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A alimentação kosher

 TAGS:undefinedA Cashrut é termo que define as leis da alimentação impostas pela religião judaica. Kosher ou casher é, pois, o conjunto de alimentos aptos para os praticantes desta religião, que exclui a carne de animais considerados impuros como o porco, os moluscos e crustáceos e a maioria dos insectos, excepto lagostas e gafanhotos e algumas mesclas de carne e leite.

Os animais cuja carne é permitida, devem ser mortos através de uma metodologia definida, tal como os produtos agrícolas, que devem cumprir procedimentos concretos. As razões para tal podem ser explicadas pela filosofia judaica – que segundo alguns teólogos, atribui virtudes aos animais kosher, e vícios àqueles que são excluídos – e por motivos de higiene, ainda que este último ponto seja discutível.

Os mamíferos que se permitem consumir devem ser ruminantes e ter as unhas partidas. Em relação às aves, a explicação é pouco clara; são permitidas aquelas tradicionalmente consideradas kosher. O peixe deve ter escamas e barbatanas. Estão proibidos todos os invertebrados (excepto os acima mencionados) assim como répteis e anfíbios.

É interdito o consumo de carne de animais (mesmo sendo kosher) que não sejam abatidos segundo o sacrifício ritual correspondente. A esta condicionante junta-se: os animais com lesões ou defeitos significativos; o sangue; determinadas zonas da gordura abdominal relativa a carne de gado; a fruta nascida de uma árvore durante os três primeiros anos após a sua plantação, o qual também é aplicado às uvas, e portanto, ao vinho.

Também são proibidas as misturas de carne e leite, plantas que se tenham desenvolvido juntas (por exemplo: cereais e vinha) e leite com possibilidade de ter sido misturado com leite de animais não kosher, assim como os seus derivados.

Em relação ao vinho kosher, este deve ser produzido exclusivamente por judeus e as uvas não podem ser pisadas, já que os pés são considerados impuros. Todos os vinhos necessitam receber uma garantia conferida por um rabino, algo cada vez mais tido em conta por muitos produtores do mundo.

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Nexus Kosher 2013 é um vinhos tinto vinificado na DO Ribera del Duero da vindima de 2013. 

 

 

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Flor de Primavera Peraj Ha’Abib 2014: um vinhos tinto da DO Montsant com o melhor da vindima de 2014.

 

O Vinho Kosher

 TAGS:?Vinho Kosher? diz na etiqueta. Se alguma vez encontraste este nome num vinho, certamente pensaste que era um vinho diferente. E é, mas não pelo seu sabor, sim pela forma como é elaborado e o significado que essa elaboração tem para muita gente. Hoje vamos falar sobre o vinho kosher.

Kosher é uma palavra hebraica que significa ?puro?. O vinho kosher é o único tipo de vinho que se aceita na religião judaica. Porém, para que seja considerado ?apto? este vinho deve seguir uma série de requisitos baseados nesta religião. As regras começam nas vinhas, que devem estar controladas por um técnico judeu e onde a vide deve crescer sem guias, para além de ser necessário esperar pelo menos 4 anos para que se inicie a elaboração de vinho. As únicas tarefas permitidas (como o abono por exemplo) devem ser ecológicas e obedecem a tempos de aplicação concretos. Cada 7 anos o solo deve repousar.

Em relação à vinificação, há um trabalho prévio de supervisão , preparação e limpeza das máquinas que serão utilizadas. As uvas, transformadas em mosto de vinho, apenas podem ser tocadas e prensadas por judeus. Uma vez vindimadas, as uvas são escrupulosamente selecionadas, apenas as que que se encontram inteiras e saudáveis servem para elaborar o vinho kosher.

A higiene é vital em todos os processos da elaboração deste ?vinho puro?, por isso a uva deve estar inteira, assim como tudo absolutamente impoluto, para que nada se misture com o vinho. A sua elaboração é realizada em depósitos de aço inoxidável, não se utilizam barris de madeira de carvalho, nem são adicionados produtos que favoreçam a fermentação, expecto um tipo de argila especial, usada na clarificação.

A pureza do vinho é também garantida pelo facto de que apenas judeus possam estar em contacto com o vinho kosher durante a sua elaboração. Inclusive os enólogos, se não são judeus devem trabalhar com base em amostras selecionadas que lhes são apresentadas de forma a não se deslocarem ao terreno.

Uma vez terminada a produção e o vinho ser engarrafado em garrafas novas, a adega deve vender 1% para benefício dos pobres, só então, após a aprovação do rabino, o vinho recebe a denominação de ?vinho kosher?.

Apesar de todo este processo, um vinho kosher pode deixar de o ser se não for aberto e servido por um judeu, já que, assim sendo perderia o seu carácter sagrado.

Dadas as suas características, estes vinhos são habitualmente muito concentrados e de sabor clássico, pois não lhe são aplicadas muitas das novas tecnologias da enologia. Quando consumidos durante o ano são potentes, concentrados, frutados e muito diferentes entre si devido à influência da variedade e do território sobre o produto final.

Em Portugal, desde 2003/2004 que se produz vinho kosher na Adega Cooperativa da Covilhã. Chama-se Terras de Belmonte e a cidade a que faz referência constituiu-se com uma importante comunidade judaica em tempos passados.

Também em Espanha o vinho kosher passou a ser conhecido e graças à adega Celler de Capçanes, que elabora um dos vinhos kosher mais famosos do mundo, passou a ser também feito em Navarra, Jerez, Utiel-Requena, Penedès, Valdeorras, Ribera de Júcar e Madrid.

Conseguimos despertar a tua curiosidade pelo vinho kosher? Ao ser um vinho com tantos requisitos prévios, apenas as adegas solventes têm capacidade para o elaborar. O seu mercado, bastante restringido, diz respeito habitualmente a um elevado poder aquisitivo, já que se caracteriza por ser difícil de conseguir.

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Celler de Capçanes Flor de Primavera Kosher 2011: O vinho Kosher de Celler de Capçanes, pioneiro em Espanha e um dos melhores do mundo.

 

 

 TAGS:Château Valandraud Kosher Premium 2004Château Valandraud Kosher Premium 2004

Château Valandraud Kosher Premium 2004: Uma das melhores adegas do mundo, em versão kosher. Uma interpretação distinta do que são os vinhos de Bordeaux.

Os Vinhos das Beiras

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A Região das Beiras atravessa Portugal de lado a lado, do Oceano Atlântico até à fronteira com Espanha. Toca o Minho e o Douro a Norte e o Alto Alentejo e Ribatejo a Sul. As três sub-regiões produtoras de vinhos que o compõem: Beira Alta, Beira Litoral e Terras de Sicó, albergam cinco denominações de origem, onde as castas tintas dominantes são a Tinta Roriz, Bastardo, Rufete e Touriga Nacional. Nas castas brancas, a Fernão Pires (ou Maria Gomes) Síria, Malvasia Fina (ou Boal), Rabo-de-Ovelha, Bical (ou Borrado das Moscas) Encruzado e Arinto, entre outras.

Mais recentemente, em 2011, apareceu a designação de ?Terras da Beira?,que abarca as três regiões demarcadas: o Dão, Bairrada e Beira Interior.

Os vinhos brancos desta região são frescos e frutados e os vinhos tintos, encorpados, de cor intensa e com grande potencial de envelhecimento. Na sub-região de Távora-Varosa são produzidos alguns dos espumantes portugueses mais famosos.

Porém, desde 2003/2004 que se produz um outro tipo de vinho (ou outro conceito de vinho) nas Beiras, é o vinho Kosher. O ?Terras de Belmonte? é um vinho elaborado segundo as normas judaicas na Adega Cooperativa da Covilhã.  A localização não é uma casualidade, já que Belmonte abrigou uma importante comunidade judaica no passado. Para quem não saiba, a diferença deste vinho com outros reside no processo de produção, que apenas pode ser realizado por indivíduos judeus e nas próprias leveduras e produtos adicionais, que não são de origem animal.

É ainda um vinho produzido com castas tradicionais portuguesas e de vinhas velhas. As castas mais utilizadas nesta produção são a Rufete, Tinta Roriz, Mourisco, Touriga Nacional e Jaen.

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Filipa Pato 3B: A casa não aceita a designação espumante, prefere chamar-lhe Método tradicional, enquanto não lhe é concedida uma designação própria como é o caso do Cava na Catalunha. O seu nome é a soma das iniciais das castas com que é produzido ? Bical (30%) e Baga (70%)- associado à Bairrada de onde procede. Trata-se de um rosé parcialmente envelhecido em barris de carvalho, muito aromático, com estrutura e acidez equilibrada. A enóloga Filipa Pato criou a sua própria marca, baseada na qualidade da tradição, ainda que o nome do seu pai, Luis Pato, seja praticamente uma denominação de origem por si só.

 

 

 

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Meia Encosta 2010