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Os alimentos mais susceptíveis de fraude

Lamentavelmente, a fraude de alimentos parece ser uma prática que se alargou a todo o mundo.

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A substituição de ingredientes, por outros mais baratos e de inferior qualidade, afecta todo o tipo de alimentos, desde os produtos exclusivos, que ganharam popularidade nos últimos anos, até aos que fazem parte da nossa alimentação diária.

Apesar de a cada ano aumentarem as medidas de protecção a este tipo de práticas, os consumidores devem estar prevenidos para evitar engaños. Foi por esta razão que elaborámos uma lista com os alimentos mais propensos a ser manipulados de modo fraudulento.

Os alimentos mais susceptíveis de fraude: alimentos ecológicos

Alimentos ecológicos: apesar do crescente interesse e consumo de que são algo nos últimos anos, um estudo realizado nos Estados Unidos indica que 40% dos alimentos comercializados como sendo ecológicos, contêm pesticidas e outros vestígios de substâncias utilizadas no cultivo industrial.

Os alimentos mais susceptíveis de fraude: arroz

Arroz: existem diferentes variedades, classificadas segundo a forma do grão, textura, cor, e, evidentemente, a sua qualidade. Este é um dos enganos mais habituais, o arroz de qualidade inferior vendido como sendo superior, tal como o caso do arroz para risotto comercializado no Reino Unido. Em alguns casos o grão é adulterado com resinas, o que é imperceptível até ser cozinhado.

Os alimentos mais susceptíveis de fraude: peixe

Peixe: um dos alimentos com maior probabilidade de fraude. Entre os modos mais comuns de adulterar a apresentação do produto, destaca-se a alteração da data de pesca e as etiquetas enganosas, onde se substituem espécies de menor valor comercial por outras semelhantes, de maior valor.

Os alimentos mais susceptíveis de fraude: sumos de frutas

Sumos de frutas: já não é segredo que os sumos de fruta são diluídos em água e contêm adoçantes e corantes, inclusive muitos daqueles que apresentam na etiqueta “100% natural” ou “concentrado”.

Os alimentos mais susceptíveis de fraude: lácteos

Lácteos: perante o crescente número de casos de fraude, muitos países promovem a integração de uma etiqueta indicadora da Denominação de Origem dos produtos lácteos. A adulteração mais comum consiste em misturar água e leite de menor qualidade, porém, nos últimos anos foram detectadas outras práticas que põem em risco a saúde dos consumidores.

Os alimentos mais susceptíveis de fraude: vinho

Vinho: lamentavelmente a adulteração do vinho é mais habitual do que se pensa. Provavelmente, 70% do vinho vendido na China seja falso. Normalmente, a fraude refere-se a mistura de uvas de castas não indicadas no rótulo, ou mesmo a químicos adicionados em produtos vendidos como premium.

Vinho da Roma Antiga

Imagine que pode provar o vinho que bebiam os habitantes do antigo Império Romano… esta fantasia pode converter-se em realidade, graças ao estudo efectuado nas ruínas das adegas onde estes vinhos eram elaborados.

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Um produtor de vinho, perto de Portland, no Estado de Oregon, está a produzir as primeiras remessas de um vinho que aplica as mesmas técnicas que os romanos utilizavam há mais de 2000 anos.

O Professor de Cerâmica Andrew Beckham e a sua esposa Annedria cultivaram Chardonnay e Pinot noir, seguindo as instruções da viticultora italiana Elisabetta Foradori. Beckham reproduziu as ânforas originais, baseando-se nos desenhos de recipientes romanos, potes portugueses (as tinajas espanholas) e no Kvevri da Georgia. Através do desenho destas peças descobriu que as formas afetavam grandemente as características do vinho resultante.

A porosidade da argila incrementa a exposição dos vinhos ao oxigénio durante o seu envelhecimento, o que produz taninos mais suaves e aumenta os aromas de nozes, chocolate e fruta cozida. O produtor afirma que obtém os mesmos resultados dos barris de carvalho, habitualmente utilizados no envelhecimento de vinho, mas em metade do tempo que os barris necessitam.
Hoje em dia, Andrew Beckham elabora vinhos fermentados em ânforas e desenvolvidos em madeira; fermentados e desenvolvidos em ânforas; fermentados em ânfora e de envelhecimento misto, cada um deles de características particulares e grande potencial. Os sabores destes vinhos, são, de um modo geral, frutados e subtis, e aquele que mais destaca, elaborado exclusivamente em argila, apresenta um belo vermelho-rubi, com aromas de ameixas, amoras, chocolate e canela.
Um vinho realmente inédito nos últimos séculos…

Bon appétit! Gastronomia francesa para iniciados

Um dos modos de organizar uma harmonização é associando-a à estação do ano. A gastronomia francesa, considerada como uma das mais importantes a nível mundial, é extremamente aromática, o qual, combinado com as suas texturas, densidade e um vinho encorpado, cria uma união perfeita para o Inverno. Hoje trazemos-lhe alguns exemplos de pratos característicos deste país. Bon appétit!

Bon appétit! Gastronomia francesa para iniciados
Crepes: podem ser doces ou salgados. A nossa preferência vai para o crepe de cogumelos e fiambre e para o crepe da Normandia, com gambas e queijo gruyère. Acompanhe com sidra.

Salada Niçoise: típica da Região da Cote D’Azur, no Sul de França, é feita com alface, atum, cogumelos e batata. Para beber, pode escolher um rosé seco; Syrah, Pinot noir ou Cabernet sauvignon.

Creme de abóbora: é uma opção perfeita para a época em que acabamos de entrar. Acompanhar com vinho espumante.

Quiche Lorraine: feita com massa quebrada e recheada de presunto ou toucinho, curgete, queijo emmental e cebola. É recomendável ser acompanhado de um vinho branco novo e frutado.

Parmentier de foie: à base de batata, foie de pato, natas, ervas aromáticas e um pouco de vinho do Porto, pode ser acompanhado com este último ou com um tinto encorpado e redondo.

Sobremesas: algumas das opções da, excelente, pastelaria francesa são a Tarte Tatin e o Bolo Saint-Honoré, ambos podem vão bem com um tinto leve.

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Mumm Cordon Rouge

Este é um champanhe famoso em todo o mundo, que expressa a complexidade, profundidade e elegância característica da marca.

Dionísio: o deus do vinho e do teatro

Deus do êxtase, do vinho e da libertação dos sentidos. A figura de Dionísio, identificada pelos romanos como Baco, está intimamente ligada ao nascimento do teatro. O teatro, de facto, haverá nascido como uma celebração religiosa em honra do deus Dionísio, amante da dança e da música.

Fruto da relação extraconjugal entre Zeus e Sèmele, a bela filha do Rei de Tebas, Dionísio foi levado assim que nasceu para Nisa, uma montanha cuja localização ninguém conhecia, para escapar da vingança de Hera, esposa do soberano dos deuses. Aí viveu na companhia de Sileno, seu mestre, e de ninfas numa caverna coberta de videiras selvagens.

A descoberta do vinho

Dionísio era uma criança barulhenta e animada, – a palavra italiana “baccano” vem de “Bacco” – apaixonada por caçar e passear nos bosques e no campo. Extremamente intrigado por aquelas plantas que cresceram na natureza ao redor de sua caverna, o deus fez uma descoberta: o vinho. Um dia, de facto, apanhou um cacho de uvas, espremeu-o num copo dourado e obteve uma bebida alcoólica de cor vermelho púrpura. O néctar foi capaz de lhe fazer passar a fadiga e esquecer os seus problemas, dando-lhe uma sensação de euforia. O jovem também notou que quanto mais o vinho era deixado em descanso nas taças, mais a sensação de embriaguez aumentava: acabando assim por descobrir a fermentação.
Dionísio apresentou o vinho a todas as criaturas da floresta, Ninfas, Sátiros e Horas, que começaram a consumi-lo como bebida para as suas festas. O deus começou também uma viagem ao redor do mundo para tornar conhecida a toda a humanidade a sua preciosa descoberta, vivendo pelo caminho diversas aventuras, tendo constantemente que se proteger da ira de Hera.

O nascimento do teatro

Durante as festividades dionisíacas, celebradas no outono e na primavera, havia folia e cantavam-se canções – os ditirambos – que contavam os feitos e as aventuras do deus Dionísio. O ditirambo, uma antiga forma de poesia lírica coral grega, era inicialmente rude e vulgar, mas com o tempo tornou-se numa verdadeira forma de arte à qual se dedicaram muitos poetas. Além disso, a canção era frequentemente acompanhada de danças e rituais. Foi assim que começou o drama e, consequentemente, a história do teatro.

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Bafarela Grande Reserva 2015

Bafarela Grande Reserva 2015 é um vinho tinto com DO Douro com as melhores uvas de tinta roriz, touriga nacional e touriga franca de 2015. Vinho tinto classificado com 4 pontos em 5, segundo os utilizadores da Uvinum

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Herdade São Miguel Colheita Seleccionada 2016

Herdade São Miguel Colheita Seleccionada 2016é  um vinho tinto da DO Alentejo com o melhor da vindima de 2016 cuja graduação alcoólica é de 13º. Segundo os utilizadores da Uvinum, este tinto merece uma classificação de 4 pontos em 5.

O vinho ajuda a reduzir a mortalidade

O vinho ajuda a reduzir a mortalidade - Uvinum

As bondades do vinho são muitas: reduzem o colesterol e previnem o risco de sofrer doenças relativas ao coração. Um novo estudo indica também que pode reduzir a mortalidade. A investigação destaca que o vinho pode ajudar a reduzir a mortalidade no geral, sendo parte integrante de uma dieta anti-inflamatória.

Segundo um estudo efectuado pela Universidade de Ciências de Varsóvia (Polónia) e publicado no Journal of Internal Medicine, consumir alimentos e bebidas com propriedades anti-inflamatórias é realmente importante relativamente à redução do risco de morte.

Dieta anti-inflamatória

Os investigadores indicam que uma alimentação anti-inflamatória (verduras, frutas cereais, queijo, azeite virgem, nozes, chocolate, chá e café) é útil para a diminuição da mortalidade devida a qualquer causa. Assim, consumir uma quantidade de vinho moderada é benéfico para a saúde, especialmente a nível dos processos anti-inflamatórios. Também a dieta mediterrânica aconselha o consumo de muitos destes alimentos e especifica a ingestão de um copo de vinho tinto por dia.

alimentação anti-inflamatória vinho - Uvinum

Neste estudo, realizado na Suécia, foram analisadas quase 70.000 pessoas de ambos os sexos, entre 45 e 83 anos. Partindo do princípio de que o sistema imunológico desencadeia a inflamação quando o corpo enfrenta uma potencial ameaça, como um químico prejudicial ou um micróbio, este processo pode tornar-se problemático quando a inflamação se converte em estado predeterminado do corpo. Os investigadores detectaram, então, que aquelas pessoas com uma alimentação repleta de alimentos anti-inflamatórios tinham 18% menos de possibilidades de morte quando comparadas com aqueles que consumiram uma menor quantidade destes alimentos.

O estudo também concluiu que em relação aos fumadores, praticar uma alimentação anti-inflamatória aumentava as possibilidades de sobrevivência.

Outros benefícios do vinho

benefícios do vinho - Uvinum

  • Aumenta as endorfinas. Quando bebemos vinho libertamos endorfinas e temos sensação de relaxamento.
  • Antioxidantes. Os polifenóis das uvas proporcionam uma acção antioxidante, verdadeiramente importante, que desacelera o envelhecimento da pele; que se renova e aumenta a textura lisa.
  • Combate as infecções urinarias. Graças à sua quantidade de vitaminas e minerais e aos antioxidantes evita que as bactérias fiquem aderidas à bexiga ou aos rins, melhorando a função de filtragem e a depuração destes órgãos.

Entender o vinho branco meio-doce

Os vinhos brancos apresentam várias tipologias, dependendo do tipo de uva utilizada; o seu sabor e cor. Normalmente são classificados segundo a concentração de açúcar nos vinhos branco doce, meio-doce e seco. Vamos conhecer algumas das diferenças entre eles e aprofundar em relação ao vinho branco meio-doce.

Entender o vinho branco meio-doce - Uvinum

Como é o vinho branco meio-doce

A sua expansão e venda são significativamente crescentes, por essa razão é inevitável falar deste tipo de vinho, venerado por consumidores e especialistas no tema.
O vinho branco doce bebe-se, habitualmente, a muito baixa temperatura, já que é maioritariamente consumido no Verão e em épocas de maior calor. Para obter a classificação “doce” deve conter mais de 50g de açúcar por litro.

Quando ao vinho branco “seco”, possui menos de 5g de açúcar por litro de vinho, logo, é muito menos doce. Entre este tipo de vinho encontram-se o meio-doce, que possui entre 5 a 15g de açúcar por litro. Também se bebe frio, mas não tanto como o vinho doce, que deve conter aproximadamente de 30 a 50g de açúcar por litro.

Como é o vinho branco meio-doce - Uvinum

Elaboração do vinho branco meio-doce

Normalmente, é realizada uma maceração a baixas temperaturas para que o mosto fermente em frio e, mais tarde, a fermentação é interrompida com uma descida de temperatura para eliminar as leveduras e obter um vinho com açúcar residual. O resultado é um vinho sem muito açúcar, pouco doce, portanto, com várias notas de sabor e baixa acidez. A frescura e suavidade são algumas das suas principais características, o que o torna muito fácil de beber.

Como harmonizar

Como não se trata de um vinho doce, não pertence exclusivamente às sobremesas, podendo também ser combinado com entradas e pratos principais. O vinho branco meio-doce casa bem com todo o tipo de peixe, queijos secos, massas e saladas. O marisco também é uma boa escolha para acompanhar este branco.

O que precisa de saber sobre tendências e restaurantes

Não temos uma varinha mágica para conhecer aquilo que será a gastronomia mas, analisando as modas e aquilo que detectamos nos restaurantes, podemos ter uma ideia daquilo que virá a nível de tendências dos restaurantes. Vamos saber?

Tendências em restauração - Uvinum

Tendências em restauração

Apostar em produtos locais

É algo actual, e que continuaremos a ver nos próximos anos. O gosto por aquilo que é ecológico estende-se aos produtos da terra e da região, e se for de um produtor que conhecemos, ainda melhor. A alimentação saudável une-se à economia da zona.

Flexitarianismo

É uma tendência estabelecida pelos responsáveis da Feira Internacional de Restauração, Hotelaria e Alimentação – Sirha, celebrada em Lyon de 26 a 30 de Janeiro – e que segue quatro conceitos: consciência, bem-estar, territorialidade e experiência aumentada. Esta tendência alimentar integra a presença de vegetais e também de peixe fresco, baseando-se na saúde mas sem chegar a extremismos.

O que precisa de saber sobre tendências e restaurantes - Uvinum

Saúde

Une-se aos dois pontos anteriores. Já são muitos os sítios onde se oferece comida vegetariana e vegana paralelamente aos pratos tradicionais, já que assim o grupo que procura um restaurante pode encontrar uma diversidade saudável. Também no mundo do vinho esta tendência cresce através dos vinhos ecológicos e veganos.

Responsabilidade

Outra tendência estabelecida pela Sirha. Quando nos referimos a restauração, este conceito procura o modo como se produz, conserva, transporta e consome, sempre sem alterar o Meio Ambiente, optando por soluções ecológicas e sustentáveis.

Criar momentos

Há já tempo que os consumidores procuram mais do que um almoço ou jantar fora de casa. Aquilo que desejam é um verdadeiro ritual de emoções formado pelo produto, o menu e o ambiente. Um verdadeiro desafio para os donos dos restaurantes que necessitam criar lugares muito especiais.

Um site prático

Esta tendência explica a era digital em que vivemos. As reservas online e as entregas a domicílio já são algo quotidiano em que os restaurantes devem estar presentes para aumentar a sua facturação. Para isto é necessário poder contar com um site prático, em que as reservas e os pedidos possam ser feitos com apenas um click e através de um telemóvel.

Vinho sem desperdícios

Por vezes cometemos alguns erros ao beber vinho tinto. Tome nota:

Beber o vinho tinto a temperatura ambiente

Durante os meses mais quentes, o vinho tinto a temperatura ambiente pode torná-lo impossível de beber, mais ainda se a garrafa não foi guardada num local húmido. Quando temos sede e calor, o ideal é pôr o vinho no frigorífico (apenas por pouco tempo) ou deixar a garrafa arrefecer num balde com água fria. Deste modo mantém-se fresco sem chegar a gelar.

Os erros que cometemos ao beber vinho tinto no Verão

Demasiado frio directamente do frigorífico

É bom que esteja fresco, mas demasiado frio, o tinto perde o seu sabor e aroma. O excesso de frio estraga os vinhos, e por isso é completamente desaconselhado deixá-lo durante dias no frigorífico.

Encher demasiado o copo

Se enchermos completamente o copo, o vinho tinto aquece mais rapidamente. É preferível encher meio copo para não perder a qualidade do vinho.

Pegar no copo

É sempre melhor pegar no copo pelo pé para não aquecer o vinho através das mãos.

Guardar a garrafa a temperatura ambiente

Já especificamos que durante a época de calor as garrafas de vinho não devem estar a temperatura ambiente. Se não possui um local onde conservar as garrafas a baixa temperatura, é melhor guardá-las em pé e no frigorífico. Recorde que este vinho deve ser consumido rapidamente para não perder o sabor.

Como beber vinho tinto no Verão

A temperatura ideal

A Organização de Consumidores e Utilizadores, a OCU, recomenda 9 graus para o vinho tinto novo, 15ºC para os tintos envelhecidos e 17ºC, no máximo, para os reservas.

Pôr gelo no vinho

Se segue o nosso blog, já sabe perfeitamente que este é o maior dos erros. Os cubos de gelo no vinho libertam água que acaba por corromper o vinho. A única excepção, é a dos vinhos que foram elaborados para levar gelo.

Si conhece mais erros, partilhe-os connosco!

5 conselhos para harmonizar tapas e vinho

harmonizar tapas e vinho

Tomar tapas, um dos desportos favoritos dos nossos vizinhos espanhóis, já se tornou um hábito em Portugal. Bares e restaurantes enchem-se desses pequenos pratos, alguns deles bastante elaborados, para delicia de quem os procura. Porém, para muitos, talvez não seja tão claro saber qual o vinho que as deve acompanhar. Damos-lhe alguns conselhos para harmonizar tapas e vinho.

Vinhos brancos com peixe e tintos com carne; sim e não

Ainda que seja uma regra geral que sempre funciona quando optamos por tapas de peixe e vinho branco, a verdade é que nem sempre é assim. Quem diz que não se pode combinar chouriço com vinho branco ou croquetes de marisco com vinho tinto? Os gostos são muitos… Existem tintos novos e muito suaves que vale a pena conhecer e provar no Verão.

Tintos novos e envelhecidos

No caso das tapas de carne, há uma grande diversidade de *vinhos tintos* à escolha. E convém realçar que os tintos novos acompanham bem as carnes estufadas, enquanto que os tintos envelhecidos são os preferidos para unir às tapas de presunto e de enchidos.

O rosé é para o Verão

Mas também para o Inverno… Pouco a pouco vão-se ultrapassando os conceitos estabelecidos sobre tintos e brancos, estações do ano e harmonizações. Os vinhos rosé são frescos, vão bem com tapas de peixe um pouco gordurosos ou com massas.

Finos e manzanillas

São vinhos secos, brancos e envelhecidos, tradicionalmente bebidos em Espanha. Costumam ser bons companheiros das tapas e são especialmente usados no Sul. Tanto o fino como a manzanilla são tomados com fritos, pickles e azeitonas.

Brancos doces

Evidentemente que nem todos os brancos são iguais; mais ou menos secos, leves ou doces, todos podem ser combinados conforme o paladar. Os vinhos doces apetecem especialmente no Verão e devem ser bebidos bem frescos. Podem ser acompanhados por tábuas de queijos, ainda que os tintos também lhe disputem o lugar, sobretudo quando se trata de queijos intensos. Para os queijos mais leves, como o brie e o queijo azul recomenda-se os vinhos doces.

Truques para escolher vinhos naturais sem engano

vinhos naturais biodinâmicos

Escolher vinhos naturais biodinâmicos pode ser difícil. São conceitos recentes no nosso país, mas que em outros já são conhecidos há algum tempo. Trazemos-lhe alguns conselhos para facilitar a sua escolha de vinhos naturais.

Apostar por adegas que já levam tempo neste tipo de produção. Alguns produtores têm uma grande quantidade de vinhos completamente naturais. Para além de deliciosos, são fruto de anos de experiência, o que oferece mais garantia. O melhor de tudo é o seu sabor.

Visitar feiras de vinho natural e ecológico. Normalmente, aqui encontrará muitos entendedores que pode consultar sobre quais os vinhos para cada ocasião.
Comprar vinho em lojas especializadas. Também aqui, os responsáveis são os mais indicados para aconselhar.

Mais qualidade do que quantidade. Os vinhos naturais tendem a ser um pouco mais caros, como tal, pode optar por beber um pouco menos mas melhor.

Uvas autóctones. Uma das facetas importantes dos produtores naturais é que o seu trabalho preserva o nosso património vinícola; a prioridade das variedades de uvas autóctones sobre as variedades internacionais estandardizadas. O que significa que os vinhos orgânicos biodinâmicos e naturais tendem a proporcionar uma maior diversidade de sabores e constituem uma oportunidade única de provar vinhos elaborados com uvas autóctones. É bom recordar que este tipo de vinho sempre se elabora com a menor quantidade possível de conservantes.

Conhecer novos sabores e vinhos. Ao escolher vinhos naturais, sem dúvida que o factor determinante será o sabor, o que lhe permite conhecer de perto novos sabores, o que é uma vantagem quando procuramos este tipo de vinho.

Participar em provas. Sejam gratuitas ou não, as provas de vinhos naturais permitem conhecê-los e aprender, o que será de grande ajuda quando quiser escolher vinhos com estas características.