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Os tipos de vinho em Espanha

 TAGS:A produção de vinho na Europa é ampla. Alemanha, Espanha, França e Itália são os seus maiores e mais importantes representantes, todo o planeta pode desfrutar os seus distintos vinhos. Porém, os vinhos espanhóis merecem uma menção especial, não apenas pela sua qualidade reconhecida, ou a sua história no mundo do vinho, como também pela sua tradição e amor por esta bebida, que o convertem em um dos melhores do mundo.

Acompanhem-nos a conhecer um pouco mais sobre os vinhos espanhóis.

A denominação de origem que aparece nas etiquetas dos distintos vinhos, não se refere unicamente à geografia, ou seja, onde ele se produziu. Nos vinhos, este fator tem grande relevância, porque muitas vezes determina a sua qualidade e é provável que não exista outro igual em todo o mundo. É bom conhecer os principais tipos de indicações da qualidade do vinho em Espanha.

Há que lembrar que Espanha possui uma maior área de vinhas do que França e Itália mas a sua produção é menor e esse deve ser um sintoma da preocupação em dar prioridade à qualidade e não à quantidade.

Acedendo à informação da qualidade de um vinho estamos mais perto de conhecer a sua história, este é apenas o principio da combinação de outros fatores como o envelhecimento, a elaboração, a tradição, o terroir, etc…

Denominação de Origem (DO): Estes vinhos possuem características do Meio geográfico onde foram produzidos, elaborados e transformados, exceto a do Cava. Em Espanha existem pouco mais de 60 DO, é uma das categorias mais extensas. Também se dão a conhecer por DOP (Denominação de Origem Protegida).

Denominação de Origem Qualificada (DOC): Têm pelo menos 10 anos desde o seu reconhecimento como Denominação de Origem, possui mais limitações do que a DO, como por exemplo que, as adegas assim inscritas apenas elaborem vinho etiquetado pela DOC, ou que os vinhos sejam obrigados a passar provas de controle físico-químicos e organolépticos.

Vinhos de pago:Esta é uma categoria relativamente nova e refere-se basicamente a vinhas individuais, que estão fora do sistema DO, já que as características do terreno são diferentes daquelas que as envolvem. Porém, isto não é sinónimo de vinhos com falta de qualidade e não há muitas vinhas que obtenham esta classificação.

Vino de la Tierra (Vdit): Estes vinhos são reconhecidos pela sua qualidade, os que mais se destacam são os da VT Castilla e os de VT Castilla y León.

Vinhos de qualidade Produzidos em Regiões Determinadas (Vcprd): A explicação seria uma redundância, já que o nome é bastante claro.

Vinhos de Mesa: Encontram-se no último escalão das categorias, mas isso não significa que careçam de importância ou mesmo qualidade, constituem alguns dos vinhos mais bebidos pela sua relação qualidade-preço.

Agora vamos à practica: chegou a hora de provar alguns bons vinhos espanhois:

 TAGS:Marqués de Cáceres Reserva 2005Marqués de Cáceres Reserva 2005

Um clássico que não poderia faltar

 

 

 TAGS:Scala Dei Negre 2011Scala Dei Negre 2011

Um Priorato equilibrado, con frescor

Elaboração de vinhos rosé

 TAGS:Falamos anteriormente sobre a origem do vinho rosé e de como evoluiu em relação à sua produção e consumo até aos dias de hoje. Explicamos também a diferença entre um vinho clarete (também chamado palhete) e um vinho rosé. Desta vez vamos deixar aqui descrito, de forma sintetizada, o processo de elaboração deste tipo de vinhos.

Qualquer vinho com pretensão a ser rosé, deverá ser um pouco ácido, possuir aromas frutados e um pouco de açúcar residual que pode ser, ou não, percetível ao paladar. No entanto não existe uma única receita, mas sim pelo menos 3 métodos diferentes para a sua obtenção.

No primeiro, a elaboração é semelhante à do vinho branco: uma vez colhidas as uvas são prensadas e o seu sumo é fermentado. Devido a que o pigmento colorante do vinho (antocianina) se encontra na pele da uva, este líquido praticamente não tem cor. Um segundo método consistiria em seguir os passos da vinificação dos vinhos tintos, ou seja, a fruta colhida é colocada em barris ou cubas de aço inox para macerar entre 1 e 3 dias, com o objetivo de extrair a cor e as substâncias químicas que se irão converter em aromas e sabores. Neste caso, geralmente, o vinho adquire tonalidades que vão do rosa ao salmão e ao laranja forte.

Por último o método Saignée, resultado da maceração das uvas previamente abertas, num período entre 12 e 24h e que apresenta tonalidades que vão desde o morango até à de um tinto claro. Em todos os casos, é o sumo, com a ausência de peles e sementes, que se fermenta através de microrganismos denominados ?leveduras?, que consomem o açúcar presente no líquido e libertam, como resíduos, álcool e gás carbónico.

Neste processo também permanecem resíduos de açúcar sem fermentar, o que confere equilíbrio à acidez natural da bebida. Em alguns casos este ponto doce é claramente percetível e mesmo procurado.

À mesa, por exemplo, estas versões mais adocicadas são a companhia ideal dos pratos marroquinos como o cuscuz royal ou as receitas picantes indianas. Por outro lado, os mais secos harmonizam bem com pratos asiáticos como o suchi, vegetais cozidos e inclusive saladas de folhas verdes. Em resumo, o rosé é uma bebida ideal para um menu em época de praia (é recomendável consumir jovem) e pode também formar parte, juntamente com os espumantes e os vinhos brancos, do brinde do fim de ano.