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Harmonização de pratos vegetarianos e vinho para este Inverno

 TAGS:undefinedHoje queremos partilhar contigo 3 receitas vegetarianas para este Inverno. São fáceis de preparar, muito saborosas e ideais para acompanhar as nossas recomendações de vinho biológico para cada uma delas.

1.Couves de Bruxelas com dukkah de pistácios

Esta pode ser a entrada ou a guarnição ideal para outras receitas. É um prato bastante leve, se desejares, também pode ser gratinado com um pouco de queijo e molho bechamel.

Ingredientes (4 pessoas):

  • 500g de couves de Bruxelas
  • 4 dentes de alho
  • Azeite virgem extra
  • Sal

Para o dukkah de pistácios

  • 2 colheres de pistácios tostados
  • 1 colher de farinha de amêndoa
  • 1 colher de sésamo acabado de tostar
  • 1 colher de pimenta preta moída ao momento
  • 1/2 colher de sementes de mostarda
  • 1/2 colher de coentros
  • 1/2 colher de cominho
  • 1/2 colher de picante (opcional)
  • 1 pitada de sal

Elaboração:

  1. Lavar as couves e retirar as folhas exteriores. Cozer numa panela com água e sal até amolecerem um pouco.
  2. Triturar num almofariz as sementes de mostarda, os coentros e o cominho até obter um pó. Juntar as sementes de sésamo, pimenta preta, farinha de amêndoa, picante e sal. Para terminar o dukkah, juntar os pistácios picados.
  3. Descascar os alhos e cortá-los em fatias finas. Dourar os alhos numa frigideira com azeite quente e juntar as couves de Bruxelas escorridas e o dukkah. Saltear e retirar do lume.

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Vidigal Porta 6 Branco 2014

 

 

2. Tomate e caril

Receita ideal para servir como entrada com sabores suficientemente fortes para despertar o teu paladar.

Ingredientes:

  • 2 chávenas de grão de bico seco ou 400g do mesmo, já cozido
  • 5 tomates ou uma lata de tomate triturado natural
  • 2 batatas
  • 1 cebola
  • 1/2 limão
  • 1 colher bem cheia de caril
  • 1 Gengibre a gosto
  • Cominho a gosto
  • Coentros a gosto
  • Azeite virgem
  • Sal
  • Curgete
  • Beringela

Elaboração:

  1. Cozer o grão-de-bico em água (depois de terem estado de molho desde a noite anterior) durante 15 minutos numa panela com ½ cebola, as 2 batatas cortadas em pedaços médios, o limão, um dente de alho, um fio de azeite e sal. Pode juntar-se a curgete, a beringela ou abóbora.
  2. Triturar o tomate e cozê-lo durante 30 minutos em lume brando com meia cebola, um dente de alho, um fio de azeite e sal.
  3. Juntar o tomate em puré ao grão-de-bico e às especiarias. Misturar bem e cozinhar durante mais 5 minutos com tampa.

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Claustrus Branco 2014

 

 

3. Creme de castanhas com cogumelos
Creme fina de castanhas para acompanhar com cogumelos frescos salteados. Preparação extremamente simples!

Ingredientes (4 pessoas):

  • 200g de castanhas frescas
  • 1 ou 2 cogumelos
  • 2 cebolas
  • 1 copo pequeno de natas
  • ¾ de litro de caldo de verduras
  • Água
  • Aceite virgem
  • Sal
  • Pimenta
  • 1 ou 2 estrelas de anis
  • Vinagreta

Elaboração:

  1. Numa panela com água, deitar 2 estrelas de anis. Fazer um pequeno corte nas castanhas e deitá-las na água. Pôr a tampa e cozinhar durante 15 minutos.
  2. Cortar as cebolas em Juliana e refogar numa panela com azeite. Descascar as castanhas e juntar à cebola.
  3. Deitar a água das castanhas e o caldo de verduras, temperar e cozinhar durante 15 minutos. Juntar as natas e triturar a mistura até obter um creme fino.
  4. Temperar com pimenta e azeite.
  5. Passar os os cogumelos no creme e temperar com sal e azeite. Saltear numa frigideira com sal, pimenta e umas gotas de vinagreta.
  6. Servir o creme com os cogumelos por cima.

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Alvarinho Muros Antigos 2014

 

 

Apaixonados por garrafas de vinho? Podem ter uma 2ª vida

 TAGS:undefinedSe a tua garrafa de vinho ficou vazia e ficaste com vontade de lhe conceder uma segunda vida útil, existem diferentes modos de lhes tirar partido dentro de casa e facilmente realizável.

Irrigador por gotejo lento para plantas: Se tens garrafas de vinho vazias, um jardim e pouco tempo livre, podes regar as tuas plantas perfurando uma rolha de cortiça e mantendo a garrafa sempre cheia de água no canteiro que desejares.

Alimentador de aves: Se és um amante das aves e gostas de as ouvir cantar de manhã, podes fazer uma base de madeira para colocar a garrafa invertida, carregada de sementes e com apenas uma parte da rolha. Certamente que as aves irão visitar a tua casa.

Jarra: Se te ofereceram uma flor podes encher de água aquela garrafa de vinho vazia de que gostas muito para colocar a flor.

Limites para o jardim: Criar um caminho no teu jardim pode ser uma oportunidade para fazer algo original. As garrafas são enterradas pelo gargalo deixando apenas uma pequena parte à vista, que transformará o teu jardim e lhe dará um toque muito mais interessante do que as pedras.

Para manter a forma das botas: Para quem usa botas altas, evitar que se deformem costuma ser alvo de alguma preocupação. A opção mais económica e eficaz é a de introduzir uma garrafa em cada bota.

Quadro para mensagens: Podes submergir as tuas garrafas de vinho vazias numa panela velha com tinta para efeito ardósia e depois deixar que sequem ao ar livre. Estas garrafas, bem divertidas, serão o teu modo de escrever mensagens a giz.

Candeeiros: Se tens uma maquina que permita perfurar azulejo (ou um amigo que o empreste) podes fazer um pequeno furo na base da garrafa de vinho vazia, depois introduzir um cordão de luzes e apreciar o teu candeeiro novo.

Suporte de livros: É quase sempre desejável ter um suporte para que alguns livros não caiam como peças de dominó. Podes fabricar o teu suporte enchendo a garrafa vazia com areia.

Para guardar pequenas coisas: Se não tens muitos recipientes mas sim garrafas de vinho transparentes, podes retirar-lhes a etiqueta com água quente e colocar sementes, frutos secos ou aquilo que quiseres usar na tua cozinha.

Experimentaste alguma destas ideias? Tens outras que possam ajudar a reciclar as garrafas de vinho?

 

 

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El Perro Verde 2014: El Perro Verde 2014 pode maridar com mariscos e arroz. A comumidade de Uvinum classifica El Perro Verde 2014 com 4 pontos de 5.

 

 

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Moët & Chandon Brut Impérial: um vinhos espumantes da D.O. Champagne vinificado sobre as variedades pinot noir e pinot meunier e com 12,5º de teor de álcool. 

 

 

Tempo de rosé! Com que se pode harmonizar?

 TAGS:undefinedFrescos, com toques de fruta e flores e com tonalidades variadas, o vinho rosé deixa um bom paladar se o soubermos harmonizar correctamente. Ainda que nem sempre seja fácil, já que se situa entre o branco e o tinto, acompanha bem carnes e peixes, pois possui a vantagem de poder unir-se a uma grande variedade de alimentos. Fica a conhecer algo mais sobre a harmonização de vinhos rosé.

Rosé seco. Para este tipo de vinhos rosé, como os que se podem encontrar nas regiões francesas de Touraine e Provence, para além dos deliciosos Bordeaux, o ideal é que sejam escolhidos para entradas e pratos únicos. Desde uma salada fresca, massas ou piza, ou ainda uma tábua de queijos.

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Miraval Rosé 2014: Um Côtes De Provence das adegas Château Miraval e com as melhores uvas de Cinsault e Grenache de 2014, 13º de graduação alcoólica.

  

Vinhos mais fortes. O rosé pode assumir várias tonalidades e sabores devido à magia da viticultura, que oferece uma grande variedade de sabores. No caso dos vinhos rosé mais fortes, de cor vermelho-rubi e aromas intensos, como podem ser a Tinta Roriz e a Grenache, habitualmente reservam-se para acompanhar determinados peixes e mariscos.

Rosé da Toscana italiana: Na Toscana, existe uma longa tradição na elaboração de vinhos rosé. São ideais para acompanhar um prato de massas, mas também carnes, assim como aperitivos vários, queijos de cabra, hortaliças, arroz e peixe fresco.

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Tenuta Il Poggione Lo Sbrancato Rosato 2013: Um rosé com Denominação de Origem da Toscana, de 2013 e com 12º de graduação alcoólica.

 

Rosé espumante. São vinhos habitualmente servidos com peixe, seja assado ou grelhado e ainda marisco delicado. Também é recomendável acompanhar este tipo de rosé com queijos de sabor forte e frutas como morango e maçã. São várias as opções.

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Freixenet Elyssia Rosado: Um espumante com Denominação de Origem Cava, das adegas Freixenet. Elaborado com Trepat e Pinot Noir, possui 12º de graduação alcoólica.

 

Os vinhos rosé e o arroz. É o vinho que melhor acompanha pratos de arroz. Seja pelo seu sabor fresco ou toques citrinos, combina muito bem com o sabor e a textura do arroz, seja com molho de tomate, paelha de marisco, carnes ou sushi.

 TAGS:La Rosa de Raventós i Blanc 2014La Rosa de Raventós i Blanc 2014

La Rosa de Raventós i Blanc 2014: Um rosé com Denominação de Origem do Penedés – Catalunha, com as melhores uvas de Merlot e Pinot Noir de 2014, 12.5º de graduação alcoólica.

 

Os melhores cocktails com vinho rosé

 TAGS:undefinedUma bebida deliciosa, o vinho rosé, que se presta a cocktails muito interessantes:

Cocktail com vinho rosé

Ingredientes

  • 150ml de vinho rosé
  • 30ml de vodka
  • 2 folhas de manjericão
  • 1 rodela de limão
  • Xarope doce a gosto
  • Gelo

Elaboração:

  1. Colocar a folha de manjericão e a rodela de limão num copo, triturar e adicionar dois cubos de gelo.
  2. Juntar o vinho rosé, a vodka e um toque de xarope.

 

Margarita de vinho rosé

Ingredientes:

  • 120ml de vinho rosé
  • 30ml de tequila branca
  • 15ml de triple sec
  • 1 rodela de limão
  • Xarope doce a gosto
  • Sal a gosto

Elaboração:

  1. Humedecer o bordo do copo com a rodela de limão e depois passar um pouco de sal para decorar.
  2. Deitar gelo, sumo de limão, vinho rosé, triple sec e tequila.
  3. Misturar bem os ingredientes e juntar um toque de xarope doce.

Cocktail rosé

Ingredientes:

  • 2 morangos
  • 90ml de vinho rosé
  • 30ml de vodka
  • 30ml de sumo de toranja
  • Xarope doce a gosto
  • Gelo a gosto

Elaboração:

  1. Colocar os morangos num copo e triturar. Encher o copo de gelo e deitar o vinho rosé, a vodka e o sumo de toranja.
  2. Misturar bem os ingredientes e juntar um toque de xarope doce.

 

Cocktail de vinho rosé e pêssego

Ingredientes:

  • ¾ kg de pêssegos maduros
  • 1L de vinho rosé
  • Sumo de 2 laranjas
  • Casca de 1 laranja
  • Casca de 1 limão
  • 2 chávenas de soda (500cm cúbicos)
  • Gelo picado

Elaboração:

  1. Colocar o vinho num recipiente. Descascar os pêssegos e cortar em pedaços.
  2. Adicionar os pêssegos ao vinho, ao sumo de limão e de laranja e a casca dos dois frutos.
  3. Deixar macerar a preparação durante cerca de 2 horas.
  4. Servir com um pouco de soda gelada e gelo picado. Decorar o copo com um pedaço de casca de limão ou laranja.

 

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Miraval Rosé 2014

 

 

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Vallado Touriga Nacional Rosé 2011

 

 

Imagem: Uvinum e esimpraim

Como organizar uma prova de vinhos

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Habitualmente uma prova de vinhos realiza-se com o objectivo de classificar as propriedades visuais e o paladar de um vinho por meio dos seus aromas, sabores e cores e costuma ser dirigida por profissionais ou enólogos, porém, também é verdade que cada vez mais estas actividades se estendem a muitos outros públicos; amadores, apreciadores e curiosos sobre a cultura vinícola no geral.

Geralmente, uma prova costuma apresentar cinco vinhos diferentes, para melhor poder apreciar a diversidade de tons, cores, aromas, sabores e texturas e assim poder atribuir uma nota a cada um dos vinhos. Estas provas devem ser efectuadas em espaços bem iluminados, sem cheiros e boas condições de temperatura. Os copos utilizados devem ser transparentes e adequadas à prova.

Fases da prova de vinhos

São fundamentalmente três, as fases de uma prova de vinhos: Visual, olfactiva e gustativa. Normalmente inicia-se com uma explicação do enólogo (ou do técnico que dirige a prova) sobre os vinhos para depois se passar à parte prática. Cada uma das fases deve ser acompanhada por uma explicação das diferentes propriedades e os vinhos podem ser provados com alimentos para deste modo medir a potência dos sabores.

  • Fase visual – O vinho é observado a contraluz, sempre em fundo branco ou com luz natural para poder distinguir cores e tons. A fase visual fornece bastante informação sobre a qualidade e idade do vinho.
  • Fase olfactiva – O copo aproxima-se do nariz para que possamos sentir os diferentes aromas do vinho. Aqueles que primeiro nos chegam são os aromas primários, ao mover o copo obtemos os aromas secundários e se continuarmos a movê-lo podemos sentir também os aromas terciários, que muitas vezes revelam os vinhos de maior qualidade.
  • Fase gustativa – Provar o vinho talvez seja o passo mais importante. Deve ser retido na boca e depois cuspido (no recipiente indicado) para voltar a beber e desta vez engolir para obter todas as sensações possíveis ao paladar.

Algumas recomendações para a tua prova de vinhos:

 

 TAGS:Carvalhas Vinhas Velhas 2011Carvalhas Vinhas Velhas 2011

Carvalhas Vinhas Velhas 2011 é o produtor de Carvalhas Vinhas Velhas 2011, um vinhos tinto da D.O. Douro cujo coupage contém uvas de 2011. 

 

 

 TAGS:Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2011Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2011

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2011 é um vinhos tinto da D.O. Douro com uvas 2011 e 14.5º de álcool en volume.

 

Imagens: Uvinum e Oscar Mateu

 

Menos homem se beberes vinho?

 TAGS:undefinedOs homens britânicos reconheceram recentemente ter medo de ser ridículos quando bebem vinho com os seus amigos, claro está referido a bares, não à intimidade dos seus lares.

Quando assistimos aos hábitos de outros países sempre se encontram diferenças, no que diz respeito ao consumo de vinho é semelhante, neste caso, alguns estudos lançam dados inesperados. Segundo um estudo realizado pela Associação de vinhos de Côte du Rhone com 1500 homens, 9 de cada 10 homens apreciam beber uma garrafa de vinho em casa, mas apenas 1 de cada 4 o faz em noites de copos com os amigos, por temor à troça.

O motivo da ?troça? talvez esteja associado a ser identificado como ?conhecedor do mundo do vinho? ou ainda pelo facto do indivíduo em questão não consumir bebidas mais fortes e populares, como outros homens. Seja como for, a verdade é que estas opiniões geram um padrão de consumo diferente do nosso, no Reino Unido.

Este estudo foi encomendado pela Associação de vinhos de Côte du Rhone, nele foi descoberto que uma quarta parte dos homens serve vinho nas suas reuniões para impressionar os convidados.

Estes dados demonstram que o vinho é mais apreciado nos jantares íntimos, em casa e entre amigos, ou nos brindes com almoços familiares. Talvez por esta razão seja habitual ver os compradores de vinho efectuar escolhas muito específicas.
E tu? Verias com maus olhos o amigo que pedisse vinho? Se tens coragem, recomendamos-te 2 vinhos excepcionais de Côtes du Rhone:

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Coudoulet de Beaucastel 2010

 

 

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Louis Bernard Côtes du Rhône 2011

Uvas tintas, uma questão de taninos

 TAGS:E continuamos a falar de uvas! Neste caso, aqui ficam as uvas tintas internacionais mais famosas e sugestivas…

Cabernet Franc

Reconhecida pela sua elegância e aromafloral, a uva Cabernet Franc é prima da Cabernet Sauvignon e é extensamente cultivada em Bordeaux. No Uruguai, é utilizada para conferir delicadeza, a uma base de Cabernet Sauvignon e Tannat. Sem a mistura de outras castas, esta uva produz um vinho leve e suave.

Cabernet Sauvignon

Esta é a cepa mais expandida no mundo e quando alcança o estado ótimo de maturação assemelha-se ao cassis (groselha negra), enquanto que sem amadurecer completamente, revela notas vegetais como de pimenta verde e de enlatados ou cozidos como a azeitonas pretas. Na representatividade da Cabernet Sauvignon, os peritos encontram notas de especiarias tipo pimenta preta ou vermelha e identificam a sua cor com a ausência de brilho, enquanto que as suas tonalidades passam dos violetas, quando jovem, a cor-de-tijolo com o passar dos anos.

Merlot

Framboesa e ameixas secas são os sabores que os provadores utilizam para descrever esta fruta. Demasiado amadurecida, proporciona notas de chocolate amargo e as violetas são as flores escolhidas para caracterizar o seu perfume. Esta uva é uma parte essencial das grandes misturas francesas e é fundamental nos vinhos com reconhecimento como o Petrus. Em garrafas jovens predominam os aromas de frutas vermelhas e por essa razão é incluída em rosés.

Pinot Noir

Diz-se que é a culminação de todos os produtores e a preferida de qualquer provador. Com uma resistência nula a geadas, chuvas e calor, esta variedade tem uma maturação complicada. Apesar da baixa intensidade de cor, dada a reduzida quantidade de antocianina, e a sua difícil preservação, resultado da escassa presença de taninos, a Pinot Noir, oferece vinhos novos frutados e robustos néctares envelhecidos. Os seus aromas e sabores são frequentemente associados a amoras e cerejas, com odores de relva cortada, chá preto e couro.

Syrah ou Shiraz

Framboesas e amoras frescas, ameixas secas e marmelada, pimenta preta, couro e inclusive alcatrão, são as descrições utilizadas para identificar esta variedade típica de França, que hoje em dia se pode encontrar na sua melhor forma na Austrália.

Tannat

Reconhecida no Rio de la Plata como casta emblemática, esta variedade possui folhas verde escuras, de tamanho médio e o seu fruto é violeta carregado, quase negro. Em vinhos novos é associada a framboesas, marmelada e figos, que se transforma num intenso aroma de couro, com adstringência marcada, resultado da elevada percentagem de taninos.

Tinta Roriz

A uva Tinta Roriz, também chamada Tempranillo ou Tinta del país, é a chave da maioria dos vinhos portugueses e espanhóis. Não é habitual encontrar esta casta em vinhos monovarietais fora de Portugal e Espanha, porque apesar de produzir um vinho de cor intensa, a sua acidez é extremamente baixa e é pobre em taninos.

Malbec

Denominada ?Côt? ou ?Côt Noire? em França, pode ser reconhecida pela sua cor intensa, quase negra. Adotada pelos argentinos como casta tinta emblemática, esta variedade pode ser convertida tanto em vinho novo de guarda prolongada, como em rosé e sempre revela aromas semelhantes ao da cereja, groselha negra e perfume de violetas. Na vinificação tinta também oferece notas de especiarias como a do anis ou do alcaçuz.

Elaboração de vinhos rosé

 TAGS:Falamos anteriormente sobre a origem do vinho rosé e de como evoluiu em relação à sua produção e consumo até aos dias de hoje. Explicamos também a diferença entre um vinho clarete (também chamado palhete) e um vinho rosé. Desta vez vamos deixar aqui descrito, de forma sintetizada, o processo de elaboração deste tipo de vinhos.

Qualquer vinho com pretensão a ser rosé, deverá ser um pouco ácido, possuir aromas frutados e um pouco de açúcar residual que pode ser, ou não, percetível ao paladar. No entanto não existe uma única receita, mas sim pelo menos 3 métodos diferentes para a sua obtenção.

No primeiro, a elaboração é semelhante à do vinho branco: uma vez colhidas as uvas são prensadas e o seu sumo é fermentado. Devido a que o pigmento colorante do vinho (antocianina) se encontra na pele da uva, este líquido praticamente não tem cor. Um segundo método consistiria em seguir os passos da vinificação dos vinhos tintos, ou seja, a fruta colhida é colocada em barris ou cubas de aço inox para macerar entre 1 e 3 dias, com o objetivo de extrair a cor e as substâncias químicas que se irão converter em aromas e sabores. Neste caso, geralmente, o vinho adquire tonalidades que vão do rosa ao salmão e ao laranja forte.

Por último o método Saignée, resultado da maceração das uvas previamente abertas, num período entre 12 e 24h e que apresenta tonalidades que vão desde o morango até à de um tinto claro. Em todos os casos, é o sumo, com a ausência de peles e sementes, que se fermenta através de microrganismos denominados ?leveduras?, que consomem o açúcar presente no líquido e libertam, como resíduos, álcool e gás carbónico.

Neste processo também permanecem resíduos de açúcar sem fermentar, o que confere equilíbrio à acidez natural da bebida. Em alguns casos este ponto doce é claramente percetível e mesmo procurado.

À mesa, por exemplo, estas versões mais adocicadas são a companhia ideal dos pratos marroquinos como o cuscuz royal ou as receitas picantes indianas. Por outro lado, os mais secos harmonizam bem com pratos asiáticos como o suchi, vegetais cozidos e inclusive saladas de folhas verdes. Em resumo, o rosé é uma bebida ideal para um menu em época de praia (é recomendável consumir jovem) e pode também formar parte, juntamente com os espumantes e os vinhos brancos, do brinde do fim de ano.

 

Vinhos rosé

 TAGS:Após séculos de marginalização, o vinho rosé empreendeu o seu caminho para o êxito no séc. XXI. Segundo os historiadores foi o primeiro vinho que o homem produziu na antiguidade e o seu carácter, venerado por gregos e egípcios, sempre consistiu no brilho da sua cor.

Produto do desconhecimento das técnicas de vinificação, naquela época, as uvas eram pisadas, prensadas de forma a separar o líquido da pele e sementes da fruta, depois o líquido era colocado em jarros para se deixar fermentar e então beber. Nessa altura o vinho era rosé, facto curioso, dado que atualmente a sua produção representa simplesmente um nove por cento do consumo total desta bebida.

Os franceses, famosos não apenas pelos seus brancos e tintos, mas também pelos seus rosés, principalmente aqueles que provêm de regiões como Provença e Bordeaux, sempre afirmaram que estes vinhos combinam bem com qualquer refeição e é mesmo assim que os promovem: “rosé-qui-va-avec-tout”. Ainda que nem todos os pratos recebam estas garrafas como uma combinação perfeita, na verdade converteram-se em indispensáveis nos dias de Verão. Provavelmente seja consequência da sua frescura e do seu sabor ligeiramente ácido e frutado.

Diz-se habitualmente que os rosés são tintos despojados de agressividade, mas com aromas e sabores típicos das uvas a partir das quais foram elaborados. São o resultado da vinificação de uva tinta, porém, os rosés diferenciam-se dos tintos em função do tempo que a fruta permaneceu em contacto com a sua pele e sementes. No primeiro caso, os cachos são colhidos para depois serem macerados em tinas ou tanques, geralmente entre seis e doze dias.

Pelo contrário, no segundo caso, o tempo de contacto não ultrapassa os 3 dias e por vezes apenas durante umas horas. Este processo pretende extrair o conteúdo tânico, habitualmente associado a uma sensação adstringente no paladar, assim como o material corante, entre outros compostos presentes na casca da uva.

Por vezes, a classificação de um vinho como clarete ou rosado, provoca alguma confusão, no entanto fácil de esclarecer, já que no vinho clarete (ou palhete) a fermentação é feita juntamente com a pele da uva, de forma similar aos vinhos tintos, enquanto que nos rosés, o processo de fermentação decorre sem a pele.

Existem diversos métodos de elaboração dos vinhos rosé, geralmente destacam-se três deles, que serão descritos dentro em breve, aqui, no blog da Uvinum.