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7 restaurantes imprescindíveis no Reino Unido

 TAGS:undefinedPara além do Celler de Can Roca, e do restaurante catalão Lasarte, a que recentemente atribuíram três estrelas Michelin, há outros restaurantes igualmente imprescindíveis pela Europa fora. Por isso, se está a pensar em viajar ao Reino Unido, leve uma lista de restaurantes Michelin. O novo guia de 2017, da Grã-Bretanha e Irlanda já está disponível e traz novas estrelas.

1. The Fat Duck
Este restaurante recuperou a sua terceira estrela e oferece uma fantástica experiência gastronómica. Está situado em Bray, muito perto de Londres. Com esta estrela, o Reino Unido passa a ter quatro restaurantes com três estrelas Michelin: Gordon Ramsay, Alain Ducasse at The Dorchester e Waterside Inn.

2. Raby Hunt
Localizado no Condado de Durham, este restaurante obteve duas estrelas. O seu chef é James Close, e para além da cozinha, o ambiente tem o seu encanto; uma pousada do séc. XIX

3. The Forest Side
Duas estrelas Michelin. Fica em Cumbria, no Norte de Inglaterra e diz-se por aí que há muito que provar.

4Sosban and The Old Butchers
Em Gales,na ilha de Anglesey encontramos este restaurante com também duas estrelas. A sua cozinha baseia-se nos produtos locais.

5. The Ninth
Em Londres há novos restaurantes que já ganharam a sua primeira estrela Michelin este ano. É o caso do The Ninth, um sítio informal, sem toalhas de mesa, onde pode até pedir ao balcão. Excelente adega!

6. Ellory
Aqui poderá provar alguns pratos tradicionais da cozinha inglesa, que, apesar da estrela Michelin e da fama, não é caro.

7. The five fields
No bairro londrino de Chelsea. Este restaurante oferece uma versão mais moderna da cozinha tradicionalmente british.

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Cadão 2012

 

 

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Vidigal Porta 6 2015

5 bares em Birmingham para tomar um bom vinho

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Talvez este não seja o destino mais cobiçado do Reino Unido, mas Birmingham é uma cidade com um considerável número de atracções turísticas, para além de muitos bares de boas cervejas e vinhos. Nos bares de vinhos encontramos uma grande diversidade, de alta qualidade e de várias regiões do mundo. Hoje seleccionamos cinco bares, para que a sua próxima visita a esta cidade tão grande como desconhecida seja inesquecível.

1. Loki Wine. Os amantes do vinho podem juntar pratos e copos neste sítio onde têm à escolha uma ampla selecção mundial de garrafas. No r/c podem comprar vinho, e no primeiro andar bebê-lo num ambiente relaxado e informal.

2. All One Bar. Um bar com grande diversidade de ambientes, onde durante a semana se concentram os trabalhadores dessa zona e nos fins de semana há pessoas de várias faixas etárias. Possui uma carta de vinhos bastante especializada.

3. The Rectory. Um grande bar/restaurante, situado num lugar central rodeado de zonas verdes, e onde pode beber vinho a copo. Interessante decoração.

4. Utopia. Este bar de Birmingham City Centre é recomendável para quem pretende descobrir novos vinhos e diferentes regiões de produção. Os vinhos podem ser combinados com saborosos pratos, ou, se preferir, coisas tão simples como um cachorro-quente.

5. Simpsons. Uma escola de cozinha que organiza visitas às suas adegas. Degustação de pratos e vinhos de alta qualidade.

E já agora; se durante a sua viagem por Inglaterra passar pela capital, não perca os bares onde tomar um bom vinho em Londres.

 

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Beyra Quartz 2011

 

 

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Beyra Reserva 2013

 

 

9 bares em Paris para tomar um bom vinho

 TAGS:undefinedAinda que Portugal sempre tenha sido um paraíso da gastronomia, Paris continua a ter a magia da sua cozinha, do champanhe e os vinhossobretudo os vinhos. Se pretende ir de férias, ou escapar por um fim-de-semana que seja, pegue num mapa da Cidade de Paris e tome nota dos seguintes bares para tomar vinho:

1. L’Écluse Madeleine – Aqui pode saborear saborear vinhos de Bordeaux e outras especialidades regionais. A não perder: sobremesas e queijos, bem regados.

2. L’Écluse Grands Augustins – Saborosas sobremesas e charcutaria excepcional, são as marcas da casa, onde, claro está, abundam os vinhos com Denominação de Origem francesa.

3. Nicolas Bercy – Possuem uma carta de cerca de 15 vinhos diferentes. Pode beber-se a copo ou garrafa, para além das excelentes especialidades tradicionais da cozinha francesa.

4. Vinomania – O seu nome já diz tudo. Bons vinhos de diversas Denominações de Origem e algumas excelentes e raras novidades em copo.

5. Le Comptoir Marguery – Vinhos e champanhes para provar e saborear.

6. Le Tambour – Este pequeno bar apresenta uma cozinha despretensiosa acompanhada de vinhos locais. Pode pedir pratos até às 3h da madrugada.

7. Avant Comptoir – Normalmente, a decoração de bares e restaurantes parisienses é feita com esmero, o Avant Comptoir não é uma excepção. Possui uma variada carta de vinhos e pratos.

8. Aux Bons Crus – Pequeno bar acolhedor com serviço de vinhos e pratos da região. É o proprietário quem habitualmente, selecciona os vinhos.

9. O Chateau – Bar bem conhecido, com abundante diversidade de vinho, queijos, bons pratos e excelente ambiente. É frequentado por parisienses e turistas.

E, se ainda não é desta vez que pode ir até Paris, pode sempre tomar um copo de vinho francês. Tchin-tchin!

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Domaine Remoriquet 2014

 

 

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Château Villars 2010

 

 

5 propostas para gourmets em férias

 TAGS:undefinedO turismo gastronómico encontra-se em subida e sobretudo graças à quantidade de pessoas que procuram saber mais sobre a gastronomia de cada lugar. Os profissionais com mais anos no sector convivem com os mais novos, que necessitam dar a conhecer os seus descobrimentos culinários. A oferta é ampla e variada. Se vai de férias e a gastronomia é uma das suas paixões, este artigo interessa-lhe.

1. Galiza
O norte de Espanha é uma verdadeira delícia para os sentidos. O peixe e o marisco são os protagonistas de vários restaurantes e bares com estrelas Michelin.
Uma destas opções é o restaurante Fogón Retiro da Costiña, com uma estrela Michelin e uma sala-adega onde se serve cozinha galega reinventada e regada com importantes vinhos da região. Nas Rías Baixas, encontrará centenas de adegas convidativas numa zona conhecida pelos seus excelentes vinhos e mariscos. Mais para o interior, na Região com Denominação de Origem Ribeira Sacra, há já uma série de adegas modernizadas e abertas ao público, como a Bodega Regina Viarum, em Doade, Lugo.

2. País Basco
A boa mesa é uma das características do País Vasco. Qualquer tasca onde se entre para provar os famosos pintxos, já sejam quentes ou frios, é uma boa forma de provar novos sabores. No centro histórico de Bilbau, muito recomendável, pode escolher entre tascas, restaurantes novos, carne ou peixe, mas há algo que deve provar: o molho Idiazábal (um queijo basco que já é património gastronómico europeu). O centro histórico de San Sebastian é também uma opção repleta de restaurantes e bares de pintxos.

3. México
Referir o México em relação à sua gastronomia implica uma extensa variedade de produtos. Entre as diversas rotas gastronómicas pelas que pode optar, destaca-se a de Yucatán, onde a cultura Maia embebe os restaurantes, casas e mercados improvisados de refeições.
A cozinha tradicional desta zona constitui-se de: milho, sementes de abóbora, orégão e coentros, cebola roxa, laranja amarga, chiles vários e lima. Alguns dos pratos típicos que aqui se podem saborear, são: o Chilmole, feito com chiles secos, pimentas brancas e pretas que se adicionam a umas tortitas duras de milho; o Poc Chuc, um prato de carne de porco assada com cebola picada e marinada em água morna e sal; a Cochinita pibil, também com carne de porco, esta marinada em achiote, sumo de laranja amarga, alho, sal e pimenta. A carne é envolvida em folhas de bananeira e cozinhada sob a terra.
4. Úmbria
Os mais exigentes podem visitar Itália e procurar as melhores receitas. Esta é uma cozinha de que todos gostam, e as suas diferentes regiões proporcionam uma enorme variedade culinária. Úmbria situa-se no interior do país, a sua produção de carne de porco dá origem a deliciosos enchidos e presuntos. Também se destacam os queijos de ovelha e cabra, sejam frescos ou secos.
Os pratos podem ser combinados com trufas (a famosa trufa negra) saboreadas também em algumas das massas que preparam. O seu azeite possui Denominação de Origem Protegida. Em relação à produção vinícola, entre brancos e tintos, destacam-se os vinhos de Sagrantino di Montefalco.

5. Paris
Resumir a cozinha parisiense a apenas umas linhas não é tarefa fácil e já muitos o fizeram… Para aqueles que gostam de comer e também de cozinhar, podem provar, e depois elaborar, um Croque Monsieur, crepes franceses ou mesmo caracóis.

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Nostalgia Alvarinho Branco 2013

 

 

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Quinta da Romaneira 2009

 

 

7 bares em Londres para tomar um bom vinho

 TAGS:undefinedLondres é uma das cidades com maior número de culturas, talvez por isso também possua uma enorme variedade de bares e restaurantes. Para além da cerveja e do whisky, nesta cidade bebe-se bom vinho, sobretudo graças aos produtores de vários países que tornam possível saborear as suas obras em lugares de ócio. Se pensa visitar Londres ou vive na cidade, siga as nossas recomendações:

1. Vinoteca – Bastante popular, aqui encontram-se vinhos franceses, italianos, espanhóis e portugueses. Realizam-se provas e outros eventos.
2. Cork & Bottle – Está localizado numa zona de grande movimento e rodeado por teatros. Por essa razão, é habitual encher-se de turistas e tomar um vinho antes ou depois das peças de teatro. Boa selecção de vinhos e comida.
3. Fortnums 1707 – Em Picadilly. Possuem uma excelente selecção de vinhos a bons preços e uma loja onde os pode adquirir. Fecham bastante tarde, o que significa que à noite, pode beber vinho quando lhe apetecer.
4. Troubadour Wines – Bar, restaurante e loja de vinhos da Argentina, França e Itália, entre outros países.
5. Willy’s Wine Bar Se pretende fish&chip de qualidade, este é o sítio onde deve ir. Há bons vinhos na sua carta, tanto brancos como tintos. Algo a que os britânicos estão a aderir cada vez mais.
6. Bar Pepito– Um dos bares espanhóis que ganhou fama em Londres. A raiz é andaluza, pelo que se pode deduzir o seu ponto forte: as tapas. Para beber? Xerez e vinhos de outras comunidades espanholas.
7. Sager + Wilde – É o lugar indicado para um bom petisco acompanhado de bons vinhos. Enchidos, queijos, pão e variedade de vinhos.

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Miraval Rosé 2015: um vinho rosé da DO Côtes De Provence com uvas de syrah, rolle, garnacha, grenache e cinsault de 2015, 

 

 

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Habla Rita 2015: é um Côtes De Provence das adegas Bodegas Habla – Bodegas y Viñedos de Trujillo com uvas de garnacha negra, syrah e garnacha de 2015.

 

 

5 destinos enoturísticos a não perder II

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No nosso primeiro artigo sobre os melhores destinos enoturisticos, recomendámos alguns dos lugares onde o vinho é um centro de atenção cultural. Hoje, trazemos mais cinco destinos onde pode saborear a pérola dos líquidos.

1. País Vasco, Espanha

Uma das regiões onde a gastronomia tem que se lhe diga. Igualmente, os seus vinhos, e portanto, a sua localização junto às vinhas de Rioja e Navarra.
Nas suas cidades, ao longo da costa, podemos desfrutar os restaurantes com estrelas Michelín, as suas sidrerías e caseríos, onde a boa mesa é fundamental, ainda que não sejam parte de nenhum Guia conhecido.
Em San Sebastián, é recomendável visitar a Lukas Gourmet Benta-Berri, uma peculiar loja de vinhos com bar e restaurante.

2. Franschhoek, África do Sul

Os vinhos da África do Sul estão a ganhar uma grande aceitação a nível internacional. Em Franschhoek, encontram-se muitas adegas e ladeiras repletas de vinha, que desce ao encontro do rio. Existem muitos sítios para tomar um bom vinho, um deles, o Hotel Le Quartier Français, que, para além de excelentes vinhos, serve um menu com 8 pratos de inspiração africana, criados pela Chef Margot Janse.

3. Alentejo, Portugal

Esta é uma das regiões de um país onde a a gastronomia é um pilar importante da cultura.O Alentejo possui milhares de vinhas e uma gastronomia variada com base no peixe, na carne e nas verduras. A Tasquinha do Oliveira, em Évora, serve bons vinhos e acompanhamentos e o restaurante da Herdade do Esporão é uma verdadeira experiência para conhecer a adega, a esplanada, e provar vinhos de elevada classificação.

4. Burgenland, Áustria

À distância de uma hora de carro de Viena, Burgenland possui uma natureza impressionante, para além dos seus lagos, é um paraíso para os amantes de vinho. As visitas às adegas fazem parte da rota do seu enoturismo, para além dos restaurantes Gut Purbach, Mooslechner Bürgerhaus, na bela cidade de Rust, o Reiter Supreme Hotel, situado no extremo Sul de Burgenland.

5. Ashland, Estados Unidos

A história do vinho de Oregon já não começa e acaba em Willamette Valley Pinot noir. A região vinícola de Ashland alberga muitas das 120 adegas situadas em torno da cidade, que é sobretudo conhecida pelo seu festival anual – Oregon Shakespeare.

 

 TAGS:Abadía Retuerta Selección Especial 2011Abadía Retuerta Selección Especial 2011

Abadía Retuerta Selección Especial 2011: um vinhos tinto com D.O. VT Castilla y León vinificado com syrah e tempranillo de 2011 e com um grau alcoólico de 14º.

 

 

 TAGS:José Pariente Verdejo 2015José Pariente Verdejo 2015

José Pariente Verdejo 2015:  um vinhos branco com D.O. Rueda está elaborado com verdejo de 2015 e 13.5º de grau alcoólico.

 

 

5 destinos enoturísticos a não perder (I/II)

 TAGS:undefinedO enoturismo é sempre importante para um amante do vinho. Este é o nosso primeiro artigo sobre 10 lugares inesquecíveis.

1. Las Vegas

Em Las Vegas, onde se pode encontrar de tudo, também é possível descobrir alguns recantos onde saborear um bom vinho. Ainda que sem vinhas à vista, pode participar em provas que reúnem surpresas, vinhos novos, luxuosos ou atrevidos. Um dos bares recomendados é o Cosmopolitan Hotel, especializado em vinho italiano de gama alta.

2. Bordeaux

Esta região francesa não é nenhum segredo, pelo contrário é bem conhecida pelos seus vinhos. Para além das vinhas, que formam belas paisagens, em Bordeaux poderá visitar algumas das adegas mais antigas do mundo. Recomendamos a escolha de um dos seus restaurantes com estrelas Michelin, como o de Joël Robuchon, La Grande Maison Hotel ou o do famoso Gordon Ramsay no Grand Hôtel de Burdeos, Le Pressoir d’Argent.

3. Margaret River

A região vinícola de Margaret River localiza-se na ponta oeste da Austrália. Tradicionalmente vinícola, este território não apenas surpreende pela qualidade dos seus vinhos, mas também pelas suas praias de água cristalina. O Rio Margaret já se associa às castas Cabernet sauvignon e Chardonnay, assim como Sauvignon blanc, Malbec e Chenin Blanc.

4. Alto Adige

Fica nos Alpes italianos, entre a Áustria e a Suíça e é considerada a região vitivinícola mais a Norte na Itália. A sua paisagem é, por si só, uma boa razão para a visitar, mas pode somar-lhe também a cozinha de montanha regada por vinhos excepcionais.

5. Paso Robles

Esta zona norte americana, entre San Francisco e Los Angeles, possui uma boa cerveja artesanal e oferece actividades relacionadas com o vinho, belas paisagens onde pode passear ou se preferir algo mais movimentado, andar de caiaque no Lago de Santa Margarita.

 

 TAGS:Château Lynch-Moussas 2010Château Lynch-Moussas 2010

Château Lynch-Moussas 2010: Vinho tinto com Denominação de Origem Pauillac, das adegas Château Lynch Moussas. Castas: Merlot e Cabernet sauvignon de 2010. 

 

 

 TAGS:Château Faugères 2009Château Faugères 2009

Château Faugères 2009: Vinho tinto com Denominação de Origem Saint-Émilion Grand Cru, das adegas Château Cap de Faugères. Catas: Merlot e Cabernet sauvignon de 2009. 

 

Terras de Vinho – As ilhas dos Açores e da Madeira

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O Vinho da Madeira, também conhecido como generoso madeirense, ou Vinho de Torna-Viagem é produzido na Ilha da Madeira há mais de 500 anos.

Os barcos que saíam da ilha carregados de vinho, considerado de 3ª categoria, tornaram possível descobrir as poderosas consequências da fermentação. O vinho, guardado nos porões dos veleiros durante mais de um ano, transformava-se num magnífico néctar à chegada da viagem devido ao calor acumulado sobretudo nas travessias da Região Tropical.

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Porém, o renome dos vinhos insulares não se estendeu a todas as ilhas do mesmo modo. Os vinhos dos AçoresVinho Passado (com Malvasia) e Vinho Seco – produzidos na Ilha do Pico, sofriam um processo de vinificação semelhante ao Madeira; a fermentação interrompida pela adição da aguardente, tal como no Vinho do Porto. No entanto, os vinhos dos Açores eram considerados de menor qualidade que o Madeira.

Provavelmente devido à falta de registos, consta que a vitivinicultura açoriana se limitava às ilhas Pico e Graciosa, hoje sabemos que todas as ilhas, em maior ou menor escala, se dedicaram à plantação da vinha. O facto é que as ilhas eram pedregosas, devido às erupções vulcânicas e as condições climatéricas difíceis, o que significa que os Açores foram alvo de um intenso trabalho de implantação de vinhedo.

Em meados do século XXI as ilhas sofreram um feroz ataque de oídio que obrigou à substituição de castas. A casta Isabela e algumas castas americanas tomaram o lugar da Verdelho.

A recuperação do vinho branco foi conseguida pouco a pouco, um dos exemplos da história vinícola açoriana é a Adega Cooperativa da Graciosa.

Nos Açores multiplicou-se a produção de aguardente; desde a aguardente de melaço da Ilha de S. Jorge, à aguardente escura da Ilha Terceira e às aguardentes de figo vermelho, de nêspera, de pêssego e de funcho da Ilha do Pico.

Na Madeira, a aguardente de canao Rum da Madeirabranca e envelhecida ganhou lugar, o Engenho do Porto da Cruz é núcleo museológico, próximo à Casa do Rum, onde se podem provar alguns reservas excepcionais.

O Madeira, um vinho licoroso, fortificado e com um grau alcoólico entre os 17º e os 22º é envelhecido em barris de carvalho sob um processo lento, óxidativo e concentrado, a partir de cinco castas de uva tradicionalmente utilizadas:

Malvasia – Foi uma das primeiras castas a chegar à ilha da Madeira e dos Açores na primeira metade do séc XV. Produz um vinho doce, com aroma e paladar similares, a frutos secos e toques de mel, que harmoniza com queijos e chocolate.

  • Verdelho – Produz um vinho meio-seco, fresco, com sabores de ananás muito maduro e nariz tropical. Acompanha bem uma sopa leve ou queijos ligeiros. Casta utilizada tanto nos Açores como na Madeira.
  • Cercial – O produto é um vinho seco, com aromas cítricos e de caramelo. Apropriado como aperitivo e combinado com frutos secos e azeitonas. Casta utilizada tanto nos Açores como na Madeira.
  • Boal – Produz um vinho meio-doce, com aromas de mel e paladar a caramelo. Acompanha bem com fruta, queijos e sobremesas. Casta de grande qualidade nos Açores e também produzida na Madeira.
  • Tinta Negra – É o resultado do cruzamento das vinhas Pinot Noir e Grenache. Produz as 4 variedades anteriormente descritas.

Quando a fermentação passou a terra firme, desenvolveram-se 2 tipos de técnica: a do vinho canteiro, fermentado em pipas, nas partes mais altas e quentes dos armazéns nos primeiros anos, que vai descendo nos andares à medida que envelhece (pode ser bebido ao 4º ano); e a do vinho estufado, aquecido em tanques durante 3 meses a 55º e que pode ser bebido a partir de 3 anos. Nos Açores do século IXX, o vinho de estufa era uma bebida forte de sabor e cor semelhante ao Xerez.

Os grandes tipos de Madeira dividem-se em: Blend, vinhos com várias idades (idade média de 10 anos) e da mesma casta; os Colheitas– são vinhos associados com uma só safra e uma só casta, que podem ser bebidos a partir de 4 anos mínimo; Vintage (frasqueira) que envelhece no mínimo 20 anos e depois passa uma prova que o autoriza, ou não, a ser engarrafado. São vinhos longevos, de grande acidez e frescura (existem vintages de 1795 em perfeito estado).

A nossa sugestão de compra na Uvinum é um vinho generoso, de uma das empresas produtoras mais antigas da ilha e também das poucas que possui vinhedo próprio – Freguesia da Quinta Grande.

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Henriques & Henriques Sercial 10 Years 50cl

 

 

Top 10 regiões vinícolas

 TAGS:A revista digital inglesa Askmen publicou um ranking das 10 melhores regiões vinícolas , nas quais se inclui a Ribera del Duero, situada na 8ª posição. Pela sua tradição no cultivo da vide, por ser berço de um dos vinhos mais caros e prestigiados do mundo (Vega Sicilia) e pelo seu esmero no cultivo da casta autóctone Tempranillo (Tinta Roriz) que combinada, em alguns casos, com uma Cabernet Sauvignon, fica ao nível da de Bordeaux, oferece um néctar simplesmente delicioso.

Neste Top 10 também dizem que o vinho tinto Rioja já não é o único embaixador de Espanha. Em Ribera del Duero já existem adegas com capacidade para manter um estilo e uma qualidade constante ao longo do tempo, como o confirmam vinhos como Pesquera e Pago de Carraovejas. Aqui fica a lista completa das Top 10 regiões vinícolas para visitar:

  1. Borgonha: Pela perfeição na elaboração tanto de vinhos tintos com Pinot Noir, como os brancos Chardonnay. Pela sua tradiçao, pelas suas paisagens únicas e pelas vinhas tão famosas como as de Domaine Romanée-Conti, Vosne-Romanée e Chassagne-Montrachet, que produzem vinhos capazes de envelhecer durante muito, muito tempo. Esta revista inglesa considera-os a melhor região vinícola do mundo.

  2. Champagne: O berço dos espumantes mais famosos do mundo. Tradição e inovação, mescla de pequenos produtores que mimam os seus produtos com grandes marcas de renome mundial. A vida, dizem, seria um pouco menos especial sem champanhe.

  3. Toscana: Uma região de grande beleza que produz uma variedade inigualável de vinhos de qualidade: Chianti, Brunello, Carmignano. Uma região que respira vinho.

  4. Bordeaux: A surpresa desta classificação. A região mais nomeada hoje em dia, não tem a tradição ou peculiaridade das outras regiões, ainda que aqui se produzam os vinhos mais famosos do último século, ou os Sauternes mais especiais. Além de que, a sobre exploração do nome Bordeaux faz com que existam muitas grandes adegas, mas também muitas outras medíocres.

  5. Mosel: Esta região alemã foi a região mais importante antes do ?domínio? de Bordeaux. A sua capacidade para produzir verdadeiras obras de arte com a uva Riesling, continua a causar admiração pela complexidade que os seus vinhos podem chegar a alcançar.

  6. Napa Valley: A primeira região dos Estados Unidos a chamar a atenção, o seu êxito deve-se ao microclima mediterrânico e também à determinação dos proprietários das adegas, que superaram obstáculos históricos como o da ?Lei Seca? ou o de grande trabalho e dedicação sobre solos limitados.

  7. Piamonte: A outra grande região italiana, perto dos Alpes, onde a uva Nebbiolo e a Moscato Bianco são quase uma religião. Aqui são produzidos os impressionantes Barolos e os Barbarescos, juntamente com os Moscato d’Asti e os Asti Spumante.

  8. Ribera del Duero: Já mencionada no inicio do artigo. Reúne vinhos como o Pingus, assim como as zonas vizinhas Rueda e Cigales, parte de um todo único espetacular.

  9. Barossa Valley: Ainda que a Austrália seja enorme e injustamente desconhecida, há já anos que os vinhos desta região se passeiam pelo mundo a receber elogios. São vinhos concentrados, com muitíssimo sabor e potência, onde a Shiraz alcança a sua máxima expressão.

  10. Central Coast: Na Califórnia e no Ródano. Na verdade são 2 zonas as que ocupam este 10º lugar, ambas pelo mesmo motivo, a sua estima pelos valores do Meio Ambiente e a sua iniciativa em desenvolver o território do biológico e ecológico.

Pensas que já conheces tudo sobre a Ribera del Duero? Na Uvinum fazemos-te 2 propostas diferentes de que vais gostar:

 TAGS:La Planta 2009La Planta 2009

La Planta 2009: Da Adega Arzuaga Navarro, La Planta 2009 é um vinho com intensidade de aromas excecional. Altamente recomendável e mais ainda, tendo em conta que o preço não chega a 10?.

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Cuestaroa Crianza 2009: Uma boa guarda, que combina perfeitamente os toques de madeira de carvalho sem perder os sabores frutados. Potente, carnoso, elegante. Provaste-o?

Vinhos da África do Sul

 TAGS:A primeira elaboração de vinho foi realizada em Fevereiro de 1659 na África do Sul. No inicio não foi fácil, já que os colonos holandeses praticamente não tinham conhecimentos sobre o cultivo da uva e a produção do vinho. A salvação do vinho do Norte deu-se entre 1680 e 1690, quando, à Cidade do Cabo, chegou um grupo de refugiados franceses, os huguenotes, que levavam consigo a tradição vitivinícola francesa e a adaptaram às condições da região. Os primeiros obstáculos que tiveram de ultrapassar foram a grande variedade de climas e solos da Cidade do Cabo, aliados à falta de mercados para exportar o vinho. Este último ponto solucionou-se por si mesmo. Na primeira metade do séc. XX, a ocupação inglesa abriu o mercado mais importante à África do Sul: o inglês.

Sucederam-se numerosas alterações climáticas, económicas e políticas, incluindo a filoxera, porém ao longo deste século, a indústria do vinho da África do Sul foi-se consolidando, melhorando a qualidade dos seus produtos e produzindo alguns dos mais famosos vinhos do mundo.

Variedades de vinhos sul-africanos

Na África do Sul encontram-se as variedades de uva mais comuns do mundo, Chardonnay, Gewürztraminer, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Semillón, Ugni Blanc, Cabernet Franc,Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Shiraz e inclusive outras variedades não tão comuns na mesma região.

As variedades mais fora do comum:

Branca:

  • Cape Riesling, uma das maiores variedades da África do Sul, identificada como o Crouchen Blanc francês.
  • Chenel, cruzamento local entre Chenin Blanc e Ugni Blanc.
  • Chenin Blanc, também conhecida como Steen, produz vinhos frescos, frutados, fáceis de beber.
  • Clairette Blanche, uma das variedades sul-africanas preferidas, oferece vinhos de baixo teor alcoólico e baixo nível de acidez. Ainda que não se use  para elaborar vinhos monovarietais, é um constituinte fundamental de muitos vinhos.
  • Há ainda a  Bukettraube, procedente da Alemanha, Colombard, Emerald Riesling, Muscat de Alexandria, a que chamam Hanepoot. Muscadel, Palomino, Rhine e Riesling.

Tintas:

  • Cinsaut, uma variedade versátil, antes conhecida como Hermitage, mas cuja área de cultivo diminui dia-a-dia.
  • Pinotage, cruzamento local entre Pinot Noir e Cinsaut (Hermitage), que produz vinhos encorpados e frutados. Necessita 2 ou 3 anos para alcançar a sua plenitude.
  • Souzão, variedade originariamente procedente de Portugal que produz vinhos de excelente intensidade de cor.

Outras variedades tintas: Gamay Noir, Muscadel Red, tinta Barocca, Zinfandel.