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Estudos: vinho, olfacto e memória

 TAGS:undefinedUma investigação desenvolvida em Las Vegas concluiu que escanções e provadores de vinho possuem zonas do cérebro mais desenvolvidas do que as outras pessoas. O estudo indica que estas zonas estão directamente relacionadas com a memória, e que podem diminuir as possibilidades do aparecimento de doenças como o Alzheimer.

A chave deste descobrimento está no olfacto. Devido à sua profissão, os especialistas do vinho têm este sentido mais desenvolvido do que o habitual. O seu trabalho ao longo dos anos tem consequências no nível de percepção aromática e no exercício de determinadas áreas cerebrais. Deste modo, o estudo conclui que ao exercitar o sentido do olfacto, o trabalho desempenhado pela memória também se desenvolve, o que pode constituir uma prevenção do Alzheimer.

A investigação foi levada a cabo por Sarah Banks, neuropsicóloga do Centro de Saúde Mental de Cleveland, e pretendia responder à pergunta: “Porque é que os especialistas provadores de vinho, podem detectar aromas e sabores que as restantes pessoas não identificam?”

Para o estudo foram efectuados scanners da actividade cerebral de 13 escanções e 13 amantes de vinho quando expostos a aromas de vinho e fruta. Na conclusão foi comprovado o facto de que os especialistas conseguem detectar cheiros não percebidos pelos outros participantes. Porém, o maior descobrimento foi o de localizar as zonas do cérebro, que são exercitadas quando o sentido do olfacto entra em acção, entre estas zonas encontram-se precisamente aquelas que são susceptíveis de sofrer doenças relacionadas com a memória.

“Esta é uma boa notícia para os escanções, já que, possivelmente, possuem alguma protecção contra o Alzheimer”, afirmou a Dra. Banks numa recente entrevista com a cadeia de televisão americana CBS. Ainda que neste momento seja apenas uma conjectura, a neuropsicóloga indica que esta é uma informação que permite continuar a investigar a memória, e, por consequência, obter respostas a nível de prevenção e tratamento das doenças que a podem afectar.

Definitivamente, vale a pena cheirar cada copo de vinho antes de o beber, seja para saborear uma experiência dos sentidos ou melhorar a nossa memória.

 

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Estudos: a dieta mediterrânica e a memória

 TAGS:undefinedJá todos sabemos que os benefícios da dieta mediterrânica são muitos e variados. Para além da fruta, azeite virgem, peixe e alguma carne, esta dieta recomenda vinho, mais concretamente, um copo por dia.

Recentemente surgiram novos benefícios relativamente a esta dieta. O Centre for Human Psychopharmacology Swinburne University of Technology Melbourne, na Austrália, realizou um estudo que demonstra uma melhoria da memória com a dieta mediterrânica. Parece ser que este tipo de alimentação influi sobre os processos cognitivos de todo o tipo de pessoas e em relação a qualquer país, não apenas nas regiões do Mediterrâneo.

Outra das conclusões do estudo, indica que os benefícios da dieta não são apenas relativos às pessoas idosas, mas sim a todos os grupos etários da população. Como tal, a dieta mediterrânica é recomendada para crianças e adultos.

Os investigadores acreditam que potenciar esta dieta é realmente uma boa aposta, e com grande importância para os tratamentos e estudos de demência, já que se está a verificar um envelhecimento progressivo da população.

Segundo a Fundación Dieta Mediterránea: “esta alimentação é uma valiosa herança cultural, que representa muito mais do que uma simples pauta nutricional, rica e saudável”.

Ou seja, que é um verdadeiro estilo de vida baseado no equilíbrio dos recursos alimentares, na recompilação de receitas e formas de cozinhar, nas celebrações, tradições a nível de produtos e actividades

Recapitulemos os alimentos chave: fruta, cereais, verdura, água, ovos, peixe, frutos secos, leguminosas. Alimentos sempre da época do ano, condimentos naturais e ervas aromáticas.

Para além do estudo descrito e da memória, a dieta mediterrânica previne o aparecimento de doenças cardiovasculares, intervém nos níveis de colesterol, e reduz o risco de padecer diabetes.

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Photo: micagoto