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Como organizar uma prova de vinhos

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Habitualmente uma prova de vinhos realiza-se com o objectivo de classificar as propriedades visuais e o paladar de um vinho por meio dos seus aromas, sabores e cores e costuma ser dirigida por profissionais ou enólogos, porém, também é verdade que cada vez mais estas actividades se estendem a muitos outros públicos; amadores, apreciadores e curiosos sobre a cultura vinícola no geral.

Geralmente, uma prova costuma apresentar cinco vinhos diferentes, para melhor poder apreciar a diversidade de tons, cores, aromas, sabores e texturas e assim poder atribuir uma nota a cada um dos vinhos. Estas provas devem ser efectuadas em espaços bem iluminados, sem cheiros e boas condições de temperatura. Os copos utilizados devem ser transparentes e adequadas à prova.

Fases da prova de vinhos

São fundamentalmente três, as fases de uma prova de vinhos: Visual, olfactiva e gustativa. Normalmente inicia-se com uma explicação do enólogo (ou do técnico que dirige a prova) sobre os vinhos para depois se passar à parte prática. Cada uma das fases deve ser acompanhada por uma explicação das diferentes propriedades e os vinhos podem ser provados com alimentos para deste modo medir a potência dos sabores.

  • Fase visual – O vinho é observado a contraluz, sempre em fundo branco ou com luz natural para poder distinguir cores e tons. A fase visual fornece bastante informação sobre a qualidade e idade do vinho.
  • Fase olfactiva – O copo aproxima-se do nariz para que possamos sentir os diferentes aromas do vinho. Aqueles que primeiro nos chegam são os aromas primários, ao mover o copo obtemos os aromas secundários e se continuarmos a movê-lo podemos sentir também os aromas terciários, que muitas vezes revelam os vinhos de maior qualidade.
  • Fase gustativa – Provar o vinho talvez seja o passo mais importante. Deve ser retido na boca e depois cuspido (no recipiente indicado) para voltar a beber e desta vez engolir para obter todas as sensações possíveis ao paladar.

Algumas recomendações para a tua prova de vinhos:

 

 TAGS:Carvalhas Vinhas Velhas 2011Carvalhas Vinhas Velhas 2011

Carvalhas Vinhas Velhas 2011 é o produtor de Carvalhas Vinhas Velhas 2011, um vinhos tinto da D.O. Douro cujo coupage contém uvas de 2011. 

 

 

 TAGS:Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2011Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2011

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2011 é um vinhos tinto da D.O. Douro com uvas 2011 e 14.5º de álcool en volume.

 

Imagens: Uvinum e Oscar Mateu

 

Como organizar uma sessão de prova

 TAGS:Uma prova de vinhos pode ser um acontecimento agradável para desfrutar com a família ou com os amigos e não é difícil de organizar. É indiferente se o pretendido é algo intimo ou se o fim é comercial, porque o conceito exige os mesmos passos.

Começa por planificar cuidadosamente. Uma prova é um evento para os sentidos gozarem e cada pormenor deve contribuir. Se preferires, podes preparar convites para que os teus convidados percebam que te esmeraste e que lhes queres oferecer uma experiência especial.

Pensa em que tipo de evento estás a organizar. Prepara um jantar, um cocktail ou um aperitivo depois da degustação inicial, em função da hora do dia e dos convidados que esperas, desta forma pode-se aproveitar a experiência para obter uma boa harmonização. Isto vai permitir aos teus convidados ampliar o prazer da degustação e notar que os vinhos têm sabores distintos quando acompanhados de pratos diferentes.

Se aquilo que pretendes é uma cata profissional, conta com a ajuda de um técnico. Pode ser que para os teus amigos seja suficiente o facto de desfrutar o vinho em boa companhia e podes inclusive prestar-te ajuda na escolha dos vinhos ou na harmonização. Porém, será difícil que um profissional volte a trabalhar contigo se não lhes ofereces uma experiência mais avançada.

Escolhe cuidadosamente o local, a decoração, os vinhos e os pratos, os convites e, como já aqui foi dito, todos os pormenores e detalhes.

Prepara tudo aquilo que vais necessitar para a degustação: copos adequados, saca-rolhas e, claro está, os vinhos que vão servir à prova. Facilita um kit de degustação (copos, guardanapos, lápis e papel para tirar notas) aos teus convidados. Também seria interessante se este kit incluísse um guia de degustação com as características dos vinhos presentes na prova, indicações e origem dos aromas nos vinhos e um pequeno ?truque? sobre a degustação (como distinguir as cores, temperaturas…).

Seria conveniente deixar os vinhos da prova, pelo menos 48h antes da mesma, em posição horizontal e à temperatura adequada, para que repousem e estejam prontos a servir.

Durante a degustação, é indispensável que cada convidado tenha um copo para cada vinho, ou encontrar uma forma de aclarar com água o copo para que a espera não resulte pesada entre vinho e vinho. A melhor opção é a de que cada convidado disponha de um copo para cada vinho, de forma que, uma vez degustado, o vinho possa ficar à disposição do convidado para o poder comparar com os vinhos seguintes.

Guia os teus convidados durante a degustação. Começa pelo vinho mais leve e acaba com o mais forte para que os aromas não se sobreponham. Podes explicar-lhes quais os motivos porque escolheste cada um dos vinhos. Seria aconselhável existir um fio condutor entre os vinhos (vinhos da mesma região, da mesma uva, da mesma colheita). Habitualmente, esta é uma forma de interessar os convidados e dar-lhes uma perspetiva mais ampla sobre o tema da degustação.

Termina a prova com harmonização. Deixa que os convidados comentem e que a conversa flua. Uma prova deve terminar como uma festa, e, tal como nas festas, o anfitrião deve saber quando deixar de ser o protagonista. Desfruta!

Recomendamos 2 grandes vinhos para serem descobertos entre amigos:

 TAGS:Porto Krohn Vintage 2003Porto Krohn Vintage 2003

Um Porto com aromas de levedura

 

 

 TAGS:Vinha Grande 2009Vinha Grande 2009

Frutas vermelhas, flores, madeira, vegetales…

O apelido dos vinhos

 TAGS:Dizer que um vinho possui Terpenos, Metoxipirazinas, Norisoprenóides ou Tióis voláteis no mosto, e apenas mencionando alguns deles, é falar chinês com o consumidor. No entanto, se lhe dissessem que a garrafa de vinho que acabou de comprar, contem uvas, que durante a sua vinificação libertaram aromas florais (Terpenos) e que tem um intenso cheiro a pimenta (Metoxipirazinas) talvez relacionasse estas referências com um Cabernet Sauvignon.

Por outro lado, se o informassem de que o seu vinho contém sabores de frutas exóticas, rosas e inclusive puré de maçã (Norisoprenóides) talvez pudesse arriscar a dizer que vai tomar um Chardonnay. Se o consumidor distingue notas de goiaba e casca de cítricos (Tióis voláteis no mosto) identificaria que o líquido que bebe corresponde a um Sauvignon Blanc.

O cheiro, o sabor e o aroma de um vinho dependem portanto da sua composição química, e o predomínio de uma ou outra substância em cada bebida, vai determinar o seu caráter. Por esta razão, saber que uvas se encontram no vinho que compramos é essencial para poder identificar qual é a variedade de que mais gostamos. Mais além de que o processo de elaboração de um vinho seja quase sempre o mesmo, o caráter peculiar da uva corresponde ao seu terroir (solo, clima, insolação, cuidados da vinha) que, em cada região apresenta diferentes nuances e resulta portanto em diferentes néctares.

De um modo geral, os vinhos brancos desprendem aromas cítricos de limão, laranja ou toranja, e de frutas como o damasco, melão ou groselha. Por outro lado, as variedades tintas são caracterizadas pela sua carga de antocianinas, a substância responsável pela coloração do vinho, que se desprende quando a polpa vermelha entra em contacto com a pele; e pela presença dos taninos, compostos polifenólicos associados à adstringência e ao amargo do vinho, que prolongam a sua vida e oferecem, entre outras coisas, antioxidantes ao consumidor. Estes últimos evocam frutos vermelhos como a cereja, framboesa, morango ou amora. Ambas as vinificações podem ainda oferecer aromas minerais, de especiarias, de erva e outros, que são habituais na fermentação, como o pão ou a levedura.

O vinho não é apenas uva, os seus aromas e sabores constroem-se através dos processos químicos aos quais é submetido, como a fermentação (transformação do açúcar presente na uva em álcool), e a fermentação maloláctica, se a houver, (transformação do ácido málico, normalmente associado à maçã verde, para o converter em ácido láctico) e o envelhecimento (estágio em barris de carvalho ou em garrafa). Não obstante, existem alguns fatores comuns que se expressam em cada casta e que permanecem no produto final, na garrafa.

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