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Vinho e fast food: combinação possível?

Quem disse que uma piza ou um cachorro-quente não podem ser combinados com um bom vinho? Exactamente! Não é necessariamente verdade que o vinho só acompanhe os grandes pratos; é possível harmonizar um número quase infinito de alimentos e preparações.

Quem o diz é Nicolás Boise, escanção do restaurante Mugaritz, numa recomendação feita ao jornal El País sobre a possibilidade de casar fast food e vinho.

Quais os vinhos que permitem esta união? Depende dos ingredientes, evidentemente. Em relação ao cachorro-quente, será escolhido de acordo com o tipo de salsicha, os molhos, a mostarda, e outros ingredientes.

O hot dog clássico (com mostarda e ketchup) é bastante recomendável ser acompanhado por vinhos brancos tipo Gewürztraminer. Se lhe adicionarmos cebola bem frita, então o rosé e os espumantes podem ser uma boa opção.

Vinho e Piza!!

A cerveja não é a única bebida que pode acompanhar uma piza; se vinho é aquilo que pretende, escolha um rosé ou um tinto jovem. Se a piza leva anchovas acompanhe com vinho branco para equilibrar os sabores, e se se trata de churrasco, um tinto encorpado como um Merlot, por exemplo, será uma boa opção.

As sobremesas de chocolate são o mais fácil, já que são boas aliadas de muitíssimos tipos de vinho. A verdade é que, hoje em dia, se efectuam muitas provas de vinho e chocolate, que potenciam os sabores. Recomendável? Vinhos tintos.

Para um prato com muitas especiarias, como o kebab por exemplo, a melhor combinação é com um vinho intenso com bastante paladar. Para os hambúrgueres, os tintos são os preferidos.

As tapas vão bem com brancos, espumantes, tintos…tudo depende dos ingredientes…

Vinho e Fast food; combinação possível?

 TAGS:undefinedOnde está escrito que não se pode combinar pizza ou cachorro-quente com um bom vinho ? Esta é uma das versatilidades do vinho, o poder ser combinado com um número de pratos quase infinito. E isto é dito pelos especialistas como Nicolás Boise, escanção do Restaurante Mugaritz, que afirmou ao jornal El País que o fast food é perfeitamente harmonizável com vinho.

Mas que tipo de harmonizações podemos realmente fazer? Depende, sobretudo, dos ingredientes. No caso do cachorro-quente, depende do tipo de salsicha, dos molhos, do queijo e da mostarda.
Os cachorros-quentes básicos (com mostarda e ketchup apenas) vão bem com vinhos brancos , tipo Gewürztraminer . Se lhe adicionarmos cebola estaladiça, então o lugar é do rosé ou do espumante.

Hoje é dia de pizza e vinho! A cerveja não é a única bebida que pode acompanhar a pizza, o vinho rosé também é uma boa opção, assim como os tintos do ano. Se a pizza tiver anchovas (algo que cada vez se vê menos) podemos escolher um vinho branco para equilibrar o sabor, e se o prato forte for um churrasco, é recomendável um vinho tinto mais encorpado, como um Merlot.

As sobremesas de chocolate acompanham perfeitamente muitos tipos de vinho. Muitos dos batidos servidos em sítios de comida rápida são bastante enjoativos, e se já começou o seu jantar com vinho, pode continuar até à sobremesa.
Na verdade já se efectuam algumas provas de vinho e chocolate, que potenciam ao máximo estes sabores, e os favoritos são os vinhos tintos .
Para pratos fortes com especiarias, como o kebab, a melhor combinação é um vinho intenso. Para os hambúrgueres, também os tintos são os preferidos.

 

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Soalheiro Alvarinho 2016

 

 

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Titular Jaen 2014

Gewürztraminer uma casta aromática

 TAGS:A uva Gewürztraminer é uma variedade peculiar de uva , procedente da Europa Central. Esta cepa é uma variante da denominação de origem traminer (Tramin-Itália) que se realizou na Alemanha;o seu nome vem da junção do vocábulo alemão ?gewürz? que significa ?condimentada? com a palavra ?traminer?. A uva Gewürztraminer é utilizada na elaboração de vinhos brancos que se destacam pelo seu aroma e sabores cítricos.

Esta uva, sem ser 100% de origem alemã foi, no entanto, adotada por eles e como resultado lograram algumas misturas como a cepa Müller-Thurgau, a qual, também foi misturada com a uva Siegerrebe, o que resultou na cepa Ortega.

Hoje em dia, a Gewürztraminer é cultivada em grande parte da Europa, nomeadamente na Alemanha, Áustria, Espanha, Itália, França e Hungria; o seu cultivo também foi logrado com muito êxito na Nova Zelândia e Austrália e, em menor escala, no Chile.

A cepa Gewürztraminer cultiva-se indiscutivelmente melhor em climas frios. É uma uva de tons rosa ou vermelho esbatido e bagos de pele grossa. A vide é muito vigorosa, costuma amadurecer tardiamente e possui um alto teor de açúcar. São uvas fantásticas para a elaboração de vinhos brancos semi-secos, ainda que não se possam deixar de lado os vinhos secos produzidos com Gewürztraminer, já que são extremamente aromáticos.

Apesar de ser uma vide de difícil cultivo, presentemente já podemos encontrar uma grande variedade de vinhos Gewürztraminer. Têm, habitualmente, uma cor dourado escuro que se destaca entre os vinhos brancos. Possuem um sabor exótico, com uma ligeira tendência ao amargo e onde podemos encontrar sabores a pêssego, manga, especiarias e flores. Possui um alto teor de álcool devido à elevada presença de açúcar. É importante remarcar que envelhecem perfeitamente.

Harmonização perfeita

Os vinhos Gewürztraminer harmonizam perfeitamente com a gastronomia do Extremo Oriente (cozinha japonesa e chinesa) e também acompanham bem os queijos de sabor suave, realçando-se o alemão Hirtenkäse (queijo de pastor) e o francês Munster. Em relação às carnes, devemos sublinhar que combinamaravilhosamente com carnes de aves como o pato e o frango (carnes gordas, não). Por último, o peixe: de preferência peixe de água doce, dos quais se destaca o salmão. Porém, se queremos falar de harmonização devemos salientar o facto de que o vinho Gewürztraminer é um vinho para sobremesas, já que o seu sabor e aroma oferecem um equilíbrio perfeito ao mundo da doçaria.

Queres comprar vinhos com Gewürztraminer? Na Uvinum aconselhamos-te 2 deles:

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Enate Gewürztraminer 2011: Somontano, talvez seja o sitio onde melhor se adaptou esta uva e onde também se podem encontrar alguns dos melhores vinhos Gewürztraminer. O Enate é um bom exemplo.

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Gramona Vi de Glass Gewurztraminer 2010: Se Somontano (Huesca) é uma grande zona de vinhos Gewürztraminer em Espanha, o seu alter ego é, sem dúvida, o Penedés. Gramona faz este Vi de Gel, uma simulação dos vinhos doces austríacos. A melhor companhia para uma sobremesa divina ou para uma noite agradável.  

Os aromas das uvas brancas

 TAGS:As clássicas perguntas daqueles que se aproximam ao mundo da degustação são normalmente sobre os aromas do vinho. A que cheira este vinho? A que deveria cheirar? Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau?
Se alguma vez viste em filmes, o sketch clássico em que um conhecedor é capaz de descobrir a colheita, a uva, a zona, a marca e inclusive se nesse ano o guarda da quinta tinha ficado constipado em Outubro, não podes evitar sentir frustração quando ao cheirar um vinho não saibas identificar nada disso. Na verdade, no inicio, o mais normal é que nem sequer saber exatamente a que cheira o vinho que se está a provar.

No meu caso, a transição foi bastante mais natural. Provava um vinho, e se gostava via a etiqueta e procurava memorizar o nome. Mais tarde comecei a reparar também no tipo de uva. Nos vinhos monovarietais, pouco a pouco, fui encontrando coincidências entre um vinho de Chardonnay, por exemplo, e outro da mesma uva. Assim, fui reconhecendo os aromas que emanam de cada uva. Ainda não era capaz de nomear o aroma mas já sabia a diferença entre um Macabeo e um Riesling.

Recomendo sempre começar a degustar com vinhos brancos, porque têm uma maior gama de aromas (floral, frutado, vegetal, mel…) que a existente nos vinhos tintos, e que  além disso podem incluir os aromas do envelhecimento em barril.

Por fim, num curso de degustação, forneceram-me os nomes adequados às impressões que recebia e desta forma comecei a ser considerado provador, ainda que, prefiro pensar que sou apenas um apaixonado por vinhos.

As uvas têm um odor diferente? Sim, tal como o sabor de um tomate coração-de-boi é diferente de um tomate italiano. Porém, se tomas um gaspacho com os dois tipos de tomate misturados será difícil distingui-los. Se estás interessado em aprender a degustar, experimenta começar com vinhos monovarietais, de forma a aprender a reconhecer cada uva separadamente.

Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau? Depende se tu gostas desse aroma ou não. Existem vinhos brancos, fiéis ao aroma genérico da uva, porque a cave responsável quer mostrar essa uva no seu melhor. No entanto existem outras caves (ou os seus enólogos) que produzem vinhos completamente diferentes, nos quais é difícil reconhecer a uva, já que aquilo que pretendem ressaltar é o carácter único e a diferença da sua colheita ou pretendem mostrar que são capazes de conseguir novos aromas da mesma variedade. Tudo é aceitável se aprecias o resultado.

A que deveria cheirar um vinho branco? A saber… Ao longo da história foram marcados padrões relativos aos aromas dos vinhos, aqueles que normalmente estão presentes em cada tipo de uva. Mas não é a mesma coisa uma Gewürztraminer cultivada em La Mancha, e outra cultivada na Áustria. Inclusive na mesma vinha, à medida que as cepas envelhecem ou que os fatores externos mudam (aquecimento global, técnicas novas de prensado, contribuições dos enólogos), os vinhos vão transformando os seus aromas.

Por último, é necessário ter em conta que um vinho de uva verde nunca terá o mesmo cheiro de um vinho de uva passa. Parece lógico, não?

O padrão para uvas brancas é aproximadamente o seguinte:

  • Chardonnay: Maçã verde, limão,toranja, ananás, melão, banana,…

  • Riesling: Maçã verde, cítricos, marmelo, fumados, apimentados, petróleo,…

  • Gewürztraminer: Rosa, gardénia, lichia, manga, pêssego,…

  • Macabeo / Viura: Frutos verdes, maçã, flores brancas, vinho,…

  • Moscatel / Muscat: Existem tantas variedades de moscatel como aromas. Além de tudo, quando se trata de vinhos monovarietais, é habitual usar a uva sobre amadurecida, frutas geladas, mel, pétalas secas de rosa, flor de laranjeira, pêssego em calda,…

  • Sauvignon Blanc: Frutas maduras, fumados, espargo, pimento verde, maracujá,…

  • Alvarinho: Maçã dourada, mel, alperce, florais,…

  • Airén: Banana, ananás, feno, cevada, alfazema,…

  • Malvasía: Fruta branca, limão, pêssego, ameixa,…

  • Palomino: Lima, amêndoas amargas, anises, salinos, balsâmicos,…

  • Verdejo: Frutas brancas, erva verde, manga, melão, funcho,…

Pode ser que um vinho de alguma destas uvas cheire a outra coisa? Evidentemente que sim. Além de mais o nome do aroma deve ser aquele que tu identificas. Em alguns apontamentos de degustação podem mesmo chegar a ler-se aromas como: ?orvalho de uma manhã de Outubro?, ?lençóis acabados de lavar?, ?maçã vermelha cortada ao meio?, ?padaria em produção?. Parecem absurdos mas se os lês atentamente de certeza que te recordarás de algum aroma.

Como sabemos se um vinho que cheira a maçã, é um Chardonnay, Riesling, Macabeo, Alvarinho, ou de outra uva? Pois, porque os aromas não são exclusivos. O mesmo vinho apresenta vários aromas ao mesmo tempo, de forma que devemos tratar de identificar outros aromas, no copo, que nos possam ajudar a decidir. Mais do que um conselho, é uma obrigação para quem gosta de vinho: provar, provar e provar.