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Do vinho azul ao vinho verde

 TAGS:undefinedAinda que a tradição seja muito importante para os amantes do vinho, a inovação também é uma característica a apreciar. É por essa razão, que as adegas mais novas trabalham para desenvolver novas receitas e fórmulas capazes de surpreender inclusive os paladares mais especializados, não apenas através do sabor, mas também utilizando a cor.

Há um ano falámos do nascimento do Gik Live, o primeiro vinho azul do mundo, criado por jovens empreendedores do País Vasco.

Agora queremos apresentar-vos o vinho verde: uma bebida que une os efeitos embriagantes do álcool e os da cannabis.

O verdadeiro nome desta bebida é Canna Vine, e consiste num vinho de cânhamo destilado, produzido na Califórnia, o único lugar do mundo em que a sua venda é permitida. O consumo da bebida está regulado e a venda é destinada, exclusivamente, para uso terapêutico, com receita médica.

A actual fama do vinho verde deve-se a celebridades como a cantora Melissa Etheridge, ou a apresentadora Chelsea Handler, que admitiram publicamente consumir este vinho, desde que recebem os seus respectivos tratamentos de quimioterapia. Esta bebida está tão adaptada aos seus estilos de vida que já não a consideram uma parte do tratamento, mas sim um elemento que faz parte do dia-a-dia, chegando mesmo a servi-lo durante jantares nas suas casas, tal como confessou a cantora Etheridge, numa entrevista publicada pela revista Bon Appetit.

Pensa-se que, futuramente, a bebida será comercializada livremente, sempre que as leis dos diversos países o permitam. No entanto, o seu elevado preço – 120 e 400 dólares por garrafa – representa uma restrição para a imensa maioria dos bolsos, e pelo qual se considera uma bebida de luxo.

Ainda assim, a oferta de vinho verde produzido na Califórnia, aumenta diariamente, seja através de adegas especializadas que abrem caminho por entre as grow shops medicinais, como pelas adegas que deram fama aos vinhos desta região americana.

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Gïk Live (vinho azul)

 

 

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Pasion Blue Chardonnay (vinho azul) 2015

Terras de vinho – Minho

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A Região Demarcada dos vinhos verdes, de vales orientados aos ventos marítimos do Atlântico e zonas interiores de influência climática mediterrânea, é limitada por dois grandes rios; o Douro e o Minho.

A Região Entre-Douro-e-Minho, encerra tantos e tão diferentes microclimas como castas e modos de condução da vinha, o que levou à necessidade de a dividir em 9 sub-regiões: Amarante, Ave, Baião, Basto,Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva e Sousa.

No Minho mantêm-se as formas de instalação de vinha tradicionais, como a vinha do enforcado (uveira) ou as ramadas. A vinha, é um elemento inseparável da paisagem humanizada desta zona, tão verde como o vinho (e há quem diga que daí lhe vem o nome), que ao contrário do que se possa pensar não significa que este tipo de vinho seja elaborado com uvas que não atingiram a maturação. Os vinhos brancos são habitualmente vinhos de moderado teor alcoólico, frutados e leves. O rosés oferecem grande frescura, estrutura média e ligeira agulha.

Nos solos, maioritariamente pouco profundos, desenvolvem-se sete castas brancas nas quais se incluem a Alvarinho, Trajadura, Loureiro e Arinto (também conhecida como Pedernã) e oito tintas, como a Alvarelhão e a Borraçal, que obedecem aos critérios da denominação de origem.

E quando falamos de Alvarinho é necessário referir a sua prima galega, Albariño. São primas, separadas por uma ténue fronteira geográfica e com duas línguas não tão diferentes uma da outra mas ambas as castas são brancas e da Península Ibérica.

Reza a lenda (ou não tão lenda…) que no século XII, monges franceses levaram esta uva até ao Mosteiro de Armenteira (Salnés-Pontevedra) e que daí se estendeu por toda a Galiza e Norte de Portugal.

Em Espanha, o Albariño tem denominação de origem nas Rias Baixas, apesar de também se encontrar no Ribeiro e na Ribeira Sacra. Em Portugal, as sub-regiões de produção correspondem a Melgaço e Monção e é uma das variedades mais importantes da região dos vinhos verdes; o Vale do Minho, onde a produção de vinho segue uma tradição que vem do século XIII.

O vinho Alvarinho é branco, amarelado e límpido, relativamente seco e de aroma suave. Os monovarietais apresentam um sabor complexo, macio, encorpado, de acidez equilibrada e elevado teor alcoólico. As notas de prova apontam para sabores frutados como o pêssego, banana, maracujá, limão, avelã e noz.

No Minho a Alvarinho forma uma poderosa aliança com a Trajadura e a Loureiro. Desta associação surge um vinho normalmente muito fresco e de ligeira acidez, perfeito para harmonizar com marisco.

Os Concelhos de Melgaço e Monção produzem também algumas das melhores aguardentes regionais. Aqui, os bagaços de Alvarinho destilam lentamente em alambiques de cobre tradicionais, envelhecem em barris de carvalho, por vezes alternando entre barris novos e usados. O resultado é uma aguardente, ou bagaceira velha, de sabor suave, extremamente aromática e de boa combinação com as tradicionais sobremesas portuguesas, à base de ovos e amêndoas.

A Quinta de Soalheiro, em Melgaço, ou o famoso Palácio da Brejoeira, em Monção, são bons exemplos de produtores deste digestivo.

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Sobre os melhores vinhos verdes de 2014, a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) que distingue as melhores colheitas em prova cega, escolheu 28 vinhos, no “Top 5” ficaram: Casal de Ventozela – Loureiro, Dom Ponciano e Via Latina – ambos Alvarinho, – Quinta das Almas e Quinta de Linhares – ambos Avesso.

Em relação aos rosés minhotos, o concurso francês de vinhos rosé – Le Mondial du Rosé 2015 – concedeu a medalha de ouro ao Quinta de Gomariz Padeiro 2014.

A titulo de curiosidade, a marca mais vendida da região dos vinhos verdes –Casal Garcia– decidiu aumentar a sua gama de espumantes e lançou um Sparkling Bruto, uma bebida intensa e fresca, elaborada com as castas Arinto e Loureiro que a própria marca aconselha harmonizar com Sushi, gelado de framboesa e tarte de queijo com morangos.

Por outro lado, foi no Minho que nasceu o primeiro Gin tinto do mundo e já conquistou o mercado chinês. O gin vermelho tem 40º de teor alcoólico e é elaborado com bagas e frutos das margens do Rio Minho e dizem que o segredo é o escramoeiro, um fruto endémico de Valença que através de um enxerto deu origem a outro fruto, o perico. O seu produtor, João Guterres, criou ainda um novo gin, o Alma, feito com 43 ingredientes; entre eles, bagas goji de Macau, coentros, erva-cidreira, alfazema, carqueja, laranjas de Ermelo e maracujás da Madeira. 

Recomendações da Uvinum:

Arme-se de dois copos largos e baixos, absorva os aromas, prove e conte-nos que diferenças encontrou entre o alvarinho português e o alvarinho galego.

 

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Aveleda Alvarinho Colheita Seleccionada

 

 

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Martín Codax 2014

 

 

* Os alvarinhos servem-se preferencialmente a temperatura entre 10º e 12ºc, quando saídos do frigorífico, é aconselhável esperar uns minutos e deixar abrir o seu aroma.

Estes vinhos acompanham bem queijos, pratos de peixe, mariscos, arroz malandro de bacalhau ou de polvo polvilhado de coentros. Em relação às sobremesas, são especialmente aconselháveis com doces à base de ovos. Também pode, ou deve, ser tomado em solitário, a inaugurar um fim de tarde de Primavera ou de Verão e de preferência em boa companhia.

 

O que bebem os portugueses no Verão?

 TAGS:undefinedPara além dos litros e litros de água que os portugueses consomem no Verão, as suas preferências, em relação ao álcool mudam inevitavelmente quando a temperatura sobe.

As conclusões, fruto de um inquérito num dia quente, são estas: 

Condição sine qua non: Seja o que for deve estar estupidamente gelado.

A rainha é a cerveja, sem a menor dúvida (a começar pela minha Voll-Damm, que está a ?fazer tempo? no congelador : )

A cerveja, sobretudo a branca (já que a saudosa Cristal preta desapareceu), seja ela de barril, lata ou garrafa, fino ou imperial, caneca, príncipe, lambreta (no Sul), melro (no Norte) ou panaché, o importante é que esteja bem fria e com os habituais dedos de espuma (ainda que a tiragem de uma cerveja seja digna de um artigo inteirinho).

Nesta hierarquia segue-se a bebida ibérica, a Sangria, que já possui ?denominação de origem? pois, desde 2014, só pode chamar-se assim se for produzida em Portugal ou Espanha. De vinho tinto ou branco, as variações podem chegar praticamente ao infinito; com licor, brandy, vinho do Porto, ou sem, frutos vermelhos, tropicais ou citrinos, espumante ou água com gás, com cravinho, canela, tomilho ou hortelã mas sempre, sempre, a transbordar de gelo.

Também os vinhos brancos, os verdes, os rosés e os espumantes, todos bem frios evidentemente, regam as refeições e as noites quentes dos portugueses. De Norte a Sul, todos estão de acordo na solução fácil e fresca do Lambrusco, depois, quanto aos verdes e brancos, a discrepância dispara-se. No Sul inclinam-se para o rosé de Moscatel Roxo, um luxo de leveza e sabores, apesar de não recusarem um verde, Casal Garcia, um Alvarinho Deu la deu (Monção) ou Soalheiro (Melgaço).
No Norte há quase sempre uma garrafa de Muralhas de Monção ou de Alvarinho da Brejoeira (Palácio da Brejoeira) para matar a sede das noites mornas, enquanto no Sul agradece-se um Dona Ermelinda branco, da casta moscatel, um Solar dos Lobos, branco ou tinto, um Vinha da Defesa rosé ou ainda o Alcubíssimo, um colheita tardia da Quinta do Alcube.

Mas não é só vinho aquilo que enche os copos das noites portuguesas de Verão. As caipirinhas, caipiroskas e mojitos a transbordar de gelo e lima são bem apreciadas e os produtos nacionais sofrem pequenas e deliciosas alterações, como o Moscatel com gelo e limão e o Porto tónico, branco seco com meia rodela de limão.
E segundo este inquérito o Gin voltou aos bares e com força e criatividade renovadas. O número de receitas com esta bebida branca multiplica-se até ser quase impossível não cair na tentação de trair o velho, e sempre magnífico, gin tónico. Os ingredientes das combinações são visualmente atraentes e despertam a curiosidade. Com pepino, alecrim, sementes, pimenta rosa, tomate cherry, mangericão e anis estrelado, bagas de zimbro, açafrão, lima, pétalas de rosa ou frutos vermelhos num ponto os consumidores de Gin portugueses estão de acordo; que seja Bombay Saphire, Hendrick`s ou Gin Mare.

Duas sugestões para horas tardias e sobretudo quentes:

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Moscatel Roxo Horácio Simões 50cl

 

 

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Bombay Sapphire Pack

Alvarinho versus Albariño

 TAGS:São primas, separadas por uma ténue fronteira geográfica e duas línguas não tão diferentes uma da outra. As castas Alvarinho (em Portugal) e Albariño (na Galiza) são brancas e da Península Ibérica.

Reza a lenda (ou não tão lenda…) que no século XII, monges franceses levaram esta uva até ao Mosteiro de Armenteira (Salnés-Pontevedra) e daí se estendeu por toda a Galiza e Norte de Portugal.

Em Espanha, o Albariño tem denominação de origem nas Rias Baixas, apesar de também se encontrar no Ribeiro e na Ribeira Sacra. Em Portugal, as sub-regiões de produção correspondem a Melgaço e Monção e é uma das variedades mais importantes da Região dos vinhos verdes. No Vale do Minho a produção de vinho cumpre uma tradição que vem do século XIII.

O vinho, esse é branco, amarelado e límpido, relativamente seco e de aroma suave. Os monovarietais têm um sabor complexo, macio, encorpado, de acidez equilibrada e elevado teor alcoólico. As notas de prova apontam para sabores frutados como o pêssego, banana, maracujá, limão, avelã e noz.

No Minho a Alvarinho forma uma poderosa aliança com a Treixadura e a Loureiro. Desta associação surge um vinho normalmente muito fresco e de ligeira acidez, perfeito para harmonizar com marisco.

 Os alvarinhos servem-se preferencialmente a uma temperatura entre os 10º e os 12ºc, se vêm do frigorífico espere uns minutos e deixe que o aroma ?abra?. Estes vinhos acompanham bem os pratos de peixe, mariscos, queijos e as sobremesas especialmente doces, elaboradas com ovos.

Hoje oferecemos duas sugestões de compra na uvinum, uma galega e outra portuguesa. Arme-se de dois copos largos e baixos, absorva os aromas, prove e conte-nos que diferenças encontrou:

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Martín Códax 2011

 

 

 TAGS:Quinta da Pedra Alvarinho Branco 2010Quinta da Pedra Alvarinho Branco 2010

Quinta da Pedra Alvarinho Branco 2010

 

Tchin-tchin!

Entre rios, Vinho Verde

 TAGS:A Região Demarcada dos vinhos verdes é limitada por dois grandes rios, de vales orientados aos ventos marítimos do Atlântico e zonas mais interiores de influência climática mediterrânea.

A Região, Entre-Douro-e-Minho, encerra tantos e tão diferentes microclimas e castas, assim como modos de condução da vinha, que levou à necessidade de a dividir em 9 sub-regiões: Amarante, Ave, Baião, Basto,Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva e Sousa. A vinha, é um elemento inseparável da paisagem humanizada desta zona, tão verde como o vinho (e há quem diga que de aí lhe vem o nome), o Minho mantêm as formas de instalação de vinha tradicionais, como a vinha do enforcado (uveira) ou as ramadas.

Os solos, maioritariamente pouco profundos, desenvolvem sete castas brancas, nas quais se incluem a Alvarinho, Trajadura e Loureiro e oito tintas, como a Alvarelhão e a Borraçal, que obedecem aos critérios da denominação de origem.

Os Concelho de Melgaço e Monção produzem algumas das melhores aguardentes regionais. Aqui, os bagaços de Alvarinho destilam lentamente em alambiques de cobre tradicionais, envelhecem em barris de carvalho, por vezes alternando entre barris novos e usados. O resultado é uma aguardente, ou bagaceira velha, de sabor suave, extremamente aromática e de boa combinação com as tradicionais sobremesas portuguesas, à base de ovos e amêndoas. A Quinta de Soalheiro, em Melgaço, ou o famoso Palácio da Brejoeira, em Monção, são bons exemplos de produtores deste digestivo.

A titulo de curiosidade, a marca mais vendida da região dos vinhos verdes –Casal Garcia– decidiu aumentar a sua gama de espumantes e lançou um Sparking Bruto, uma bebida intensa e fresca, que a própria marca aconselha harmonizar com gelado de framboesa.

 Nos vinhos premiados em 2012 e na categoria de Vinho verde Rosé encontramos o sempre excelente Muralhas de Monção 2011, da Adega Cooperativa Regional de Monção. Este é um vinho elaborado a partir das castas Alvarinho e Trajadura, de excelente acidez, com sabores frutados e minerais e muito aromático, harmoniza de forma perfeita com mariscos, ou arroz malandro de bacalhau ou polvo polvilhado de coentros. Também pode, ou deve, ser tomado em solitário, a inaugurar um fim de tarde de Primavera, de preferência em boa companhia.

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Quinta do Dorado Dorado Superior 2007

 

 

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Casal Mendes Vinho Verde