevada sem malte e malte seco com carvão, no lugar da turfa, como é o caso do whisky escocês. O resultado é uma bebida com um sabor mais marcado e grande personalidade.
Quanto aos americanos, o mais conhecido é o bourbon, elaborado com milho, malte de cevada e centeio. Destacam-se as variedades rye (centeio), corn (milho), tennessee (semelhante ao bourbon mas com maior presença de milho) e canadian, elaborado com malte de centeio, e, em menor proporção cevada e milho.
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Scotch Whisky

 TAGS:O Uísque escocês, ou simplesmente Scotch (escocês) é o whisky elaborado única e exclusivamente na Escócia e para muitos o melhor uísque do mundo. Para que seja Scotch Whisky, o whisky deve seguir algumas regras e cumprir a normativa da Ordem do Whisky Escocês da Grã-Bretanha. A normativa de 1990 valida e presta esclarecimento à de 1988, que possui o mesmo nome.

Assim sendo, as regras para os destilados deste tipo estipulam:

  • O Scotch Whisky deve ser elaborado e processado numa destilaria escocesa, com água e cevada de malte. Podem ser adicionados outros ingredientes a esta preparação, sempre quando sejam processados na destilaria.
  • O Scotch Whisky deve ser destilado com 94,8º de álcool por volume, desta forma conserva o sabor dos ingredientes com os quais foi elaborado.
  • O Scotch Whisky deve envelhecer em barris de madeira de carvalho, na Escócia e pelo menos durante 3 anos.
  • Ao Scotch Whisky não deve ser adicionada nenhuma outra substância que não seja água ou caramelo (com corante).

  • O Scotch Whisky não pode ser engarrafado com menos de 40º de álcool por volume.

Breve história do Scotch Whisky

Consta que os monges cristãos foram quem levou a destilação até à Escócia, entre o séc. IV e o séc. V. O primeiro documento, que se conhece, sobre a elaboração de whisky escocês data de 1494 e no qual se regista uma produção de 1500 garrafas na propriedade Rolls.Em 1506, o rei da Escócia, Jacob IV (1488-1513) visitou a Cidade de Dundee, onde foi surpreendido ao ter conhecimento de que os barbeiros da cidade se dedicavam também à elaboração de whisky.

Hoje em dia, sabe-se que na época os encarregados de elaborar esta bebida com fins medicinais pertenciam ao Grémio de Barbeiros-Cirurgiões de Edimburgo.Em 1644 aparece um imposto sobre a elaboração de whisky na Escócia mas em 1780 existiam 8 destilarias legais contra mais de 400 ilegais. Em 1823 o parlamento suprimiu as restrições às licenças das destilarias, ato este que praticamente acabou com as destilarias ilegais.

Em 1831 introduz-se um novo método na preparação do whisky escocês, o alambique coffey, que permitia elaborar um whisky melhor e mais suave, o que lhe aumentou a fama e a fez chegar até outros países da Europa.Diz-nos a história, que o whisky escocês sobreviveu à proibição, a guerras, revoluções, depressões e recessões económicas e hoje é o whisky mais representativo do mundo e presente em mais de 200 países.

Recomendar um whisky escocês não é uma tarefa simples. Além dos gostos, verifica-se uma grande fidelidade dos consumidores a determinadas marcas, ao contrário do vinho, que se varia com muito mais facilidade. Apesar de tudo, deixamos as nossas recomendações para que, pelo menos uma vez, sejas infiel ao teu whisky:

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Isle of Jura Superstition: Com um perfil clássico, Isle of Jura Superstition conserva o sabor original do whisky, combinando-o magnificamente com o toque dos barris onde envelhece. Um whisky. Um whisky velho mas bem vivo e suav

 

 

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Lagavulin 16 Years: Amado ou odiado, não existe meio termo com este whisky escocês tão diferente de tudo. Em vez de um suave aroma a baunilha este whisky oferece, desde o inicio, aroma a petróleo e salitre. Muito diferente e podes chegar a adora-lo.

 

 

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Macallan 12 Years: Um dos whiskies com mais êxito hoje em dia. Sabores tostados e baunilha, um whisky suave e muito agradável. Ao nível do Isle of Jura e um pouco mais barato.

 

Que whiskies provaste? Qual é o teu preferido? E sobre os escoceses? És fã de algum em particular?