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A cor e o som, importantes na degustação

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As teorias tradicionais sobre sabores vêem-se, por vezes, estremecidas por novas descobertas. As últimas demonstram que a variedade gustativa é muito maior que aquilo que se acreditava ser, até agora, como é o caso de uma experiência recente, que abriu um leque de possibilidades em relação aos factores que influem na degustação de vinhos.

Segundo este estudo, realizado durante o Festival Streets of Spain que decorre no bairro londrino South Bank e é organizado pela Bodegas Campo Viejo, a cor e o som afectam a nossa percepção sobre o sabor do vinho. Esta experiência foi realizada com a participação de cerca de 3000 pessoas, o que a converte em uma das maiores que se fizeram até à data. Os resultados revelam que a percepção do sabor é alterada, em 10%, pelas mudanças de cor e de som verificadas no lugar de realização da degustação.

O professor Charles Spencer, neuro-cientista cognitivo e professor de psicologia experimental na Universidade de Oxford, dirigiu esta experiência organizando um percurso denominado Campo Viejo Color Lab, aqui, cada participante recebeu um copo de vinho seguindo as suas preferências, servido num copo preto neutro.

Nesta experiência, os participantes forma expostos a uma selecção de sons e cores, que, segundo Spencer, influem decisivamente na percepção gustativa do vinho; quando a luz é vermelha e a música suave o prazer parece aumentar significativamente, enquanto que a luz verde e a música dura aumentam a frescura mas reduzem a intensidade do vinho à percepção. A luz vermelha sem música evoca notas frutadas e a luz verde, igualmente sem música, parece contribuir para uma maior sensação de frescura. Estes são, sem dúvida, resultados surpreendentes, ainda que à primeira vista pareçam anedóticos, poderão ser bastante úteis num futuro próximo em áreas como a decoração de interiores em restaurantes, bares e hotéis.

Hoje recomendamos 2 vinhos para que os saboreies com luz à tua escolha:

 

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Borsao Selección 2013, um vinho fresco e frutado, perfeito para acompanhar carne.

 

 

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Pruno 2013, um dos vinhos espanhóis preferidos de Parker, o perito de vinhos más famoso do mundo.

Encontrar o melhor vinho

 TAGS:Este vinho foi recomendado pela Uvinum, aquele pelo Robert Parker, o outro pelo empregado de mesa… Hoje em dia existem mil formas de receber recomendações de vinho, que nos permitem distinguir a sua qualidade, no entanto, não há nada que provoque tanta indecisão (nem tanto medo a enganar-se) como escolher um vinho.

Ninguém duvida tanto ao mudar de marca de leite… Oxalá existisse uma etiqueta universal que apenas se aplicasse aos bons vinhos, porém isto é algo extremamente subjetivo e por vezes é apenas uma questão de gosto. Não é algo que te afete apenas a ti, mesmo os profissionais, quando recomendam vinho, também se perguntam: recomendo este vinho porque é bom ou porque eu gosto?

Para cumulo, quando lês as notas dos ?peritos?, falam de ?paladar médio?, ?retronasal profundo?, ou ?recordações de carne fumada e notas de tabaco?. Como explicas qual é o vinho de que gostas? Por vezes, não só é difícil encontrar aquilo de que gostamos, como também, uma vez provado, é difícil explicar porque gostamos. Vamos tentar ajudar-te para que escolhas com mais confiança em ti.

Se pensas num vinho correto, que possa ser agradável a várias pessoas diferentes, então é lógico que penses num vinho que não seja excessivamente doce, ácido ou amargo. A palavra que melhor o poderia definir seria ?equilibrado?. Já avançamos um bocadinho… Temos uma palavra que qualquer pessoa pode entender. E depois?

Na verdade, já avançamos bastante , porque o equilíbrio orienta-se quase exclusivamente em 2 direções se nos referimos a vinhos brancos, e a 3 em relação aos tintos.

Nos vinhos brancos, as direções relacionam-se com:

  • O frutado. Se a sua presença é em demasia, notarás que o vinho sabe como um puré de fruta podre.
  • A acidez. Se pelo contrário, o vinho marca uma acidez elevada, a sensação é semelhante à de chupar um limão.

Mas imagina que provas um vinho que tem, a proporção adequada entre o sabor de uma salada de frutas e o ponto correto de acidez. Provavelmente gostarias, não? Isso é o que se chama um vinho equilibrado de que, normalmente, qualquer pessoa gosta.

No caso dos tintos, a 3ª direção representa:

  • Os taninos. Os componentes habituais dos vinhos tintos que conferem essa sensação de secura, ou de poeira, que notas por exemplo quando tomas um chá verde sem açúcar.

Quanto mais preto é o chá e mais tempo o deixes repousar, maior é a sensação dada pelos taninos. Se adicionas leite e açúcar ao chá essa sensação diminui. A presença correta de taninos seria como tomar uma boa chávena de chá. Se um vinho contém uma elevada presença de taninos, ou são demasiado potentes, não notarás nem a acidez nem o frutado, ou seja, adeus vinho, olá boca de lixa!

Claro que os vinhos Chardonnay equilibrados não são iguais aos vinhos Sauvignon Blanc equilibrados. Cada variedade de uva tem o seu sabor (e o seu equilíbrio) de forma que não tens outra opção senão a de ir conhecendo cada uva para apreciar o seu valor e assim, escolher as que mais gostes.

Um vinho equilibrado é um vinho correto que nunca falha, mas em questão de gostos cada um sabe de si. Como gostas dos vinhos? Ligeiramente ácidos? Frutados? Na medida em que conheças as tuas preferências poderás escolher o mais apropriado para ti, explica-los, pedi-los num restaurante ou numa loja de forma confiante.

Quando recomendamos vinho tratamos de escolher os vinhos ?objetivamente? mais equilibrados, ainda que cada um tenha as suas preferências. Se analisares a imagem, verás as direções de um vinho tinto perfeitamente equilibrado e mais abaixo, as linhas dos vinhos de que eu mais gosto, de baixa acidez, ligeiramente tânicos e com muita fruta.

Por exemplo, um vinho que eu adoro:

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Pittacum Barrica 2007, um vinho fantástico e muito pessoal do Bierzo.

 

 

No entanto poderia recomendar-te:

 TAGS:Demencia de Autor 2008Demencia de Autor 2008

Demencia de Autor 2008, um vinho, sem dúvida, mais equilibrado, e que representa melhor as qualidades da uva Mencía dessa zona. Qual escolherias tu?

 

Como degustar vinho sem ser provador

 TAGS:Todos aqueles que gostamos de vinho e sentimos uma debilidade pelos seus atributos e sabor requintados, temos um pouco de provadores sem o saber. Os sentidos utilizados para degustar vinhos são a vista, o olfato e o gosto , e evidentemente que não são exclusivos de um provador ou de um escanção. Se bem que chegar a provador passa por muitos anos de experiência e conhecimento através de estudo, também é verdade que chegar a um conhecimento básico da degustação de vinho pode ser consequência de um interesse próprio e experiência de consumo de vinhos.

Como já aqui foi dito no inicio, os pontos base da degustação de vinho são a correta utilização dos 3 sentidos (vista, olfato e gosto). Começando por aqui podemos obter uma degustação de vinho com êxito.

Pegar sempre no copo pelo pé, e colocá-lo à altura dos olhos, para assim poder observar a cor, o brilho e limpeza do vinho. Ao mover o copo podemos ver as chamadas lágrimas, ou pernas, que o vinho deixa nas paredes do copo, desta forma podemos determinar o seu grau de álcool.

O olfato também desempenha um papel fundamental na degustação. Introduzindo ligeiramente o nariz no copo, podemos perceber os chamados aromas, respetivamente,  primários, secundários e terciários, movendo ligeiramente o copo para estender os ditos aromas.

Talvez o ponto fundamental da prova do vinho seja o degustar, pôr à prova o sentido do gosto, girando o vinho pela boca toda, sem deixar que entre ar. O sabor e o corpo são dos pontos mais importantes do vinho.

Ao ouvir a descrição, a prova do vinho até pode parecer fácil, mas sem os conhecimentos adequados, os passos que antes citamos não servirão de nada. Tal como em tudo, a experiência é muito importante, portanto o tempo pode revelar-se um bom aliado nesta tarefa; sempre que bebam um vinho, tomem em conta estas informações e experimentem com vinhos de características semelhantes, isso ajudará a estabelecer pontos de comparação entre dois vinhos.

Também ajuda mergulhar neste tema através de diversos meios de informação, assim como conhecer as características básicas do vinho que se prova, este é o ponto de partida ao provar o vinho. Fazê-lo como amador e por satisfação pessoal pode ser um bom começo para entrar no fascinante mundo do vinho. Queres tentar?