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Os brancos de Rioja

 TAGS:undefinedFalar de um Rioja significa que nos referimos a uma Denominação de Origem famosa em todo o mundo, e que agrupa cada vez mais regiões em toda a Espanha.

Tradicionalmente, os vinhos de Rioja têm sido os tintos de diferentes notas e corpos, ideais, na sua maioria, para acompanhar carnes, especialmente de caça.

Porém, desde há uns anos, o próprio conselho geral de La Rioja reconhece que as coisas estão a mudar porque os vinhos brancos desta Denominação de Origem chegam com mais força do que nunca.

Ainda que se possa pensar que pode ser uma novidade, não o é, pois a tradição de vinhos brancos nesta zona é um facto demonstrado, foram, inclusive, vinhos melhores e de maior produção que os tintos durante o séc. XVII.

A Denominação de Origem Rioja está a impulsar estes vinhos porque, para além dos já conceituados tintos, existe um mundo de brancos por descobrir. Estes, caracterizam-se pela sua complexidade e variedade, tão grande que permite harmonizações muito diferentes, para o Verão e para o Inverno.

Para harmonizar os vinhos brancos de Rioja: jovens, frescos e frutados podem acompanhar marisco, massas e arroz; os brancos fermentados em barril vão bem com queijos curados e peixe azul; e aqueles que são bem envelhecidos em barril são ideais com guisados, aves e algumas carnes de caça.

Resumindo; os brancos de Rioja renasceram para adicionar ainda mais sabor a La Rioja. Quem não quer um bom vinho branco?

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Remírez de Ganuza Blanco 2014

 

 

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Remelluri Blanco 2013

Aragonêz, a tinta da Península

 TAGS:Tinta roriz, Aragonêz, Tinta del país, Ull de llebre, Tinto fino ou Tempranillo, são alguns dos diferentes nomes desta casta que nasceu em Espanha, e galgou terreno em Portugal até ser parte indispensável de algumas Denominações de Origem. Para o vinho do Porto, os taninos suaves da tinta roriz, assim chamada no Douro, são fundamentais.

Dizem os enólogos portugueses que é uma casta difícil de trabalhar. A uva, é tinta, muito aromática, escura, de pele grossa e os grandes cachos têm bago em forma de olho de lebre, tal como lhe chamam na Catalunha. Amadurece rapidamente e daí lhe vem o nome espanhol, Tempranillo (de temprano, cedo). Adapta-se bem aos solos de diferentes zonas, ainda que os prefira profundos e bem drenados.

É rainha no Douro e Ribera del Duero, no Dão e na Rioja,. O seu mosto é equilibrado, ainda que por vezes com baixa acidez em território português, e por essa razão agradece o corte com castas como a touriga franca, a touriga nacional, a trincadeira ou a Cabernet Sauvignon.

 Os vinhos elaborados com a tinta roriz, ou aragonês no Alentejo, são vinhos encorpados, bem estruturados, com elevado teor alcoólico e boa capacidade de guarda, já que desenvolvem uma grande complexidade com a idade. Em boca é macio e aveludado e os sabores do estágio variam entre, as especiarias do barril de carvalho francês e a baunilha do barril de carvalho americano.

Harmonizam com churrascos generosos, feijoada, carnes vermelhas assadas no geral e arroz de pato com chouriço picante.

Dada a diversidade de variedades da mesma casta na Península Ibérica, hoje queremos deixar mais do que uma sugestão de compra na Uvinum. Um Dão 2008, de tinta roriz com touriga nacional. A representar o Sul, um Monte Velho 2011, com Aragonês, Trincadeira e Castelão francês. E desde Espanha, com amor, Marqués de Riscal Reserva 2006 e um Pingus 2009.

Salut!

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Quinta de Roriz Vintage 2000

 

 

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Mibal Joven 2010

Rioja, Rioja e Rioja

 TAGS:O vinho de Rioja é o mais vendido em Espanha, o mais reconhecido no estrangeiro, aquele em que mais se fala, no entanto, por vezes damo-nos conta de que falar nele de uma forma generalizada é desvalorizar os vinhos, ao simplifica-los.

Porque quando nos referimos ao Rioja, na verdade estamos a misturar as 3 sub-zonas que constituem a Denominação de Origem e que realmente não têm tanto em comum entre elas.

Em primeiro lugar e por ordem alfabético, está a Rioja Alavesa. Em Álava, 18 municípios produzem vinho sob esta denominação, onde as características são o clima atlântico e os solos argiloso calcários. Os vinhos que aqui se produzem têm uma acidez equilibrada e a zona é considerada como bastante propícia para os tintos mais tradicionais, assim como para os brancos mais complexos.

Na segunda, a Rioja Alta, também há um predomínio do clima atlântico, mas o tipo de solo é muito variado: argiloso calcário, aluviões e argiloso ferroso. É uma zona na qual os vinhos desenvolvem uma elevada acidez, pelo que se consideram mais aptos para o longo envelhecimento em barril. Reservas e Grandes Reservas de conhecido prestígio, são elaboradas na Rioja Alta.

Por último, encontra-se a Rioja Baja, uma zona de clima mediterrâneo e solos maioritariamente de aluviões, onde os vinhos são menos ácidos, com maior graduação alcoólica, mais densos e encorpados. De forma que é uma zona ideal para produzir vinhosrosés com muito sabor e tintos carnosos, mais potentes e menos ácidos que os restantes da Denominação.

Como sempre, queremos deixar-vos uma recomendação, neste caso uma por sub-zona, ainda que antes de comprar vinho, aconselhamos a lerem as recomendações dos restantes utilizadores da Uvinum. Podem surpreender-vos!

Da Rioja Alavesa, escolhemos um branco complexo, da Bodega Remelluri, o Remelluri Blanco 2007. Não é um vinho barato e nem sequer um vinho que agrade a todos, mas sim, é um branco de qualidade impressionante, que os conhecedores analisam uma e outra vez, pela sua complexidade e riqueza dos aromas.

Por outro lado, sobre a Rioja Alta recomendamos um Reserva Especial, com um preço nada extravagante: o Viña Ardanza Reserva 2004, proveniente de um muito bom ano para vinhos armazenados e que produziu este vinho de sabor perdurável em boca.

Da Rioja Baja, o jovem. Neste caso o Viña Herminia Preferido 2010, de Viña Herminia, é um vinho de sabor fantástico, que acompanha de forma agradável qualquer refeição leve, como saladas, sushi ou arroz. Bom apetite!