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Uma fonte de vinho? Em Itália, pois

 TAGS:undefinedÉ verdade! Em Itália existe uma fonte que oferece vinho tinto durante 24 horas por dia e ao longo de todo o ano. A iniciativa partiu da adega Dora Sarchese, com o fim de presentear um reconfortante copo de vinho aos peregrinos que param na Região de Abruzzo, durante o seu percurso pelo Cammino di San Tommaso.

Existem outras fontes de vinho neste país, como a de Carosino (Taranto), San Floriano del Collio (Gorizia) ou a fonte Marino (Roma), porém estes vinhos só podem ser saboreados nas ocasiões especiais, como é o caso das festas dos padroeiros. A excepção ocorreu durante o Festival da Uva de 2008, em Marino, quando um erro técnico fez jorrar vinho por todas as torneiras da povoação durante alguns dias.

A grande diferença entre estes eventos e a Fontana del Vino de Abruzzo é que esta é a primeira fonte a oferecer vinho continuamente e sem restrição de horário.

Abruzzo inspirou-se na Fonte de Irache, cujo vinho é oferecido pela adega navarra Irache aos peregrinos que fazem o Caminho de Santiago.

Aqueles que caminham desde Roma até à Catedral de Santo Tomás de Ortona para visitar os restos do santo, encontram as boas-vindas na Fonte de Abruzzo. Deste modo, segue-se uma antiga tradição europeia, na qual os mosteiros e as abadias ofereciam vinho aos peregrinos que pediam refugio durante o seu percurso.

Desde os tempos de Carlos Magno até à Revolução francesa, os monges que aí viviam saciavam a sede dos viajantes, penitentes e religiosos que batiam às suas portas, com caldos preparados com frutos das vinhas.

Apesar da sua curta existência, esta fonte já é um sucesso turístico da região. Há longas filas de visitantes que desejam contemplar a obra do famoso arquitecto italiano Rocco Valentini, assim como provar o vinho tinto.

Uma excelente oportunidade para provar um copo do delicioso vinho tinto local, com Denominação de Origem Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane, e gozar a bela paisagem de vinhedos seculares.

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Masi Agricola Costasera Amarone Della Valpolicella Classico 2011

 

 

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Il Poggione Brunello Di Montalcino 2010

Amarone? Que tipo de vinho é este?

 TAGS:undefinedO Amarone della Valpolicella é um vinho bastante peculiar, elaborado a partir de uvas passas secas ao sol, tal como se faz com a variedade Pedro Ximénez, cujo resultado é o conhecido vinho doce do mesmo nome. Neste caso, e ao contrário do que costuma suceder, grande parte dos vinhos de uva passa são elaborados com variedades locais tintas, em vez de brancas, e o resultado é um vinho seco e de diferentes características organolépticas

A sua cor é vermelha, cada vez mais escura à medida que o vinho envelhece, possui um aroma acentuado e um sabor redondo, quente e aveludado. Ao nariz surgem notas de fruta madura, doces de framboesa e cereja.
Ao envelhecer apresenta aromas de musgo e alcatrão. O açúcar residual tem um máximo de 12g/l e o teor alcoólico oscila entre 14 e 16º. A sua zona de produção localiza-se na Região de Veneto, província de Verona, no Norte de Itália.
As castas de maior cultivo são a Corvina veronese, Corvinone e Rondinella, com presença limitada de outras variedades tintas.
A elaboração do Amarone segue o mesmo princípio que o dos vinhos nos quais se pretende elevar a concentração do açúcar na uva e potenciar os aromas e a acidez, como o caso do vinho Eiswein (vinho de gelo), o Strohwein alemão, o vin de paille francês e outros da Grécia, Chipre e Itália, quase sempre usados para acompanhar sobremesas.
Porém, o Amarone, para além de ser tomado como digestivo, costuma harmonizar com pratos de Outono e Inverno; assados, caça, fumados e enchidos, queijo curado, risotto e outros pratos típicos da região. É servido em copo largo, para favorecer a oxigenação, a uma temperatura aproximada de 19ºC.
O processo de secagem das uvas dura cerca de 120 dias, por vezes mais, dependendo da quantidade de água da fruta, e sob um rigoroso controle de ventilação e humidade, destinado a evitar o aparecimento de fungos.
No princípio de Fevereiro as uvas são prensadas e as cascas maceradas entre 30 e 50 dias, de modo a que o açúcar, por efeito da levedura, se converta lentamente em álcool até atingir a graduação Amarone. Se a concentração de açúcar se mantiver acima da marca, o vinho resultante passa a chamar-se Recioto della Valpolicella.

Quer provar os vinhos de Valpolicella? Recomendamos um Amarone e um Reciotto:

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Zenato Amarone Classico Della Valpolicella 2011

 

 

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Masi Costasera Amarone Della Valpolicella Classico 2012

Friuli: Vinhos brancos apaixonantes

 TAGS:undefinedNo Nordeste da Itália, em Friuli, encontram-se algumas das Denominações italianas mais conhecidas de vinhos brancos de montanha. Ainda que a região seja relativamente pequena, comparada com outras regiões da Itália, é uma das produtoras do melhor vinho branco do país.

Nesta região crescem cerca de trinta variedades de castas, que, muitas vezes, dão origem a vinhos produzidos em pequenas quantidades. Entre as zonas mais conhecidas da região encontram-se as seguintes:

1. Friuli grave
Friuli Grave representa mais de metade da produção. Situa-se num grande vale aplanado de solos pedregosos, onde as rochas de grande dimensão aquecem durante o dia e arrefecem à noite, o que ajuda a madurar as uvas e a manter uma elevada acidez. Hoje em dia, os vinhos elaborados com Pinot grigio e Prosecco são os reis indiscutíveis de Friuli-Grave. Os vinhos são ideais para harmonizar com sushi, verduras e queijos leves, ou, simplesmente, para tomar como um aperitivo refrescante.

2. Colli Orientali del Friuli
Localizada a Este de Udine, esta zona produz grandes variedades locais e internacionais, entre elas; Sauvignon blanc, Chardonnay e Pinot grigio. Os vinhos brancos de Colli Orientali del Friuli possuem aromas de flores brancas, maçãs maduras e sabores de pêssego com travo longo. As variedades locais mais importantes incluem: Friulano, uvas com delicadas notas de tomilho e alperce; Meyer, com sabores de limão, groselha madura e final de amêndoa amarga; Ribolla Gialla, uma uva de elevada acidez, saborosa, estruturada, com sabores de alperce, tangerina e pêra asiática; Malvasia, notas florais.

Ainda que estes vinhos não sejam baratos e talvez difíceis de encontrar, são realmente especiais e bastante apreciados pelos seus sabores, entre outros; mel de acácia, figos, frutos secos e aromas minerais em que a acidez e o açúcar se equilibram. Combinam muito bem com sobremesas elaboradas à base de avelãs, queijos curados ou simplesmente, sem nada mais.

3. Collio
Collio situa-se na fronteira com a Eslovénia, no distrito de Gorizia, e é famosa pelo seu Chardonnay envelhecido e misturado com o vinho branco local. Esta área diz respeito a pouco mais de 5% de vinhas. As variedades internacionais encontram aqui as condições favoráveis para desenvolver todo o seu potencial, exemplo disso são: Sauvignon blanc, Chardonnay e Pinot grigio. Os seus vinhos têm uma fermentação com muito pouco, ou nenhum, contacto com oxigénio, e como tal, é habitual a presença de notas frescas que lembram maçãs maduras, alperce e ananás, acompanhadas de aromas característicos do envelhecimento como os da avelã e da baunilha.

4. Carso
Situada nas colinas da zona do Trieste, esta é uma zona bastante pequena e conhecida pelos seus vinhos cor-de-laranja.

O Vinho Laranja é feito através de um método tradicional de elaboração do vinho branco, que deixa que o sumo da uva se mantenha em contacto com as peles. Estes são vinhos cada vez mais apreciados, sedutores, com aromas de fruta seca, folhas de chá, especiarias doces, com elevada acidez e taninos suaves. Travo longo.
Ainda que não existam regras escritas para as variedades de uva que podem ser utilizadas no vinho laranja de Carso, as mais habituais são a Pinot grigio, Ribolla gialla, Malvasia ou a mistura que o produtor decida.

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Zuani Vigne Collio Bianco 2015

 

 

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Di Lenardo Toh! 2015

 

5 destinos enoturísticos a não perder (I/II)

 TAGS:undefinedO enoturismo é sempre importante para um amante do vinho. Este é o nosso primeiro artigo sobre 10 lugares inesquecíveis.

1. Las Vegas

Em Las Vegas, onde se pode encontrar de tudo, também é possível descobrir alguns recantos onde saborear um bom vinho. Ainda que sem vinhas à vista, pode participar em provas que reúnem surpresas, vinhos novos, luxuosos ou atrevidos. Um dos bares recomendados é o Cosmopolitan Hotel, especializado em vinho italiano de gama alta.

2. Bordeaux

Esta região francesa não é nenhum segredo, pelo contrário é bem conhecida pelos seus vinhos. Para além das vinhas, que formam belas paisagens, em Bordeaux poderá visitar algumas das adegas mais antigas do mundo. Recomendamos a escolha de um dos seus restaurantes com estrelas Michelin, como o de Joël Robuchon, La Grande Maison Hotel ou o do famoso Gordon Ramsay no Grand Hôtel de Burdeos, Le Pressoir d’Argent.

3. Margaret River

A região vinícola de Margaret River localiza-se na ponta oeste da Austrália. Tradicionalmente vinícola, este território não apenas surpreende pela qualidade dos seus vinhos, mas também pelas suas praias de água cristalina. O Rio Margaret já se associa às castas Cabernet sauvignon e Chardonnay, assim como Sauvignon blanc, Malbec e Chenin Blanc.

4. Alto Adige

Fica nos Alpes italianos, entre a Áustria e a Suíça e é considerada a região vitivinícola mais a Norte na Itália. A sua paisagem é, por si só, uma boa razão para a visitar, mas pode somar-lhe também a cozinha de montanha regada por vinhos excepcionais.

5. Paso Robles

Esta zona norte americana, entre San Francisco e Los Angeles, possui uma boa cerveja artesanal e oferece actividades relacionadas com o vinho, belas paisagens onde pode passear ou se preferir algo mais movimentado, andar de caiaque no Lago de Santa Margarita.

 

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Château Lynch-Moussas 2010: Vinho tinto com Denominação de Origem Pauillac, das adegas Château Lynch Moussas. Castas: Merlot e Cabernet sauvignon de 2010. 

 

 

 TAGS:Château Faugères 2009Château Faugères 2009

Château Faugères 2009: Vinho tinto com Denominação de Origem Saint-Émilion Grand Cru, das adegas Château Cap de Faugères. Catas: Merlot e Cabernet sauvignon de 2009.