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Vinhos para casais

 TAGS:undefinedNum jantar romântico, o chocolate e as ostras formam um efeito algo afrodisíaco, tal como o vinho, e há sempre um tinto, um branco ou um espumante ideal para partilhar num ambiente a dois.

Um vinho branco cai sempre bem, especialmente com massas, arrozes ou peixe, já que são vinhos normalmente secos e muito frescos. Recomendam-se os brancos elaborados com Cabernet sauvignon, Malvasia ou Grenache, normalmente são vinhos que vão bem com quase tudo, de modo que se há algum prato de caça na mesa, o branco também é bem-vindo.

Quando se trata de tintos, Portugal tem uma enorme variedade com qualidade, como por exemplo a Denominação de Origem do Douro. São vinhos intensos e com corpo, o que pode ser um ponto a favor para ele e para ela, já que que cada vez são mais as mulheres que saboreiam um tinto com personalidade.

Uma sugestão: reservem os tintos para pratos de carnes, carpaccios e sobremesas de chocolate. As castas Grenache e Merlot, por exemplo, resultam em vinhos delicados, longos no paladar e muito saborosos.

Em casal podemos permitir-nos o mimo de provar vinhos de qualidade, se a garrafa o merece, compensa pagar um pouco mais, seja em casa ou num restaurante. De qualquer modo, hoje em dia há vinhos de grande qualidade, por menos de 10€, e que possuem todas as qualidades para fazer uma harmonização fantástica.

Se o que pretendemos é seduzir… talvez o ideal seja um vinho espumante. As borbulhas são puro movimento e esta é uma bebida sensual por natureza, que pode ser a companhia perfeita para sobremesas ou mesmo fazer parte dos aperitivos.

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Gran Passione 2015

 

 

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Amor de Madre Crianza 2014

Vinhas silvestres, a novidade dos vinhos naturais

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Segundo o geneticista de uvas Jose Vouillamoz, a colheita derivada de vides silvestres anuncia-se como sendo o verdadeiro modo de obter autênticos vinhos biológicos, com colheitas naturais. Vouillamoz afirma que as vides que crescem a partir de sementes não são naturais.

Por outro lado, o produtor de vinho Frank Cornelissen tem a opinião de que a vinha cultivada por sementes pode possuir maior resistência às doenças, com o qual Vouillamoz discorda, já que acredita que as vides silvestres são muito mais resistentes.

Durante o simpósio MW, que decorreu em Maio, em Florença, Cornelissen declarou ter plantado uma vinha experimental nas encostas do Etna, esta vinha é constituída apenas por plantas desenvolvidas a partir de sementes e o objectivo é o de ?criar variedades resistentes a novas doenças?.

Vouillamoz, também presente neste simpósio, refutou a abordagem de Cornelissen, afirmando que estes sistemas de vinhas experimentais são susceptíveis de gerar vides mais vulneráveis. As palavras de Vouillamoz denotam a sua preocupação pela possibilidade de perda de essência das vinhas: ?Este tema preocupa-me, pois as sementes são um resultado da fecundação, ou seja, se por exemplo se tratasse de uma vide Nerello Mascalese, então estaríamos a transformar a sua identidade, esta vide não seria, jamais, uma Nerello Mascalese?.

Seguindo este raciocínio declarou: ? Porém, a produção é, sobretudo um resultado da auto-fertilização, portanto o resultado é muito menos resistente e extremamente susceptível a várias doenças?.

Vouillamoz acrescentou ainda que já tinha comentado as suas opiniões com o conhecido enólogo californiano Randall Grahm, cujas expectativas também passam pelo aguardar da colheita gerada por sementes para a sua quinta em Bonny Doon.

Vouillamoz salientou que o objectivo de Grahm difere do seu, já que este último pretende utilizar as vides de sementes de colheita própria como porta-enxertos (ou cavalo) por resultarem menos dependentes de rego e, finalmente, referiu que quanto maior for a idade da uva, maior será o número de clones.

Neste contexto, podemos concluir que o futuro das vides pode ser realmente diferenciado em relação aos métodos de produção e como estes, apresentando diferentes respostas, de vulnerabilidade ou resistência, perante as doenças, geram resultados mais ou menos efectivos para os produtores.

Qual é a tua opinião? Achas que as vinhas silvestres produzem vinhos mais autênticos ou será apenas uma moda?

Hoje recomendamos-te 2 vinhos biológicos para que possas apreciar as diferenças:

 

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Ecologic de Binigrau Negre 2012

 

 

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Château Tour Des Gendres- Moulin Des Dames 2011

Envelhecimento dos vinhos tintos em garrafa

 TAGS:A diferença entre os vinhos brancos e os tintos é a de que estes têm taninos presentes na casca e nas grainhas da uva, incorporadas ao vinho durante a fermentação. Os taninos, de grande poder antioxidante, determinam a capacidade do vinho tinto envelhecer: quando se desenvolvem dentro de uma garrafa, a bebida muda a cor do vinho, passando dos tons violáceos, aos vermelhos alaranjados, desaparece a adstringência e nos envelhecidos aparece o bouquet aromático.

Os chamados tintos ?novos?, elaborados com uma maceração curta e com um período breve ou nulo de passagem pela madeira, devem ser consumidos no seu primeiro ou segundo ano de vida. Geralmente os seus taninos já são suaves quando saem ao mercado e devem o seu maior atrativo aos aromas frutados. Apenas envelhecem bem os tintos que têm muitos taninos, muita cor, boa acidez e que têm abundante variedade de aromas.

A quantidade de taninos depende tanto da cepa como do processo de elaboração. Existem variedades como a Tannat ou a Cabernet Sauvignon, que tendem a dar vinhos com mais estrutura e por isso com maior longevidade. Por outro lado, a Merlot que é menos tânica, temtendência a dar vinhos mais suaves, com menos oportunidades de envelhecimento em garrafa.

Tão importante como a cepa utilizada é o processo de elaboração. Para que os taninos da uva passem ao vinho, é imprescindível haver um contacto prolongado do mosto com a casca da uva e ainda uma temperatura de fermentação que ronde os 28º, 30ºc. Se além disto, o vinho se desenvolve em barris de carvalho novo, capazes de ceder os seus próprios taninos, terá mais possibilidade de envelhecer de forma saudável.

Também é necessário que o vinho novo tenha uma acidez firme, porque com o envelhecimento os ácidos tornam-se mais suaves e menos agressivos, e se não é assim, o vinho tende a perder vivacidade e fica apagado.

Durante o envelhecimento em garrafa o vinho perde os aromas característicos de cada cepa, porém, incorpora outros mais pesados e complexos, desenvolvendo o bouquet, conjunto de aromas, dos vinhos velhos.

Os aromas da Primavera e do Verão dão lugar aos odores próprios do Outono e do Inverno. As flores e os frutos vão-se esvaindo e aparece a amêndoa, a avelã, a lenha, as folhas secas, o aroma das trufas, o café e o tabaco. Apenas os vinhos abundantes em variedade de aromas adquirem bouquet; os outros apagam-se, secam, uma vez que se atenuam as suas nuances frutadas.

Vinhas novas, vinhas velhas

 TAGS:Um dos mais maravilhosos mistérios do vinho é a evolução constante que sofre. A mesma garrafa, provada com vários dias de diferença pode albergar diferentes nuances. Isto acontece porque o vinho aloja inumeráveis bactérias em desenvolvimento, que se vão modificando, e por consequência modificam as características do caldo.

Também nos barris são produzidas importantes modificações, quando o contacto do vinho com a madeira provoca o desprendimento de partículas do barril que são assumidas pelo líquido. Porém, uma das modificações mais importantes e menos notada é a da própria videira, que, com os anos, vai produzindo uvas com distintas características. Isto faz com que em cada ano o vinho seja único e irrepetível, porque os fatores nunca serão exatamente iguais.

Qual é o mistério de uma boa colheita? A uva tem de crescer com nutrientes metabolizados pela planta. Quer dizer que, se oferecermos generosamente água e sais minerais a uma videira, as uvas crescerão bem e carregadas de sumo, mas o conteúdo desse sumo é apenas água e sais minerais. Por outro lado, se uma vinha carece de água para alimentar o fruto, a planta terá de metabolizar lentamente cada molécula de água que as raízes sejam capazes de encontrar na terra, e portanto a uva crescerá pouco e será escassa mas estará carregada de propriedades da cepa.

Nos primeiros anos de uma vinha, as videiras produzem uvas abundantemente. São frutos grandes e belos, com muito açúcar e bastante agradáveis ao paladar. No entanto, não é recomendável a sua utilização na produção de vinho, porque essas uvas têm poucos nutrientes e proporcionados por uma planta demasiado jovem, na qual a seiva circula cómoda e rapidamente. Ao produzir vinho com estas uvas, o resultado será provavelmente um vinho muito ácido e com pouco sabor.

Durante muito tempo reconheceu-se que não era aconselhável usar uvas de vinha inferior a 5 anos de antiguidade para vinificar. Agora, com as novas técnicas de tratamento de vinhas, conseguiu-se acelerar o desenvolvimento da planta e as vinhas com 3 anos de antiguidade já produzem vinhos de qualidade bastante aceitável.

A maior produção de uvas de uma vinha dá-se até aos 20 anos. Mais ainda, normalmente é necessário ?cortar uva? (cortar cachos antes de tempo para que a planta produza menor quantidade e maior qualidade). Os frutos continuam a ser grandes e carregados de nutrientes.

A partir dos 30 anos estamos perante aquilo que se considera uma vinha velha. Independentemente da riqueza do solo, a planta já foi submetida a podas múltiplas e as suas ?artérias? não funcionam com a mesma facilidade, pelo que a deslocação da seiva até ao fruto é feita lentamente e com dificuldade, o que produz cachos pequenos e carregados de taninos. É difícil elaborar vinho de vinhas velhas, entre outras coisas porque é necessária uma vinha maior para obter a mesma quantidade de vinho, porém, a qualidade aumenta em relação à mesma vinha quando jovem.

Isto não quer dizer que os vinhos da vinhas velhas sejam sempre melhores, porque é tão importante a idade como o estado de conservação, senão…que o digam ao George Clonney…

Em Espanha, há vários vinhos de vinhas velhas que foram reconhecidos internacionalmente. Entre eles, aquele que abriu caminho foi um vinho da Cooperativa San Alejandro em Calatayud, Baltasar Gracián Viñas Viejas de Garnacha, do qual Rober Parker disse que era incrível que um vinho excelente de tal forma, custasse menos de 3 dólares (foram tempos).

Hoje em dia, muitas caves deixam envelhecer as suas melhores videiras para elaborar este tipo de vinhos e já existem tintos imprescindíveis  como o Leda Viñas Viejas, um tempranillo da Ribera del Duero, ou o Dominio de Tares Cepas Viejas, um maravilhoso mencía do Bierzo.

Nos vinhos brancos, ainda que seja menos comum encontrar vinhos de vinhas velhas, é preciso ressaltar o V3, um vinho de Verdejo em Rueda, que, sem dúvida vos vai surpreender. É elaborado pela adega ?Sitios de Bodega?.

Para terminar deixo-vos uma frase de sir Francis Bacon: ?Madeira velha para arder, vinho velho para beber, velhos amigos em quem confiar e velhos autores para ler?.