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A visitar: os grandes Chateaux do vinho

 TAGS:undefinedSem dúvida que o vinho move multidões, porém, aqueles mais excêntricos e conhecedores; os bebedores rigorosos, procuram as casas mais especializadas onde se produz vinho de gama alta. Comecemos por França, onde nascem alguns dos melhores vinhos do mundo:

Lafite-Rothschild: casa de la legendaria família Rotschild, é uma das mais antigas e respeitadas produtoras vitivinícolas; cria arte engarrafada. Como todos, sofreu altos e baixos durante a sua existência, mas agora obteve o estatuto que lhe é devido. Foi nomeada “Casa Líder de Vinhos”, pela primeira vez, em 1855, título conservado até hoje, devido à excelente qualidade dos seus produtos.

Angelus: esta casa possui o estatuto “Casa Premier Gran Cru Clase A”. As suas vinhas têm uma qualidade excepcional, que não se encontra em nenhum outro lugar, e ainda uma reputação transparente e intacta. Como curiosidade, consta que o seu nome deriva do facto de os trabalhadores das vinhas conseguirem ouvir os cantos praticados nas três igrejas circundantes.

Margaux: as garrafas de vinho aqui produzidas custam, normalmente, algumas centenas de euros, mas esta não é a base do seu verdadeiro valor e sim a sua longa tradição de produção que teve início no séc. XII. A família Lestonnac tomou a direção deste negócio (com uma fama de 400 anos) e desde então a casa converteu-se em ícone da enologia. No entanto, nem tudo foram rosas; durante a revolução francesa sofreram muitos problemas, até que, cerca de 1870, a casa foi resgatada por um ambicioso Marquês, que soube devolver-lhe a sua história e exclusividade.

Se está nos seus planos passar por França, aproveite. Esta é uma boa oportunidade para conhecer três das melhores casas de vinho…do mundo!

 

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Carruades de Lafite 2010

 

 

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Château Margaux 1999

 

 

10 grandes regiões vinícolas francesas

 TAGS:undefinedQuais são as 10 regiões vinícolas francesas mais importantes? Oferecemos-lhe um resumo, nas próximas linhas, sobre cada uma destas zonas e porque são tão especiais os vinhos que produzem.

Bordeaux: Merlot e Cabernet sauvignon, principalmente para os tintos, e Sémillon, Muscadelle e Sauvignon blanc para os brancos. Bordeaux une a tradição ao prestigio, e talvez por essa mesma razão seja o vinho francês de maior fama e exportação. São vinhos particulares, inclusive na sua localização; exactamente entre o Polo Norte e o Equador.

Bourgogne: as castas principais desta enorme região são a Chardonnay e a Pinot noir. Ao contrário do que sucede em Bordeaux, aqui as características do solo primam sobre o produtor e o tipo de vinho. Em Bourgogne há mais de 400 tipos diferentes de solo, o que se traduz numa produção que reúne vários dos vinhos mais caros do mundo.

Champagne: o segredo desta região, famosa em todo o mundo pelo champanhe e vinhos espumantes, é o clima. Devido às baixas temperaturas presentes durante o ano, as uvas são impedidas de amadurecer; o ponto exacto para os espumantes.

Vallée du Rhône: as margens do Rio Rhône produzem diferentes vinhos, dependendo a que altura do caudal se localizam as vinhas. Equilibrados e com personalidade, os vinhos desta região possuem uma qualidade que lhes permite ser alguns dos vinhos favoritos na Europa.

Alsace: a região, com influência germânica, pode orgulhar-se dos seus brancos; a Riesling e a Gewürztraminer que lhe dão um toque de Europa central, e a Silvaner, que produz um vinho de menor acidez. Esta é uma uva delicada e as suas características modificam-se em função do solo onde cresce.

Jura: vinhos de grande qualidade e com uma modesta produção anual. Uma pequena jóia francesa com pérolas como a Savagnin, uma uva autóctone, com a qual se elabora um vinho branco de intensa cor amarela. Também é de aqui que vem o vinho da palha e o vinho licoroso Macvin. A Trousseau e a Poulsard são, juntamente com a Pinot noir, as grandes responsáveis pela produção de tintos e rosés desta região.

Savoie: ainda que se considere parte da região que inclui Jura e Bugey, a verdade é que merece ser considerada individualmente. Muitas das suas variedades de uva apenas podem ser encontradas aqui, como é o caso da Jacquère, vinho branco, e a Mondeuse, vinho tinto.

Loire: é especialmente conhecida pelos seus vinhos brancos, ainda que alguns dos tintos, frutados e frescos, mereçam destaque.

Languedoc Rosellón: só a Região de Languedoc diz respeito à maior área vinícola francesa. Os vinhos, de carácter mediterrânico, são produzidos por uma das zonas menos beneficiadas pelo trabalho de marketing, embora o mesmo não suceda em relação ao enoturismo.

Provence: uma das regiões mais antigas e com maior tradição de produção de vinho. Excelente rosé, embora, se aquilo que pretende é um vinho tinto, o melhor será esperar que o envelhecimento faça o seu trabalho nos vinhos jovens.

Conhece os vinhos de todas as regiões francesas? Quais são as suas preferidas? Nós recomendamos:

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Château Lafargue 2011

 

 

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Mumm Cordon Rouge

O maior museu do vinho do mundo

 TAGS:undefinedOs amantes do vinho têm mais um lugar para visitar neste verão. Chama-se Cidade do Vinho ou Cité du Vin, fica em Bordeaux, França, e ocupa cerca de 14.000 m²; uma superfície dedicada à cultura do vinho e à descoberta da mesma através de actividades. Uma das razões pelo qual vale a pena visitar este espaço, para além do enorme espaço a explorar, é o facto e ser um lugar que une arte, experiência e história. Uma combinação única.

O museu possui uma adega com mais de 14.000 garrafas, onde é possível saborear e assistir à elaboração do vinho in situ.
A arquitectura surpreendente da Cidade do Vinho já ganhou a alcunha de Guggenheim do vinho. O edifício possui uma forma leve e ondulada, com uma fachada repleta de painéis de alumínio e vidro serigrafado, que oferecem uma interessante perspectiva de reflexos dourados.
Os visitantes podem também visitar os restaurantes e bares do museu, onde decorrem várias degustações, provas de vinho e outras actividades.
A entrada custa aproximadamente 20€ e inclui vários percursos acompanhados de explicações sobre as Denominações de Origem de diferentes países. Há ainda degustações e outras actividades incluídas no preço do bilhete, para além de uma vasta programação cultural com espectáculos, concertos e debates sobre o vinho.
O museu encontra-se, como já foi mencionado, em Bordeaux, e não é por acaso… Para além da sua beleza, a cidade é o berço do vinho, em todos os sentidos.

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Domaines Barons de Rothschild Lafite Mouton Cadet Bordeaux Aoc Halbe Flache 375ml 2014: Trata-se de um vinhos tinto de Bordeaux, da colheita de 2014 de 13.5º.

 

 

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Domaines Barons de Rothschild Lafite Cabernet Sauvignon Rosé 2014: Trata-se de um vinhos tinto de Bordeaux, da colheita de 2014 de 13.5º.

 

 

Domaines Barons de Rothschild Lafite Baronne Charlotte Graves Aoc 2014
Um bordeaux das adegas Domaines Barons de Rothschild (Lafite). Colheita de 2014.13º de teor alcoólico.

Domaines Barons de Rothschild Lafite Le Rosé de Mouton Cadet 2015
Vinho rosé com Denominação de Origem Bordeaux. Colheita de 2015. 12.5º de graduação alcoólica. 10.36€

Petit Verdot, uma casta combinável

 TAGS:Os vinhos Petit Verdot têm origem em Bordéus, França. É uma variedade de uva de cor vermelha, quase sempre utilizada para misturar outras castas com a mesma origem. Tal como no caso de muitas outras castas, a sua proveniência é um mistério. Pensa-se que a Petit Verdot seja anterior à casta Cabernet Sauvignon, também ela de Bordeaux.

O registo mais antigo desta casta data do século XVIII.Os pais da Petit Verdot são as castas Tressot e Duras, esta última oriunda do alto do Vale do Tam, perto da região de Toulouse; presume-se que a Petit Verdot foi levada pelos romanos até ao interior do Mediterrâneo.A Petit Verdot, tal como o nome indica, deve estar bem madura de modo a que os seus bagos, pequenos e de um negro intenso, alcancem a plenitude (petit, significa pouco/pequeno e verdot vem da palavra verde: Petit Verdot = Pouco verde).

Um dos maiores problemas desta casta é a de que, por vezes, os bagos impedem o seu crescimento, quase sempre, por razoes climáticas. E uma das suas características mais importantes, é a de que costumam produzir mais do que dois cachos por ramo.Podemos encontrar a Petit Verdot, sobretudo em Bordeaux e especialmente na zona de Médoc, onde alcança a sua excelência apenas nas colheitas quentes e quase sempre é utilizada nas denominadas misturas de Bordeaux (ou Bordeaux Blends).

Também na Austrália se pode encontrar uma grande quantidade de plantações desta casta, utilizada na elaboração de vinhos monovarietais. Em Itália esta casta é utilizada para elaborar vinhos 100% Petit Verdot. E nos Estados Unidos pode ser encontrada em quantidades respeitáveis, onde normalmente se utiliza para Meritage, no Chile, Espanha, Canadá, Argentina e Venezuela.

A produção de vinhos 100% Petit Verdot é escassa, quase sempre é acompanhada por outra casta, que, geralmente, tem presença maioritária no vinho em questão. Porém, quando a Petit Verdot reina no vinho, podemos descobrir o suave perfil dos seus taninos e o desdobramento dos seus aromas inconfundíveis. O vinho Petit Verdot tem uma boa acidez e uma cor escura muito intensa.

Harmonização perfeita

Um vinho Petit Verdot combina perfeitamente com carnes vermelhas e queijos curados, com sabores fortes. Também se pode acompanhar com guisados de aves e carnes de caça. A temperatura ideal para o beber anda à volta dos 15ºc.

Bordeaux e os seus grandes vinhos

 TAGS:É tarefa quase impossível escrever tudo sobre Bordeaux e os seus vinhos. Muitos de nós estamos de acordo em que mesmo uma enciclopédia sobre este tema não seria suficiente, de qualquer forma vamos tentar realçar o melhor da sua região, vinhedos, e como não podia deixar de ser, dos seus vinhos.

Devemos começar por dizer que as suas vinhas datam da época dos romanos e que a fama dos seus vinhos é, talvez, o seu melhor símbolo. Também é necessário dizer que, hoje em dia os seus vinhos têm problemas para alcançar a plenitude, já que muitos consumidores e comerciantes destes vinhos não esperam o tempo suficiente e habitualmente optam pelos chamados vinhos do ?novo mundo?.

Bordeaux e as suas uvas

Se falamos de Bordeaux, devemos começar pelas uvas. Esta região não pode trabalhar com uma uva qualquer, mas sim apenas com aquelas que lhe permite a Denominação de Origem. Entre elas e nos vinhos tintos, encontram-se a Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Merlot, Petit Verdot. Nos vinhos brancos destacam-se: Semillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle.

Como em tantas outras regiões de França onde se faz vinho, existe uma divisão, neste caso trata-se de um rio que separa a zona em duas; na margem esquerda, onde encontramos o berço do Alto Medoc, predomina a uva Merlot; na margem direita, emSaint-Émilion e Pomero, predomina a Cabernet Sauvignon.

Bordeaux e os seus vinhos

Em Bordeaux predominam as vendas em ?Premier?, já que este é habitualmente o protocolo para vender. Os melhores vinhos de Bordeaux são caros, mas valem bem o seu preço pela qualidade extraordinária. As adegas costumam vender os seus vinhos antes de que estes saiam ao mercado, ou seja, podem ser comprados um ano antes após uma classificação dos barris, fruto de uma degustação organizada. Este costume não se faz com todos os vinhos, apenas com os ?tranches?.

O primeiro tranche, habitualmente, não é muito caro, o segundo eleva o valor dependendo da qualidade do vinho.

Os melhores vinhos: Os Premier Crus

Entre os melhores vinhos de Bordeaux, podemos destacar cinco, dos quais, dois deles são considerados como estando entre os melhores do mundo. Château Haut Brion, Château Latour, Château Lafite Rothschild, Château Mouton Rothschild e Château Margaux.

Agora que sabemos um pouco mais sobre Bordeaux e os seus vinhos, apenas falta provar a grande qualidade dos seus vinhos e fazer parte desta tradição. Alinhamos?

 

 TAGS:Château Pichon-Longueville Comtesse de Lalande 2004Château Pichon-Longueville Comtesse de Lalande 2004

Château Pichon-Longueville Comtesse de Lalande 2004

 

 

 TAGS:Château Magdelaine 2009Château Magdelaine 2009

Château Magdelaine 2009

O mito das colheitas em Espanha

 TAGS:Imagina que fazes um exame para um trabalho, quando terminas pedem-te que sejas tu a corrigir o exame, sabendo que se obténs um 5 o trabalho é teu, que nota te darias?

Este é o problema da classificação das colheitas. A Denominação de Origem é a encarregada de avaliar a colheita dos vinhos produzidos na sua zona, com a consciência de que uma má classificação irá influenciar negativamente a sua venda, assim como, uma excelente classificação pode melhorar as possibilidades de promoção da D.O. Que classificação lhe darias?

Nas denominações como a de Toro, desde 1991 apenas houve um ano em que a nota foi ?Boa?. Todas as outras sempre foram ?Muito boa? ou ?Excelente?. Nem sequer um ?Regular? em quase 20 anos. Que sorte!

Mas essa sorte é partilhada com mais de 40 denominações.

Ampurdán-Costa Brava, Calatayud, Cariñena, Conca de Barberá, Condado de Huelva,Montilla-Moriles, Ribera del Duero, Tacoronte-Acentejo e Valdeorras são as denominações que obtiveram um ?Regular? em algum ano. Exatamente, um cada uma. No total 9. E anos insuficientes, nos últimos 20 em toda a Espanha, apenas se registou um, o de 1993, no Bierzo. Se não me engano muito…

Posto isto, oxalá todos os setores de produção espanhóis tivessem tanta qualidade para fazer as coisas de forma tão impressionante como o fazem com o vinho. Nunca falham e se a coisa vai mais ou menos bem, a colheita é excelente. Ou será que é um problema de auto-crítica?

E a questão é que estamos perante um problema de justiça estatística. Uma cave pode produzir grandes vinhos num mau ano, tal como uma outra pode realizar um vinho lamentável num ano excecional. Inclusive essa mesma cave pode melhorar os seus vinhos no ano seguinte, ainda que a classificação da D.O. seja pior, já seja porque melhore os seus processos, ou porque as suas vinhas alcançaram o ponto ideal.

Se numa turma a nota média é baixa, aquele que obtêm uma nota com distinção deve ser penalizado? Existem denominações, como a de Cava, que acolhe produtores dispersos por todo o país. Então, como se pode pontuar, tendo em conta que as condições climatéricas são tão diferentes entre a Catalunha, Rioja ou Extremadura? Se choveu demasiado no Penedés, o produtor de Cava de Cenicero teve uma má colheita? No geral, as Denominações de Origemtendem a classificar para cima, de modo a não prejudicar quem teve o melhor desempenho, mas desta forma a nota carece de fiabilidade…

Sem contar que as condições variam segundo a vinha seja de branco ou tinto. Um ano demasiado frio para a uva preta pode ser excecional para elaborar vinhos brancos. E neste caso que nota pomos?

Em França, referência incontornável no tema do vinho, distinguem as classificações de brancos e tintos. E ainda supondo que levem a brasa à sua sardinha, são um pouco mais estritos.

Assim, o Bordeaux Tinto têm 3 regulares desde 91, e o Bordeaux Branco 7. No Loire, tanto em vinhos tintos, como em brancos-rosés, designaram 1994 como ano insuficiente. Porque é que o país que mais vende é mais rigoroso?

Há quem afirme que, já que vendem mais, são mais criticados quando se excedem a dar pontuações, e que por isso estão obrigados a ter mais cuidado. Por outro lado, alguns dizem que quando as caves pensam em proteger a sua imagem de marca acima das vendas particulares de um ano, a largo prazo é mais importante manter uma postura respeitável, na qual o consumidor possa confiar ao longo do tempo.

Eu, gostaria de acrescentar outra, uma reflexão pessoal. Em França, habitualmente, as caves aguentam muito mais o vinho em cave, até que o vinho tenha corpo em garrafa, por vezes até que alcance o seu ponto ótimo. Enquanto que em Espanha, as caves não têm paciência (o dinheiro, o espaço) para guardar tanto vinho sem vender. Portanto, quando uma colheita é excelente, a cave não vê inconveniente em esperar,porque o preço irá subindo com o tempo e chegado o momento de vender, será um caldo que se aperfeiçoou no melhor local: a sua propriedade. Enquanto que, se a colheita não é boa, podem sempre livrar-se dele. O sobre-preço do vinho aguentará melhor as perdas e o proprietário evita armazenar o vinho que sabe que não irá ser facilmente vendido. O tempo joga a seu favor…

E como gosto de terminar uma publicação com uma recomendação, aqui fica um vinho excelente, de uma colheita ?supostamente? apenas ?Boa?. El Regajal 2008, um vinho da D.O. Vinos de Madrid, que se encontra num grande momento para desfrutar e que certamente vos fará pensar até que ponto se deve levar em conta a tabela das colheitas…