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Os espumantes também são portugueses

 TAGS:Dizem que sim, que os culpados estão no Douro e que é nas Caves da Murganheira que nasce o melhor espumante português. A propriedade tem mais de 50 anos, o espumante é mais jovem mas já ganhou uma consideração digna de patriarca. As castas utilizadas na Murganheira são a Touriga Nacional no Espumante Bruto, a Tinta Roriz (vinificada em branco) Malvasia Fina e Cerceal no Super Reserva Bruto e um trio de castas brancas para o Reserva Bruto.

Há quem jure, no entanto, que o melhor espumante vem do Sul e é rosé.  A cor sugestiva e fresca de salmão suave parece contradizer o encorpado deste espumante produzido na Bairrada. Atribuem a responsabilidade a Filipa Pato e às castas Baga e Bical, ou às Caves Aliança que substituem a Bical pela Touriga Nacional, e a Carlos Campolargo, que se atreveu com a Pinot Noir e produz um espumante leve, fresco, seco e frutado de perlage perfeito.

Seja Douro ou Bairrada, em algo coincidem os apreciadores de espumantes: é uma bebida versátil e com uma ampla capacidade gastronómica.
Do aperitivo à sobremesa, a harmonização pode ser diversificada e sempre tentadora. Os espumantes de uvas brancas, assim como os rosé, acompanham sempre bem os crustáceos, bacalhau e purés de legumes.
A acidez equilibra o sabor dos mariscos e os aromas frutados pedem molhos suaves ou de combinações subtis. Os brancos e os tintos são bem acolhidos por pratos de massas ligeiramente condimentados, queijos leves, carnes brancas, camarão e molhos ligeiros. Os rosés aceitam carpaccio.
Com a chegada do Verão, as saladas apetecem e são ideais para combinar com um espumante fresco e frutado, tal como as frutas mais doces e meio secas como os morangos, casamento de gourmet. Os espumantes meio-secos acompanham bem um creme de baunilha e claro, a indiscutivelmente deliciosa mousse de chocolate negro com avelãs.

Seja qual for a escolha, de certeza que há sempre um bom motivo para celebrar com espumante e já agora, esclarecer dúvidas sobre qual é o melhor espumante português.

Recomendações:

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Casa Ermelinda Freitas Brut

 

 

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Aliança Bairrada Reserva Brut 2010

Pinot Noir, uma casta elegante

 TAGS:A casta Pinot Noir é originária da Cidade de Borgonha ? França. É uma das uvas com maior protagonismo na preparação do Champanhe e outros espumantes, assim como na elaboração de vinhos tipo varietal. A grande maioria dos vinhos mais famosos e caros são elaborados com esta casta, a Pinot Noir.

Esta casta, tão caprichosa como elegante e de grande qualidade, é praticamente exclusiva dos climas frios e a sua produção é especialmente importante em países como França, Espanha, Austrália, África do Sul,Argentina e a região da Califórnia.

A Pinot Noir tem bagos pequenos, polpa mole e uma cor negra, quase violácea.

Conhecer a Pinot Noir

Os vinhos Pinot Noir são, sem dúvida, vinhos finos com uma textura onde os taninos se destacam ligeiramente. Em boca têm um sabor muito subtil, fresco e com toques frutados, com uma acidez que os mantém ?vivos?, sem chegar a ser agressivo para o paladar: em resumo, um bom bouquet.

No nariz, o vinho Pinot Noir é um dos mais aromáticos entre todas as castas, facto que aumenta a sua qualidade.

Ao olfato, é habitual sentir aromas de frutas como morangos, amoras, framboesas, ameixas e cerejas. Também é possível distinguir aromas a couro,violeta e alcaçuz, este último aparece em vinhos com vários anos, envelhecidos em madeira de carvalho. Nos aromas primários encontramos groselhas e trufas.

À vista, o vinho Pinot Noir possui uma cor particular, um vermelho cor-de-telha, ligeiramente opaco com um brilho único entre todos os vinhos. Tal como acontece com grande parte dos vinhos, a cor muda com a idade. Um Pinot Noir novo possui um vermelho rubi ou violeta e entre 8 a 10 anos de envelhecimento ganha uma cor alaranjada ocre.

A harmonização perfeita

Os vinhos Pinot Noir são ideais para acompanhar aves: frango, ganso ou pato, sobretudo se forem preparadas com especiarias e no forno. É também um grande aliado dos queijos semi-duros.

Um vinho Pinot Noir pode harmonizar perfeitamente com peixes como o atum, o salmão e alguns peixes de água doce, sempre que sejam preparados com subtileza, em vapor. Recorda que o vinho não deve ocultar o sabor dos alimentos e vice-versa…

Um vinho Pinot Noir deve ser servido a temperatura ambiente, entre 14 e 15ºc. Se o vinho tem mais de 8 anos, a temperatura ideal são 15ºc e, em algumas ocasiões em que a harmonização o pede, 16ºc.

Para provar a qualidade da Pinot Noir aqui ficam 3 sugestões que permitem aprender tudo sobre esta uva.

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Codorniu Pinot Noir Brut Rosé: Um cava rosé, elaborado exclusivamente com Pinot Noir, que combina a frescura do cava com o sabor mineral da Pinot Noir. Excelente.

 

 

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Domaine Heresztyn Gevrey Chambertin 1Er Cru ” la Perrière” 2005: Um Premier Cru da Borgonha. Imprescindível para apreciar a Pinot Noir.

 

 

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Enrique Mendoza Pinot Noir 2009: Enrique Mendoza Pinot Noir 2006: Ainda que esteja acostumada a climas frios, Enrique Mendoza conseguiu esta maravilha em Alicante. Diferente.

 

E tu? Qual foi o último Pinot Noir interessante que provaste?

Vinho da Madeira ou Vinho Torna Viagem

 - O Vinho da Madeira, também conhecido como generoso madeirense, ou Vinho de Torna-Viagem é produzido na Ilha da Madeira há mais de 500 anos. Precisamente porque os barcos saiam da ilha carregados deste vinho, na época considerado de 3ª, foi possível descobrir as poderosas consequências da fermentação. O vinho, guardado nos porões dos veleiros durante mais de um ano, devido ao calor acumulado sobretudo durante as travessias da Região Tropical, transformava-se num magnífico néctar à chegada da viagem.

 Este vinho licoroso, fortificado e com um grau alcoólico entre os 17º e os 22º é envelhecido em barris de carvalho sob um processo lento, óxidativo e concentrado, a partir de cinco castas de uva tradicionalmente utilizadas:

Malvasia ? Foi uma das primeiras castas a chegar à ilha na primeira metade do séc XV. Produz um vinho doce, com aroma e paladar similares, a frutos secos e toques de mel, que harmoniza com queijos, chocolate e um bom charuto.

Verdelho ? Produz um vinho meio-seco, fresco, com sabores de ananás muito maduro e nariz tropical. Acompanha bem uma sopa leve ou queijos ligeiros.

Sercial ? O produto é um vinho seco, com aromas cítricos e de caramelo. Apropriado como aperitivo e combinado com frutos secos e azeitonas.

Boal ? Produz um vinho meio-doce, com aromas de mel e paladar a caramelo. Acompanha bem com fruta, queijos e sobremesas.

Tinta Negra ? É o resultado do cruzamento das vinhas Pinot Noir e Grenache. Produz as 4 variedades anteriormente descritas.

Quando a fermentação passou a terra firme, desenvolveram-se 2 tipos de técnica: a do vinho canteiro, fermentado em pipas, nas partes mais altas e quentes dos armazéns nos primeiros anos, que vai descendo nos andares à medida que envelhece (pode ser bebido ao 4º ano); e a do vinho estufado, aquecido em tanques durante 3 meses a 55º e que pode ser bebido a partir de 3 anos.

Os grande tipos de Madeira dividem-se em: Blend, vinhoscom várias idades (idade média de 10 anos) e da mesma casta; os Colheitas– são vinhos associados com uma só safra e uma só casta, que podem ser bebidos a partir de 4 anos mínimo; Vintage (frasqueira) que envelhece no mínimo 20 anos e depois passa uma prova que o autoriza, ou não, a ser engarrafado. São vinhos longevos, de grande acidez e frescura (existem vintages de 1795 em perfeito estado).

A nossa sugestão de compra na Uvinum é um Torna-Viagem, Henriques & Henriques Sercial 10 Anhos 50cl, um vinho generoso, de uma das empresas produtoras mais antigas da ilha e também das poucas que possui vinhedo próprio – Freguesia da Quinta Grande.