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É possível harmonizar vinho e fruta?

 TAGS:undefinedSe for um amante do vinho, tal como nós, certamente gosta de o tomar acompanhado pelos seus pratos e petiscos preferidos. E aproveitando o calor dos últimos dias, decidimos publicar algumas propostas de harmonização de vinho e fruta.

No geral, muitos vinhos leves, doces e frutados vão bem com fruta, mas também é recomendável experimentar combinações com vinho rosé e vinho espumante, já que os seus pratos ficarão a ganhar com a companhia.

Recomendações especiais

A manga é, sem dúvida, uma das frutas mais deliciosas com que a mãe natureza nos brindou. Para além de ser extremamente popular, especialmente no Verão, é fácil encontrar esta fruta entre os ingredientes de uma salada ou sobremesa nesta época do ano.
O Riesling é uma boa opção para acompanhar pratos que incluam manga, já que ambos estabelecem uma certa sintonia cítrica. Também pode optar por um Sauvignon blanc cítrico e já maduro.

Se o prato for um pouco mais pesado; frango ou peixe com molho de manga, por exemplo, um Chardonnay doce será uma grande escolha.
Quando a preferência recai sobre a laranja, o pêssego, ou os morangos, o melhor é procurar um vinho tinto frutado e fresco, e se puder, leve um Pinot noir.

Uma das boas sobremesas tradicionais do Mediterrâneo, os pêssegos macerados em vinho, é bastante fácil, delicioso e recomendado para esta época.

Saladas e moscatel

Finalmente, não deixe passar a possibilidade de um encontro entre vinho de uva moscatel e uma salada de Verão. Ainda que sejam vinhos, geralmente, com mais corpo harmonizam muito bem com a frescura da fruta de textura média.

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Naia 2015

 

 

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Ekam 2015

Alguns truques para harmonizar sobremesas

 TAGS:undefinedCombinar vinho e sobremesa é uma das melhores opções para conseguir um bom contraste de sabores. Toma nota dos nossos conselhos e elabora as melhores combinações para servir um final de refeição fantástico aos teus convidados ou fazer a experiência num bom restaurante.

Tartes e pastéis: Vinhos doces como o Sauternes de Nourdeaux, vão bastante bem com sobremesas à base de fruta fresca e nozes, do mesmo modo que o rosé meio-seco e o espumante harmonizam bem com sobremesas com cremes.

Sobremesas de chocolate: Muitas sobremesas com chocolate podem ser acompanhadas por vinho branco doce, licores ou vinho doce natural. O *Porto* é a opção por excelência para evitar qualquer tipo de risco de má combinação.

Licores e aguardentes: São bastante utilizados na preparação de bolos e biscoitos ou em caldas e por vezes gelados. Como por exemplo: A aguardente Poire Williams com pêra; Marasquino com cerejas; Grand Marnier com laranja e conhaque e brandy com chocolate. Nestes casos recomendamos que o licor servido seja o mesmo da preparação da sobremesa.

Fruta cristalizada: Tais como: figos, passas, tâmaras e alperces, combinam bastante bem com Porto, moscatel velho ou vinhos do tipo Pedro Ximénez.

Frutos secos: Castanhas, nozes, amêndoas, avelãs, pinhões e amendoins harmonizam com vinhos generosos de sabor marcado e persistente.

Fruta vermelha e preta: cereja, framboesa, morango e abrunho vão bem com tintos novos, de cor arroxeada. 

Cítricos: Com vinhos doces de notas cítricas intensas, como o moscatel velho.

É bom lembrar que: ao harmonizar é importante ter em conta o equilíbrio entre os aromas das frutas e os dos vinhos, assim como a cor, que deve ser semelhante.

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Pedro Ximenez Reserva de Familia 50cl: um vinhos doce com D.O. Málaga das variedades pedro ximénez e possui um grau alcoólico de 17.00º. 

 

 

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Ferreira Dona Antonia Reserva:  um vinhos generoso com D.O. Porto cujo coupage contém tinta çao e port e com 20.00º de teor de álcool. F

 

 

Mais variedades de uvas brancas

 TAGS: Muitos de vós comentaram a publicação anterior no Twitter, dizendo que faltavam alguns tipos de uva branca. Tal como já foi comentado, a publicação referia-se a algumas uvas brancas. Porém, como os vossos desejos são ordens, aqui ficam mais algumas, para que possam comprar vinho sabendo qual o sabor que se pretende:

Verdejo

A uva Verdejo é uma uva em elevado auge nos últimos anos, nos quais saltou deRueda, a sua origem e onde era a rainha, até muitas outras zonas que atualmente a investigam e trabalham com algum êxito. Os vinhos de verdejo costumam ter uma cor muito clara, algo que é dado como uma virtude e um sabor entre o ácido e o amargo (ácido no princípio e travo ligeiramente amargo no final). Por isso, normalmente os aromas ácidos da uva se identificam com os da maçã verde, com os cítricos (limão, lima e toranja) e inclusive ananás e banana. Um bom vinho de verdejo costuma sair bastante barato comparado com outras uvas, como o Afortunado 2009, que é bastante bom.

Malvasía

A Malvasía é uma uva que produz vinhos de cor amarela dourada intensa, com aromas de pêssego, lichia, ananás… Tal como a verdejo, tem sabores entre o ácido e o amargo, a malvasía fica entre o ácido e o doce, ainda que geralmente predomine o último. É uma planta pouco resistente, pelo que não existem muitas vinhas de Malvasía, ainda que se costume utilizar para dar um toque doce a alguns vinhos brancos, exceto nas Canárias, onde se produzem grandes vinhos desta variedade, como por exemplo o Grifo Blanco Seco 2008.

Macabeo (ou Viura)

A Macabeo/Viura é uma das uvas de utilização mais alargada, porque resiste muito bem ao frio e é sensível ao Botytris, um fungo utilizado para produzir determinados vinhos doces como o Tokaji. Produz um vinho com um delicado aroma de erva fresca, feno, flores brancas e uma cor amarelo pálido palha, com tons verdes e pouco alcoólico. É ideal para acompanhar arroz branco ou gnocchis. É muito utilizado como mescla para a elaboração de cava. Não se fazem muitos monovarietais de Macabeo, que habitualmente são muito secos. Ainda assim, há bons vinhos brancos de Macabeo, como o Albet I Noya 3 Macabeus 2009, um vinho delicado e especial.

Moscatel

Continuamos com a uva Moscatel, que tanto pode ser preta, como branca, ainda que quase sempre se utilize apenas em vinhos brancos. Como é a casca da uva aquilo que dá a cor ao vinho, quando se utiliza a uva moscatel preta, o mosto tem de ser separado imediatamente da casca para que não ganhe cor. Ainda assim os vinhos de Moscatel têm normalmente tons âmbar ou cobre. Tal como a Malvasía, ao ter bastante açúcar, costumam aguentar bem o passar do tempo e a uva passa pode ser utilizada para elaborar vinhos doces (os vinhos moscatéis que conhecemos desde sempre). Tem aromas de mel, pêssego em calda, fruta cristalizada…Um muito bom Moscatel novo (menos doce) a um preço fantástico é o Reymos, da D.O. De Valência.

Riesling

Por último, e ainda que faltem muitas, terminamos, pelo menos por hoje, com a Riesling, uma uva da qual saem vinhos com cores muito claras, com reflexos brilhantes e aromas a maçã verde, cítricos e flores como a de laranjeira. É um vinho com pouca graduação e que se usa especialmente em zonas frias, porque, de contrário pode resultar pouco aromático. Se pretendem provar um vinho saboroso desta uva, Sumarroca produz o Sumarroca Riesling 2009,com uma muito boa relação qualidade-preço.