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O vinho na dieta mediterrânica

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Já são bem conhecidos os diversos benefícios que proporciona o seguimento da alimentação mediterrânica. Previne as doenças relacionadas com o coração, elimina o colesterol mau e fornece os nutrientes necessários ao desenvolvimento do organismo e dos processos mentais

O vinho está incluído nesta dieta, em qualquer das duas refeições principais, já que é uma bebida que oferece vários benefícios.

A Fundación Dieta Mediterránea reconhece que “o vinho é uma bebida a que tradicionalmente se associaram tanto efeitos bons como prejudiciais para a saúde. O factor que determina a inclinação da balança para um lado ou outro é o consumo diário e o tipo de alimentação seguido”.

“Os maiores benefícios são conseguidos quando o consumo é moderado e se encontra incluído num padrão dietético saudável como a dieta mediterrânica”, explica Ramón Estruch, um dos coordenadores do grupo de investigação Predimed, do Centro de Investigación Biomédica en Red Fisiopatología de la Obesidad y Nutrición (CIBERobn)

Assim, a importância do vinho nesta dieta é elevada. Quando falamos de consumo moderado, é necessário sublinhar que a quantidade máxima para os homens é de três copos por dia, e para as mulheres um copo e meio.

O catálogo e guia da Fundación Dieta Mediterránea indica que a água é a bebida do Mediterrâneo por excelência, logo é básica, enquanto que o vinho deve ser tomado com moderação e acompanhando as refeições. Ao ser um elemento tradicional nesta dieta, o vinho pode ter efeitos benéficos para a saúde, sempre que a moderação seja levada em conta. O ideal é que o vinho seja incluído num contexto alimentar com produtos de época, verduras, cereais, peixe, carnes vermelhas (moderadamente), fruta fresca e fruta seca, lácteos e azeite virgem.

É preciso não esquecer que esta alimentação deve ser acompanhada de exercício físico…

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Monte da Penha Grand Reserva 2005

 

 

O vinho sem dor de cabeça

 TAGS:undefinedAinda que não suceda a todos, após beber vinho, algumas pessoas sentem dor de cabeça, o que normalmente se deve a alergias provocadas pela histamina da fermentação da uva, algo que sucede cada vez mais em muitos vinhos.

Porém, agora há uma boa notícia: foi criado um vinho elaborado sem esta molécula, a histamina. Este vinho foi produzido através da investigação da Universidad Politécnica de Madrid (UPM) e da Universidad de Valencia, e teve uma grande repercussão, incluindo a sua publicação no International Journal of Food Microbiology.

O estudo assenta na base de que as bactérias seleccionadas conseguem deslocar, naturalmente, as comunidades de bactérias produtoras de histamina; aquilo que provoca a alergia. Deste modo, a fermentação não é gerada nesta composição.

Parece ser que a histamina provoca várias reacções alérgicas; redução de tensão arterial, pele vermelha e dor de cabeça, problemas que são habitualmente incómodos e levam muita gente a dizer “não” ao vinho.

Este vinho é realmente uma grande descoberta, já que a histamina é cada vez mais utilizada na elaboração de vinhos e talvez este estudo consiga provar que não é um componente tão necessário.

Os responsáveis pela investigação explicam que a redução dos níveis de histamina é benéfica a nível da segurança alimentar do vinho.

Sobre o estudo

A investigação teve início por volta de 2010, e para tal foram utilizados dois depósitos de características semelhantes. Enquanto que em um deles se elaborou a fermentação maloláctica, com estirpes de bactérias lácticas não produtoras de histamina, no outro depósito utilizaram-se os procedimentos habituais. Pouco a pouco verificou-se a produção do efeito biológico de deslocação das bactérias produtoras de aminas biógenas.

 

 

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