Etiqueta: vinhos brancos

Vinhos para casais

 TAGS:undefinedNum jantar romântico, o chocolate e as ostras formam um efeito algo afrodisíaco, tal como o vinho, e há sempre um tinto, um branco ou um espumante ideal para partilhar num ambiente a dois.

Um vinho branco cai sempre bem, especialmente com massas, arrozes ou peixe, já que são vinhos normalmente secos e muito frescos. Recomendam-se os brancos elaborados com Cabernet sauvignon, Malvasia ou Grenache, normalmente são vinhos que vão bem com quase tudo, de modo que se há algum prato de caça na mesa, o branco também é bem-vindo.

Quando se trata de tintos, Portugal tem uma enorme variedade com qualidade, como por exemplo a Denominação de Origem do Douro. São vinhos intensos e com corpo, o que pode ser um ponto a favor para ele e para ela, já que que cada vez são mais as mulheres que saboreiam um tinto com personalidade.

Uma sugestão: reservem os tintos para pratos de carnes, carpaccios e sobremesas de chocolate. As castas Grenache e Merlot, por exemplo, resultam em vinhos delicados, longos no paladar e muito saborosos.

Em casal podemos permitir-nos o mimo de provar vinhos de qualidade, se a garrafa o merece, compensa pagar um pouco mais, seja em casa ou num restaurante. De qualquer modo, hoje em dia há vinhos de grande qualidade, por menos de 10€, e que possuem todas as qualidades para fazer uma harmonização fantástica.

Se o que pretendemos é seduzir… talvez o ideal seja um vinho espumante. As borbulhas são puro movimento e esta é uma bebida sensual por natureza, que pode ser a companhia perfeita para sobremesas ou mesmo fazer parte dos aperitivos.

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Gran Passione 2015

 

 

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Amor de Madre Crianza 2014

Vinhos para harmonizar com sushi

 TAGS:undefinedO sushi é um dos pratos que estão na moda e que ganhou terreno em vários países. É um prato com grande variedade de sabores e a nível nutricional é perfeito. Para acompanhar o sushi é importante escolher o vinho adequado. Hoje deixamos algumas dicas para te ajudar.

Vinhos brancos

Dependendo do tipo de sushi, e ainda que habitualmente seja elaborado com peixe cru, escolhemos o tipo de vinho. Como a maioria do sushi é de peixe achamos que o vinho branco é aquele que melhor o acompanha, já que possui a frescura necessária, aromas frutados intensos, que, ao ser combinados com arroz, soja e peixe intensificam a mistura dos sabores.

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Flor de Vetus Verdejo 2014: vinho branco com Denominação de Origem de Rueda, elaborado com a casta Verdejo de 2014 e com 13º de graduação alcoólica. Ideal com peixe e portanto, sushi.

 

 

Vinhos rosé

Tal como com o branco, o rosé também é o vinho ideal para harmonizar com sushi. Aporta frescura seja qual for a estação do ano

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Gramona Moustillant Rosat Brut: um rosé com Denominação de Origem do Penedés, das adegas Caves Gramona elaborado com as castas Syrah e Merlot y 11º de graduação alcoólica.

 

 

Vinhos tintos

Mas os vinhos tintos também têm o seu lugar junto a sushi, porém, estes devem ser vinhos novos e leves com presença reduzida de taninos. O resultado são vinhos frescos que regam bem os ingredientes protagonistas do sushi.

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Juan Gil 12 Meses 2013: Vinho tinto com Denominação de Origem de Jumilla. Castas Monastrell de 2013 com 15º de graduação alcoólica.

 

 

Outras variedades

Entre as variedades escolhidas damos especial atenção aqueles elaborados com Tinta roriz e Alvarinho. Em relação aos rosés, aconselhamos o Chardonnay, Monastrell e Sauvignon blanc. Entre os tintos, a casta Syrah é uma das eleitas.

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José Pariente Sauvignon Blanc 2014: vinho branco com Denominação de Origem de Rueda, elaborado com Sauvignon e Sauvignon blanc de 2014.

 

 

São, pois, variados os vinhos para acompanhar com sushi. Para além dos brancos, rosés e tintos, estão também os espumantes e cavas. Existe uma enorme variedade de marcas e tipos de vinho ideais. Desde os argentinos Malbec aos Pinot Noir da Borgonha, passando pelos alvarinho portugueses, alguns rosé da Denominação de Origem Jumilla ou tintos do Minho.

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Laforêt Pinot Noir 2011: Joseph Drouhin é o produtor deste vinho tinto com Denominação de Origem de Borgonha e as melhores uvas de Pinot Noir de 2011. Graduação alcoólica 12.5º.

 

 

Mais variedades de uvas brancas

 TAGS: Muitos de vós comentaram a publicação anterior no Twitter, dizendo que faltavam alguns tipos de uva branca. Tal como já foi comentado, a publicação referia-se a algumas uvas brancas. Porém, como os vossos desejos são ordens, aqui ficam mais algumas, para que possam comprar vinho sabendo qual o sabor que se pretende:

Verdejo

A uva Verdejo é uma uva em elevado auge nos últimos anos, nos quais saltou deRueda, a sua origem e onde era a rainha, até muitas outras zonas que atualmente a investigam e trabalham com algum êxito. Os vinhos de verdejo costumam ter uma cor muito clara, algo que é dado como uma virtude e um sabor entre o ácido e o amargo (ácido no princípio e travo ligeiramente amargo no final). Por isso, normalmente os aromas ácidos da uva se identificam com os da maçã verde, com os cítricos (limão, lima e toranja) e inclusive ananás e banana. Um bom vinho de verdejo costuma sair bastante barato comparado com outras uvas, como o Afortunado 2009, que é bastante bom.

Malvasía

A Malvasía é uma uva que produz vinhos de cor amarela dourada intensa, com aromas de pêssego, lichia, ananás… Tal como a verdejo, tem sabores entre o ácido e o amargo, a malvasía fica entre o ácido e o doce, ainda que geralmente predomine o último. É uma planta pouco resistente, pelo que não existem muitas vinhas de Malvasía, ainda que se costume utilizar para dar um toque doce a alguns vinhos brancos, exceto nas Canárias, onde se produzem grandes vinhos desta variedade, como por exemplo o Grifo Blanco Seco 2008.

Macabeo (ou Viura)

A Macabeo/Viura é uma das uvas de utilização mais alargada, porque resiste muito bem ao frio e é sensível ao Botytris, um fungo utilizado para produzir determinados vinhos doces como o Tokaji. Produz um vinho com um delicado aroma de erva fresca, feno, flores brancas e uma cor amarelo pálido palha, com tons verdes e pouco alcoólico. É ideal para acompanhar arroz branco ou gnocchis. É muito utilizado como mescla para a elaboração de cava. Não se fazem muitos monovarietais de Macabeo, que habitualmente são muito secos. Ainda assim, há bons vinhos brancos de Macabeo, como o Albet I Noya 3 Macabeus 2009, um vinho delicado e especial.

Moscatel

Continuamos com a uva Moscatel, que tanto pode ser preta, como branca, ainda que quase sempre se utilize apenas em vinhos brancos. Como é a casca da uva aquilo que dá a cor ao vinho, quando se utiliza a uva moscatel preta, o mosto tem de ser separado imediatamente da casca para que não ganhe cor. Ainda assim os vinhos de Moscatel têm normalmente tons âmbar ou cobre. Tal como a Malvasía, ao ter bastante açúcar, costumam aguentar bem o passar do tempo e a uva passa pode ser utilizada para elaborar vinhos doces (os vinhos moscatéis que conhecemos desde sempre). Tem aromas de mel, pêssego em calda, fruta cristalizada…Um muito bom Moscatel novo (menos doce) a um preço fantástico é o Reymos, da D.O. De Valência.

Riesling

Por último, e ainda que faltem muitas, terminamos, pelo menos por hoje, com a Riesling, uma uva da qual saem vinhos com cores muito claras, com reflexos brilhantes e aromas a maçã verde, cítricos e flores como a de laranjeira. É um vinho com pouca graduação e que se usa especialmente em zonas frias, porque, de contrário pode resultar pouco aromático. Se pretendem provar um vinho saboroso desta uva, Sumarroca produz o Sumarroca Riesling 2009,com uma muito boa relação qualidade-preço.

Vinhas novas, vinhas velhas

 TAGS:Um dos mais maravilhosos mistérios do vinho é a evolução constante que sofre. A mesma garrafa, provada com vários dias de diferença pode albergar diferentes nuances. Isto acontece porque o vinho aloja inumeráveis bactérias em desenvolvimento, que se vão modificando, e por consequência modificam as características do caldo.

Também nos barris são produzidas importantes modificações, quando o contacto do vinho com a madeira provoca o desprendimento de partículas do barril que são assumidas pelo líquido. Porém, uma das modificações mais importantes e menos notada é a da própria videira, que, com os anos, vai produzindo uvas com distintas características. Isto faz com que em cada ano o vinho seja único e irrepetível, porque os fatores nunca serão exatamente iguais.

Qual é o mistério de uma boa colheita? A uva tem de crescer com nutrientes metabolizados pela planta. Quer dizer que, se oferecermos generosamente água e sais minerais a uma videira, as uvas crescerão bem e carregadas de sumo, mas o conteúdo desse sumo é apenas água e sais minerais. Por outro lado, se uma vinha carece de água para alimentar o fruto, a planta terá de metabolizar lentamente cada molécula de água que as raízes sejam capazes de encontrar na terra, e portanto a uva crescerá pouco e será escassa mas estará carregada de propriedades da cepa.

Nos primeiros anos de uma vinha, as videiras produzem uvas abundantemente. São frutos grandes e belos, com muito açúcar e bastante agradáveis ao paladar. No entanto, não é recomendável a sua utilização na produção de vinho, porque essas uvas têm poucos nutrientes e proporcionados por uma planta demasiado jovem, na qual a seiva circula cómoda e rapidamente. Ao produzir vinho com estas uvas, o resultado será provavelmente um vinho muito ácido e com pouco sabor.

Durante muito tempo reconheceu-se que não era aconselhável usar uvas de vinha inferior a 5 anos de antiguidade para vinificar. Agora, com as novas técnicas de tratamento de vinhas, conseguiu-se acelerar o desenvolvimento da planta e as vinhas com 3 anos de antiguidade já produzem vinhos de qualidade bastante aceitável.

A maior produção de uvas de uma vinha dá-se até aos 20 anos. Mais ainda, normalmente é necessário ?cortar uva? (cortar cachos antes de tempo para que a planta produza menor quantidade e maior qualidade). Os frutos continuam a ser grandes e carregados de nutrientes.

A partir dos 30 anos estamos perante aquilo que se considera uma vinha velha. Independentemente da riqueza do solo, a planta já foi submetida a podas múltiplas e as suas ?artérias? não funcionam com a mesma facilidade, pelo que a deslocação da seiva até ao fruto é feita lentamente e com dificuldade, o que produz cachos pequenos e carregados de taninos. É difícil elaborar vinho de vinhas velhas, entre outras coisas porque é necessária uma vinha maior para obter a mesma quantidade de vinho, porém, a qualidade aumenta em relação à mesma vinha quando jovem.

Isto não quer dizer que os vinhos da vinhas velhas sejam sempre melhores, porque é tão importante a idade como o estado de conservação, senão…que o digam ao George Clonney…

Em Espanha, há vários vinhos de vinhas velhas que foram reconhecidos internacionalmente. Entre eles, aquele que abriu caminho foi um vinho da Cooperativa San Alejandro em Calatayud, Baltasar Gracián Viñas Viejas de Garnacha, do qual Rober Parker disse que era incrível que um vinho excelente de tal forma, custasse menos de 3 dólares (foram tempos).

Hoje em dia, muitas caves deixam envelhecer as suas melhores videiras para elaborar este tipo de vinhos e já existem tintos imprescindíveis  como o Leda Viñas Viejas, um tempranillo da Ribera del Duero, ou o Dominio de Tares Cepas Viejas, um maravilhoso mencía do Bierzo.

Nos vinhos brancos, ainda que seja menos comum encontrar vinhos de vinhas velhas, é preciso ressaltar o V3, um vinho de Verdejo em Rueda, que, sem dúvida vos vai surpreender. É elaborado pela adega ?Sitios de Bodega?.

Para terminar deixo-vos uma frase de sir Francis Bacon: ?Madeira velha para arder, vinho velho para beber, velhos amigos em quem confiar e velhos autores para ler?.