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O a,b,c, da degustação de vinho

 TAGS:Já aqui se falou muito sobre o modo correto de degustar um bom vinho, somos conscientes de que se trata de um tema muito extenso, com muitas opiniões e que entra profundamente naquilo que é relativo e circunstancial.

Um bom vinho, é um bom vinho seja onde for e não é preciso ser um grande enólogo ou um perito sumiller para chegar a detetar isso. Também não pretendemos oferecer conclusões exatas, mas sim podemos atingir um elevado grau de conhecimentos sobre vinho se conhecemos detalhes importantes, tal como nos diz o título do artigo ? O a,b,c da degustação.

Para começar por ter uma ideia clara sobre um bom vinho devemos conhecer, pelo menos, as três fases importantes da degustação de um vinho: aparência ou forma, aroma e sabor, ou tal como se diz no mundo do vinho: vista, nariz e boca. Os três sentidos fundamentais à perceção da qualidade de um vinho.

  • Aparência ou forma: Onde a vista é a nossa melhor aliada. Devemos estar atentos ao brilho que possa existir no vinho. Se é um brilho limpo é porque estamos perante um vinho interessante, se o notamos opaco devemos suspeitar. Para conseguir esta primeira prova devemos levantar o copo à altura dos olhos. Com um ligeiro movimento sobre o seu próprio eixo descobriremos a cor, o brilho e a claridade do vinho. Também podemos descobrir o grau de álcool pelas famosas ?lágrimas do vinho?.
  • Aroma: Nesta segunda fase devemos introduzir o nariz ligeiramente no copo, de modo a inalar os chamados ?aromas primários?, os quais são a marca do tipo, ou tipos de uva com que o vinho foi elaborado. Depois distinguimos os ?aromas secundários?, logrados pela fermentação do vinho. E por último, percebemos os ?aromas terciários?, consequência da guarda do vinho. Para despertar esta coleção de aromas, antes, devemos agitar o copo ligeiramente.
  • Sabor: Para muitos constitui a fase mais importante da degustação do vinho. Para começar, apenas devemos tomar um pequeno gole de vinho, que deixamos passear pelas papilas gustativas de forma a descobrir os quatro sabores que habitualmente possui um vinho: doce, salgado, ácido e amargo. Um bom vinho consegue equilibrar os quatro.

 TAGS:Two Hands - Bella's Garden - Barossa Valley Shiraz 2009Two Hands – Bella’s Garden – Barossa Valley Shiraz 2009

Two Hands – Bella’s Garden – Barossa Valley Shiraz 2009

 

 

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Naia Verdejo 2012

Degustar ou provar um vinho

 TAGS:Degustar ou provar? Na verdade ambos são sinónimos, ainda que talvez o primeiro tenha melhor aceitação entre aqueles que se sentiram atraídos por uma garrafa de vinho, que sentiram o prazer de degustar um bom vinho e pretendem que a experiência se repita, sem que por isso sejam convertidos em peritos, ou em críticos da famosa bebida. É habitual associar o termoprovar aos peritos da degustação de vinho, ainda que não necessariamente deva ser tomado dessa forma.

Hugh Johnson, um perito do mundo do vinho, dizia num dos seus livros:

?Muito vinho de boa qualidade, inclusive grande vinho, é desperdiçado. Flui sobre línguas e através de gargantas não sincronizadas com ele, não recetivas ao que ele lhes pode oferecer. Pessoas preocupadas ou absorvidas numa conversa, que acabam de ingerir uma bebida alcoólica forte que entorpeceu o sentido do gosto, ou que comeram uma salada com vinagre que impôs o seu sabor, ou ainda que, simplesmente, ignoram em que reside a diferença entre um vinho comum e um grande vinho. Nada do que possa fazer um vinicultor, exclui a necessidade de um bebedor sensível ou interessado?.

A degustação é a capacidade de transformar um ato comum e quotidiano, em outro que seja mais reflexivo, com maior atenção no que se está a fazer. Quando se prova ou degusta um vinho, tentamos decifrar os seus segredos, obter num gole a maior informação possível sobre o produto. Os peritos chamam-lhe características organolépticas, entre nós referem-se ao aroma, a cor, os sabores ocultos do vinho.

Quando visitamos uma cave, possivelmente nos convidem à sala de degustação e é provável que a escassa decoração nos chame a atenção. A falta de adornos ou elementos com capacidade para desviar a atenção, tem uma simples razão: Todos os sentidos devem estar subjugados ao vinho a degustar. Inclusive os provadores profissionais, geralmente enólogos, devem concentrar-se ao máximo e é por eles que estas salas têm habitualmente mobiliário e decoração austeros. Segundo os peritos, na degustação ou prova de vinho apresentam-se diversos fatores: o estímulo, a sensação e a perceção. Primeiro, obviamente, está o vinho a degustar, a sensação é um fenómeno subjetivo, que depende da estimulação dos sentidos e por último, temos a perceção que interpreta as sensações.

É justamente este último fator, a perceção, que requer aprendizagem, de modo a conseguir a sua independência em relação a experiências anteriores, para que seja objetiva. É importante ter presente que a classificação de um vinho como ?saboroso? dependerá de apreciações pessoais, no entanto, quando se fala de um vinho seco ou adstringente, faz-se referência a um adjetivo mais objetivo, já que são conceitos que se podem partilhar.

 

A cor dos vinhos

 TAGS:Ao começar a degustação de um vinho, o primeiro que se toma em consideração é a cor dele, a sua aparência, o visual. Para apreciar a sua tonalidade da melhor forma o ideal é sob luz natural, dado que a luz artificial pode ser bastante enganosa.

É verdade que para muitos a luz das velas, sobre um fundo branco, pode ser conveniente para reconhecer uma tonalidade, porém, no caso dos vinhos tintos e brancos, a luz do sol é aquela que permite encontrar as subtilezas da tonalidade da melhor forma.

 As mudanças de cor do vinho são devidas a diferentes variáveis, por exemplo a cepa da qual procede, a forma de elaboração do vinho, o tempo que a casca esteve no mosto, o facto de ter sido armazenado em tonéis de madeira ou não, a sua idade e o modo como se conservou o vinho.

A paleta de cores costuma ser muito mais variada nos vinhos tintos do que nos brancos, neles a cor vai desde o púrpura intenso até tons mais castanhos, ou grená e violeta, passando por uma nutrida escala de intermédios: carmim, vermelhão, rubi, cor-de-tijolo, cor-de-telha, etc… Quando se fala destas tonalidades, convém deixar claro que há sempre lugar lugar para o discutir, não existe uma paleta de cores que se possa considerar um padrão a seguir e que permita classificar de forma exata a cor de um vinho, salvo algumas exceções como por exemplo o rubi e a cor-de-telha.

As antocianinas são os pigmentos que conferem o tom vermelho ao vinho, estes encontram-se na casca das uvas pretas e são extraídos através do álcool. É de acordo com o período de tempo que estas cascas estão em contacto com o mosto, que se obtém uma cor mais ou menos intensa. Quando o vinho é novo, o vermelho pode aproximar-se mais ao laranja e com o passar do tempo este acerca-se cada vez mais ao castanho ou à cor-de-telha.

No que diz respeito aos vinhos brancos, as tonalidades são menos e realmente poderia parecer que os vinhos brancos atuais são cada vez mais claros e pálidos, inclusive com um certo grau de transparência que, em outros tempos, seria considerado aquoso.

Aqueles vinhos de que antes podíamos dizer serem dourados já não se vêm por nenhum lado, e ainda bem, pois são estes que se consideram ser de má qualidade devido a falhas na sua elaboração, já que esta tonalidade é consequência de um excesso de oxigénio. Outra das características que não se costumam ver nos vinhos brancos é a turvação que os processos de filtragem atuais eliminaram. Devemos no entanto, deixar claro, que existem vinhos brancos particulares como o Xerez ou a Manzanilla, que podem ter tonalidades douradas e que esse facto não seja devido a um mau processo de elaboração.

Como degustar vinho sem ser provador

 TAGS:Todos aqueles que gostamos de vinho e sentimos uma debilidade pelos seus atributos e sabor requintados, temos um pouco de provadores sem o saber. Os sentidos utilizados para degustar vinhos são a vista, o olfato e o gosto , e evidentemente que não são exclusivos de um provador ou de um escanção. Se bem que chegar a provador passa por muitos anos de experiência e conhecimento através de estudo, também é verdade que chegar a um conhecimento básico da degustação de vinho pode ser consequência de um interesse próprio e experiência de consumo de vinhos.

Como já aqui foi dito no inicio, os pontos base da degustação de vinho são a correta utilização dos 3 sentidos (vista, olfato e gosto). Começando por aqui podemos obter uma degustação de vinho com êxito.

Pegar sempre no copo pelo pé, e colocá-lo à altura dos olhos, para assim poder observar a cor, o brilho e limpeza do vinho. Ao mover o copo podemos ver as chamadas lágrimas, ou pernas, que o vinho deixa nas paredes do copo, desta forma podemos determinar o seu grau de álcool.

O olfato também desempenha um papel fundamental na degustação. Introduzindo ligeiramente o nariz no copo, podemos perceber os chamados aromas, respetivamente,  primários, secundários e terciários, movendo ligeiramente o copo para estender os ditos aromas.

Talvez o ponto fundamental da prova do vinho seja o degustar, pôr à prova o sentido do gosto, girando o vinho pela boca toda, sem deixar que entre ar. O sabor e o corpo são dos pontos mais importantes do vinho.

Ao ouvir a descrição, a prova do vinho até pode parecer fácil, mas sem os conhecimentos adequados, os passos que antes citamos não servirão de nada. Tal como em tudo, a experiência é muito importante, portanto o tempo pode revelar-se um bom aliado nesta tarefa; sempre que bebam um vinho, tomem em conta estas informações e experimentem com vinhos de características semelhantes, isso ajudará a estabelecer pontos de comparação entre dois vinhos.

Também ajuda mergulhar neste tema através de diversos meios de informação, assim como conhecer as características básicas do vinho que se prova, este é o ponto de partida ao provar o vinho. Fazê-lo como amador e por satisfação pessoal pode ser um bom começo para entrar no fascinante mundo do vinho. Queres tentar?