Etiqueta: vinho doce

Arrefecer vinhos: quais e como

 TAGS:undefinedTodos os amantes do vinho sabemos que cada variedade possui uma temperatura ideal, que alguns vinhos devem ser bebidos a temperatura ambiente e que, muitas vezes, a experiência de uma prova pode ser totalmente estragada se o vinho está demasiado frio ou demasiado quente.

A maioria dos vinhos novos brancos e rosés, os espumantes e os vinhos doces melhoram muito quando são servidos frios. Ao contrário, os vinhos encorpados perdem uma grande parte dos seus aromas e sabores se se encontram a uma temperatura baixa.
Ainda que já se saiba que os tintos não devem servir-se frios, isto não significa que o vinho deva estar quente, já que, por vezes, aquilo a que chamamos “temperatura ambiente” está muito longe de ser a temperatura correcta do vinho.
Claro que este problema desaparece se dispomos de uma adega com uma boa temperatura de conservação, mas nem todos têm essa sorte e acabam por beber tinto mais quente do que seria aconselhável, como por exemplo no Verão ou numa casa com elevado aquecimento.
O recurso da maioria, é, pois, o frigorífico. Basta comprovar a temperatura de vez em quando, com um termómetro para garrafas de vinho. No caso dos tintos de reserva, o ideal é estarem num lugar fresco e bem arejado durante o tempo necessário para alcançar pelo menos 20ºC, se não for possível, deixe o vinho no frigorífico entre 10 e 15 minutos.
A baixa temperatura de uma garrafa também pode ser um bom aliado quando se pretende disfarçar um vinho menos bom, algo que, aliás, fazem muitos bares e restaurantes; arrefecer demasiado os vinhos que consideram piores.

 TAGS:Herdade da Gambia Branco 2014Herdade da Gambia Branco 2014

Herdade da Gambia Branco 2014

 

 

 TAGS:Quinta do Portal Grand Reserva 2011Quinta do Portal Grand Reserva 2011

Quinta do Portal Grand Reserva 2011

Como alternar vinhos no jantar do fim de ano

 TAGS:undefinedEstá a chegar uma festa muito especial em que a protagonista é a gastronomia e o vinho é o eixo das reuniões de família e dos amigos. Já podes começar a escolher os teus vinhos para o Natal. Se pretendes que este jantar seja fantástico, escolhe qualidade e variedade, certamente terás recompensa.

Peixe, carne, sobremesas… no Natal comemos em demasia e de modo variado, é por essa razão que devemos alternar os vinhos, especialmente no jantar do fim de ano, que, habitualmente, se alarga.

Do branco ao tinto. É o modo tradicional de os alternar e como costumam ser organizados em algumas provas. Normalmente, esta estrutura relaciona-se com os pratos que comemos, pois o costume é o de começar com petiscos, sopas e peixe e, como tal, os vinhos brancos são os preferidos.

Acém, peru ou leitão, costumam servir-se como segundo prato o que abre as possibilidades à entrada de um tinto encorpado e redondo que intensifique os sabores. Muitas vezes, serve-se um branco e dois ou três vinhos tintos.

Do seco ao doce. Tudo depende da ementa mas o jantar também pode começar com vinhos brancos ou tintos e depois passar aos vinhos doces, como o moscatel, para as sobremesas. A combinação dos vinhos secos com o primeiro e segundo prato será muito melhor se for harmonizada adequadamente. Os vinhos mais suaves e doces (que as uvas brancas enaltecem) combinam perfeitamente com o leite-creme, o arroz-doce e as rabanadas e deste modo a digestão é facilitada.

Por protocolo. O primeiro vinho costuma ser aberto e provado pelo anfitrião, ainda que este possa dar a honra a um dos seus convidados. Uma vez aberta, a garrafa pode ser deixada na mesa ou numa mesa auxiliar para ir servindo à medida que os copos se esvaziam. Os primeiros copos servem-se meados e depois então, que cada se sirva a seu gosto. O protocolo diz que os vinhos brancos e os rosés devem ser servidos em primeiro lugar e a 10ºc de temperatura, 20ºc para os tintos. Xerez, vinhos doces, champanhe ou cava, 8ºc aproximadamente.

Já tens vinho para o jantar do fim de ano? Nós recomendamos:

 TAGS:Quinta do Noval Late Bottled Vintage 2006Quinta do Noval Late Bottled Vintage 2006

Quinta do Noval Late Bottled Vintage 2006: Vinho doce perfeito para sobremesas

 

 

 TAGS:Miros de Ribera Reserva 2007Miros de Ribera Reserva 2007

Miros de Ribera Reserva 2007: Harmoniza com carnes, molhos densos e assados.

 

Tokaj e Tokaji: Puttonyos!

 TAGS:O Tokaji (também chamado Tokay) é um desses vinhos, sobre os quais qualquer blogue amigo do néctar de Baco é obrigado a escrever pelo menos uma vez.

Tokaji é o vinho típico de Tokaj-Hegyalja, uma zona localizada entre a Hungria e a Eslováquia. Ainda que em Tokaj, tal como em muitos outros sítios, são elaborados muitos tipos de vinho, os mais famosos chamam-se aszú.

O que são os vinhos aszú de Tokaj? Comecemos pelo principio. Existe um fungo, o Botrytis Cinerea, que afeta a vinha apodrecendo-a, é a chamada ?podridão nobre?. Ao secar, a uva perde a água e o resultado é uma uva apodrecida carregada de açúcar, ou uva aszú.

As uvas botrytizadas ou uvas aszú, eram tradicionalmente recolhidas em recipientes chamados Puttonyos, com uma capacidade aproximada de 25Kg.

Uma vez colhidas, eram deitados de 3 a 6 puttonyos no depósito de 136 litros, onde se armazenava o vinho do ano antes da fermentação, para que desta forma o vinho ganhasse a doçura destas uvas.

Quanto mais puttonyos de aszú eram misturados no mosto, mais doce era o vinho.

Atualmente o Puttonyo já não indica a quantidade de uva com botrytis, mas sim a concentração de açúcar no vinho resultante deste processo.

Calculou-se que um puttonyo equivale mais ou menos a 25g por litro de vinho. Deste modo, um vinho Tokaj de 5 puttonyos terá cerca de 125g de açúcar por litro de álcool.

Existe ainda outro tipo de Tokaji interessante chamado Eszencia, que alguns associam erroneamente com um aszú de 7 puttonyos. Na verdade o aszú de 7 puttonyos não existe e o Eszencia não é um vinho ao qual se adiciona uma parte de uva apodrecida, mas sim um vinho totalmente elaborado com o mosto dessa uva.

O Eszencia possui uma textura semelhante a uma calda, ou inclusive ao mel. Imaginem a quantidade de uvas necessária para fazer um eszencia…e de facto, não existem adegas que se dediquem a fazer este vinho de forma organizada.

Aquilo que fazem é recolher o mosto desta uva porque este flui naturalmente através das grelhas no fundo das cubas, onde as uvas se depositam durante a colheita. Normalmente não é suficiente para fazer o Eszencia, por isso se adiciona aos depósitos de Tokaj aszú, porém, em algumas ocasiões elabora-se o Eszencia, também chamado lágrima de Tokaj.

Em Espanha é bastante famoso o Tokaj Oremus, com o Oremus Tokaji Aszú 6 Puttonyos 50cl 2002 como bandeira, propriedade da Bodega Vega Sicilia, que aproveitou o processo de privatização pós-comunista para comprar uma adega na zona e elabora vinhos de Tokaj respeitando ao máximo os processos tradicionais.

Outro Tokaji também de grande qualidade e que pode ser facilmente encontrado é o Disznókó. O Disznóko Tokaji 4 Puttonyos Aszú 50cl 2006 é bastante bom.

O mais importante realmente é que seja um Tokaji húngaro, porque a legislação húngara é mais rigorosa em relação à qualidade do vinho. Como Tokaj é uma zona de fronteira entre a Hungria e a Eslováquia, também se aceitam os Tokaji eslovacos, porém, ali a legislação é mais permissiva e como tal, a qualidade não é igualmente garantida. Desfrutem!