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Como fazer vinho em casa

 TAGS:O vinho, essa bebida de imensa variedade que pode ser encontrada em quase todo o mundo em diferentes qualidades e preços, faz dela uma bebida universal e para alguns, a bebida por excelência. Os que bebemos vinho habitualmente, temos também a curiosidade por fazer o nosso próprio vinho. Por esta razão decidimos publicar uma receita ?simples? de vinho caseiro.

Importante

Para elaborar esta receita necessitas um recipiente grande de metal ou louça, onde a uva prensada vai repousar. Também deves ter em conta que o recipiente deve ser aberto, para que os gases da uva se possam soltar na fermentação. Também deverias ter um garrafão, como o da imagem, onde o vinho será guardado uma vez preparado. Se conseguires encontrar um pequeno barril de madeira curada, excelente, mas não é imprescindível para uma preparação caseira como esta.

Fazer vinho em casa

A primeira coisa a fazer é escolher a uva, ou uvas e misturar um ou dois tipos. Se é a tua primeira vez, o conselho é que utilizes apenas um tipo. A quantidade também é importante, recomenda-se experimentar com pequenas quantidades. Recorda que uma garrafa de vinho de 750 ml contém de 1,5 a 2Kg de uva, dependendo da uva evidentemente, porque nem todas são igualmente sumarentas.

Preparação:

  1. Lava a uva e deixa-a secar naturalmente.

  2. Prensa a uva (podes fazê-lo de forma tradicional, pisando-a, ou com uma prensa de cozinha.

  3. Deixa todas as uvas prensadas (incluindo restos de ramos, sementes, etc…) num recipiente de metal ou louça, fundamental é que este seja aberto.

  4. Deixa repousar o preparado entre 24 a 36 horas, num lugar fresco.

  5. Uma vez repousado, poderás observar que o líquido fica no fundo do recipiente e o bagaço e impurezas flutuam à superfície. Com uma peneira retiram-se as sobras para que o líquido fique limpo.

  6. Uma vez passada a peneira, deitamos o líquido no garrafão ou pequeno barril (se o temos) e deixamos repousar o preparado, destapado, durante 3 ou 4 dias. É extremamente importante que fique destapado, já que é neste período de tempo que o vinho emana gases.

  7. Passados 3 a 4 dias, tapamos o nosso vinho com uma rolha, perfurada no meio e com uma pequena mangueira para que os gases do vinho possam sair.

  8. Deixamos fermentar o vinho caseiro durante um mínimo de 45 dias.

Recorda que esta é uma receita caseira e devido às limitações que implica, o vinho obtido será de mesa, mas com um enorme sabor a vitória porque é feito por ti.

Existem variações mais complexas desta receita e sobretudo mais seguras. Na internet encontras outras preparações e em países com maior tradição de elaboração caseira de vinho, países onde se chega a vender inclusive a pasta de uva e pastilhas para controlar a acidez do vinho, sem necessidade de ser destapado e deste modo o vinho não se oxida. Porém, esta é uma forma artesanal, uma explicação de como se elaborava o vinho tradicionalmente em cada casa e portanto, este artigo tem maior relevância como analisedo que propriamente pretender que faças vinho em casa.

De forma que, se preferes não fazer o teu próprio vinho, deixamos-te duas recomendações de vinhos ecológicos:

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Destrankis Eco 2011

 

 

 TAGS:Cyan Eco Roble 2009Cyan Eco Roble 2009

Cyan Eco Roble 2009

Em tua casa fazia-se vinho? Continua a fazer-se? Viste fazê-lo?

Encontrar o melhor vinho

 TAGS:Este vinho foi recomendado pela Uvinum, aquele pelo Robert Parker, o outro pelo empregado de mesa… Hoje em dia existem mil formas de receber recomendações de vinho, que nos permitem distinguir a sua qualidade, no entanto, não há nada que provoque tanta indecisão (nem tanto medo a enganar-se) como escolher um vinho.

Ninguém duvida tanto ao mudar de marca de leite… Oxalá existisse uma etiqueta universal que apenas se aplicasse aos bons vinhos, porém isto é algo extremamente subjetivo e por vezes é apenas uma questão de gosto. Não é algo que te afete apenas a ti, mesmo os profissionais, quando recomendam vinho, também se perguntam: recomendo este vinho porque é bom ou porque eu gosto?

Para cumulo, quando lês as notas dos ?peritos?, falam de ?paladar médio?, ?retronasal profundo?, ou ?recordações de carne fumada e notas de tabaco?. Como explicas qual é o vinho de que gostas? Por vezes, não só é difícil encontrar aquilo de que gostamos, como também, uma vez provado, é difícil explicar porque gostamos. Vamos tentar ajudar-te para que escolhas com mais confiança em ti.

Se pensas num vinho correto, que possa ser agradável a várias pessoas diferentes, então é lógico que penses num vinho que não seja excessivamente doce, ácido ou amargo. A palavra que melhor o poderia definir seria ?equilibrado?. Já avançamos um bocadinho… Temos uma palavra que qualquer pessoa pode entender. E depois?

Na verdade, já avançamos bastante , porque o equilíbrio orienta-se quase exclusivamente em 2 direções se nos referimos a vinhos brancos, e a 3 em relação aos tintos.

Nos vinhos brancos, as direções relacionam-se com:

  • O frutado. Se a sua presença é em demasia, notarás que o vinho sabe como um puré de fruta podre.
  • A acidez. Se pelo contrário, o vinho marca uma acidez elevada, a sensação é semelhante à de chupar um limão.

Mas imagina que provas um vinho que tem, a proporção adequada entre o sabor de uma salada de frutas e o ponto correto de acidez. Provavelmente gostarias, não? Isso é o que se chama um vinho equilibrado de que, normalmente, qualquer pessoa gosta.

No caso dos tintos, a 3ª direção representa:

  • Os taninos. Os componentes habituais dos vinhos tintos que conferem essa sensação de secura, ou de poeira, que notas por exemplo quando tomas um chá verde sem açúcar.

Quanto mais preto é o chá e mais tempo o deixes repousar, maior é a sensação dada pelos taninos. Se adicionas leite e açúcar ao chá essa sensação diminui. A presença correta de taninos seria como tomar uma boa chávena de chá. Se um vinho contém uma elevada presença de taninos, ou são demasiado potentes, não notarás nem a acidez nem o frutado, ou seja, adeus vinho, olá boca de lixa!

Claro que os vinhos Chardonnay equilibrados não são iguais aos vinhos Sauvignon Blanc equilibrados. Cada variedade de uva tem o seu sabor (e o seu equilíbrio) de forma que não tens outra opção senão a de ir conhecendo cada uva para apreciar o seu valor e assim, escolher as que mais gostes.

Um vinho equilibrado é um vinho correto que nunca falha, mas em questão de gostos cada um sabe de si. Como gostas dos vinhos? Ligeiramente ácidos? Frutados? Na medida em que conheças as tuas preferências poderás escolher o mais apropriado para ti, explica-los, pedi-los num restaurante ou numa loja de forma confiante.

Quando recomendamos vinho tratamos de escolher os vinhos ?objetivamente? mais equilibrados, ainda que cada um tenha as suas preferências. Se analisares a imagem, verás as direções de um vinho tinto perfeitamente equilibrado e mais abaixo, as linhas dos vinhos de que eu mais gosto, de baixa acidez, ligeiramente tânicos e com muita fruta.

Por exemplo, um vinho que eu adoro:

 TAGS:Pittacum Barrica 2007Pittacum Barrica 2007

Pittacum Barrica 2007, um vinho fantástico e muito pessoal do Bierzo.

 

 

No entanto poderia recomendar-te:

 TAGS:Demencia de Autor 2008Demencia de Autor 2008

Demencia de Autor 2008, um vinho, sem dúvida, mais equilibrado, e que representa melhor as qualidades da uva Mencía dessa zona. Qual escolherias tu?

 

O vinho italiano

 TAGS:Itália é um país com uma das mais importantes culturas do vinho, o que o converte num dos principais produtores do mundo desta bebida. Os vinhos de Itália gozam de uma merecida fama, assim como as suas adegas e extensas zonas vitivinícolas, que se encontram por quase todo o território.

O vinho em Itália remonta à época em que os gregos micénicos pisaram a terra de Rómulo e Remo. Foram eles quem introduziu a viticultura em 800 A.C. Mas é somente 200 A.C. Que o vinho começa a ter força no Império Romano, e tanto é assim que o imperador Dominiano mandou destruir vinhedos para substituir por plantações de alimentos.

A história do vinho italiano

Nessa época, a viticultura foi proibida fora do Império Romano no que eles chamavam ?o direito romano? e este facto fez com que o comércio do vinho aumentasse consideravelmente. Ao longo dos anos e enquanto o Império Romano e as suas leis se debilitavam, a viticultura expandiu-se pela Europa e sobretudo na Gália (França).

Na Itália moderna, a viticultura floriu como nunca, convertendo-se no maior produtor mundial de vinho, ainda que o reinado lhe durou pouco já que, foi substituído por França nos últimos anos. Hoje em dia goza do estatuto de segundo produtor,os seus vinhos alcançam uma fama mundial, assim como as suas adegas e toda a cultura de que faz parte o mundo do vinho.

 Vinhos italianos, denominações, castas e variedades

A Itália divide-se politicamente em 20 regiões e todas elas produtoras de vinhos. O seu território inclui os Alpes, extensa zona costeira (na qualidade de península), altas montanhas e colinas. Os diversos climas e solos permitem o cenário perfeito para a viticultura em todas as suas vertentes.

Existem 4 tipos de denominação de origem italiana, 2 delas denominadas VCPRD (vinhos de qualidade produzidos numa região ou regiões específicas) e são elas: a Denominação de Origem Controlada (DOC) e a Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG). Outras duas pertencem aos Vinhos de Mesa: Vino de Tavola e Indicazione Geográfica Tipica (IGT).

Segundo o Ministério da Agricultura e Silvicultura (MIRAF) em Itália existem 350 variedades de uvas mas sabe-se que na verdade o número ronda as 500. Esta enorme quantidade faz com que a coleção de vinhos seja extraordinária, alguns deles destacados pela qualidade e fama. Entre as principais castas de Itália podemos nomear:

  • Sangiovese (tinta) Encontrada em maior quantidade na Toscana.

  • Verdicchio (branca) Encontrada em maior quantidade em Marches.

  • Nebbiolo (tinta) Encontrada em maior quantidade em Barolo e Barbaresco.

  • Trebbiano (branca) Encontrada em maior quantidade em Lazio e Abruzzo.

  • Montepulciano (tinta) Encontrada em maior quantidade em Los Abruzos.

  • Dolcetto (tinta) Encontrada em maior quantidade em Piamonte.

  • Moscato (branca) Encontrada em maior quantidade em Piamonte.

Deixamos aqui 2 recomendações de vinho, muito especiais em Itália, para que sejas tu a completar a opinião.

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Gaja Barbaresco 2009: O Barbaresco é um dos tipos de vinho más interessantes e reconhecidos de Itália, e Gaja provavelmente é a adega que melhor o faz. Este Gaja 2009 é espetacular, e mostra-nos o melhor da uva Nebbiolo.

 

 

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Canti Pinot Grigio Rosé Brut: Espumante rosé elaborado com a tão especial Pinot Grigio. Surpreendente e muito diferente de tudo o que conheces. O seu preço é insuperável!

 

O que significa…? Mais termos franceses

 TAGS:Continuámos a descobrir o significado de algumas palavras em francês, de muita utilização no mundo do vinho:

Clos ? Palavra utilizada para descrever uma propriedade vitícola cercada por um muro e que corresponde, normalmente, a uma propriedade monacal.

Coupage ? Termo utilizado para definir o processo de mescla de vinhos, da mesma ou diferente colheita. Esta prática tem como objetivo unificar, complementar, corrigir ou melhorar as qualidades do vinho.

Crémant ? Vinho de origem francesa, espumante muito suave obtido pelo método tradicional, numa determinada zona de denominação de origem, sendo os mais populares os da Alsácia, Borgonha, Bordeaux, e Loire.

Decuider ? Termo utilizado para referir as pequenas colheitas.

Domaine ? Palavra que determina a propriedade vitivinícola.

Eleveur ?Termoque define o elaborador do vinho, não confundir com viticultor.

Frappé ? Utilizada para determinar a temperatura a que devem beber-se alguns champanhes e vinhos brancos.

Goulot ? Parte alta da garrafa de vinho.

Gourmet ? Pessoa de paladar e gosto apurado, amante da boa mesa e do bom vinho ao nível de um provador. Este termo foi levado a muitos produtos para referir a sua qualidade, como por exemplo o café gourmet. Não confundir com gourmand, que se refere igualmente a quem cede aos prazeres da mesa, mas mais em quantidade, que propriamente em qualidade.

Jambe ? A tradução direta significa perna, no mundo do vinho a palavra é utilizada para descrever a lágrima que o vinho deixa no copo ao ser agitado.

Oni Vins ? Sigla de “Office National Interprofessionnel des Vins”, organismo francês que se encarrega de regular o vinho, tanto no mercado francês como a nível internacional.

Perlage ? Descreve o efeito das borbulhas em forma de pérolas que se formam no copo.

Perlant ? Termo utilizado para referir alguns vinhos, que contêm gás carbónico.

Pétillant ? Vinho com um toque efervescente devido à presença de pequenas borbulhas contidas no gás carbónico. Normalmente utiliza-se este termo para o distinguir dos chamados vinhos de agulha (ou com pico), já que os últimos são mais efervescentes.

Pigeage ? Método tradicional utilizado no processo de fermentação, de forma resumida podemos dizer que o pigeou (um disco largo de cabo longo) empurra e remove a massa sólida que tende a subir pela presença de CO2 durante a fermentação. É uma alternativa à pisa da uva utilizada em Portugal, sobretudo no Douro.

Vins cuits ? Vinho elaborado com mosto muito concentrado.

Vin nouveau ? Vinho novo engarrafado em pequenas quantidades e comercializado em igual medida. Também é conhecido como ?vin primeur?.

O que significa…? Termos franceses

 TAGS:É habitual, no mundo do vinho, encontrarmos alguns termos em outras línguas. São termos relevantes, alguns deles sem tradução direta a português e muitos deles provêm do francês, do pais que se rendeu à cultura do vinho. Vamos descobrir significados.

Acanage ? Termo muito utilizado no mundo vitivinícola, que faz referência aos arames que mantêm a vide presa na latada.

Bouquet ? Ainda que a tradução direta desta palavra seja ?ramo? (de flores) faz referência ao aroma do vinho envelhecido. Quando se agita o copo e seguidamente se deixa repousar por um momento, obtemos o bouquet.

Chateau ? Casa senhorial de campo francesa, no mundo do vinho diz respeito às adegas de Bordeaux que essencialmente determina a independência desta adega em relação a outras da zona. Não é sinónimo de uma grande adega, nem de uma grande produção de vinho, é mais propriamente uma marca territorial. Existem outros ?château? fora de Bordeaux, em outras províncias de França.

Premier Cru ? É o termo que determina a classificação do vinho a nível de qualidade e idade e é quase sempre utilizado em vinhos originários de Bordeaux. Podemos também deparar-nos com o termo ?Grand Crus Classés?, que faz referência a uma lista dos melhores vinhos da zona. A sua tradução literal seria ?acreditado?, uma acreditação de qualidade, história e antiguidade, talvez como o equivalente ao ?vintage? (termo inglês) aplicado a um determinado produto.

Terroir ? O termo vem do latim, ?terratorium?, e é utilizado em outras línguas para designar o território, lugar de origem de algo. Em enologia define a zona vinícola, determina a procedência exata da casta que produziu o vinho e como tal, as condições particulares a que esteve submetida, como o tipo de solo, o clima e a manutenção. Talvez seja a forma mais correta para determinar a denominação de origem, utilizada para determinar um vinho e a viticultura.

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Calvet Vieux Chateau Jouans 75

 

 

 TAGS:Château Pichon-Longueville Comtesse de Lalande 2004Château Pichon-Longueville Comtesse de Lalande 2004

Château Pichon-Longueville Comtesse de Lalande 2004

Tipos de vinho italiano (II)

 TAGS:Continuamos a descobrir a grande variedade dos vinhos de Itália, no seguimento do artigo Tipos de vinho italiano (I) ? as suas origens, características e um pouco da sua história.

Vinho Colorino ? É um vinho originário da Toscana e deve o seu nome à uva com que se elabora, uva esta bastante utilizada na mescla para a produção do vinho chianti. Apesar de não ser um vinho muito popular, tanto é assim que é o menos produzido na Toscana, este vinho é conhecido por vários nomes além de Colorino; Rose Broustina, Colore e Pisano.

Vinho Orvieto ? Vinho oriundo das regiões de Umbria e Lacio. Entre os mais famosos encontramos os brancos Orvieto, elaborados com a mistura das uvas Grechetto e Trebbiano. Nesta zona e no seu início elaborava-se o vinho dourado, amarelo e doce, hoje em dia a sua maior produção diz respeito a vinho seco e semi-seco em muito menor quantidade.

Vinho Montepulciano d’Abruzzo ? Da Região de Abruzzo, seco, de cor rubi intenso, com ligeiros toques violeta, de aroma intenso e sabor equilibrado.

Vinho Fiano di Avellino – É um vinho branco seco, originário de Campania, um dos sítios com maior tradição vitivinícola de Itália e que recentemente, em 2003, recebeu a sua denominação de origem. É um vinho de cor amarelo palha, de aroma frutado e sabor muito fresco.

Vinho Barolo ? Originário da Província de Cuneo (Região de Piamonte ? Norte de Itália). Este vinho é o resultado da fermentação de uvas Nebbiolo (nas variedades Lampia, Michet ou Rosé). É um vinho forte, que chega a alcançar os 16º de álcool. O seu nome deve-se à localidade de Barolo, ainda que atualmente seja produzido em muitas outras localidades de Cuneo.

Vinho Vernaccia di San Gimignano – Vinho branco seco, oriundo da Província de San Gimignano, na Toscana. É um vinho de longa data, elaborado desde a época dos Etruscos (séc. I A.C.). Tem uma cor amarelo-palha, que, envelhecido, se transforma num maravilhoso dourado e um aroma frutado e floral, com bom corpo e bastante consistência.

Vino Nobile di Montepulciano ? Vinho tinto produzido nos arredores da localidade de Montepulciano (Região de Abruzzo). É principalmente elaborado com a uva Sangiovese, assim como com as suas distintas variedades, habitualmente mistura-se com a casta Canaiolo Nero e algumas variedades de Mammolo, sempre em menor quantidade.

Não é fácil encontrar vinho italiano a bom preço, dado que as exportações estão orientadas aos vinhos de maior comercialização como o Lambrusco, ou a vinhos de alta gama como alguns Barolo e Barbaresco.

As adegas italianas apostam mais por mercados mais abertos como o dos Estados Unidos, mas ainda assim podem ser encontrados alguns bons vinhos, como:

 TAGS:Villa Lanata Suculé Barbera D'Alba Doc 2009Villa Lanata Suculé Barbera D’Alba Doc 2009

Villa Lanata Suculé Barbera D’Alba Doc 2009

 

 

 TAGS:Poliziano Nobile Di Montepulciano 2009Poliziano Nobile Di Montepulciano 2009

Poliziano Nobile Di Montepulciano 2009

Bom proveito!

Tipos de vinho italiano (I)

 TAGS:Em Itália, a cultura enológica já vem de longe e com grande tradição. Os seus famosos vinhos ultrapassam todas as barreiras culturais e sociais. Vamos dar uma voltinha por este mundo fascinante para descobrir alguns dos tipos de vinho italiano.

Vino Chianti, Dolcetto e Lambrusco

Vinhos Chianti ? Este tipo de vinho é um tinto extraordinário, de grande qualidade e, por consequência, de grande prestigio. O seu nome denuncia a sua origem, este vinho nasce na Província de Siena, precisamente nas Colinas de Chianti, nas aldeias de Gaiole in Chianti, Castellina in Chianti e Radda in Chianti. Normalmente este vinho é elaborado com uvas Sangiovese, ainda que não se descarta a presença, em quantidades mínimas, de Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon. O mais famoso entre eles, é sem dúvida o Chianti Superiore, o melhor da classe. Hoje em dia, o vinho Chianti é produzido em grandes quantidades nas cidades de Pisa, Arezzo e Florença, formando deste modo, parte das 8 sub-áreas da sua produção atual.

Vinhos Dolcetto ? A sua origem localiza-se na Cidade de Piamonte (Nordeste de Itália), a tradução seria algo como ?um pouco doce?, porém, o dolcetto não tem elevados níveis de açúcar, como se poderia depreender pelo seu nome, mais ainda, a maior parte da produção deste vinho é seca e apenas uma ínfima quantidade é semi-seca (de sabor ligeiramente doce). Entre os dolcetto mais famosos encontramos o Ceretto Nero e o Alcaçúz, vinhos nos quais predomina o sabor de ameixas secas, que lhe dão o seu característico toque amargo com sabor de amêndoa. Em relação a qualidade superior, destacam-se dois tipos de vinho, o Dolcetto di Dogliani e o Dolcetto di Dogliani Superior. Estes vinhos harmonizam perfeitamente com massas e pizzas.

Vinhos Lambrusco ? Têm como origem a Cidade de Emilia-Romagna (Norte de Itália). É um vinho elaborado com muitas variedades de uva, algumas delas são produto de ?clonagem?, nas quais se podem incluir até 40 variedades. Este vinho é dividido em 4 denominações de origem: Lambrusco Salamino di Santa Croce, Lambrusco Reggiano, Lambrusco Grasparossa di Castelvetro e Lambrusco di Sorbara. O vinho lambrusco pode ser ligeiramente espumante, pode ser encontrado na variedade seco, mas em maior quantidade semi-seco. Entre as suas principais características, o lambrusco, tem uma elevada acidez onde se destaca o sabor de frutos como as bagas. Hoje em dia, o maior mercado de lambrusco encontra-se nos Estados Unidos. O seu êxito já foi exportado e, ainda que em menor quantidade, também se produzem vinhos do mesmo tipo na Argentina e no Chile.

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Crestissimo Lambrusco Rosat

 

 

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Dolcetto D’alba Lodoli 2008

Vinhos de Sauternes

 TAGS:Os vinhos de Sauternes são um tipo de vinho branco francês, de sobremesa e oriundo da Região de Sauternes, em BordeauxFrança. Habitualmente é elaborado com castas como a Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle, afetadas pelo fungo Botrytis cinérea, conhecido como ?podridão nobre?.

Nos vinhos Sauternes é característico encontrar o equilíbrio entre a doçura e a acidez, assim como aromas intermitentes de mel, damasco e pêssego, estes sabores têm uma notória permanência no paladar.

Outra das vantagens deste vinho refere-se à sua larga duração em algumas das melhores colheitas, ultrapassando o século etário sem dificuldade.

Atualmente, os vinhos Sauternes são elaborados nos 5 municípios de Sauternes (Barsac, Bommes, Fargues, Preignac e ainda Sauternes) sendo Barsac a zona vinícola mais destacada, inclusive com uma denominação de origem própria.

O vinho Sauternes possui uma particular cor dourada que vai escurecendo com os anos até adquirir o tom de uma moeda de cobre, que, segundo os peritos, é quando atinge o seu melhor estado. Na sua melhor forma, um vinho deste tipo alcança cerca de 13º de álcool.

Além das garrafas grandes podemos encontrar o vinho Sauternes em garrafas pequenas de 375ml. Serve-se ligeiramente fresco. Temperatura ideal 11ºc. Habitualmente é harmonizado com sobremesas, porém, também se diz que não existe melhor acompanhante do que este vinho para um fois grais.

Podridão Nobre

Uma das características que mais se destacam neste vinho é a sua elaboração, na qual a vide é infetada pelo fungo Botrytis cinérea, mais conhecido no mundo do vinho como ?podridão nobre?. Este fungo é introduzido nas cepas com que se elabora o vinho, logrando uma textura particular e aumentando o açúcar da uva. Normalmente, o fungo ataca as uvas onde há nevoeiro e automaticamente inicia-se um processo de dissecação que altera quimicamente a vide, aumentando também o ácido tartárico. Na fermentação do vinho, aumenta ainda a produção de glicerol, que, por sua vez, faz subir o nível de viscosidade do vinho em questão.

A podridão nobre também tem uma influência determinante no aroma e sabor do vinho.  

 TAGS:Château Guiraud 2008Château Guiraud 2008

Château Guiraud 2008

 

 

 TAGS:Château de Fargues 2008Château de Fargues 2008

Château de Fargues 2008

Vinho de gelo – Eiswein

 TAGS:O vinho de gelo, também conhecido como Eiswein (em alemão) é um vinho de mesa elaborado com uvas geladas ou congeladas de modo natural, ou seja, congeladas na própria videira. Este método evita que se congelem os açucares próprios da uva, esta ao perder água produz um vinho mais doce do que habitualmente sucede.

O processo de congelação deste vinho dá-se mesmo antes da fermentação e muitas uvas são afetadas pela ?podridão nobre? o que significa que apenas umas poucas se aceitam para produzir este vinho. É uma árdua classificação manual e com pequenas quantidades de uvas como resultado a que se realiza neste processo, facto que explica o preço deste vinho.

Os vinhos de gelo normalmente são elaborados com uvas Gewürztraminer e Riesling, mas também se utilizam a Chardonnay, Cabernet Franc e Vidal (estas últimas desenvolvem-se bastante bem no Canadá). É um vinho de zonas frias e por esta razão, a Alemanha e o Canadá são as suas principais produtoras.

Este tipo de vinho também é conseguido através de processos modernos como a crio-maceração e a crio-extração, que os vinicultores utilizam para substituir o clima de forma tecnológica e artificial. Neste processo as uvas são congeladas artificialmente até atingirem a maturação desejada para depois extrair o mosto e finalmente elaborar o vinho. É preciso notar que o processo ?artificial? é mais lento e complicado do que o natural, um pequeno erro de cálculo pode danificar o vinho de forma irreversível.

Apesar do vinho de gelo conter um alto teor de açúcar, é um vinho com muita frescura devido à sua alta acidez. Um vinho de gelo, habitualmente, é encorpado e com um final persistente. Podemos dizer que possui aromas que vão desde o pêssego, mel e figos a maças verdes e cítricos. Algumas das suas variedades exalam aromas de frutos tropicais como o ananás, manga ou lichia.

Normalmente, o grau de álcool de um vinho de gelo é menor do que o de um vinho de mesa, ou seja, à volta de 6º, ainda que se possam encontrar até cerca de 13º. Classificar um vinho de gelo como um vinho de sobremesas parece-nos injusto… Para desfrutar plenamente os seus delicados sabores recomendamos beber entre 10 e 12ºc.

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Weinhaus Barzen Eiswein Riesling 375ml 2001

 

 

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Gramona Vi de Glass Gewurztraminer 2010

Os vinhos chilenos

 TAGS:Os vinhos chilenos gozam de uma fama bastante justa e são considerados como alguns dos melhores do mundo. Passemos pela sua história, origens e variedades:

A história do vinho chileno

Remonta à chegada dos espanhóis (1541-1554) e diz-se que o vinho entrou pela Capitania Geral do Chile.

Não é novidade que o solo e o clima chileno são propícios ao cultivo vinícola e por isso se diz que, a Natureza facilitou tudo desde o princípio. O cultivo da vinha cresceu e expandiu-se como um rasto de pólvora, a vinha começou a ser plantada nos arredores de Santiago, depois em Corregimiento de Coquimbo (uma das melhores zonas para plantação).

Anteriormente, a proibição do rei Felipe II deteve as plantações até 1678 e a viticultura chilena, deste modo, avançou muito lentamente e repleta de obstáculos e problemas na produção. Nos meados do século XIX, o técnico agrícola francês Claudio Gay rompeu este ciclo. Foi ele quem criou a estação experimental da Quinta Normal de Agricultura e em 1850 o Chile já contava com 40 mil vides europeias de 70 tipos diferentes.

Em 1863, apesar da praga de filoxera ter afetado a maior parte do mundo, o Chile não sofreu as consequências da praga e inclusive contribuiu para a recuperação vinícola mundial. Em 1902, com a lei seca dos Estados Unidos, baixou a produção de vinho no Chile porém a sua recuperação chegou ainda no século XX, cerca de 1980, quando as castas chilenas, assim como os seus vinhos, se converteram em algumas das melhores do mundo.

Tipos e variedades de vinhos chilenos

Os vinhos do Chile dividem-se fundamentalmente em três categorias: vinhos com denominação de origem, vinhos sem denominação e vinhos de mesa. A categoria é exposta na etiqueta do vinho, assim como a zona a que pertencem e entre as que figuram: região vitícola de Aconcagua, região vitícola de Atacama, região vitícola de Coquimbo, região vitícola do Sul e região vitícola do Vale Central.

Os vinhos chilenos são elaborados com uma interessante variedade de uvas, sendo a carménere a nacional, extinguida na Europa desde o século passado. Encontram-se ainda castas fabulosas como a Cabernet Sauvignon e a Merlot. Para além destas, nos vinhos tintos chilenos ressalta a presença da Cabernet Franc, Syrah, Malbec e a Pinot Noir. Nos vinhos brancos encontramos a Chardonnay, Gewürztraminer,Sauvignon Blanc e Sémillon.

Hoje em dia pode dizer-se que o Chile é por excelência, o país vinícola do novo mundo. A qualidade do seu vinho é demonstrada em cada vinho que elabora.

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Terrunyo Carmenere

 

 

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El Principal 2001