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Terras de Vinho – Trás-os-Montes

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Ainda que a sua Denominação de Origem Controlada (DOC) fosse recentemente reconhecida, em 2006, a verdade é que a cultura da vinha na Região de Trás-os-Montes vem do tempo dos romanos.

Nas suas sub-regiões; Chaves, Valpaços e Planalto mirandês, produz-se uma grande variedade de vinhos, espumante e vinho licoroso, aguardente e bagaceira.
Na lista de castas brancas desta zona encontra-se a Bical, Carrega Branco, Cerceal Branco, Códega do Larinho, Dona Branca, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina e Pinot Blanc, entre muitas outras. Os vinhos brancos transmontanos, no geral, são frutados, frescos, suaves e denotam acidez equilibrada.
Nas castas tintas a Malvasia Preta, a Trincadeira,  as tourigas, Periquita e Tinta Roriz.,contam-se numa longa lista que habitualmente produz vinhos encorpados, aveludados e de cor intensa.

A Terra quente e a Terra fria transmontanas, assim como o Douro Superior e parte de Espanha (Meseta Ibérica), foram há pouco classificadas como reserva da biosfera pela Unesco e é por estas bandas que crescem vinhas centenárias mas também castas como a Riesling, a Gewürztraminer e a Cabernet Sauvignon.
Na verdade, existem semelhanças entre o planalto mirandês e o planalto zamorano, uma delas é a forma como a Tinta Roriz (Tempranillo espanhola) é acolhida nestes solos. Dizem os enólogos portugueses que esta é uma casta difícil de trabalhar. A uva, é tinta, muito aromática, escura, de pele grossa e os grandes cachos têm bago em forma de olho de lebre (tal como lhe chamam na Catalunha). Amadurece rapidamente e daí lhe vem o nome espanhol, Tempranillo (de temprano, cedo). Adapta-se bem aos solos de diferentes zonas, ainda que os prefira profundos e bem drenados.
Os vinhos elaborados com a tinta roriz, ou aragonês no Alentejo, são vinhos encorpados, bem estruturados, com elevado teor alcoólico e boa capacidade de guarda, já que desenvolvem uma grande complexidade com a idade. Em boca é macio e aveludado e os sabores do estágio variam entre, as especiarias do barril de carvalho francês e a baunilha do barril de carvalho americano.

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A Adega Cooperativa de Valpaços foi formada no final dos anos 50 por um grupo de viticultores que sentiam dificuldade no processo de comercialização do vinho. O seu crescimento estendeu-se até aos produtores do Concelho de Mirandela e hoje em dia, produz vinhos de mesa, alguns deles premiados, jeropigas límpidas com aromas de frutos secos, aguardentes vínicas velhas de taninos macios e um curioso espumante bruto monovarietal, da casta tradicional Códega do Larinho.

 

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Valle Pradinhos 2008: 4 pontos sobre 5 é a classificação média de Valle Pradinhos 2008 para Os utilizadores de Uvinum.

 

O Tejo vinícola – entre Lisboa e Ribatejo

Foto: André Luís - Flickr TAGS:undefined

O Distrito de Lisboa, constitui uma zona histórica de vinhos no panorama nacional, mas como a História é feita pelo tempo, já muito mudou desde a época em que se produziam os vinhos brancos de Bucelas (região demarcada desde 1911 e hoje em dia também DOC) que abasteceram regularmente a corte inglesa.

Também o Ribatejo é famoso pelo actual abastecimento do mercado interno, tal como em outra época o fez com as colónias africanas, a sua generosa produção vinícola, é devida à extensão plana dos terrenos e o clima ameno.

A fertilidade dos solos é bastante diferenciada e fortemente influenciada pela presença do Rio Tejo, enquanto que a zona de aluviões (Lezíria) junto ao rio (muitas vezes alagada nos Invernos mais duros) é bastante fértil, os terrenos mais interiores, sobretudo na margem direita do rio, a Norte, são pobres e argilosos (Bairro). Da margem esquerda até ao Alentejo, zona de montado (Charneca) podem encontrar-se vinhedos plantados junto a cereais nas melhores áreas.

Desde os anos 80, as vinhas ribatejanas sofreram restruturações, assim como as adegas, agora com cubas de inox, a substituir os tonéis e depósitos de cimento, sistemas de refrigeração e uso de barris de carvalho no envelhecimento.

A própria legislação de produção de vinhos regionais não é severa, permite inclusive, a utilização de castas não admitidas na Denominação de Origem o que deixa um amplo espaço experimental aos produtores e como consequência, maior facilidade para criar novos vinhos.

As castas tradicionais tintas do Ribatejo são a Períquita (Castelão Francês), Trincadeira Preta e Castelão Nacional. As castas brancas são encabeçadas pela Fernão Pires, acompanhada pela Trincadeira das Pratas, Arinto e Rabo-de-Ovelha. A restruturação dos vinhedos permitiu a introdução de castas internacionais como a Chardonnay, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot e Syrah que superaram enormemente as expectativas sobre estes vinhos novos.

De modo geral, as zonas que compõem o Ribatejo: Cartacho, Santarém, Almeirim, Tomar, Chamusca e Coruche, produzem um vinho de elevado teor alcoólico devido ao aquecimento das uvas pela reflexão do sol nas areias brancas. Os brancos são frutados e de aromas florais, os tintos possuem taninos suaves e são aromáticos.

Foto: Pedro Ribeiro Simões - Flickr TAGS:undefined

E sobre os tintos, quem já provou os encorpados de Colares (Lisboa), onde se encontram as vinhas velhas mais antigas do país, sabe que se encontra perante uma pérola de produção limitada. Depois de várias décadas no esquecimento, actualmente a Adega cooperativa de Colares reuniu esforços e dinamizou a produção. São vinhos de 4 anos de estágio obrigatório, de cor aberta e com cerca de 12,5% de teor alcoólico. As castas principais são a Ramisco, nos tintos, e a Malvasia, nos brancos.

Os vinhos de Carcavelos, a mais pequena zona vinícola portuguesa, são licorosos, com excelente envelhecimento, de cor topázio e com aroma de amêndoas. Apesar das castas brancas continuarem a ser as tradicionais; arinto, galego dourado e bual, as condições climáticas e edafológicas sofreram grandes modificações, o que inevitavelmente significa um vinho diferente mas também um maravilhoso aperitivo (fresco!!) ou digestivo temperado por ventos marinhos.

Na Arruda dos Vinhos (“Rota dos Vinhos”), são produzidos alguns dos melhores vinhos desta região, e mantêm a sua qualidade há mais de 50 anos. São várias as castas utilizadas nesta zona, com predominância de Camarate, Periquita, Preto Martinho e Tinta Miúda nos tintos e Seara Nova e Rabo de Ovelha nos brancos. Os vinhos tintos são robustos, de cor vermelho granada e os brancos são leves, de cor palha ou citrina.

Em Alenquer, zona de extensas vinhas e abundantes Adegas Cooperativas e Quintas produtoras produzem-se vinhos de qualidade proporcional. Os tintos, de casta Touriga Nacional, possuem elevado teor de álcool, são equilibrados e brilhantes quando jovens e com bouquet complexo, os de estágio. Os brancos, produzidos com a casta Arinto, são aromáticos e de sabor persistente. Além das castas tradicionais portuguesas, a zona de Alenquer também cultiva Cabernet Sauvignon e Syrah com excelentes resultados.

No Distrito de Lisboa, além da Arruda e de Alenquer, encontra-se as zonas de Torres Vedras, Óbidos e Lourinhã, em comum têm a modernização das vinhas nos últimos anos. Os vinhos frutados e aromáticos de Torres Vedras e as aguardentes envelhecidas da Lourinhã, enriquecem a variedade da zona, em que a cereja do bolo é a ginjinha de Óbidos, ali mesmo ao lado, no Distrito de Leiria, um licor perfumado, vermelho bordeaux, com algumas variações aromatizadas com baunilha ou canela.

Por último, a Norte do Distrito, a zona de Encostas de Aire, onde também se procedeu a uma renovação, incluiu-se a plantação das castas tintas Baga e Castelão (Periquita).

Em relação aos brancos, existe uma grande variedade, onde constam espécies internacionais como a Chardonnay e a Cabernet Sauvignon, assim como as tradicionais Malvasia e Trincadeira. Os tintos são leves e os brancos de aroma e sabor frutado.

E dada a dificuldade de escolha : ) hoje as nossas recomendações são várias.

Do distrito de Lisboa:

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Antonio Lopes Reserva – Lisboa 2010 é um vinho tinto da D.O. Lisboa está elaborado com uvas de 2010 e 12.5º de álcool en volume.

 

 

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Paulo Laureano Bucelas Bruto 2007 é um Bucelas das adegas Paulo Laureano Vinus a base de uvas de 2007 e tem um volume de álcool de 12.5º.

 

Sobre recomendações ribatejanas, deixámos um vinho branco e um vinho tinto, o primeiro produzido com a tradicional Fernão Pires aliada à Sauvignon Blanc, o segundo nascido do casamento entre Touriga Nacional e Syrah.

 

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Enoport Vinhas Altas Regional Teja Red 2011 é um vinhos tinto da D.O. Ribatejo da safra 2011. 

 

 

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Falua Duas Castas Tinto 2012 é  é recomendado como um companheiro universal de pan-frito.

Sobre a casta Trincadeira

 TAGS:Conhecida no Douro por Tinta Amarela e no Alentejo por Trincadeira, a casta tinta a que hoje nos dedicamos prefere climas secos e quentes e é sensível (há quem lhe chame caprichosa) a doenças e humidade, embora se adapte bem aos solos pobres.

Os vinhos produzidos com esta uva possuem uma elevada acidez natural, são habitualmente favoráveis ao envelhecimento em madeira, encorpados, aromáticos com cariz frutado, de compotas e especiarias e taninos delicados e abundantes.

Quando jovens, estes vinhos apresentam uma cor intensa, notas de frutos como a ameixa e odor herbáceo (há quem associe este último a uma maturação incompleta). São ainda, vinhos com sensibilidade mediana à oxidação, de elevado grau alcoólico no mosto e grande potencial, sempre que as condições edafo-climáticas obedeçam às suas necessidades.

Embora a Trincadeira seja parceira indiscutível da casta Aragonês, no Alentejo e da Touriga Nacional, no Douro e apesar de ainda existir quem torça o nariz aos monocastas, a verdade é que a Trincadeira, sem estar associada, é uma verdadeira pérola tradicional portuguesa produzida desde Évora a Setúbal no Sul e nos socalcos do Douro, no Norte.

As nossas recomendações de hoje destinam-se a estabelecer a diferença entre Trincadeira associada e monovarietal da mesma. Prove, estabeleça as diferenças e ignore as opiniões dos ?peritos? porque o gosto, não se discute, expõe-se : )

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Altas Quintas Reserva 2005: Um reserva de Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet com notas de chocolate negro, baunilha, em corpo firme.

 

 

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Casa Cadaval Trincadeira 2008: 100% Trincadeira, de vinhas velhas. Sabor macio e excelente estrutura.