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Como serão os vinhos crianza do futuro?

Não podemos adivinhar como será o vinho no futuro, mas as últimas tendências definem uma série de parâmetros que nos mostram como poderão vir a ser. No que toca aos vinhos de Espanha denominados de crianza, baseamo-nos nas novas técnicas que estão a ser investigadas para continuar com o objectivo inicial deste tipo de vinho que é, o de preservar o sabor do produto.

Tendências nos vinhos Crianza

Quando falamos de vinhos crianza referimo-nos a um processo de envelhecimento e maturação que persegue os melhores aromas e matizes, seja em barricas, em tanques ou na própria garrafa.

Barricas de vinho

No caso do vinho crianza, o termo utilizado em Espanha implica um estágio mínimo de 24 meses, dos quais 6 são feitos em barricas de carvalho. Nos vinhos brancos e rosados, o tempo total de maturação é de 18 meses, dos quais 6, no mínimo, devem ser cumpridos em barricas.

Desde há muito tempo que se faz o vinho passar por um estágio em barricas de madeira para adquirir corpo e carácter. A partir daí surgiram vários tipos de madeira. Por exemplo, há o carvalho espanhol, que tem grande potencial de envelhecimento, ou o carvalho húngaro, que preserva os aromas frutados mais do que o carvalho francês. Outras madeiras utilizadas são o pinho e o castanheiro, que têm um custo mais baixo.

As tendências dos anos 80 e 90, quando um excesso de madeira eclipsava o resto dos aromas, foram abandonadas. Agora, os vinhos crianza têm aromas picantes, com personalidade forte e devem descansar em outros lugares para além da madeira.

Por outro lado, em algumas DOCs, como em La Rioja, os vinhos são elaborados com um processo de envelhecimento mais curto, que mantém o frutado da uva sem perder o toque de madeira que lhe confere complexidade. Consideramos que o média crianza é uma grande tendência que o consumidor actual aprecia e que tem ainda um longo caminho a percorrer.

Para além da madeira

Já em 2017, as adegas começaram a expandir-se, optando por utilizar recipientes mais neutros para a fermentação e envelhecimento do vinho, dando assim prioridade às características das castas, ao “terroir” e à sua personalidade, em detrimento da contribuição aromática e estrutural de materiais como a madeira.

Entre as novas tendências estabelecidas para os vinhos de crianza estão a sua preservação em outros lugares para além da madeira, tais como em potes e talhas de barro, que além de acolherem métodos ancestrais e tradicionais, permitem a microoxigenação do vinho através da porosidade da argila. Há também o envelhecimento em betão, que transpira de forma semelhante à madeira e fornece oxigénio ao envelhecimento do vinho, mas sem acrescentar sabores. Já está fixado em algumas caves.

Copo vinho branco

Outros locais estão a implementar o envelhecimento em “Flex Tank”, um tanque que, através de uma micro oxigenação por porosidade, dá a complexidade do vinho mantendo o seu frutado e frescura. Seguimos atentos a tais desenvolvimentos.

 

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La Rioja Alta Gran Reserva 904 2009

La Rioja Alta Gran Reserva 904 2009 é um vinho tinto de Graciano e Tempranillo, com uma puntuação de Robert Parker de 96/100 e uma puntuação Peñín de 96/100.

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Rioja Santiago Reserva 2013

Rioja Santiago Reserva 2013 é um vinho tinto das Bodegas Rioja Santiago de uvas seleccionadas de Tempranillo. Segundo os utilizadores da Uvinum, este tinto merece uma classificação de 4 pontos em 5.

Alteração climática e vinhos. Qual é a relação?

 TAGS:undefinedÉ por todos conhecido, que a actividade industrial das últimas décadas, caracterizada pelo uso intensivo dos combustíveis fosseis, tem responsabilidade sobre as lentas, porém dramáticas, alterações climáticas produzidas no planeta. A temperatura global aumentou e por consequência, também as características climáticas de cada zona sofrem alterações.

Esta situação é algo que devemos começar a controlar antes de que o processo seja acelerado. Porém, em determinadas regiões, esta mesma alteração tem vindo a possibilitar produções até hoje impensáveis. É precisamente o que está a suceder na produção de vinho sueco e de vinho inglês. O aumento de temperatura, permite agora, que as estações quentes destes países sejam cada vez mais longas, o que não apenas facilita o trabalho dos viticultores, como também aumenta a qualidade do seu vinho, cada vez mais apreciado dentro e fora do contexto nacional.

Na Região de Malmö, uma das maiores cidades suecas, as vinhas gozam verões um mês mais longos do que há 50 anos. Em Hällåkra, por exemplo, há mais de 20.000 vinhas numa superfície de aproximadamente 6 hectares.
O aumento de temperatura nesta latitude foi superior à média global, o que converteu a viticultura nórdica numa séria alternativa comercial, até à data vista como um hobby de reformados.

Apesar de que o vinho sueco seja ainda um grande desconhecido entre os apreciadores de vinho, a actividade destes pequenos produtores começa a despertar o interesse dos restaurantes locais com alta cozinha. Especialmente os vinhos brancos e os espumantes, já incluídos nas carta de vinhos destes restaurantes.

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Vinzel Chasselas 1990: um vinhos branco da D.O. Canton de Vaud elaborado com chasselas de 1990.

Envelhecer vinho: 5 curiosidades

 TAGS:undefinedNos últimos anos o vinho converteu-se num verdadeiro fenómeno social, gerador de múltiplas actividades, está presente em rotas turísticas, provas de todos os tipos, feiras, eventos festivais e um longo etc…

Simultaneamente, os produtores de vinho cada vez se esmeram mais no produto total que sai ao mercado. Os âmbitos são diversos e vão mais além do próprio processo de produção, abarcam embalagens e etiquetas atraentes e estudos prévios de consumo.
O site The Drinks Business publicou recentemente um artigo sobre os sistemas de envelhecimento do vinho. São estas as curiosidades que hoje queremos partilhar.

  1. Vinho “Extraterrestre”. Um britânico residente no Chile lançou um vinho envelhecido num meteorito “formado durante o aparecimento do sistema solar”. É um Cabernet Sauvignon, que, segundo o seu produtor, possui um sabor “vivo” graças a ter permanecido num barril de madeira na companhia de um objecto procedente do espaço extra-terrestre.
  2. Vinho envelhecido em ânforas. Estes recipientes foram utilizados na Antiguidade por diferentes civilizações com o fim de conservar, transportar vinho e azeite e inclusive mercadoria “seca”, tal como comprovam os achados arqueológicos. Actualmente, alguns produtores de vinho utilizam as ânforas para conferir sabores frutados e também mais neutros do que habitualmente acontece quando o vinho envelhece em barris de carvalho.
  3. Garrafas de carvalho. Se o vinho envelhece em barris de madeira, porque não utilizar este material para potenciar os vinhos mais novos? A Oak Bottle é uma ideia lançada pela plataforma de crowdfunding, Kickstarter, y promete demonstrar quais os efeitos do envelhecimento durante 6 meses em madeira de carvalho.
  4. Envelhecimento por calor. Tradicionalmente utilizado para envelhecer o vinho da Madeira, actualmente este método é utilizado para muitos tipos de vinho, que podem amadurecer nos cálidos porões dos navios mercantes ou em contentores de aço inoxidável entre 45º a 50ºc.
  5. No fundo do mar. A moda pegou, envelhecer vinhos novos em instalações subaquáticas é uma consequência das descobertas efectuadas em naufrágios e das garrafas de vinho e champanhe com mais de 170 anos em excelente estado de conservação.

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