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Mumm e Fórmula 1: um romance terminado

 TAGS:undefinedA competição de automobilismo mais importante do mundo, a Fórmula 1, deu por terminada a aliança de 15 anos com o seu patrocinador oficial, o Champanhe Mumm.

Esta associação, entre a F1 e a G.H. Mumm, durou 15 anos e finalizou depois da oferta de 5.000.000 euros de patrocínio (realizada pela Mumm- cujo proprietário é Pernod Ricard) ter sido considerada “insuficiente” pela direcção.
Este final, não é apenas o fim do contrato com o patrocínio, mas também do “duche” de 3L de champanhe Mumm, tradicionalmente oferecido aos vencedores de cada Grande Prémio F1 sobre o pódio. A partir de agora será a o Grupo francês LVHM – Moët & Chandon, o responsável pelo banho de champanhe.

O champanhe Mumm, pelo seu lado, também deixará de ser comercializado nas suas garrafas especiais F1 ilustradas.
Após esta notícia, Pernod Ricard marcou a sua posição através de um comunicado de tom conciliador: “ Gozamos 15 anos de champanhe oficial da Fórmula 1 e isto foi um enorme êxito a nível de visibilidade. A nossa missão, de inovar continuamente, emocionar e ultrapassar limites levou-nos à decisão de explorar uma nova oportunidade; a Fórmula E (as corridas de motor eléctrico geridas, tal como a F1, pela FIA), que está a ser algo verdadeiramente novo e que se enquadra nos nossos valores de marca. Além de mais, é a evolução natural do automobilismo”.

Com esta decisão, a Mumm Champanhe aproveitará novas oportunidades de visibilidade mas quem sobe ao pódio da F1 será a Moët et Chandon.

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Mumm Cordon Rouge: Vinho espumante ideal para saborear com carne branca, aperitivos e canapés.

 

 

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Moët & Chandon Brut Impérial: A cuvée de champanhe mais emblemática da Maison. Foi criado em 1869 e personifica o estilo único de Moët & Chandon.

 

Os 10 vinhos mais caros de 2015

 TAGS:undefinedA Wine Searcher publicou recentemente uma lista dos vinhos mais caros do mundo no ano 2015. Como seria de esperar, as primeiras posições são ocupadas pelos vinhos franceses, uma referência internacional no mundo do investimento em vinho. 

Aqui ficam as 10 primeiras classificações:

1. Henri Jayer Richebourg Grand Cru, Cote de Nuits, França – 13.580$: Vinho elaborado com Pinot Noir. O seu preço aumentou nos últimos 3 anos e tornou-se num dos vinhos mais populares na Europa e na Ásia.

2. Domaine de la Romanee Conto Romanee Conti Grand Cru, Cote de Nuits, França – 13.196$: Foi eleito pelos críticos como um dos 5 melhores vinhos franceses. A vindima de 2012 obteve 99 pontos da Wine Advocate e 19 pontos em 20 concedidos por Jancis Robinson. O seu preço aumentou gradualmente nos últimos 3 anos, até se converter no segundo Borgonha mais caro. Este vinho é elaborado com a casta Pinot noir, em Romanee-Conti, um sítio de vinhas Grand Cru (com a correspondente Denominação) em Cote de Nuits, na Borgonha.

3. Henri Jayer Cros Parantoux, Vosne Romanee Conti Grand Cru, França – 8.473$: Classificado pelos criticos como um dos 5 melhores vinhos Vosne-Romanée Cros Parantoux é o 2º vinho mais caro da categoria Vosne-Romanée Premier Cru, tendo aumentado no último ano.

Cros Parantoux é uma das zonas mais respeitadas em Vosne-Romanée, considerada por muitos como digna do status Grand Cru. Localiza-se nas ladeiras da zona climática Richebourg Grand Cru, e, tal como os seus famosos vizinhos, cultiva a Pinot noir.

4. Ego Muller Scharzhof Scharzhofberger Riesling Trockenbeerenauslese, Mosel, Alemanha – 6.924$: Este é o vinho branco alemão de preço mais alto e o terceiro a nível de popularidade. É *elaborado com Riesling*, em Wiltingen, onde 3 vinhas já foram classificadas pela VDP (Associação Alemã de Qualidade) como Erste Lage – Scharzhofberger, Braunfels e Gottesfuss.

5. Domaine eFlaive Montrachet Grand Cru, Cote de Beaune, França – 5.769$:
Este é o vinho branco, elaborado com Chardonnay, com o preço mais alto da Cote de Beaune. O seu preço aumentou nos últimos 3 anos.

6. Domanine Georges & Christophe Roumier Musigny Grand Cru, Cote de Nuits, França – 4.935$: Elaborado com Pinot noir, este vinho procede de uma vinha Grand Cru, no coração da zona vinícola de Cote de Nuits, na Borgonha. É o vinho mais caro de Chambolle-Musigny.

7. Jon. Jos. Prum Wehlener Sonnenuhr Riesling Trockenbeerenauslese, Mosel, Alemanha – 4.867$: Este é o terceiro vinho classificado pela Wine Spectator e o segundo vinho alemão mais caro. Elaborado com a casta Riesling, em Wehlen, uma das vilas mais conhecidas na região do vinho de Mosela, localizada junto às águas de Bernkastel-Keus e Graach e antes de Zeltingen.

8. Domaine de la Romanee Conti Montrachet Grand Cru, Cote de Beaune, França – 4.458$: A Wine Advocate classificou este vinho como sendo um dos 5 melhores de Puligny-Montrachet e já recebeu mais prémios do que qualquer outro vinho da região. A casta, Chardonnay, cresce na vinha Montrachet, a jóia da coroa dos vinhos brancos borgonheses.

9. Domaine LeRoy Musigny Grand Cru, Cote de Nuits, França – 4.454$: É o segundo vinho mais caro de Chambolle-Musigny. Pinot noir de Musigny, uma vinha Grand Cru, classificada em 1936, na zona vinícola de Cote de Nuits, na Borgonha. A importância desta vinha na vida local reflete-se no nome actual da Vila, antes Chambolle, hoje Chambolle-Musigny.

10. Domaine Jean Louis Chave Ermitage Cuvee Cathelin, Rhone, França – 4.131$: O 3º vinho francês com a classificação mais alta concedida pela Wine Advocate e pela Wine Spectator. Elaborado com a casta Syrah, este é o vinho mais caro do Rhone, en subida crescente nos últimos dois anos. As suas origens foram largamente debatidas, mas a sua casa actual é sem dúvida, o Vale do Ródano.

Hoje recomendamos 2 vinhos franceses, que, apesar de não constarem desta lista de luxo, certamente serão apreciados por muitos.

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Château Pontet-Canet 2008: Pauillac das adegas Château Pontet-Canet. Castas Petit verdot e Merlot de 2008. 13º de graduação alcoólica. 

 

 

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Château Sociando Mallet 2005: Vinho tinto com Denominação de Origem Alto Médoc, das adegas Château Sociando Mallet. Elaborado com as castas Merlot e Cabernet sauvignon de 2005. Graduação alcoólica de 13º. 

 
 
*Photo: Alin Zelenco

Languedoc-Rousillon, terra de vinhos

 TAGS: Em 1987, devido a uma crise do setor agrícola, alguns pioneiros da zona organizaram a união de viticultores e criaram uma nova identificação para as suas etiquetas: Vin de Pays d’Oc, um vinho comum de mesa, regional e com garantia de qualidade. Para conseguir vender as suas produções a preços acessíveis, apostaram por variedades apreciadas internacionalmente. Deste modo, com novos métodos de colheita e vinificação, começaram a produzir variedades semelhantes aquelas que o mercado já consumia.

São 40 as denominações de Origem que derivam da variedade de solos, clima e cepas de Languedoc-Roussillon. A mesma diversidade que confere o poder de converter esta região numa das esperanças de maior desenvolvimento e potencial de França.

No entanto, foi a dedicação que o seu povo depositou no turismo e na agricultura, que permitiu ao Sul do país ser reconhecido pela variedade dos seus produtos e pela sua saborosa cozinha.

Entre os ingredientes básicos encontram-se o azeite, alho e manjericão, juntamente com os aromas das ervas da garrigue provençal (mata), como o tomilho, rosmaninho e loureiro, que completam as especialidades rurais e litorais da zona. Tudo isto sem contar com as suas extensões de vinha, que representam o 40% das plantações francesas.

Na costa do Mediterrâneo, desde Nimes, até às margens do Rio Aude, Languedoc divide-se em sete zonas: Coteaux du Languedoc, Minervois, Fitou, Malepére, Corbiéres, Cabardés e Limoux. A primeira, Coteaux du Languedoc, é conhecida por ser o lugar mais antigo de produção de vinho de França. Destacam-se os vinhos tintos, ainda que também se elaborem alguns rosés e brancos. Minervois localiza-se entre o Canal du Midi, para Sul, e a Montagne Noire para Norte. Os seus tintos são rústicos e são aconselháveis para acompanhar carnes vermelhas; enquanto que os brancos são ideais para servir com marisco e peixe branco.

Por outro lado, Fitou, segundo os historiadores, é o lugar onde os gregos plantaram as primeiras vides e estende-se desde Narbonne e Perpignan até às montanhas de Corbiéres. Caracteriza-se por produzir vinhos tintos encorpados e com aromas complexos de especiarias e fruta madura. Malepére, por sua vez, é rodeada pelo Canal du Midi e pelo Rio Aude, destacando-se pela elaboração de rosés.

Com mais de 23.000 Hectares, Corbiéres abarca Carcassonne, Narbonne, Perpignan e Quillan e divide-se em 11 zonas, por tipo de solo e condições climáticas. 90% dos seus tintos são novos, leves e de sabor frutado. 6 rios regam as suas ladeiras e socalcos, em direção à Montagne Noire e dominando a Cidade de Carcassonne. Graças à sua situação entre Languedoc e Bordeaux, tanto as variedades de uva atlânticas (Merlot, Cabernet Sauvignon, Franc, Malbec e Fer Servadou) como as mediterrâneas (Syrah e Grenache) crescem bem aqui.

A história conta que Tito Lívio, há 2000 anos, elogiou os vinhos brancos de Limoux. Depois, em 1531, um monge beneditino descobriu o processo natural que converte os vinhos comuns em espumantes, e então nasceu oprimeirochampanhedo mundo, hoje em dia, o 95% da produção da região, com o Blanquette de Limoux, o Crémant de Limoux e o Blanquette Méthode Ancestral. Assim, o Blanquette de Limoux, o brut mais velho do mundo, é o resultado da montagem de pelo menos um 90% de Mauzac e um restante Chardonnay e Chenin.

Vinhos da Gália

 TAGS:Pelos caminhos que levam a Santiago, por entre bosques e parques, sente-se o aroma das ervas frescas e algumas notas de tomilho e loureiro. Ali, no Sul de França, onde termina a Catalunha, encontra-se a Região de Languedoc-Roussillon, terra de vinhos tintos, doces e espumantes, e de sabores mediterrâneos de azeitonas e alho.

Languedoc caracteriza-se pela produção de vinho tinto e moscatel, enquanto que em Roussillon predominam os espumantes e os vinhos doces naturais. Entre a Catalunha, os Pirenéus e o Mediterrâneo, as montanhas e encostas desta zona escondem ruínas milenárias e protegem os líquidos densos e intensos do seu moscatel naturalmente doce e espumante, assim como a sua marca: Sud de France.

Os historiadores afirmam que esta região foi estabelecida nos finais do séc. III a.c., por um povo celta. Naquela época as capitais eram Toulouse e Nimes. Invadida por romanos e vândalos, em 778, Languedoc-Roussillon, foi conquistada por Carlos Magno, quem, à sua morte, deixou estas terras como herança a um dos filhos e encarregou os Condes de Toulouse da sua administração. Naquela época, existiam por um lado os Condados de Roussillon e Cerdanya, domínio da Coroa de Aragão; e por outro lado o Sul de Languedoc, propriedade da Casa Trencavel e os seus rivais, Condes de Toulouse. Anos mais tarde, em 1271, ao ser extinta a dinastia dos Condes de Toulouse, a província foi finalmente integrada no reino de França, tendo sido estabelecida cidade de Corbiéres como fronteira entre este reino e a coroa de Aragão.

Em relação à vinha, há quem afirme que o seu cultivo chegou a esta zona com os gregos, no séc. VIII a.c., porém, foi em mãos dos romanos que a produção de vinho desenvolveu a sua potencialidade, chegando mesmo a competir com as vinhas italianas. Mais tarde, com o aparecimento dos caminhos-de-ferro, em 1800, a produção de Languedoc-Roussillon foi dada a conhecer no resto do país.

?Anfiteatro com vista para o mar?, como lhe chamam os geógrafos, esta zona é delineada por montanhas e planícies que limitam a Catalunha, o mar Mediterrâneo (o Golfo de Leao) e as Regiões francesas de Provence- Alpes- Côte d’Àzur, Rhône- Alpes, Auvergne e Midi-Pyrénées . Dado o seu desenvolvimento e potencial, esta zona é a esperança francesa e a responsável da maior parte da produção de vinhos do país.

Reconhecida por várias Denominações de Origem e os seus agradáveis vinhos comuns ? denominados Vin de Pays, pelo volume da sua produção e a riqueza histórica que deixou conquistas helénicas e romanas, esta região destaca-se ainda pelos seus aromas e sabores mediterrâneos.  Languedoc-Roussillon compreendeu o valor dos seus vinhos quando, um vinho de Languedoc, chamado Mas de Daumas Gassac, foi destacado perante os reconhecidos Crus classés de Médoc (Bordeaux).

Diz-se que Olivier Jullien, um enólogo recentemente recebido, foi o homem, que com apenas 20 anos, compreendeu a potencialidade das terras do Sul de França para criar vinhos encorpados e intensos. Sob este lema levantou com as próprias mãos a cave Mas Jullien. Foi mais tarde seguido por produtores nacionais e estrangeiros dando-se inicio a uma corrente de inspiração que não decaiu até hoje. Ele explicou também que, ali não são elaborados unicamente grandes vinhos, mas também se realizam cuvées especiais com Denominação de Origem, como vinhos simples a preços razoáveis, bem denominados como o Vin de Pays.