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As irregularidades do vinho II

 TAGS:undefinedExistem muitos factores responsáveis pelo mau estado de uma garrafa de vinho. Já aqui vimos algumas das possíveis irregularidades que o vinho pode sofrer, hoje adicionamos mais algumas.

Anidrido sulforoso. Alguns dos processos de elaboração do vinho utilizam o enxofre, que, como consequência pode provocar sabor demasiado acentuado, assim como um cheiro desagradável, como de algo que apodrece. Quando notado este cheiro, a loja, restaurante ou bar onde a garrafa foi pedida deve ser alertado.

Cheiro a podridão. O cheiro a vinagre, num vinho, não é normal, do mesmo modo que também não o é o cheiro de fruta podre. Habitualmente, esta irregularidade sucede quando o vinho oxidou e fermentou na garrafa.

Cor castanha. O vinho tinto deve ostentar uma cor brilhante ou escura, mas nunca castanha. É possível que este tom derive da oxidação ou de uma exposição a luz natural ou artificial em demasia.

Vinho opaco. Quando o vinho não apresenta brilho e parece ter uma cor indefinida pode dever-se à sua degradação, e, tal como acontece na sua oxidação, perde as qualidades iniciais repercutindo no seu sabor.

A origem. Algumas irregularidades do vinho podem ser resultado da matéria prima, erros ocorridos durante o seu processo de elaboração ou contaminação posterior.

Recomendações:

 TAGS:Juan Gil 12 Meses 2013Juan Gil 12 Meses 2013

Juan Gil 12 Meses 2013: Vinho tinto com Denominação de Origem de Jumilla, elaborado com a casta Monastrell da colheita de 2013. 15º de graduação alcoólica

 

 

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Borsao Tres Picos 2013: Vinho tinto com Denominação de Origem de Campo De Borja, das adegas Borsao, elaborado com as castas Grenache noir e Grenache de 2013. 

 

As irregularidades do vinho

 TAGS:undefinedAinda que os processos de elaboração do vinho tenham mudado muito ao longo do tempo, hoje em dia continua a ser possível encontrar as irregularidades que pode apresentar o vinho que consumimos. Seja por oxidação, odor marcado ou gosto estranho, nem sempre é fácil identificar os erros mais habitualmente encontrados no vinho.

Alguns deles, são:

Sabor avinagrado. É provável que alguma vez tenhas notado no vinho um sabor semelhante ao do vinagre. Neste caso, é costume dizer que “está picado” e pode ser devido a um processo de maturação mal realizado, entre outras possibilidades. Quando este sabor ou cheiro se detectar num vinho num restaurante, é importante que se transmita aos responsáveis de modo a que possam comprovar quantas garrafas se encontram nestas condições.

Sedimentos no vinho. Talvez nos pareça um defeito do vinho, no entanto, o depósito numa garrafa é algo inofensivo e o desfecho natural do processo de vinificação. Também é verdade que alguns sedimentos podem ter um sabor mais amargo, juntamente com a cor devemos aprender a diferenciar se o vinho perdeu qualidades ou apenas possui sedimentos.

Anidrido carbónico. Quando os vinhos apresentar um cheiro gasoso. Pode ser devido a um processo de fermentação que se iniciou no interior da garrafa.

A rolha. Por vezes, pode parecer que o vinho desprende um cheiro a rolha. Não é real, porque a cortiça não cheira e normalmente deve-se ao cheiro de mofo criado por bactérias que se fixaram na rolha. É bastante complicado isolar este cheiro e realmente pode afectar o vinho totalmente. Como informação adicional, consta que uma, em cada 15 garrafas de vinho, pode apresentar cheiro a mofo o que deixa concluir que o problema é mais habitual do que o que possa pensar.

Oxidação. Quando um vinho esteve demasiado tempo em contacto com o ar, oxida e portanto modifica-se o seu sabor e a sua cor de modo irreversível.

Recomendações sem irregularidades : )

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Macán Clásico 2011: Vinho tinto com Denominação de Origem de Rioja com Tempranillo de 2011.

 

 

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Macán 2011: Vinho tinto com Denominação de Origem de Rioja com Tempranillo de 2011 e graduação alcoólica de 14º

 

Elaboração de vinhos rosé

 TAGS:Falamos anteriormente sobre a origem do vinho rosé e de como evoluiu em relação à sua produção e consumo até aos dias de hoje. Explicamos também a diferença entre um vinho clarete (também chamado palhete) e um vinho rosé. Desta vez vamos deixar aqui descrito, de forma sintetizada, o processo de elaboração deste tipo de vinhos.

Qualquer vinho com pretensão a ser rosé, deverá ser um pouco ácido, possuir aromas frutados e um pouco de açúcar residual que pode ser, ou não, percetível ao paladar. No entanto não existe uma única receita, mas sim pelo menos 3 métodos diferentes para a sua obtenção.

No primeiro, a elaboração é semelhante à do vinho branco: uma vez colhidas as uvas são prensadas e o seu sumo é fermentado. Devido a que o pigmento colorante do vinho (antocianina) se encontra na pele da uva, este líquido praticamente não tem cor. Um segundo método consistiria em seguir os passos da vinificação dos vinhos tintos, ou seja, a fruta colhida é colocada em barris ou cubas de aço inox para macerar entre 1 e 3 dias, com o objetivo de extrair a cor e as substâncias químicas que se irão converter em aromas e sabores. Neste caso, geralmente, o vinho adquire tonalidades que vão do rosa ao salmão e ao laranja forte.

Por último o método Saignée, resultado da maceração das uvas previamente abertas, num período entre 12 e 24h e que apresenta tonalidades que vão desde o morango até à de um tinto claro. Em todos os casos, é o sumo, com a ausência de peles e sementes, que se fermenta através de microrganismos denominados ?leveduras?, que consomem o açúcar presente no líquido e libertam, como resíduos, álcool e gás carbónico.

Neste processo também permanecem resíduos de açúcar sem fermentar, o que confere equilíbrio à acidez natural da bebida. Em alguns casos este ponto doce é claramente percetível e mesmo procurado.

À mesa, por exemplo, estas versões mais adocicadas são a companhia ideal dos pratos marroquinos como o cuscuz royal ou as receitas picantes indianas. Por outro lado, os mais secos harmonizam bem com pratos asiáticos como o suchi, vegetais cozidos e inclusive saladas de folhas verdes. Em resumo, o rosé é uma bebida ideal para um menu em época de praia (é recomendável consumir jovem) e pode também formar parte, juntamente com os espumantes e os vinhos brancos, do brinde do fim de ano.