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5 destinos enoturísticos a não perder II

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No nosso primeiro artigo sobre os melhores destinos enoturisticos, recomendámos alguns dos lugares onde o vinho é um centro de atenção cultural. Hoje, trazemos mais cinco destinos onde pode saborear a pérola dos líquidos.

1. País Vasco, Espanha

Uma das regiões onde a gastronomia tem que se lhe diga. Igualmente, os seus vinhos, e portanto, a sua localização junto às vinhas de Rioja e Navarra.
Nas suas cidades, ao longo da costa, podemos desfrutar os restaurantes com estrelas Michelín, as suas sidrerías e caseríos, onde a boa mesa é fundamental, ainda que não sejam parte de nenhum Guia conhecido.
Em San Sebastián, é recomendável visitar a Lukas Gourmet Benta-Berri, uma peculiar loja de vinhos com bar e restaurante.

2. Franschhoek, África do Sul

Os vinhos da África do Sul estão a ganhar uma grande aceitação a nível internacional. Em Franschhoek, encontram-se muitas adegas e ladeiras repletas de vinha, que desce ao encontro do rio. Existem muitos sítios para tomar um bom vinho, um deles, o Hotel Le Quartier Français, que, para além de excelentes vinhos, serve um menu com 8 pratos de inspiração africana, criados pela Chef Margot Janse.

3. Alentejo, Portugal

Esta é uma das regiões de um país onde a a gastronomia é um pilar importante da cultura.O Alentejo possui milhares de vinhas e uma gastronomia variada com base no peixe, na carne e nas verduras. A Tasquinha do Oliveira, em Évora, serve bons vinhos e acompanhamentos e o restaurante da Herdade do Esporão é uma verdadeira experiência para conhecer a adega, a esplanada, e provar vinhos de elevada classificação.

4. Burgenland, Áustria

À distância de uma hora de carro de Viena, Burgenland possui uma natureza impressionante, para além dos seus lagos, é um paraíso para os amantes de vinho. As visitas às adegas fazem parte da rota do seu enoturismo, para além dos restaurantes Gut Purbach, Mooslechner Bürgerhaus, na bela cidade de Rust, o Reiter Supreme Hotel, situado no extremo Sul de Burgenland.

5. Ashland, Estados Unidos

A história do vinho de Oregon já não começa e acaba em Willamette Valley Pinot noir. A região vinícola de Ashland alberga muitas das 120 adegas situadas em torno da cidade, que é sobretudo conhecida pelo seu festival anual – Oregon Shakespeare.

 

 TAGS:Abadía Retuerta Selección Especial 2011Abadía Retuerta Selección Especial 2011

Abadía Retuerta Selección Especial 2011: um vinhos tinto com D.O. VT Castilla y León vinificado com syrah e tempranillo de 2011 e com um grau alcoólico de 14º.

 

 

 TAGS:José Pariente Verdejo 2015José Pariente Verdejo 2015

José Pariente Verdejo 2015:  um vinhos branco com D.O. Rueda está elaborado com verdejo de 2015 e 13.5º de grau alcoólico.

 

 

Sobre a casta Trincadeira

 TAGS:Conhecida no Douro por Tinta Amarela e no Alentejo por Trincadeira, a casta tinta a que hoje nos dedicamos prefere climas secos e quentes e é sensível (há quem lhe chame caprichosa) a doenças e humidade, embora se adapte bem aos solos pobres.

Os vinhos produzidos com esta uva possuem uma elevada acidez natural, são habitualmente favoráveis ao envelhecimento em madeira, encorpados, aromáticos com cariz frutado, de compotas e especiarias e taninos delicados e abundantes.

Quando jovens, estes vinhos apresentam uma cor intensa, notas de frutos como a ameixa e odor herbáceo (há quem associe este último a uma maturação incompleta). São ainda, vinhos com sensibilidade mediana à oxidação, de elevado grau alcoólico no mosto e grande potencial, sempre que as condições edafo-climáticas obedeçam às suas necessidades.

Embora a Trincadeira seja parceira indiscutível da casta Aragonês, no Alentejo e da Touriga Nacional, no Douro e apesar de ainda existir quem torça o nariz aos monocastas, a verdade é que a Trincadeira, sem estar associada, é uma verdadeira pérola tradicional portuguesa produzida desde Évora a Setúbal no Sul e nos socalcos do Douro, no Norte.

As nossas recomendações de hoje destinam-se a estabelecer a diferença entre Trincadeira associada e monovarietal da mesma. Prove, estabeleça as diferenças e ignore as opiniões dos ?peritos? porque o gosto, não se discute, expõe-se : )

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Altas Quintas Reserva 2005: Um reserva de Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet com notas de chocolate negro, baunilha, em corpo firme.

 

 

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Casa Cadaval Trincadeira 2008: 100% Trincadeira, de vinhas velhas. Sabor macio e excelente estrutura.

 

Vinhos do Alentejo

 TAGS:Cerca de vinte mil Ha de vinhas, encaixadas numa paisagem cor de caramelo e palha, campos de cereais e sombra fresca de árvores centenárias, cobrem o Alentejo.

O território do vinho, ao contrário, não é maioritariamente plano, estende-se numa grande variedade de solos, e portanto de castas, que alternam entre: as autóctones tintas, Trincadeira, Touriga Nacional, Afrocheiro e Castelão (Periquita); as autóctones brancas, Antão Vaz, Arinto, Fernão Pires e Roupeiro; as há já muito ?residentes?em terras alentejanas como a Alicante Bouschet; e as importadas como a Cabernet Sauvignon e a Syrah, com muito bons resultados.

Os vinhos tintos, brancos e rosé do Alentejo, são encorpados, redondos, suaves e muito aromáticos, porém há duas castas que se destacam particularmente. A  Antão Vaz e a Alicante Bouschet.

Sobre a primeira, a casta Antão Vaz, desconhece-se a sua origem mas já faz parte da alma dos grandes vinhos brancos do Alentejo, hoje em dia extensamente plantada, sobretudo nas regiões de Évora e Vidigueira. As suas uvas produzem vinhos firmes e estruturados, com aromas de frutas tropicais maduras, e ainda que por vezes revelem falta de acidez, resultam muito bem em alianças com Arinto (de elevada acidez) e Roupeiro, esta última também chamada Síria.

A segunda, tal como já foi referido, não é uma casta formalmente portuguesa, porém já faz parte do património alentejano ? A Alicante Bouschet, é também conhecida como ?tinta de escrever?, pela cor intensa que oferecem os seus vinhos, muito apreciados pelos aromas de frutos silvestres, cacau e notas vegetais.

São muitas as possíveis sugestões de compra na Uvinum, no que aos vinhos do Alentejo se refere, por isso a minha sugestão de hoje, é que naveguem por Adegas, Cooperativas e Quintas. Por entre brancos, tintos e rosés, do Redondo, Vidigueira, Arraiolos, Borba e outras terras. Arrisquem na vossa intuição e contem-nos os resultados. Há poucas coisas tão boas como encontrar um tesouro sem mapa à disposição : )

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Vinha da Defesa Tinto 2010

 

 

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Zambujeiro 2008