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Vinho e queijo: porque é tão bom?

 TAGS:undefinedSabe-se desde há muito que o queijo e o vinho formam um casal inseparável. Os especialistas do sector gastronómico oferecem-nos continuamente as suas recomendações e concedem uma nova perspectiva sobre as experiências gastronómicas, que, juntamente com a imensa literatura publicada sobre este tema, muito podem ensinar sobre harmonizações entre cada tipo de queijo e de vinho.

O Centro do Gosto e Hábitos Alimentares Franceses formulou a pergunta : porque é que o vinho sabe melhor com queijo? O estudo realizado para obter respostas foi recentemente publicado no Journal of Food Science.

Mara V. Galmarini, a autora principal deste estudo revelou que “Graças à nossa investigação percebemos que a duração da percepção de adstringência de um vinho poderia ser reduzida após comer queijo. Os quatro queijos utilizados no estudo tiveram o mesmo efeito, em poucas palavras, é provável que o sabor do vinho seja melhor quando se acompanha de queijo e independentemente do tipo de queijo”.

Os participantes da investigação, um total de 31 voluntários, foram submetidos a duas provas, primeiro provaram quatro vinhos (Pacherenc, Sancerre, Bourgogne e Madiran), sobre os quais deviam indicar qual a sensação dominante com cada um deles, de acordo a uma lista que lhes foi entregue. Depois a prova foi repetida, mas com uma ligeira diferença: entre cada gole de vinho os participantes deviam comer um pedaço de queijo, sendo eles: Epoisses, Condado, Roquefort e Crottin de Chavignol.

Ao longo da prova demonstrou-se o impacto positivo dos queijos na percepção dos vinhos, efeito este que se notou especialmente com vinhos tintos, Bourgogne e Madiran, que viram o seu aroma frutado potenciado, ao mesmo tempo que que a sua adstringência diminuiu. O mesmo sucedeu em relação aos vinhos brancos, incluídos os doces, embora em menor proporção.

Já sabe, escolha uma boa tábua de queijos, nós recomendamos os vinhos:

 

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Cadão 2012

 

 

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Quinta do Portal Grand Reserva 2011

3 filmes em que o Champanhe é protagonista

 TAGS:undefinedTal como uma taça de bom champanhe, a sétima arte constitui um prazer para os sentidos, e a verdade é que esta bebida já gozou alguns momentos de glória no grande ecrã. Existem pelo menos 3 filmes de referência em que o Champanhe actuou como protagonista.

James Bond: Já é um clássico no Reino Unido, e talvez também no mundo inteiro. O glamour e a exclusividade estão presentes em cada um dos filmes da saga, portanto, não podia faltar o Champanhe. O nosso espião tem bom gosto: Bollinger e Dom Pérignon, pois claro!

Champagne: Evidentemente que este filme tinha que estar na lista. A famosa obra do realizador Alfred Hitchcock, um filme mudo que decorre nos anos 20, conta-nos a história de uma rapariga que gozava de uma boa vida devido ao negócio do seu pai; o champanhe. O início e o final de este filme é constituído pela conhecida imagem de uma grande taça de champanhe, uma imagem copiada inúmeras vezes ao longo do percurso cinematográfico.

O Grande Gatsby: Do cinema actual, existe esta versão baseada na obra de F. Scott Fitzgerald, em que Leonardo DiCaprio desempenha o papel protagonista: Gatsby. O champanhe estava presente em todas as grandes festas representadas no filme, já que não podia faltar espumante nas diversões da época. Ainda que o livro de Scott Fitzgerald não mencione nunca qualquer tipo de Casa ou marca específica, os guionistas do filme de 2013 decidiram adoptar a marca Moët & Chandon, que aparece ao longo de todo o filme. No fundo, são mais de 2h de publicidade à casa francesa.

“Muito de seja o que for talvez seja mau, porém, muito champanhe é exactamente aquilo que se necessita”.

 

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Moët & Chandon Brut Impérial

 

 

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Moët & Chandon Ice Impérial

O vinho biológico sabe melhor?

 TAGS:undefinedOs vinhos biológicos estão em crescimento, tanto em Portugal, como Espanha, e nos países como França, em que a actividade biológica há já tempo que ganhou terreno no consumo. Mais do que uma moda, é uma tendência, que confere valor ao produto e minimiza o impacto ambiental derivado da acção humana.

Apesar de tudo, será que podemos afirmar que o vinho biológico é melhor do que o vinho convencional? Nos Estados Unidos e em França foram levados a cabo alguns estudos sobre esta possibilidade, e tudo parece indicar que, em condições semelhantes, o vinho biológico possui melhor sabor que os outros vinhos.

O estudo dos EUA, publicado pelo portal francês Notre-planet.info, foi conduzido pela KEDGE Business School e pela Universidade da Califórnia em LA (UCLA), e indica que os vinhos biológicos certificados da Califórnia têm melhor sabor, frente aos vinhos que não possuem esta garantia.

Para realizar o estudo, os responsáveis basearam-se em mais de 74.000 referências avaliadas pelos especialistas de: The Wine Advocate, Wine Enthusiast e Wine Spectator. Após as devidas ponderações, o resultado concedeu aos vinhos biológicos uma média de 4,1 acima dos vinhos convencionais, numa escala de 100 pontos.

Ainda que estes resultados digam respeito apenas àqueles vinhos elaborados na Califórnia, por outro lado, em França, foi realizado um estudo sobre o mesmo tema, e que apresenta conclusões preliminares semelhantes, sendo os resultados definitivos ainda desconhecidos.

Este estudo é actualmente desenvolvido pela KEDGE Business School, e ao que parece indica que também em França o vinho biológico sabe melhor.

Pela nossa parte, e como sempre, a Uvinum defende que o melhor vinho é aquele de que mais gosta quem o bebe, o que aliás pode depender muitos outros factores como, a companhia, o estado de espírito e a harmonização.

No entanto, e verdade seja dita: a viticultura que tem em conta o ambiente, respeitando-o, contribui para enriquecer o Meio, a terra e a biodiversidade; o que representa um enorme benefício para todos, incluindo o vinho.

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Albet i Noya 3 Macabeus 2015

 

 

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Serras del Priorat 2014

10 grandes regiões vinícolas francesas

 TAGS:undefinedQuais são as 10 regiões vinícolas francesas mais importantes? Oferecemos-lhe um resumo, nas próximas linhas, sobre cada uma destas zonas e porque são tão especiais os vinhos que produzem.

Bordeaux: Merlot e Cabernet sauvignon, principalmente para os tintos, e Sémillon, Muscadelle e Sauvignon blanc para os brancos. Bordeaux une a tradição ao prestigio, e talvez por essa mesma razão seja o vinho francês de maior fama e exportação. São vinhos particulares, inclusive na sua localização; exactamente entre o Polo Norte e o Equador.

Bourgogne: as castas principais desta enorme região são a Chardonnay e a Pinot noir. Ao contrário do que sucede em Bordeaux, aqui as características do solo primam sobre o produtor e o tipo de vinho. Em Bourgogne há mais de 400 tipos diferentes de solo, o que se traduz numa produção que reúne vários dos vinhos mais caros do mundo.

Champagne: o segredo desta região, famosa em todo o mundo pelo champanhe e vinhos espumantes, é o clima. Devido às baixas temperaturas presentes durante o ano, as uvas são impedidas de amadurecer; o ponto exacto para os espumantes.

Vallée du Rhône: as margens do Rio Rhône produzem diferentes vinhos, dependendo a que altura do caudal se localizam as vinhas. Equilibrados e com personalidade, os vinhos desta região possuem uma qualidade que lhes permite ser alguns dos vinhos favoritos na Europa.

Alsace: a região, com influência germânica, pode orgulhar-se dos seus brancos; a Riesling e a Gewürztraminer que lhe dão um toque de Europa central, e a Silvaner, que produz um vinho de menor acidez. Esta é uma uva delicada e as suas características modificam-se em função do solo onde cresce.

Jura: vinhos de grande qualidade e com uma modesta produção anual. Uma pequena jóia francesa com pérolas como a Savagnin, uma uva autóctone, com a qual se elabora um vinho branco de intensa cor amarela. Também é de aqui que vem o vinho da palha e o vinho licoroso Macvin. A Trousseau e a Poulsard são, juntamente com a Pinot noir, as grandes responsáveis pela produção de tintos e rosés desta região.

Savoie: ainda que se considere parte da região que inclui Jura e Bugey, a verdade é que merece ser considerada individualmente. Muitas das suas variedades de uva apenas podem ser encontradas aqui, como é o caso da Jacquère, vinho branco, e a Mondeuse, vinho tinto.

Loire: é especialmente conhecida pelos seus vinhos brancos, ainda que alguns dos tintos, frutados e frescos, mereçam destaque.

Languedoc Rosellón: só a Região de Languedoc diz respeito à maior área vinícola francesa. Os vinhos, de carácter mediterrânico, são produzidos por uma das zonas menos beneficiadas pelo trabalho de marketing, embora o mesmo não suceda em relação ao enoturismo.

Provence: uma das regiões mais antigas e com maior tradição de produção de vinho. Excelente rosé, embora, se aquilo que pretende é um vinho tinto, o melhor será esperar que o envelhecimento faça o seu trabalho nos vinhos jovens.

Conhece os vinhos de todas as regiões francesas? Quais são as suas preferidas? Nós recomendamos:

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Château Lafargue 2011

 

 

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Mumm Cordon Rouge

O maior museu do vinho do mundo

 TAGS:undefinedOs amantes do vinho têm mais um lugar para visitar neste verão. Chama-se Cidade do Vinho ou Cité du Vin, fica em Bordeaux, França, e ocupa cerca de 14.000 m²; uma superfície dedicada à cultura do vinho e à descoberta da mesma através de actividades. Uma das razões pelo qual vale a pena visitar este espaço, para além do enorme espaço a explorar, é o facto e ser um lugar que une arte, experiência e história. Uma combinação única.

O museu possui uma adega com mais de 14.000 garrafas, onde é possível saborear e assistir à elaboração do vinho in situ.
A arquitectura surpreendente da Cidade do Vinho já ganhou a alcunha de Guggenheim do vinho. O edifício possui uma forma leve e ondulada, com uma fachada repleta de painéis de alumínio e vidro serigrafado, que oferecem uma interessante perspectiva de reflexos dourados.
Os visitantes podem também visitar os restaurantes e bares do museu, onde decorrem várias degustações, provas de vinho e outras actividades.
A entrada custa aproximadamente 20€ e inclui vários percursos acompanhados de explicações sobre as Denominações de Origem de diferentes países. Há ainda degustações e outras actividades incluídas no preço do bilhete, para além de uma vasta programação cultural com espectáculos, concertos e debates sobre o vinho.
O museu encontra-se, como já foi mencionado, em Bordeaux, e não é por acaso… Para além da sua beleza, a cidade é o berço do vinho, em todos os sentidos.

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Domaines Barons de Rothschild Lafite Mouton Cadet Bordeaux Aoc Halbe Flache 375ml 2014: Trata-se de um vinhos tinto de Bordeaux, da colheita de 2014 de 13.5º.

 

 

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Domaines Barons de Rothschild Lafite Cabernet Sauvignon Rosé 2014: Trata-se de um vinhos tinto de Bordeaux, da colheita de 2014 de 13.5º.

 

 

Domaines Barons de Rothschild Lafite Baronne Charlotte Graves Aoc 2014
Um bordeaux das adegas Domaines Barons de Rothschild (Lafite). Colheita de 2014.13º de teor alcoólico.

Domaines Barons de Rothschild Lafite Le Rosé de Mouton Cadet 2015
Vinho rosé com Denominação de Origem Bordeaux. Colheita de 2015. 12.5º de graduação alcoólica. 10.36€

9 bares em Paris para tomar um bom vinho

 TAGS:undefinedAinda que Portugal sempre tenha sido um paraíso da gastronomia, Paris continua a ter a magia da sua cozinha, do champanhe e os vinhossobretudo os vinhos. Se pretende ir de férias, ou escapar por um fim-de-semana que seja, pegue num mapa da Cidade de Paris e tome nota dos seguintes bares para tomar vinho:

1. L’Écluse Madeleine – Aqui pode saborear saborear vinhos de Bordeaux e outras especialidades regionais. A não perder: sobremesas e queijos, bem regados.

2. L’Écluse Grands Augustins – Saborosas sobremesas e charcutaria excepcional, são as marcas da casa, onde, claro está, abundam os vinhos com Denominação de Origem francesa.

3. Nicolas Bercy – Possuem uma carta de cerca de 15 vinhos diferentes. Pode beber-se a copo ou garrafa, para além das excelentes especialidades tradicionais da cozinha francesa.

4. Vinomania – O seu nome já diz tudo. Bons vinhos de diversas Denominações de Origem e algumas excelentes e raras novidades em copo.

5. Le Comptoir Marguery – Vinhos e champanhes para provar e saborear.

6. Le Tambour – Este pequeno bar apresenta uma cozinha despretensiosa acompanhada de vinhos locais. Pode pedir pratos até às 3h da madrugada.

7. Avant Comptoir – Normalmente, a decoração de bares e restaurantes parisienses é feita com esmero, o Avant Comptoir não é uma excepção. Possui uma variada carta de vinhos e pratos.

8. Aux Bons Crus – Pequeno bar acolhedor com serviço de vinhos e pratos da região. É o proprietário quem habitualmente, selecciona os vinhos.

9. O Chateau – Bar bem conhecido, com abundante diversidade de vinho, queijos, bons pratos e excelente ambiente. É frequentado por parisienses e turistas.

E, se ainda não é desta vez que pode ir até Paris, pode sempre tomar um copo de vinho francês. Tchin-tchin!

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Domaine Remoriquet 2014

 

 

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Château Villars 2010

 

 

Pretende investir em vinho? O que se deve ter em conta?

 TAGS:undefinedAs boas vinhas produzem vinho de qualidade, que por sua vez é exportado e importado a muitos países diferentes. Para além do evidente, investir em vinho é, hoje em dia, um bom negócio se for bem feito. É aconselhável rodear-se dos melhores assessores na matéria e algumas outras acções a ter em conta.

Um relatório da BNP Paribas estabeleceu qual é o presente do negócio rural em França e das suas vinhas. A verdade é que se pode fazer um bom negócio se existem meios para investir mas é igualmente importante contar com algumas das tendências actuais, onde se movem os novos consumidores e também os novos investidores.

Este relatório indica que os 12 principais países produtores ainda detêm 84% da produção mundial, ou seja, cerca de 247 milhões de hectolitros. Esta produção aumentou timidamente nos últimos 10 anos, graças aos países produtores de vinho, como a Austrália e a Nova Zelândia, que aumentam a sua produção de vinho, assim como as exportações, anualmente.

Competição?

O estudo também afirma que a competição na Europa não é de uma grande dimensão e que os países produtores de vinho terminam sempre por ser os que mais se destacam a nível de produção e exportação. A competição directa não vem apenas da Austrália, mas também da Argentina e da China, que em poucos anos galgou terreno.

Mantêm-se os países tradicionalmente produtores

Os países que sempre foram produtores de vinho, como França, Itália, Portugal e Espanha são responsáveis por quase 50% da produção mundial de vinho.

França continua firme no seu primeiro lugar a nível de marcas e valor, apesar de já existirem mais países produtores com a mesma importância, 84 das 100 marcas de vinho mais famosas são francesas.

Os principais consumidores 

Ao pretender investir em vinho torna-se necessário estudar os consumidores. Os americanos converteram-se nos maiores consumidores de vinho, o que também é devido ao aumento das exportações de vinho europeu, consequência da crise económica.

 

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Pedra Basta 2010: um vinhos tinto com D.O. Alentejo realizado com trincadeira e cabernet sauvignon de 2010 e com um grau alcoólico de 14º.

 

 

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Pombal do Vesúvio 2011: um vinhos tinto com D.O. Douro da colheita 2011 e 14º de álcool.

 

 

Vinhos da Borgonha

 TAGS:Os vinhos franceses possuem uma antiga tradição em relação ao cultivo da vide, que tem origem no séc. II e foi desenvolvida durante o Império Romano. Não há dúvida que esta é uma parte fundamental da cozinha francesa e de que as suas marcas alcançaram um reconhecimento mundial de qualidade com marca registada.

Uma das regiões mais famosas pela sua tradição é precisamente a Borgonha, uma região vinícola no centro nordeste de França, que se estende por 250 Km, desde o Norte de Chablis, até ao Sul de Mâconnais. É importante ressaltar que os seus vinhos, juntamente com o vinho de Bordeaux e o champanhe, se encontram entre os mais prestigiados do mundo.

Os vinhos que se produzem na Borgonha são vinhos tintos, elaborados com uvas pinot noir, gamay; e os vinhos brancos, à base de castas chardonnay e aligoté: Também se produzem pequenas quantidades de vinho rosé e vinho espumante. Toda esta produção é distribuída pelos seus 25.800 Ha, que alcançam cerca de 1,500.000 hl de vinho ?Borgonha?. Esta zona, denominada ?Vinhedo borgonhês? é constituída por quatro zonas de produção, de Norte a Sul: os vinhedos de Yonne, os da Côte d’Or, da Côte Chalonnaise e os de Mâconnais.

Uma informação a ter em conta, é a de que nas vinhas da Côte d’Or se encontram os vinhos mais famosos e mais caros de toda a Borgonha, como o ?Grand Cru?, o ?Premier Cru? e o ?Village?. Mais a Sul, na região de Beaujolais, famosa pelos seus vinhos tintos frutados, utiliza-se a uva gamay.

Em relação às uvas brancas, a mais comum entre elas é a chardonnay, produzindo os vinhos de Chablis, Mâcon e da Côte d’Or. Todos eles são elaborados 100% com uva chardonnay, uma cepa bastante vigorosa, com frutos muito aromáticos na sua juventude e que sai a ganhar num envelhecimento entre 2 a 4 anos.

Sobre as uvas tintas, a produção da Côte d’Or centra-se na uva pinot noir e em Beaujolais utiliza-se a uva gamay.

Para os amantes do vinho, aqui fica mais uma informação sobre a pinot noir, ela é a principal uva tinta da Borgonha e foi cultivada pelos gauleses, ainda antes da conquista dos romanos.

Como se pode constatar, a qualidade e a excelência na Borgonha são prioridade, assim como nos seus vinhos e tradição vinícola, uma das mais importantes do mundo. Resta apenas que os seus vinhos nos deliciem.

Languedoc-Roussillon – Vinho e não só

 TAGS:No coração do departamento de Pyrénées-Orientales, entre o Mediterrâneo e Corbières, ladeadas pelas montanhas de Canigou e Les Albères, as vides de Languedoc-Roussillon crescem sob uma grande variedade de paisagens, solos e micro-climas.

A zona de produção de vinho é atravessada por três vales e inclui vários tipos de terrenos, colinas, encostas e socalcos, onde os solos de ardósia, gnaisse, granito, grava e calcário conferem o carácter aos famosos vinhos de Roussillon. Nos 38.000 Ha de vinha que percorrem estas terras encontram-se sete vinhos secos e doces naturais com Denominação de Origem.

Roussillon pode ser dividido de acordo com a sua produção de vinhos secos e doces naturais. Os primeiros provêm de Côtes du Roussillon, principalmente tintos; Cotes du Roussillon Villages, exclusivamente tintos; e Collioure, com produção de tintos e rosés. Os doces naturais são denominados Rivesaltes, Maury, Banyuls, Banyuls Grands Crus e Muscat de Rivesaltes

De quatro tipos, grenats, tintos novos, ambrés, brancos maduros, tuilés, tintos velhos e ? hors d’age?, de cinco ou mais anos de idade, os vinhos doces de Riversaltes são ideais como aperitivos e inclusive como companhia de um primeiro prato. Os peritos aconselham que os sabores fortes dos vinhos velhos acompanhem amêndoas salgadas, pistácios ou amendoins, enquanto que o frutado e os taninos dos grenat abrem o apetite. As combinações com pratos como o pato com cerejas ou figos são surpreendentes.

A gastronomia é uma das grandes atrações de Languedoc-Rousillon, tanto pelos seus produtos como pela tradição dos seus pratos mais emblemáticos. Os ingredientes básicos desta região correspondem à sua geografia, tanto mediterrânea, como provençal. Aqui, o azeite, o alho e o manjericão são temperos fundamentais e os aromas da garriga (mata) provençal como o tomilho, rosmaninho e loureiro são dominantes. Também não faltam os clássicos queijos franceses, o mel e as frutas.

Um dos seus pratos mais famosos é a Cassoulet, originaria de Aude, em Languedoc, ainda que disputada por várias aldeias e consta de feijão de ?lingot? misturado com pato confitado, alho, chouriço e gordura de porco. Eventualmente adiciona-se perdiz ou borrego ao guisado. Depois, todos os ingredientes se cozinham a fogo lento numa cassole (panela de barro).

Em relação aos doces, a família Villaret é designada como responsável pelos arrebates dos gulosos, com os seus croquants de Villaret, um segredo de gerações produzido unicamente em Nimes. Este doce estaladiço e coberto de açúcar glacê é feito com flores de laranjeira, amêndoas e essência de limão.

Languedoc-Rousillon, terra de vinhos

 TAGS: Em 1987, devido a uma crise do setor agrícola, alguns pioneiros da zona organizaram a união de viticultores e criaram uma nova identificação para as suas etiquetas: Vin de Pays d’Oc, um vinho comum de mesa, regional e com garantia de qualidade. Para conseguir vender as suas produções a preços acessíveis, apostaram por variedades apreciadas internacionalmente. Deste modo, com novos métodos de colheita e vinificação, começaram a produzir variedades semelhantes aquelas que o mercado já consumia.

São 40 as denominações de Origem que derivam da variedade de solos, clima e cepas de Languedoc-Roussillon. A mesma diversidade que confere o poder de converter esta região numa das esperanças de maior desenvolvimento e potencial de França.

No entanto, foi a dedicação que o seu povo depositou no turismo e na agricultura, que permitiu ao Sul do país ser reconhecido pela variedade dos seus produtos e pela sua saborosa cozinha.

Entre os ingredientes básicos encontram-se o azeite, alho e manjericão, juntamente com os aromas das ervas da garrigue provençal (mata), como o tomilho, rosmaninho e loureiro, que completam as especialidades rurais e litorais da zona. Tudo isto sem contar com as suas extensões de vinha, que representam o 40% das plantações francesas.

Na costa do Mediterrâneo, desde Nimes, até às margens do Rio Aude, Languedoc divide-se em sete zonas: Coteaux du Languedoc, Minervois, Fitou, Malepére, Corbiéres, Cabardés e Limoux. A primeira, Coteaux du Languedoc, é conhecida por ser o lugar mais antigo de produção de vinho de França. Destacam-se os vinhos tintos, ainda que também se elaborem alguns rosés e brancos. Minervois localiza-se entre o Canal du Midi, para Sul, e a Montagne Noire para Norte. Os seus tintos são rústicos e são aconselháveis para acompanhar carnes vermelhas; enquanto que os brancos são ideais para servir com marisco e peixe branco.

Por outro lado, Fitou, segundo os historiadores, é o lugar onde os gregos plantaram as primeiras vides e estende-se desde Narbonne e Perpignan até às montanhas de Corbiéres. Caracteriza-se por produzir vinhos tintos encorpados e com aromas complexos de especiarias e fruta madura. Malepére, por sua vez, é rodeada pelo Canal du Midi e pelo Rio Aude, destacando-se pela elaboração de rosés.

Com mais de 23.000 Hectares, Corbiéres abarca Carcassonne, Narbonne, Perpignan e Quillan e divide-se em 11 zonas, por tipo de solo e condições climáticas. 90% dos seus tintos são novos, leves e de sabor frutado. 6 rios regam as suas ladeiras e socalcos, em direção à Montagne Noire e dominando a Cidade de Carcassonne. Graças à sua situação entre Languedoc e Bordeaux, tanto as variedades de uva atlânticas (Merlot, Cabernet Sauvignon, Franc, Malbec e Fer Servadou) como as mediterrâneas (Syrah e Grenache) crescem bem aqui.

A história conta que Tito Lívio, há 2000 anos, elogiou os vinhos brancos de Limoux. Depois, em 1531, um monge beneditino descobriu o processo natural que converte os vinhos comuns em espumantes, e então nasceu oprimeirochampanhedo mundo, hoje em dia, o 95% da produção da região, com o Blanquette de Limoux, o Crémant de Limoux e o Blanquette Méthode Ancestral. Assim, o Blanquette de Limoux, o brut mais velho do mundo, é o resultado da montagem de pelo menos um 90% de Mauzac e um restante Chardonnay e Chenin.