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Uvas tintas, uma questão de taninos

 TAGS:E continuamos a falar de uvas! Neste caso, aqui ficam as uvas tintas internacionais mais famosas e sugestivas…

Cabernet Franc

Reconhecida pela sua elegância e aromafloral, a uva Cabernet Franc é prima da Cabernet Sauvignon e é extensamente cultivada em Bordeaux. No Uruguai, é utilizada para conferir delicadeza, a uma base de Cabernet Sauvignon e Tannat. Sem a mistura de outras castas, esta uva produz um vinho leve e suave.

Cabernet Sauvignon

Esta é a cepa mais expandida no mundo e quando alcança o estado ótimo de maturação assemelha-se ao cassis (groselha negra), enquanto que sem amadurecer completamente, revela notas vegetais como de pimenta verde e de enlatados ou cozidos como a azeitonas pretas. Na representatividade da Cabernet Sauvignon, os peritos encontram notas de especiarias tipo pimenta preta ou vermelha e identificam a sua cor com a ausência de brilho, enquanto que as suas tonalidades passam dos violetas, quando jovem, a cor-de-tijolo com o passar dos anos.

Merlot

Framboesa e ameixas secas são os sabores que os provadores utilizam para descrever esta fruta. Demasiado amadurecida, proporciona notas de chocolate amargo e as violetas são as flores escolhidas para caracterizar o seu perfume. Esta uva é uma parte essencial das grandes misturas francesas e é fundamental nos vinhos com reconhecimento como o Petrus. Em garrafas jovens predominam os aromas de frutas vermelhas e por essa razão é incluída em rosés.

Pinot Noir

Diz-se que é a culminação de todos os produtores e a preferida de qualquer provador. Com uma resistência nula a geadas, chuvas e calor, esta variedade tem uma maturação complicada. Apesar da baixa intensidade de cor, dada a reduzida quantidade de antocianina, e a sua difícil preservação, resultado da escassa presença de taninos, a Pinot Noir, oferece vinhos novos frutados e robustos néctares envelhecidos. Os seus aromas e sabores são frequentemente associados a amoras e cerejas, com odores de relva cortada, chá preto e couro.

Syrah ou Shiraz

Framboesas e amoras frescas, ameixas secas e marmelada, pimenta preta, couro e inclusive alcatrão, são as descrições utilizadas para identificar esta variedade típica de França, que hoje em dia se pode encontrar na sua melhor forma na Austrália.

Tannat

Reconhecida no Rio de la Plata como casta emblemática, esta variedade possui folhas verde escuras, de tamanho médio e o seu fruto é violeta carregado, quase negro. Em vinhos novos é associada a framboesas, marmelada e figos, que se transforma num intenso aroma de couro, com adstringência marcada, resultado da elevada percentagem de taninos.

Tinta Roriz

A uva Tinta Roriz, também chamada Tempranillo ou Tinta del país, é a chave da maioria dos vinhos portugueses e espanhóis. Não é habitual encontrar esta casta em vinhos monovarietais fora de Portugal e Espanha, porque apesar de produzir um vinho de cor intensa, a sua acidez é extremamente baixa e é pobre em taninos.

Malbec

Denominada ?Côt? ou ?Côt Noire? em França, pode ser reconhecida pela sua cor intensa, quase negra. Adotada pelos argentinos como casta tinta emblemática, esta variedade pode ser convertida tanto em vinho novo de guarda prolongada, como em rosé e sempre revela aromas semelhantes ao da cereja, groselha negra e perfume de violetas. Na vinificação tinta também oferece notas de especiarias como a do anis ou do alcaçuz.

A cor dos vinhos

 TAGS:Ao começar a degustação de um vinho, o primeiro que se toma em consideração é a cor dele, a sua aparência, o visual. Para apreciar a sua tonalidade da melhor forma o ideal é sob luz natural, dado que a luz artificial pode ser bastante enganosa.

É verdade que para muitos a luz das velas, sobre um fundo branco, pode ser conveniente para reconhecer uma tonalidade, porém, no caso dos vinhos tintos e brancos, a luz do sol é aquela que permite encontrar as subtilezas da tonalidade da melhor forma.

 As mudanças de cor do vinho são devidas a diferentes variáveis, por exemplo a cepa da qual procede, a forma de elaboração do vinho, o tempo que a casca esteve no mosto, o facto de ter sido armazenado em tonéis de madeira ou não, a sua idade e o modo como se conservou o vinho.

A paleta de cores costuma ser muito mais variada nos vinhos tintos do que nos brancos, neles a cor vai desde o púrpura intenso até tons mais castanhos, ou grená e violeta, passando por uma nutrida escala de intermédios: carmim, vermelhão, rubi, cor-de-tijolo, cor-de-telha, etc… Quando se fala destas tonalidades, convém deixar claro que há sempre lugar lugar para o discutir, não existe uma paleta de cores que se possa considerar um padrão a seguir e que permita classificar de forma exata a cor de um vinho, salvo algumas exceções como por exemplo o rubi e a cor-de-telha.

As antocianinas são os pigmentos que conferem o tom vermelho ao vinho, estes encontram-se na casca das uvas pretas e são extraídos através do álcool. É de acordo com o período de tempo que estas cascas estão em contacto com o mosto, que se obtém uma cor mais ou menos intensa. Quando o vinho é novo, o vermelho pode aproximar-se mais ao laranja e com o passar do tempo este acerca-se cada vez mais ao castanho ou à cor-de-telha.

No que diz respeito aos vinhos brancos, as tonalidades são menos e realmente poderia parecer que os vinhos brancos atuais são cada vez mais claros e pálidos, inclusive com um certo grau de transparência que, em outros tempos, seria considerado aquoso.

Aqueles vinhos de que antes podíamos dizer serem dourados já não se vêm por nenhum lado, e ainda bem, pois são estes que se consideram ser de má qualidade devido a falhas na sua elaboração, já que esta tonalidade é consequência de um excesso de oxigénio. Outra das características que não se costumam ver nos vinhos brancos é a turvação que os processos de filtragem atuais eliminaram. Devemos no entanto, deixar claro, que existem vinhos brancos particulares como o Xerez ou a Manzanilla, que podem ter tonalidades douradas e que esse facto não seja devido a um mau processo de elaboração.