Etiqueta: vinho branco

Alvarinho versus Albariño

 TAGS:São primas, separadas por uma ténue fronteira geográfica e duas línguas não tão diferentes uma da outra. As castas Alvarinho (em Portugal) e Albariño (na Galiza) são brancas e da Península Ibérica.

Reza a lenda (ou não tão lenda…) que no século XII, monges franceses levaram esta uva até ao Mosteiro de Armenteira (Salnés-Pontevedra) e daí se estendeu por toda a Galiza e Norte de Portugal.

Em Espanha, o Albariño tem denominação de origem nas Rias Baixas, apesar de também se encontrar no Ribeiro e na Ribeira Sacra. Em Portugal, as sub-regiões de produção correspondem a Melgaço e Monção e é uma das variedades mais importantes da Região dos vinhos verdes. No Vale do Minho a produção de vinho cumpre uma tradição que vem do século XIII.

O vinho, esse é branco, amarelado e límpido, relativamente seco e de aroma suave. Os monovarietais têm um sabor complexo, macio, encorpado, de acidez equilibrada e elevado teor alcoólico. As notas de prova apontam para sabores frutados como o pêssego, banana, maracujá, limão, avelã e noz.

No Minho a Alvarinho forma uma poderosa aliança com a Treixadura e a Loureiro. Desta associação surge um vinho normalmente muito fresco e de ligeira acidez, perfeito para harmonizar com marisco.

Os alvarinhos servem-se preferencialmente a uma temperatura entre os 10º e os 12ºc, se vêm do frigorífico espere uns minutos e deixe que o aroma ?abra?. Estes vinhos acompanham bem os pratos de peixe, mariscos, queijos e as sobremesas especialmente doces, elaboradas com ovos.

Hoje oferecemos duas sugestões de compra na uvinum, uma galega e outra portuguesa. Arme-se de dois copos largos e baixos, absorva os aromas, prove e conte-nos que diferenças encontrou:

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Martín Códax 2011

 

 

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Quinta da Pedra Alvarinho Branco 2010

 

Tchin-tchin!

Liebfraumilch, um vinho branco alemão

 TAGS:Na sua longa espera pelo amadurecimento, assediados pelas ameaças de geadas e frios intensos, os viticultores germanos esculpem as suas vinhas em colinas ou sopés empinados das principais regiões de Mosel-Saar-Ruwer, Nahe, RheingauRheinhessen, Pfalz e Baden. Aí aguardam com paciência que os rios Mosel e Rhein, entre outros e juntamente com a corrente do Golfo, temperem o ar. E no melhor dos casos, esperam brindar pela humidade necessária para que as uvas desenvolvam um fungo chamado Botrytis Noble, que consome a água da vide e concentra simultaneamente açúcar e acidez.

Há quem diga que graças ao aquecimento global, a Alemanha está a ficar mais quente e como consequência, produz mais e melhor vinho. Leves, baixas em graduação alcoólica e um tanto doces, estas etiquetas aumentam a popularidade entre os consumidores.

Segundo as estatísticas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho -OIV- em 2008, a Alemanha foi o quinto país consumidor de vinhos, com 20, 7 milhões de hectolitros de vinho por ano e com uma tendência crescente.

Os primeiros lugares desta lista foram ocupados pela França, EUA e Itália. No mesmo ano, o país obteve o nono lugar entre os 12 produtores principais desta bebida.

Apesar da sua afamada reputação entre os peritos nos mercados internacionais, a Alemanha esteve sempre associada à elaboração de vinhos brancos, sem demasiada personalidade, baratos e doces, sendo esta última característica tomada com conotação pejorativa, são os denominados Liebfraumilch.

O Liebfraumilch, cujo significado é ?leite de mulher amada? ou ?leite da Virgem Maria?, é um vinho com pelo menos 18g de açúcar por litro e a sua qualidade é QbA. No geral, as uvas utilizadas não são identificadas, o que aparece na etiqueta é uma das quatro regiões nas quais é produzido: Rheinhessen, Pfalz, Rheingau ou Nahe, considerando-se as as duas primeiras como sendo as principais. Ao ser classificado como QbA (QmpQualitätswein bestimmter Anbaugebiete) fornece a indicação de que se trata de um vinho de mesa, ao qual foi adicionado açúcar no mosto.

Esta etiqueta, apresentada na típica garrafa flauta azul, gerada em grande volume, sem cuidados especiais do vinhedo ou da vinificação, foi, durante anos, a bandeira de exportação do país. No entanto, os alemães conseguiram libertar-se do estigma, não só em relação ao seu principal importador, o Reino Unido, como também com os EUA e os escandinavos, que hoje em dia consideram que na Alemanha são elaborados os melhores vinhos brancos do mundo.

O vinho da Grécia

 TAGS:Há pouco tempo instalada no percurso do turismo enológico, a Grécia destacou-se pela produção de vinhos notoriamente fortes e generosos, à altura dos seus deuses mitológicos.

Ciumenta dos grandes pensadores, Helias, tal como lhe chama a população, é reconhecida no mundo como sendo o berço da civilização e da lógica. As ruínas que conserva, testemunhos do passado, assim como a conquista romana, recebem milhões de turistas por ano, que anseiam virar uma esquina e encontrar Platão a dissertar numa praça.

Não obstante, atualmente, a Grécia revela-se não só como um dos melhores produtores de azeite do mundo, base fundamental da sua gastronomia, como também trabalha incansavelmente para reavivar as raízes das suas vides ancestrais. Isto permite-lhe fazer parte do movimento turístico como um interessante destino para os enófilos, devido aos seus grandes vinhos tintos, aos frescos néctares brancos, aos licores considerados como excecionais e um itinerário que abarca grande parte do seu território.

Diz-se que o lendário poeta romano Virgílio, autor do épico poema A Eneida, sempre dizia que na Grécia era mais fácil contar os grãos de areia de uma praia, que enumerar as suas variedades de uvas. Talvez fosse difícil para Virgílio memoriza-las, por serem mais de 300 cepas diferentes. Distribuídas por 150.000 hectares de vinhedos, divididas em nove regiões, segundo escreveu Illias Anagnostakis ( constituinte do departamento de Estudos Medievais da Fundação de Investigação Nacional Helénica em Atenas e do Instituto de Investigação Bizantino) no livro,The Illustrated Greek Wine Book: ?a vinificação destas centenas de uvas é uma tradição milenar que precede, inclusivamente, a era bizantina, ao ponto da História atribuir a este país a responsabilidade da expansão do seu cultivo na Europa?.

No entanto, hoje em dia, a Grécia parece ter virado as costas a Baco, para se difundir pelo mundo como produtor de uma estranha bebida, até há poucos anos atrás considerada de sabor desagradável e ordinário, chamada Retsina (vinho branco perfumado com resina de pinheiro, atualmente bastante mais valorizado).

Como consequência, pouco se sabe sobre os fortes, frescos, doces e secos vinhos gregos, que desde a década de 70, procuram retomar o seu lugar no mercado mundial de vinhos.

Entre os brancos, por exemplo, destacam-se o Assyrtiko, que tem a sua máxima expressão na Ilha de Santorini; o vinho elaborado a partir de Vilana, apreciado sobretudo na Ilha de Creta; o Roditis, produzido na Macedónia, Tracia e o Peloponeso; os vinhos Retsina, Moscatel e Savatiano. Entre os tintos, o que se produz a partir da cepa Agiorgitiko, com origem em Nemea, no Peloponeso, é um dos néctares mais célebres do país, o mesmo que, pela sua cor intensa e sabor penetrante, merece a denominação de ?sangue de Hércules?.

Porém, em Helias também se elaboram vinhos com uvas francesas como a Cabernet Sauvignon, a Cabernet Franc (Cotes de Meliton, Macedonia), a Garnacha, a Syrah e a Chardonnay.

Variedades de uvas brancas

Hoje apresentamos alguns tipos de uvas brancas, que produzem vinhos com tons desde o amarelo-palha até ao dourado intenso. Convidamos-vos a comprar vinho,de qualquer uma das denominações que aqui sugerimos, na Uvinum.

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Albariño

A albariño, é uma variedade de uvas com origem na Galiza, que produz vinhos de cor amarelo-esverdeado, com aromas florais e frutados bem marcados. Quando acabado de fazer é ligeiramente ácido, porém, com o correr do tempo, vai adquirindo toques de maçã madura e rebuçado de mel. Os peritos descrevem a uva Albariño como tendo perfumes semelhantes ao do feto, das flores brancas e do feno fresco, com um sabor parecido ao do pêssego maduro. Dá vontade de o provar!

Chardonnay

Habitualmente vinificada para ser consumida no mesmo ano, a Chardonnay, é a variedade branca mais apreciada e fácil de cultivar, devido a que suporta todo o tipo de climas e é ótima para ser fermentada ou envelhecida em barris de carvalho. Os provadores costumam associar esta uva com aromas de manteiga fresca, avelã e pão, para depois dar lugar às frutas tropicais, ao melão, banana e ananás.

Sem passar por madeira, ganha uma boa acidez, além de aromas cítricos de toranja e maçãs verdes, inclusive podem ser reconhecidas frutas doces como o damasco. Fermentado e envelhecido em barril, o vinho de Chardonnay oferece menos acidez e mais corpo, com notas de baunilha, mel, rebuçado e lácteos.

Gewürztraminer

Com uma uva de cor rosa amendoado e, a partir de que gewürz significa especiaria em alemão, esta é uma variedade que faz precisamente referência a estes aromas e sabores. AGewürztraminer é caraterizada por ter uma grande presença de fruta e toques florais, semelhantes aos da Torrontés argentina e aos moscatéis. Em boca é comparada com a toranja madura e inclusive, com a manga.

Sauvignon Blanc

Com uma presença marcada de notas que lembram maças verdes e goiaba, assim como espargos e ervilhas, na Sauvignon Blanc, costuma encontrar-se também com bastante frequência, o odor da erva acabada de cortar.

Torrontés

A Torrontés é a cepa branca, emblema dos vinhos que se produzem na Argentina. Pode ser distinguida pelos florais intensos que lembram a uva Moscatel e que tem ainda um toque de rosas. Evoca aromas de frutas tropicais, como o do ananás e da banana, mas, ao mesmo tempo oferece notas vegetais, semelhantes às do gerânio e do funcho.

A cor dos vinhos

 TAGS:Ao começar a degustação de um vinho, o primeiro que se toma em consideração é a cor dele, a sua aparência, o visual. Para apreciar a sua tonalidade da melhor forma o ideal é sob luz natural, dado que a luz artificial pode ser bastante enganosa.

É verdade que para muitos a luz das velas, sobre um fundo branco, pode ser conveniente para reconhecer uma tonalidade, porém, no caso dos vinhos tintos e brancos, a luz do sol é aquela que permite encontrar as subtilezas da tonalidade da melhor forma.

 As mudanças de cor do vinho são devidas a diferentes variáveis, por exemplo a cepa da qual procede, a forma de elaboração do vinho, o tempo que a casca esteve no mosto, o facto de ter sido armazenado em tonéis de madeira ou não, a sua idade e o modo como se conservou o vinho.

A paleta de cores costuma ser muito mais variada nos vinhos tintos do que nos brancos, neles a cor vai desde o púrpura intenso até tons mais castanhos, ou grená e violeta, passando por uma nutrida escala de intermédios: carmim, vermelhão, rubi, cor-de-tijolo, cor-de-telha, etc… Quando se fala destas tonalidades, convém deixar claro que há sempre lugar lugar para o discutir, não existe uma paleta de cores que se possa considerar um padrão a seguir e que permita classificar de forma exata a cor de um vinho, salvo algumas exceções como por exemplo o rubi e a cor-de-telha.

As antocianinas são os pigmentos que conferem o tom vermelho ao vinho, estes encontram-se na casca das uvas pretas e são extraídos através do álcool. É de acordo com o período de tempo que estas cascas estão em contacto com o mosto, que se obtém uma cor mais ou menos intensa. Quando o vinho é novo, o vermelho pode aproximar-se mais ao laranja e com o passar do tempo este acerca-se cada vez mais ao castanho ou à cor-de-telha.

No que diz respeito aos vinhos brancos, as tonalidades são menos e realmente poderia parecer que os vinhos brancos atuais são cada vez mais claros e pálidos, inclusive com um certo grau de transparência que, em outros tempos, seria considerado aquoso.

Aqueles vinhos de que antes podíamos dizer serem dourados já não se vêm por nenhum lado, e ainda bem, pois são estes que se consideram ser de má qualidade devido a falhas na sua elaboração, já que esta tonalidade é consequência de um excesso de oxigénio. Outra das características que não se costumam ver nos vinhos brancos é a turvação que os processos de filtragem atuais eliminaram. Devemos no entanto, deixar claro, que existem vinhos brancos particulares como o Xerez ou a Manzanilla, que podem ter tonalidades douradas e que esse facto não seja devido a um mau processo de elaboração.

Garrafas Magnum, vinho para partilhar

 TAGS:Existem garrafas de vinho de maior tamanho do que o normal. A mais utilizada é a garrafa Magnum, que tem uma capacidade de 1,5L, ou seja o dobro de uma garrafa normal. Este tema suscita bastante interesse entre os novos fãs do vinho. Porquê garrafas tão grandes? Pois, porque existem motivos de sobra…

Pensem no vinho como um conjunto de partículas. Uma partícula esteve em contacto com a pele da uva e adquiriu parte das suas propriedades. Outra esteve no barril junto à madeira e guardou o sabor dela. Outra ainda, veio de uma vinha mais nova e tem menos aromas. E finalmente há algumas que vêm de uma uva sobre-amadurecida e têm um sabor mais adocicado.

Quando se procede ao engarrafamento do vinho, essas partículas vão-se misturando até terminarem por ser todas iguais. É neste sentido que se diz que um vinho se ?afinou? na garrafa.

Se se trata de uma garrafa pequena, é mais difícil que todas as partículas estejam representadas: se numa garrafa apenas coubessem 3 partículas, uma das já mencionadas não estaria presente no vinho. Assim, quanto maior seja a garrafa, maior é o número de partículas diferentes na formação do vinho, e mais completo será o seu sabor.

Isso também quer dizer que quanto maior for a garrafa, mais tempo necessitará para que se afine (ou fique redondo) na garrafa. Por esta razão, os vinhos de garrafa Magnum saem ao mercado um ano depois dos vinhos da mesma colheita que foram engarrafados nas garrafa habituais. O processo, ao ser mais lento e tranquilo oferece um melhor resultado, mais aperfeiçoado.

As caves, que conhecem todos estes aspetos (e de forma mais cientifica do que a minha explicação) habitualmente põem à venda uma série deste formato, mas apenas dos seus melhores vinhos. E por algo será, não é?

Existe ainda outra vantagem nas garrafas Magnum, o vinho, ao ser muito sensível às mudanças bruscas de temperatura, quanto menor for a garrafa onde se encontra, menos levará a aquecer, e portanto é mais fácil que se estrague.

É verdade que uma garrafa aberta, seja ela do tamanho que for, perde aromas e qualidade, razão pela qual, as garrafas Magnum devem ser abertas quando existe um número suficiente de pessoas que a consumam rapidamente. É portanto, um formato perfeito para abrir numa longa noite com bons amigos, e desta forma também evitamos estar alerta de garrafas abertas. A Magnum dá para muito…

De forma que, se estás a pensar em festejar, um encontro de família ou momentos com amigos, pensa em grande. Pensa em Magnum.

Os aromas das uvas brancas

 TAGS:As clássicas perguntas daqueles que se aproximam ao mundo da degustação são normalmente sobre os aromas do vinho. A que cheira este vinho? A que deveria cheirar? Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau?
Se alguma vez viste em filmes, o sketch clássico em que um conhecedor é capaz de descobrir a colheita, a uva, a zona, a marca e inclusive se nesse ano o guarda da quinta tinha ficado constipado em Outubro, não podes evitar sentir frustração quando ao cheirar um vinho não saibas identificar nada disso. Na verdade, no inicio, o mais normal é que nem sequer saber exatamente a que cheira o vinho que se está a provar.

No meu caso, a transição foi bastante mais natural. Provava um vinho, e se gostava via a etiqueta e procurava memorizar o nome. Mais tarde comecei a reparar também no tipo de uva. Nos vinhos monovarietais, pouco a pouco, fui encontrando coincidências entre um vinho de Chardonnay, por exemplo, e outro da mesma uva. Assim, fui reconhecendo os aromas que emanam de cada uva. Ainda não era capaz de nomear o aroma mas já sabia a diferença entre um Macabeo e um Riesling.

Recomendo sempre começar a degustar com vinhos brancos, porque têm uma maior gama de aromas (floral, frutado, vegetal, mel…) que a existente nos vinhos tintos, e que  além disso podem incluir os aromas do envelhecimento em barril.

Por fim, num curso de degustação, forneceram-me os nomes adequados às impressões que recebia e desta forma comecei a ser considerado provador, ainda que, prefiro pensar que sou apenas um apaixonado por vinhos.

As uvas têm um odor diferente? Sim, tal como o sabor de um tomate coração-de-boi é diferente de um tomate italiano. Porém, se tomas um gaspacho com os dois tipos de tomate misturados será difícil distingui-los. Se estás interessado em aprender a degustar, experimenta começar com vinhos monovarietais, de forma a aprender a reconhecer cada uva separadamente.

Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau? Depende se tu gostas desse aroma ou não. Existem vinhos brancos, fiéis ao aroma genérico da uva, porque a cave responsável quer mostrar essa uva no seu melhor. No entanto existem outras caves (ou os seus enólogos) que produzem vinhos completamente diferentes, nos quais é difícil reconhecer a uva, já que aquilo que pretendem ressaltar é o carácter único e a diferença da sua colheita ou pretendem mostrar que são capazes de conseguir novos aromas da mesma variedade. Tudo é aceitável se aprecias o resultado.

A que deveria cheirar um vinho branco? A saber… Ao longo da história foram marcados padrões relativos aos aromas dos vinhos, aqueles que normalmente estão presentes em cada tipo de uva. Mas não é a mesma coisa uma Gewürztraminer cultivada em La Mancha, e outra cultivada na Áustria. Inclusive na mesma vinha, à medida que as cepas envelhecem ou que os fatores externos mudam (aquecimento global, técnicas novas de prensado, contribuições dos enólogos), os vinhos vão transformando os seus aromas.

Por último, é necessário ter em conta que um vinho de uva verde nunca terá o mesmo cheiro de um vinho de uva passa. Parece lógico, não?

O padrão para uvas brancas é aproximadamente o seguinte:

  • Chardonnay: Maçã verde, limão,toranja, ananás, melão, banana,…

  • Riesling: Maçã verde, cítricos, marmelo, fumados, apimentados, petróleo,…

  • Gewürztraminer: Rosa, gardénia, lichia, manga, pêssego,…

  • Macabeo / Viura: Frutos verdes, maçã, flores brancas, vinho,…

  • Moscatel / Muscat: Existem tantas variedades de moscatel como aromas. Além de tudo, quando se trata de vinhos monovarietais, é habitual usar a uva sobre amadurecida, frutas geladas, mel, pétalas secas de rosa, flor de laranjeira, pêssego em calda,…

  • Sauvignon Blanc: Frutas maduras, fumados, espargo, pimento verde, maracujá,…

  • Alvarinho: Maçã dourada, mel, alperce, florais,…

  • Airén: Banana, ananás, feno, cevada, alfazema,…

  • Malvasía: Fruta branca, limão, pêssego, ameixa,…

  • Palomino: Lima, amêndoas amargas, anises, salinos, balsâmicos,…

  • Verdejo: Frutas brancas, erva verde, manga, melão, funcho,…

Pode ser que um vinho de alguma destas uvas cheire a outra coisa? Evidentemente que sim. Além de mais o nome do aroma deve ser aquele que tu identificas. Em alguns apontamentos de degustação podem mesmo chegar a ler-se aromas como: ?orvalho de uma manhã de Outubro?, ?lençóis acabados de lavar?, ?maçã vermelha cortada ao meio?, ?padaria em produção?. Parecem absurdos mas se os lês atentamente de certeza que te recordarás de algum aroma.

Como sabemos se um vinho que cheira a maçã, é um Chardonnay, Riesling, Macabeo, Alvarinho, ou de outra uva? Pois, porque os aromas não são exclusivos. O mesmo vinho apresenta vários aromas ao mesmo tempo, de forma que devemos tratar de identificar outros aromas, no copo, que nos possam ajudar a decidir. Mais do que um conselho, é uma obrigação para quem gosta de vinho: provar, provar e provar.

As melhores bebidas para jantares de verao

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Praia, campo ou cidade… não importa aonde você for durante as férias, e sim estar em boa companhia e comer bem. Com certeza, você organizará um jantar durante o verão e alem de não poder faltar, as bebidas são essenciais.

Muitas bebidas são escolhidas ao gosto do consumidor, mas é importante lembrar que se vamos a receber convidados em casa a variedade deve ser um ponto forte em nossas jantas. No verão, bebidas frescas sempre encaixam.

Para o aperitivo podemos nos deleitar com um martíni fresco. Não podemos esquecer te abastecer a geladeira com gelo e em boas quantidades.

Recomendamos vinhos brancos e rosados, especialmente se o menu inclui peixe e saladas. Os branco serão mais suaves e afrutados e os rosados ligeiramente doces e com caráter especiado. São esses vinhos que nos deixarão com um gosto de “queiro mais” no fim da janta.

A cerveja gelada é rainha de verão. Ainda que o vinho coroe o jantar, a cerveja sempre é uma alternativa plausível. E combina com qualquer tipo de refeição. A cerveja do verão é a loira o que quer dizer que Lager e algumas especialidades de Pale Ale definitivamente não encaixarão no nosso cardápio de verão.

Si a sua janta e de caráter informal com os amigos habituais, a sangria é uma boa opção, não durante toda a noite, mas antes ou depois da janta e sempre em pequenas doses.

Nas festas na praia (sim aquelas que se vão até o amanhecer), a caipirinha é uma primeira escolha. Pode ser feita na hora, ainda que se a preguiça bater mais forte, podemos optar por comprar algumas marcas, como a caipirinha capoeira, doce e perfeita para transportar confortavelmente para qualquer lugar.

Para a hora da sobremesa, os licores de ervas ajudam na digestão da janta. Nós recomendamos Limoncello, meloncello e aranciello, mais suaves e totalmente digestivos.