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Harmonizar com vinho do Porto

 TAGS:undefinedOs vinhos do Porto são sinónimo de qualidade. Fazem parte dos vinhos mais conhecidos na Europa e podem ser combinados em numerosas ocasiões com diferentes pratos. São excelentes para eventos e cocktails, já que podem ser usados com todo o tipo de aperitivos. Com salmão fumado ou tâmaras, saladas e petiscos, também os Portos brancos são extremamente recomendáveis sendo servidos bem frios!

Para massas e peixe, o branco continua a ser o melhor. Por outro lado, os pratos de carnes, patês e especiarias pedem o acompanhamento de um Porto tawny, envelhecido em madeira.

Evidentemente que também os queijos são perfeitos para acompanhar um Porto, especialmente durante uma prova de queijos que inclua queijos curados, alguns azuis e, mesmo, Roquefort.

Em relação a sobremesas, o cheesecake é bastante aconselhável, e se pretende o toque doce e algo amargo do chocolate preto, escolha um Porto jovem e frutado. E os vinhos do Porto também se escolhem depois das refeições: café+um tawny de 20 anos, e, se apetecer um charuto, tenha em conta um porto vintage.

Quando nos referimos a vinhos vintage, é importante salientar que estes são vinhos de colheitas submetidas a envelhecimento de dois anos em barril de madeira e, como tal, são grandes vinhos para harmonizar tanto com carnes como chocolate.

O late bottle vintage é elaborado à semelhança do vintage, mas tendo mais tempo em barril.

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Sandeman Ruby: Vinho do Porto com Tinta barroca, Touriga franca, Tinta cão, Tinta amarela, Tinta roriz y Touriga nacional. Graduação alcoólica de 19.5º. 

 

 

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Ferreira Tawny: Vinho do Porto com Denominação de Origem. a partir de las variedades Tinta barroca, Touriga franca, Tinta amarela, Tinta cão, Bastardo, Tinta roriz,Touriga nacional.19.50º de graduação alcoólica. 

O jantar de Natal na Europa

 TAGS:undefinedO bacalhau, as rabanadas e o vinho do Porto estarão presentes em muitas mesas portuguesas neste Natal. Mas, o que se come e bebe durante estas festas no resto da Europa? Vamos passar por alguns dos jantares de Natal tradicionais europeus. Tira notas, para o caso de quereres introduzir alguns pratos novos no teu menu de Natal de 2015.

Jantar de Natal em Inglaterra

Por terras germânicas abundam as sobremesas e doces, por isso no Natal é frequente encontrar puddings de vários sabores com fruta da época, bolachas de gengibre decoradas com desenhos de Natal e bolos como o tronco de Natal. Mas antes das sobremesas, habitualmente, os ingleses comem peru assado com batatas. Para beber, como faz muito frio, vinho quente com açúcar e especiarias, o Mulled Wine é uma autentica tradição.

Jantar de Natal na Bélgica

Aqui também se come peru e os doces não faltam, sobremesas de creme, chocolates belgas de diferentes sabores. O champanhe e o vinho francês ou italiano são as bebidas preferidas dos belgas.

Jantar de Natal na Itália

O jantar de Natal em Itália varia desde o capão a diferentes tipos de peixe. A sobremesa, essa é mundialmente conhecida, o panettone e o pandoro. Para além dos vinhos de Denominação de Origem italiana, também é habitual beber vinho quente com especiarias e fruta.

Jantar de Natal na Suécia

O Norte da Europa, compreensivelmente, prefere bebidas quentes. Como tal, os suecos bebem frequentemente julmust, com malte e lúpulo. Para além de excelente peixe, o jantar também conta com presunto do país, doces de chocolate e as famosas bolachas de gengibre.

Jantar de Natal na Alemanha

A combinação de pratos é variada, desde pato a cabrito assado, neste jantar familiar tradicional cada membro da família recebe um prato de doces e frutas. Aqui, o vinho quente é uma receita de *vinho tinto*, limão, canela, cravinho, açúcar e outras especiarias. E o champanhe não falta!

E tu? Que vais jantar este Natal? Já escolheste os vinhos? Hoje recomendamos:

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Barros Vintage 1985: um vinhos generoso com D.O. Porto a base de uvas de 1985 e com 20º de teor de álcool.

 

 

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Dow’s 2011: um vinhos generoso com D.O. Porto com um coupage a base de sousao e touriga nacional de 2011

 

 

Terras de Vinho – As ilhas dos Açores e da Madeira

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O Vinho da Madeira, também conhecido como generoso madeirense, ou Vinho de Torna-Viagem é produzido na Ilha da Madeira há mais de 500 anos.

Os barcos que saíam da ilha carregados de vinho, considerado de 3ª categoria, tornaram possível descobrir as poderosas consequências da fermentação. O vinho, guardado nos porões dos veleiros durante mais de um ano, transformava-se num magnífico néctar à chegada da viagem devido ao calor acumulado sobretudo nas travessias da Região Tropical.

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Porém, o renome dos vinhos insulares não se estendeu a todas as ilhas do mesmo modo. Os vinhos dos AçoresVinho Passado (com Malvasia) e Vinho Seco – produzidos na Ilha do Pico, sofriam um processo de vinificação semelhante ao Madeira; a fermentação interrompida pela adição da aguardente, tal como no Vinho do Porto. No entanto, os vinhos dos Açores eram considerados de menor qualidade que o Madeira.

Provavelmente devido à falta de registos, consta que a vitivinicultura açoriana se limitava às ilhas Pico e Graciosa, hoje sabemos que todas as ilhas, em maior ou menor escala, se dedicaram à plantação da vinha. O facto é que as ilhas eram pedregosas, devido às erupções vulcânicas e as condições climatéricas difíceis, o que significa que os Açores foram alvo de um intenso trabalho de implantação de vinhedo.

Em meados do século XXI as ilhas sofreram um feroz ataque de oídio que obrigou à substituição de castas. A casta Isabela e algumas castas americanas tomaram o lugar da Verdelho.

A recuperação do vinho branco foi conseguida pouco a pouco, um dos exemplos da história vinícola açoriana é a Adega Cooperativa da Graciosa.

Nos Açores multiplicou-se a produção de aguardente; desde a aguardente de melaço da Ilha de S. Jorge, à aguardente escura da Ilha Terceira e às aguardentes de figo vermelho, de nêspera, de pêssego e de funcho da Ilha do Pico.

Na Madeira, a aguardente de canao Rum da Madeirabranca e envelhecida ganhou lugar, o Engenho do Porto da Cruz é núcleo museológico, próximo à Casa do Rum, onde se podem provar alguns reservas excepcionais.

O Madeira, um vinho licoroso, fortificado e com um grau alcoólico entre os 17º e os 22º é envelhecido em barris de carvalho sob um processo lento, óxidativo e concentrado, a partir de cinco castas de uva tradicionalmente utilizadas:

Malvasia – Foi uma das primeiras castas a chegar à ilha da Madeira e dos Açores na primeira metade do séc XV. Produz um vinho doce, com aroma e paladar similares, a frutos secos e toques de mel, que harmoniza com queijos e chocolate.

  • Verdelho – Produz um vinho meio-seco, fresco, com sabores de ananás muito maduro e nariz tropical. Acompanha bem uma sopa leve ou queijos ligeiros. Casta utilizada tanto nos Açores como na Madeira.
  • Cercial – O produto é um vinho seco, com aromas cítricos e de caramelo. Apropriado como aperitivo e combinado com frutos secos e azeitonas. Casta utilizada tanto nos Açores como na Madeira.
  • Boal – Produz um vinho meio-doce, com aromas de mel e paladar a caramelo. Acompanha bem com fruta, queijos e sobremesas. Casta de grande qualidade nos Açores e também produzida na Madeira.
  • Tinta Negra – É o resultado do cruzamento das vinhas Pinot Noir e Grenache. Produz as 4 variedades anteriormente descritas.

Quando a fermentação passou a terra firme, desenvolveram-se 2 tipos de técnica: a do vinho canteiro, fermentado em pipas, nas partes mais altas e quentes dos armazéns nos primeiros anos, que vai descendo nos andares à medida que envelhece (pode ser bebido ao 4º ano); e a do vinho estufado, aquecido em tanques durante 3 meses a 55º e que pode ser bebido a partir de 3 anos. Nos Açores do século IXX, o vinho de estufa era uma bebida forte de sabor e cor semelhante ao Xerez.

Os grandes tipos de Madeira dividem-se em: Blend, vinhos com várias idades (idade média de 10 anos) e da mesma casta; os Colheitas– são vinhos associados com uma só safra e uma só casta, que podem ser bebidos a partir de 4 anos mínimo; Vintage (frasqueira) que envelhece no mínimo 20 anos e depois passa uma prova que o autoriza, ou não, a ser engarrafado. São vinhos longevos, de grande acidez e frescura (existem vintages de 1795 em perfeito estado).

A nossa sugestão de compra na Uvinum é um vinho generoso, de uma das empresas produtoras mais antigas da ilha e também das poucas que possui vinhedo próprio – Freguesia da Quinta Grande.

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Henriques & Henriques Sercial 10 Years 50cl

 

 

Terras de vinho: Douro e Porto


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Tão antiga como rica em micro-climas e variedade de castas, a Região Demarcada do Douro assenta maioritariamente em terras de xisto, um território de beleza impressionante que se estende por socalcos seculares que acompanham o percurso do Rio Douro.

Para além de Património Mundial e berço do vinho do Porto, esta região produtora de excelentes vinhos de mesa brancos, tintos, espumantes e moscatel, já marcou um dia para festejar a sua antiguidade: o Port Wine Day, que celebra os 259 anos da primeira região demarcada do mundo, no próximo dia 10 de Setembro. Não há dúvida, que a complexidade dos aromas do vinho do Porto, antigamente chamado Vinho de cheiro, continuou a seduzir os sentidos ao longo dos séculos.

Entre as castas autorizadas na elaboração dos vinhos do Douro, as mais utilizadas são a Touriga Franca, a Touriga Nacional (o “Cabernet português”), a Tinta Barroca, a Tinto Cão e a Tinta Roriz. A maioria dos vinhos é elaborada com várias castas, apesar de também existirem alguns monovarietais, normalmente de touriga nacional, touriga franca e tinta roriz. A exploração da vinha estende-se pelas 3 sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, mas é nesta última, alongada até ao limite com as terras espanholas, que se encontram as maiores propriedades e os vinhos de toque levemente ácido elaborados com as castas Rabigato e Arinto.

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A utilização do lagar, com pisa manual ou mecânica, faz parte do método tradicional de vinificação do Douro, porém, alguns produtores, uniram a este um outro método mais recente – as cubas de inox com temperatura controlada durante os processos de fermentação. Se a vantagem do primeiro método reside na capacidade de extração dos taninos, o segundo permite produzir vinhos com aromas bem preservados. O aproveitamento simultâneo dos dois métodos traduz-se em vinhos mais complexos, muito estruturados e densos.

A prestigiada revista norte-americana Wine Spectator, que em 2014 provou 18.000 vinhos de todo o mundo para os classificar a nível de qualidade, preço e disponibilidade, escolheu três vinhos da Região do Douro para a sua seleção Top 10.

O vinho do Porto Vintage Dow´s 2011 do Grupo Symington, foi eleito o melhor vinho de 2014, com 99 pontos numa escala de 100. Em terceira e quarta posição, e ambos com 97 pontos, ficaram o Chryseia 2011 (também da família Symington) e o Quinta do Vale Meão, da Olazabal & Filhos, descendentes de Antónia Ferreira, a famosa “Ferreirinha”. Este último, aliado a uma nova geração de enólogos, provam que nem só de Porto vive o Douro, já que os vinhos de mesa desta região contam com novos métodos e especialistas em vinificação empenhados em continuar a desenvolver a qualidade dos vinhos da Região do Douro.

Com mais de 250 anos de existência, a Real Companhia Velha possui um arquivo de documentação histórica (na sua sede em Vila Nova de Gaia), que une os vinhos do Douro a personagens como Pombal, Napoleão e Catarina da Rússia. Esta empresa produz, comercializa vinho do Porto e é proprietária de 535 Hectares de vinha, distribuída por sete quintas também produtoras de vinhos de mesa, como a Quinta das Carvalhas, uma das maiores e mais antigas da região do Douro, ou a Quinta de Cidró, em S. João da Pesqueira. É desta última quinta que vem a nossa primeira sugestão de compra na Uvinum:

 TAGS:undefinedEvel reserva tinto 2008 da Real Companhia Velha. Um vinho elaborado com as duas tourigas bem portuguesas, provenientes de vinhas velhas, e fermentado em cubas de inox, com estágio de doze meses em barricas novas de carvalho francês. A sua cor é rubi intensa e aromas varietais com notas de madeira. No paladar é um vinho redondo, muito encorpado e com sabor de frutos pretos. Obteve a medalha de ouro no Concurso Internacional de Vinhos Mundus Vini, na Alemanha. 17.99€

 

A segunda sugestão pertence à referida nova geração de enólogos e é também um vinho de mesa e bem classificado pela Wine Advocate.

 TAGS:undefined95 pontos para este Conceito 2011. Um tinto de Foz Côa – Douro Superior, de vinhas velhas entre 80 e 90 anos e elaborado com mais de 15 castas tradicionais, entre elas; Rufete e Tinta Barca. Um vinho com aromas de fruta vermelha e notas de baunilha que estagiou 20 meses em barricas de carvalho francês. 31.30€

As tourigas

 TAGS:São tintas, são tourigas. Castas diferentes e de bom casar.

Diz-se que a famosa casta Touriga Nacional provem de Tourigo, uma pequena Freguesia do Distrito de Viseu, na zona do Dão. E não deixa de apoiar esta teoria, o facto de que a freguesia vizinha, se chame Mortágua, o outro nome pelo qual a touriga nacional é conhecida.

Durante o século XIX, 90% das vinhas do Dão eram constituídas por esta casta até chegar a praga da filoxera que devastou os vinhedos europeus. Ao contrário de muitas outras regiões vitivinícolas, esta cepa não foi replantada senão muitos anos mais tarde, o que talvez possa explicar a fama de antiguidade da touriga no Douro.

No entanto, os enólogos explicam que a casta, a ser plantada no Dão e em comparação com o Douro, produz um vinho de acidez mais equilibrada, já que o clima proporciona uma maturação mais lenta.

A uva é de bagos pequenos e polpa rija e os seus vinhos são complexos, encorpados, extremamente aromáticos e têm muito a ganhar com estágio em barris de carvalho, e não em madeira de castanho como mandava a tradição no Dão. São vinhos de guarda e com melhor envelhecimento que os que provêm da Touriga franca. Os espumantes exclusivamente elaborados com touriga nacional são rosados, ligeiros e com aroma frutado.

A Touriga Franca, é também chamada Touriga Francesa, apesar da casta ser originariamente do Norte de Portugal. É uma das protagonistas da produção dos vinhos do Douro e Trás-os-Montes e especialmente utilizada na elaboração do Vinho do Porto (tal como a touriga nacional), ainda que atualmente se tenha estendido também para Sul, pela Estremadura, Bairrada, Ribatejo e Terras do Sado.

Os bagos desta uva são medianos, arredondados, de polpa mole e cor preto-asa-de-corvo. Necessitam temperaturas generosas para que os vinhos que originam tenham os seus característicos sabores de fruta como a amora e a ameixa.

Muitos vinhos, de Norte a Sul, incluem uma percentagem desta casta nos seus tintos, mas o casamento das duas tourigas com a Tinta Roriz é já uma tradição entre produtores e enólogos, conhecedores da harmonia das três castas no mesmo vinho, onde o álcool e a acidez se equilibram num corpo de sabor persistente.

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Batuta 2007

 

 

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Filipa Pato Lokal Silex 2005

A origem do vinho do Porto

 TAGS:A Grã-Bretanha não trouxe a fama apenas ao chá e ao whisky. Apesar de praticamente não produzir vinho, deu grandes contributos ao desenvolvimento da vitivinicultura mundial: foi quem descobriu o vinho Porto. A história desta bebida portuguesa começa vários séculos antes, porém, foi no séc. XVII que os ingleses o impuseram ao resto do mundo. A Grã-Bretanha estava em guerra com França, o que obrigou a Coroa a decretar o embargo dos produtos provenientes desse país. Foi ao empreender a busca de vinhos de qualidade, para substituir os vinhos gauleses, que os seus súbditos depararam com aquela bebida diferente, de graduação alcoólica superior ao habitual e um sabor seco ou doce, que surpreendia os mais exigentes.

O seu segredo residia em adicionar vários litros de brandy por barril durante a fermentação, de forma a conservar uma parte do açúcar natural da uva.

O interesse que o Porto despertou em Inglaterra, fez com que muitas inversões desse país se estabelecessem na zona que rodeia a portuguesa cidade do Porto, dando um grande impulso à vitivinicultura da região.

Algumas destas caves conservam ainda os apelidos anglófonos dos seus fundadores: ?Croft?, ?Offley?, ?Graham?, ?Sandeman?, ?Dow?, ?Warre?.

 Nos meados do séc. XVIII, o vinho do Porto recebeu o impulso definitivo quando a Coroa portuguesa criou legalmente a atual Real Companhia Velha, a cave de produção mais antiga do Porto. Imediatamente depois, entre 1758 e 1761, delimitou a região de produção de vinho do Porto, que fez nascer a denominação de origem mais antiga do mundo, anterior à dos vinhos franceses. A partir dessa data foram estabelecidos os métodos de elaboração ainda hoje respeitados.

 Os vinhos, elaborados a partir de mais de 12 variedades de uva branca e preta, são fermentados nas caves localizadas no Alto-Douro, em Portugal, perto das vinhas que cobrem os socalcos nas encostas. Uma vez desenvolvida a fermentação, quando as leveduras ainda não consumiram o açúcar totalmente, adicionam-lhe brandy (álcool de vinho) impedindo deste modo que a fermentação prossiga e o sabor doce persista. Uma vez terminado, o Porto é transportado rio abaixo, para envelhecer nas caves de Vila Nova de Gaia, frente à Cidade do Porto e próximo do Oceano Atlântico.