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Sobre a casta Trincadeira

 TAGS:Conhecida no Douro por Tinta Amarela e no Alentejo por Trincadeira, a casta tinta a que hoje nos dedicamos prefere climas secos e quentes e é sensível (há quem lhe chame caprichosa) a doenças e humidade, embora se adapte bem aos solos pobres.

Os vinhos produzidos com esta uva possuem uma elevada acidez natural, são habitualmente favoráveis ao envelhecimento em madeira, encorpados, aromáticos com cariz frutado, de compotas e especiarias e taninos delicados e abundantes.

Quando jovens, estes vinhos apresentam uma cor intensa, notas de frutos como a ameixa e odor herbáceo (há quem associe este último a uma maturação incompleta). São ainda, vinhos com sensibilidade mediana à oxidação, de elevado grau alcoólico no mosto e grande potencial, sempre que as condições edafo-climáticas obedeçam às suas necessidades.

Embora a Trincadeira seja parceira indiscutível da casta Aragonês, no Alentejo e da Touriga Nacional, no Douro e apesar de ainda existir quem torça o nariz aos monocastas, a verdade é que a Trincadeira, sem estar associada, é uma verdadeira pérola tradicional portuguesa produzida desde Évora a Setúbal no Sul e nos socalcos do Douro, no Norte.

As nossas recomendações de hoje destinam-se a estabelecer a diferença entre Trincadeira associada e monovarietal da mesma. Prove, estabeleça as diferenças e ignore as opiniões dos ?peritos? porque o gosto, não se discute, expõe-se : )

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Altas Quintas Reserva 2005: Um reserva de Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet com notas de chocolate negro, baunilha, em corpo firme.

 

 

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Casa Cadaval Trincadeira 2008: 100% Trincadeira, de vinhas velhas. Sabor macio e excelente estrutura.

 

Aragonêz, a tinta da Península

 TAGS:Tinta roriz, Aragonêz, Tinta del país, Ull de llebre, Tinto fino ou Tempranillo, são alguns dos diferentes nomes desta casta que nasceu em Espanha, e galgou terreno em Portugal até ser parte indispensável de algumas Denominações de Origem. Para o vinho do Porto, os taninos suaves da tinta roriz, assim chamada no Douro, são fundamentais.

Dizem os enólogos portugueses que é uma casta difícil de trabalhar. A uva, é tinta, muito aromática, escura, de pele grossa e os grandes cachos têm bago em forma de olho de lebre, tal como lhe chamam na Catalunha. Amadurece rapidamente e daí lhe vem o nome espanhol, Tempranillo (de temprano, cedo). Adapta-se bem aos solos de diferentes zonas, ainda que os prefira profundos e bem drenados.

É rainha no Douro e Ribera del Duero, no Dão e na Rioja,. O seu mosto é equilibrado, ainda que por vezes com baixa acidez em território português, e por essa razão agradece o corte com castas como a touriga franca, a touriga nacional, a trincadeira ou a Cabernet Sauvignon.

 Os vinhos elaborados com a tinta roriz, ou aragonês no Alentejo, são vinhos encorpados, bem estruturados, com elevado teor alcoólico e boa capacidade de guarda, já que desenvolvem uma grande complexidade com a idade. Em boca é macio e aveludado e os sabores do estágio variam entre, as especiarias do barril de carvalho francês e a baunilha do barril de carvalho americano.

Harmonizam com churrascos generosos, feijoada, carnes vermelhas assadas no geral e arroz de pato com chouriço picante.

Dada a diversidade de variedades da mesma casta na Península Ibérica, hoje queremos deixar mais do que uma sugestão de compra na Uvinum. Um Dão 2008, de tinta roriz com touriga nacional. A representar o Sul, um Monte Velho 2011, com Aragonês, Trincadeira e Castelão francês. E desde Espanha, com amor, Marqués de Riscal Reserva 2006 e um Pingus 2009.

Salut!

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Quinta de Roriz Vintage 2000

 

 

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Mibal Joven 2010

O Douro dos vinhos

 TAGS:Tão antiga como rica em micro-climas e variedade de castas, a Região Demarcada do Douro assenta mormente em terras de xisto, um território de beleza impressionante, socalcos seculares que acompanham o percurso do Rio Douro.

Para além de constituir Património Mundial e ser o berço do Vinho do Porto, esta região é também produtora de excelentes vinhos de mesa brancos e tintos, espumantes e moscatel.

Entre as castas autorizadas na elaboração dos vinhos do Douro, as mais utilizadas são a Touriga Franca, a Touriga Nacional (o ?Cabernet português?), a Tinta Barroca, a Tinto Cão e a Tinta Roriz. A maioria dos vinhos é elaborada com várias castas, apesar de também existirem alguns monovarietais, normalmente de touriga nacional, touriga franca e tinta roriz.

A utilização do lagar, com pisa manual ou mecânica, faz parte do método tradicional de vinificação do Douro, porém, alguns produtores, uniram a este um outro método mais recente – as cubas de inox com temperatura controlada durante os processos de fermentação. Se a vantagem do primeiro método reside na capacidade de extração dos taninos, o segundo permite produzir vinhos com aromas bem preservados. O aproveitamento simultâneo dos dois métodos traduz-se em vinhos mais complexos, muito estruturados e densos.

Com mais de 250 anos de existência, a Real Companhia Velha possui um arquivo de documentação histórica (na sua sede em Vila Nova de Gaia), que une os vinhos do Douro a personagens como Pombal, Napoleão e Catarina da Rússia. Esta empresa produz, comercializa vinho do Porto e é proprietária de 535 Hectares de vinha, distribuída por sete quintas também produtoras de vinhos de mesa, como a Quinta das Carvalhas, uma das maiores e mais antigas da região do Douro, ou a Quinta de Cidró, em S. João da Pesqueira.

É desta última quinta que vem a nossa sugestão de compra na Uvinum, um Evel 2010 da Real Companhia Velha, elaborado com uma mescla de castas de tinta, fermentado pelo método das cubas de inox, anteriormente referido e com estágio em balseiros de carvalho francês. Um vinho jovem, com notas de frutos vermelhos bem maduros e redondo em boca.

Bom proveito!