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Quais as harmonizações para este Natal?

 TAGS:undefinedÉ claro que os vinhos vão estar presentes nestas festas, como tal, é importante escolher o vinho adequado para cada refeição. O Natal é recheado de refeições bem variadas e que dependem da geografia do país. Marisco, carne, peixe, abundantes sobremesas e queijos; vamos ajudar a escolher o vinho para cada um dos pratos.

Vinhos e peixe

Para o peixe, aconselhamos servir vinhos novos, tintos, rosés, brancos. A ocasião exige qualidade, por essa razão a Denominação de Origem do Bierzo sempre será uma boa opção, assim como os brancos, alvarinhos e rosés do Norte de Espanha e Portugal.
O vinho também pode variar segundo o tipo de peixe, quando se trata de robalo e tamboril, o ideal é regá-los com vinhos de toque frutado (como os de Rueda) ou Sauvignon blanc. O peixe no forno, preparado com molhos, harmoniza bem com com um verdejo branco, e como já foi dito, os tintos jovens são uma boa combinação para o paladar mais exigente. Com bacalhau e salmão: maduro tinto.

Vinhos e marisco

E se há marisco na mesa de Natal, podem servir-se muitos dos vinhos que já referimos, especialmente os brancos mais leves. O verdejo é sempre uma boa opção, para além do chardonnay, também pode servir tinto novo se optar por polvo ou gambas.

Vinhos e carne

Peru, frango, vitela ou lombo de porco no forno, fumados, entre outras especialidades do Natal, podem e devem ser acompanhadas de vinhos tintos; a Syrah e a Pinot noir são as preferidas do peru.
Para fumados e carnes de sabores mais intensos, prove os tintos espanhóis, como o tinto de toro, os tintos do Penedès, na Catalunha ou os excelentes Somontano e Cariñena. O frango e o peru recheado vão bem com alguns brancos, como por exemplo os alemães riesling.

Vinhos e queijo/foie

E uma boa mesa de Natal não dispensa os produtos gourmet. Para o foie é aconselhável um vinho tinto, que pode ser inclusive doce. O vinho Pedro Ximénez, algumas vezes usado em cozinha, pode ser servido em copo, para acompanhar pratos de foie e carnes. Em relação aos queijos, é certo que existe uma enorme variedade dependendo da sua origem, teor de gordura e tipo de cura. De um modo geral, pode dizer-se que os queijos de cabra vão bem com vinhos brancos frutados, mas também com algum vinho tinto novo do Douro. Se o queijo é amanteigado e de sabor apimentado, nada como os tintos de guarda de Portugal e França.

Vinhos e sobremesas de Natal

Sobremesas? Fundamentais, claro. Rabanadas, doce de ovos, pudim, bolo-rei, arroz doce e leite creme fazem abrir o champanhe e o cava, mas também alguns brancos deliciosos como um Malvasia, ou os vinhos doces da Denominação de Origem de Alicante, cada vez más populares, os Monastrell, e o Pedro Ximénez, genial com sobremesas.

Algumas das nossas propostas de hoje vão certamente equilibrar lindamente o seu jantar de Natal. Boas Festas!

 

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Alvarinho versus Albariño

 TAGS:São primas, separadas por uma ténue fronteira geográfica e duas línguas não tão diferentes uma da outra. As castas Alvarinho (em Portugal) e Albariño (na Galiza) são brancas e da Península Ibérica.

Reza a lenda (ou não tão lenda…) que no século XII, monges franceses levaram esta uva até ao Mosteiro de Armenteira (Salnés-Pontevedra) e daí se estendeu por toda a Galiza e Norte de Portugal.

Em Espanha, o Albariño tem denominação de origem nas Rias Baixas, apesar de também se encontrar no Ribeiro e na Ribeira Sacra. Em Portugal, as sub-regiões de produção correspondem a Melgaço e Monção e é uma das variedades mais importantes da Região dos vinhos verdes. No Vale do Minho a produção de vinho cumpre uma tradição que vem do século XIII.

O vinho, esse é branco, amarelado e límpido, relativamente seco e de aroma suave. Os monovarietais têm um sabor complexo, macio, encorpado, de acidez equilibrada e elevado teor alcoólico. As notas de prova apontam para sabores frutados como o pêssego, banana, maracujá, limão, avelã e noz.

No Minho a Alvarinho forma uma poderosa aliança com a Treixadura e a Loureiro. Desta associação surge um vinho normalmente muito fresco e de ligeira acidez, perfeito para harmonizar com marisco.

 Os alvarinhos servem-se preferencialmente a uma temperatura entre os 10º e os 12ºc, se vêm do frigorífico espere uns minutos e deixe que o aroma ?abra?. Estes vinhos acompanham bem os pratos de peixe, mariscos, queijos e as sobremesas especialmente doces, elaboradas com ovos.

Hoje oferecemos duas sugestões de compra na uvinum, uma galega e outra portuguesa. Arme-se de dois copos largos e baixos, absorva os aromas, prove e conte-nos que diferenças encontrou:

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Martín Códax 2011

 

 

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Quinta da Pedra Alvarinho Branco 2010

 

Tchin-tchin!

Entre rios, Vinho Verde

 TAGS:A Região Demarcada dos vinhos verdes é limitada por dois grandes rios, de vales orientados aos ventos marítimos do Atlântico e zonas mais interiores de influência climática mediterrânea.

A Região, Entre-Douro-e-Minho, encerra tantos e tão diferentes microclimas e castas, assim como modos de condução da vinha, que levou à necessidade de a dividir em 9 sub-regiões: Amarante, Ave, Baião, Basto,Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva e Sousa. A vinha, é um elemento inseparável da paisagem humanizada desta zona, tão verde como o vinho (e há quem diga que de aí lhe vem o nome), o Minho mantêm as formas de instalação de vinha tradicionais, como a vinha do enforcado (uveira) ou as ramadas.

Os solos, maioritariamente pouco profundos, desenvolvem sete castas brancas, nas quais se incluem a Alvarinho, Trajadura e Loureiro e oito tintas, como a Alvarelhão e a Borraçal, que obedecem aos critérios da denominação de origem.

Os Concelho de Melgaço e Monção produzem algumas das melhores aguardentes regionais. Aqui, os bagaços de Alvarinho destilam lentamente em alambiques de cobre tradicionais, envelhecem em barris de carvalho, por vezes alternando entre barris novos e usados. O resultado é uma aguardente, ou bagaceira velha, de sabor suave, extremamente aromática e de boa combinação com as tradicionais sobremesas portuguesas, à base de ovos e amêndoas. A Quinta de Soalheiro, em Melgaço, ou o famoso Palácio da Brejoeira, em Monção, são bons exemplos de produtores deste digestivo.

A titulo de curiosidade, a marca mais vendida da região dos vinhos verdes –Casal Garcia– decidiu aumentar a sua gama de espumantes e lançou um Sparking Bruto, uma bebida intensa e fresca, que a própria marca aconselha harmonizar com gelado de framboesa.

 Nos vinhos premiados em 2012 e na categoria de Vinho verde Rosé encontramos o sempre excelente Muralhas de Monção 2011, da Adega Cooperativa Regional de Monção. Este é um vinho elaborado a partir das castas Alvarinho e Trajadura, de excelente acidez, com sabores frutados e minerais e muito aromático, harmoniza de forma perfeita com mariscos, ou arroz malandro de bacalhau ou polvo polvilhado de coentros. Também pode, ou deve, ser tomado em solitário, a inaugurar um fim de tarde de Primavera, de preferência em boa companhia.

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Quinta do Dorado Dorado Superior 2007

 

 

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Casal Mendes Vinho Verde

Os aromas das uvas brancas

 TAGS:As clássicas perguntas daqueles que se aproximam ao mundo da degustação são normalmente sobre os aromas do vinho. A que cheira este vinho? A que deveria cheirar? Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau?
Se alguma vez viste em filmes, o sketch clássico em que um conhecedor é capaz de descobrir a colheita, a uva, a zona, a marca e inclusive se nesse ano o guarda da quinta tinha ficado constipado em Outubro, não podes evitar sentir frustração quando ao cheirar um vinho não saibas identificar nada disso. Na verdade, no inicio, o mais normal é que nem sequer saber exatamente a que cheira o vinho que se está a provar.

No meu caso, a transição foi bastante mais natural. Provava um vinho, e se gostava via a etiqueta e procurava memorizar o nome. Mais tarde comecei a reparar também no tipo de uva. Nos vinhos monovarietais, pouco a pouco, fui encontrando coincidências entre um vinho de Chardonnay, por exemplo, e outro da mesma uva. Assim, fui reconhecendo os aromas que emanam de cada uva. Ainda não era capaz de nomear o aroma mas já sabia a diferença entre um Macabeo e um Riesling.

Recomendo sempre começar a degustar com vinhos brancos, porque têm uma maior gama de aromas (floral, frutado, vegetal, mel…) que a existente nos vinhos tintos, e que  além disso podem incluir os aromas do envelhecimento em barril.

Por fim, num curso de degustação, forneceram-me os nomes adequados às impressões que recebia e desta forma comecei a ser considerado provador, ainda que, prefiro pensar que sou apenas um apaixonado por vinhos.

As uvas têm um odor diferente? Sim, tal como o sabor de um tomate coração-de-boi é diferente de um tomate italiano. Porém, se tomas um gaspacho com os dois tipos de tomate misturados será difícil distingui-los. Se estás interessado em aprender a degustar, experimenta começar com vinhos monovarietais, de forma a aprender a reconhecer cada uva separadamente.

Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau? Depende se tu gostas desse aroma ou não. Existem vinhos brancos, fiéis ao aroma genérico da uva, porque a cave responsável quer mostrar essa uva no seu melhor. No entanto existem outras caves (ou os seus enólogos) que produzem vinhos completamente diferentes, nos quais é difícil reconhecer a uva, já que aquilo que pretendem ressaltar é o carácter único e a diferença da sua colheita ou pretendem mostrar que são capazes de conseguir novos aromas da mesma variedade. Tudo é aceitável se aprecias o resultado.

A que deveria cheirar um vinho branco? A saber… Ao longo da história foram marcados padrões relativos aos aromas dos vinhos, aqueles que normalmente estão presentes em cada tipo de uva. Mas não é a mesma coisa uma Gewürztraminer cultivada em La Mancha, e outra cultivada na Áustria. Inclusive na mesma vinha, à medida que as cepas envelhecem ou que os fatores externos mudam (aquecimento global, técnicas novas de prensado, contribuições dos enólogos), os vinhos vão transformando os seus aromas.

Por último, é necessário ter em conta que um vinho de uva verde nunca terá o mesmo cheiro de um vinho de uva passa. Parece lógico, não?

O padrão para uvas brancas é aproximadamente o seguinte:

  • Chardonnay: Maçã verde, limão,toranja, ananás, melão, banana,…

  • Riesling: Maçã verde, cítricos, marmelo, fumados, apimentados, petróleo,…

  • Gewürztraminer: Rosa, gardénia, lichia, manga, pêssego,…

  • Macabeo / Viura: Frutos verdes, maçã, flores brancas, vinho,…

  • Moscatel / Muscat: Existem tantas variedades de moscatel como aromas. Além de tudo, quando se trata de vinhos monovarietais, é habitual usar a uva sobre amadurecida, frutas geladas, mel, pétalas secas de rosa, flor de laranjeira, pêssego em calda,…

  • Sauvignon Blanc: Frutas maduras, fumados, espargo, pimento verde, maracujá,…

  • Alvarinho: Maçã dourada, mel, alperce, florais,…

  • Airén: Banana, ananás, feno, cevada, alfazema,…

  • Malvasía: Fruta branca, limão, pêssego, ameixa,…

  • Palomino: Lima, amêndoas amargas, anises, salinos, balsâmicos,…

  • Verdejo: Frutas brancas, erva verde, manga, melão, funcho,…

Pode ser que um vinho de alguma destas uvas cheire a outra coisa? Evidentemente que sim. Além de mais o nome do aroma deve ser aquele que tu identificas. Em alguns apontamentos de degustação podem mesmo chegar a ler-se aromas como: ?orvalho de uma manhã de Outubro?, ?lençóis acabados de lavar?, ?maçã vermelha cortada ao meio?, ?padaria em produção?. Parecem absurdos mas se os lês atentamente de certeza que te recordarás de algum aroma.

Como sabemos se um vinho que cheira a maçã, é um Chardonnay, Riesling, Macabeo, Alvarinho, ou de outra uva? Pois, porque os aromas não são exclusivos. O mesmo vinho apresenta vários aromas ao mesmo tempo, de forma que devemos tratar de identificar outros aromas, no copo, que nos possam ajudar a decidir. Mais do que um conselho, é uma obrigação para quem gosta de vinho: provar, provar e provar.