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Vinhos do Dão

 TAGS:Terras do Dão é sinónimo de Terras de vinho e diz o povo que na Beira Alta até as rosas cheiram a vinho. Grandes serras rodeiam e abrigam os vinhedos dos ventos e os solos de pouca profundidade acolhem milhões de cepas plantadas, que originam os Vinhos do Dão, brancos frutados e tintos encorpados, redondos e de paladar aveludado.

Nas 3 grandes zonas que compõem a Rota do Dão, com Denominação de Origem Controlada, são muitas as quintas seculares, adegas cooperativas e sociedades agrícolas que se dedicam à produção vinícola e a provas de vinhos organizadas.

Entre eles destacam-se a Quinta do Cabriz no Carregal do Sal, um dos maiores produtores de vinho do país. Com vários anos de prémios às costas, os seus brancos, tintos e espumantes (rosé de Touriga nacional) oferecem uma boa relação qualidade-preço, exceção à regra é o seu vinho topo de gama, o Cabriz Four C ? que, tal como o nome indica é elaborado com 4 castas portuguesas: Baga, Tinto-cão, Touriga nacional e Trincadeira, este não é um vinho de baixo preço, mas sim de enorme qualidade.

A Casa de Santar, um solar do séc. XVII situado nas encostas do Rio Dão, tem uma tradição de 300 anos, produz vinhos de grande prestígio. Destacamos o seu Condessa de Santar Dão, um espumante extra bruto elaborado com as castas Encruzado e Bical.

Na lista de produtores vinícolas não faltam também os vinhos biológicos, como por exemplo a Casa Mouraz em Tondela, que se dedica aos tintos, brancos e rosés de produção biológica.

O número de castas cultivadas na Região é elevado. Além da Touriga nacional, a casta tinta portuguesa por excelência, as castas tintas recomendadas são: Tinta Roriz (conhecida no Alentejo como Aragonez), Jaen, Rufete, Alfrocheiro, Alvarelhão (rosé), Bastardo, Tinto-cão e Trincadeira.

Nas castas brancas encontram-se: Bical (Borrado das Moscas), Encruzado, Cerceal-branco, Malvasia-fina, Barcelo, Rabo-de-ovelha, Terrantez, Uva-cão e Verdelho. Sem contar com mais 15 castas tintas e 16 brancas autorizadas.

Dado que a colheita do 2005 foi um ano especialmente bom para a Touriga nacional e o 2011 um grande ano para todas as castas no geral, queremos deixar-vos 2 sugestões de compra na Uvinum:

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Quinta de Cabriz 2009, grande exemplo de vinhos do Dão

 

 

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Astrolabium Reserva 2009, grande vinho com Alfrocheiro, Tinta Roriz y Touriga Nacional

Tinta roriz, a Tempranillo espanhola. Que sabemos dela?

 TAGS:Tempranillo é o nome da principal uva tinta espanhola e também a mais conhecida. Em Portugal, no Douro chama-se Tinta roriz, no Alentejo, Aragonez. Mas, que conhecemos realmente sobre ela? Sabemos tanto como pensamos? E os vinhos Tempranillo?

Hoje fazemos uma revisão de alguma informação interessante sobre a rainha das tintas espanholas:

A Tempranillo, apesar de ser a uva mais representativa de Espanha, não é a de maior ocupação no total da superfície de vinhedos. Essa honra pertence à uva Airén, uma variedade branca predominante das Denominações de Origem de La Mancha, Valdepeñas e Vinhos de Madrid, entre outras.

E não, a tempranillo também não é a uva tinta mais cultivada. A nível mundial, este lugar corresponde à Mazuelo, igualmente espanhola e também conhecida como Carireña, Carignan, Carignane. A nível nacional, a uva tinta mais cultivada em Espanha é a Garnacha.

A origem do nome Tempranillo parece referir-se à sua maturação, que se antecipa em relação à maioria das uvas tintas.

Porém, tempranillo não é o único nome que recebe esta uva. Dependendo da zona de Espanha em que nos encontrarmos chamam-lhe Tinta del País (ou Tinto del País se nos referirmos a vinho), Tinta Fina (ou Tinto Fino), Ull de Llebre, Arauxa, Cencibel, Juan García, Morisca, Valdepeñas

Fora de Espanha também se cultiva (e muito) e com outros nomes: Aragonez e Tinta Roriz em Portugal; Tinta Montereiro e Tinta Santiago na América do Sul e Valdepeñas ou Valdepenas nos Estados Unidos.

A Tempranillo branca também existe. É uma mutação que apareceu de forma natural e que se encontra documentada apenas desde 1988.

Um dos últimos nomes a ser associados à Tempranillo foi a Tinta de Toro, até há pouco dadas como 2 uvas diferentes e apenas em 2002, graças ao desenvolvimento dos estudos sobre o ADN, foi demonstrado que na verdade se tratava da mesma uva. Mesmo assim, ainda é motivo de discussão para alguns.

Durante muito tempo atribuiu-se falta de corpo, de acidez e açúcar à tempranillo, usando-se para os vinhos velhos misturada com castas como a Garnacha, a Mazuelo ou a Cabernet Sauvignon. Hoje em dia, devido a um maior e melhor controle do processo de vinificação, já se começam a produzir bons vinhos de reserva elaborados unicamente com uva tempranillo.

Mas já chega de teoria, é o momento de provar os vinhos tempranillo. E recomendamos-te 3 vinhos:

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Valenciso Reserva 2006

 

 

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La Rioja Alta Gran Reserva 890 1995

 

 

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Matarromera Crianza 2009

Aragonêz, a tinta da Península

 TAGS:Tinta roriz, Aragonêz, Tinta del país, Ull de llebre, Tinto fino ou Tempranillo, são alguns dos diferentes nomes desta casta que nasceu em Espanha, e galgou terreno em Portugal até ser parte indispensável de algumas Denominações de Origem. Para o vinho do Porto, os taninos suaves da tinta roriz, assim chamada no Douro, são fundamentais.

Dizem os enólogos portugueses que é uma casta difícil de trabalhar. A uva, é tinta, muito aromática, escura, de pele grossa e os grandes cachos têm bago em forma de olho de lebre, tal como lhe chamam na Catalunha. Amadurece rapidamente e daí lhe vem o nome espanhol, Tempranillo (de temprano, cedo). Adapta-se bem aos solos de diferentes zonas, ainda que os prefira profundos e bem drenados.

É rainha no Douro e Ribera del Duero, no Dão e na Rioja,. O seu mosto é equilibrado, ainda que por vezes com baixa acidez em território português, e por essa razão agradece o corte com castas como a touriga franca, a touriga nacional, a trincadeira ou a Cabernet Sauvignon.

 Os vinhos elaborados com a tinta roriz, ou aragonês no Alentejo, são vinhos encorpados, bem estruturados, com elevado teor alcoólico e boa capacidade de guarda, já que desenvolvem uma grande complexidade com a idade. Em boca é macio e aveludado e os sabores do estágio variam entre, as especiarias do barril de carvalho francês e a baunilha do barril de carvalho americano.

Harmonizam com churrascos generosos, feijoada, carnes vermelhas assadas no geral e arroz de pato com chouriço picante.

Dada a diversidade de variedades da mesma casta na Península Ibérica, hoje queremos deixar mais do que uma sugestão de compra na Uvinum. Um Dão 2008, de tinta roriz com touriga nacional. A representar o Sul, um Monte Velho 2011, com Aragonês, Trincadeira e Castelão francês. E desde Espanha, com amor, Marqués de Riscal Reserva 2006 e um Pingus 2009.

Salut!

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Quinta de Roriz Vintage 2000

 

 

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Mibal Joven 2010

Os Vinhos das Beiras

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A Região das Beiras atravessa Portugal de lado a lado, do Oceano Atlântico até à fronteira com Espanha. Toca o Minho e o Douro a Norte e o Alto Alentejo e Ribatejo a Sul. As três sub-regiões produtoras de vinhos que o compõem: Beira Alta, Beira Litoral e Terras de Sicó, albergam cinco denominações de origem, onde as castas tintas dominantes são a Tinta Roriz, Bastardo, Rufete e Touriga Nacional. Nas castas brancas, a Fernão Pires (ou Maria Gomes) Síria, Malvasia Fina (ou Boal), Rabo-de-Ovelha, Bical (ou Borrado das Moscas) Encruzado e Arinto, entre outras.

Mais recentemente, em 2011, apareceu a designação de ?Terras da Beira?,que abarca as três regiões demarcadas: o Dão, Bairrada e Beira Interior.

Os vinhos brancos desta região são frescos e frutados e os vinhos tintos, encorpados, de cor intensa e com grande potencial de envelhecimento. Na sub-região de Távora-Varosa são produzidos alguns dos espumantes portugueses mais famosos.

Porém, desde 2003/2004 que se produz um outro tipo de vinho (ou outro conceito de vinho) nas Beiras, é o vinho Kosher. O ?Terras de Belmonte? é um vinho elaborado segundo as normas judaicas na Adega Cooperativa da Covilhã.  A localização não é uma casualidade, já que Belmonte abrigou uma importante comunidade judaica no passado. Para quem não saiba, a diferença deste vinho com outros reside no processo de produção, que apenas pode ser realizado por indivíduos judeus e nas próprias leveduras e produtos adicionais, que não são de origem animal.

É ainda um vinho produzido com castas tradicionais portuguesas e de vinhas velhas. As castas mais utilizadas nesta produção são a Rufete, Tinta Roriz, Mourisco, Touriga Nacional e Jaen.

A nossa sugestão beiroa de compra online, vai para o…

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Filipa Pato 3B: A casa não aceita a designação espumante, prefere chamar-lhe Método tradicional, enquanto não lhe é concedida uma designação própria como é o caso do Cava na Catalunha. O seu nome é a soma das iniciais das castas com que é produzido ? Bical (30%) e Baga (70%)- associado à Bairrada de onde procede. Trata-se de um rosé parcialmente envelhecido em barris de carvalho, muito aromático, com estrutura e acidez equilibrada. A enóloga Filipa Pato criou a sua própria marca, baseada na qualidade da tradição, ainda que o nome do seu pai, Luis Pato, seja praticamente uma denominação de origem por si só.

 

 

 

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Meia Encosta 2010