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As zonas vitivinícolas alemãs (III/III)

 TAGS:undefinedOs vinhos alemães ocupam diversas áreas de grande beleza no país. Vale a pena, não só descobrir as regiões vinícolas, como conhecer os seus diferentes vinhos. Hoje fazemos uma visita a outras zonas de produção de vinho e conhecemos um pouco das suas castas, tipos de vinho e extensão de produção.

Mittelrhein

Ainda que seja uma zona de reduzida dimensão, produz diversos vinhos de grande importância, tais como, Riesling, Müller-Thurgau e Kerner, sendo o primeiro o que mais se destaca entre eles, com 70% do total de variedades. Aqui também se encontram uvas Weißburgunder (Pinot blanc) e Grauburgunder (Pinot gris).

Comarca de Saale-Unstrut

Talvez seja uma das mais belas zonas da Alemanha. São paisagens repletas de vinha e onde se destacam mais de 30 variedades de uvas, entre as quais: Müller-Thurgau, Weißburgunder e Silvaner. A Riesling e a Gutedel representam os vinhos brancos, nos vinhos tintos; Portugieser, Blauer Zweigelt e Spätburgunder. São cerca de 500 produtores dedicados ao vinho nesta região de vinhos de qualidade.

Platz ou Região de Palatinado

Uma grande parte das vinhas localiza-se na região de Mittelhaardt. A zona compreende mais de 5000ha de superfície, onde se destaca o Riesling sobre qualquer outra variedade. Não é injustificado, como tal, que este seja um dos vinhos com maior exportação da Alemanha. No vinho branco, a exploração dirige-se sobretudo às castas Gewürztraminer e Scheurebe e nos vinhos tintos: Dornfelder, Portugieser, Spätburgunder e Regent. 3000 famílias dedicam-se à produção de vinho nesta zona, muitos dos quais são vendidos nas suas próprias adegas.

Rheingau – Uma longa tradição

Compreende 3000ha de superfície vinícola, onde se destaca o cultivo de Riesling, e outras variedades como Spätburgunder, Müller-Thurgau, Ehrenfelser, Weißburgunder. Também as castas internacionais como a Chardonnay e a Sauvignon blanc fazm parte da produção regional.

Se pretende conhecer mais sobre as regiões vitivinícolas alemãs, não perca os dois artigos anteriores desta série: As zonas vitivinícolas alemãs (I/III) e As zonas vitivinícolas alemãs (II/III).

 TAGS:Markus Pfaffmann Riesling Trocken 2015Markus Pfaffmann Riesling Trocken 2015

Markus Pfaffmann Riesling Trocken 2015: Vinho branco com Denominação de Origem Pfalz. Colheita de 2015. Graduação alcoólica- 12.5º

 

 

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Klumpp Grauburgunder Trocken 2015: Vinho branco com Denominação de Origem Baden das adegas Klumpp elaborado com uvas de 2015. 

 

 

As zonas vitivinícolas alemãs (II/III)

 TAGS:undefinedGraças aos grandes contrastes de temperatura, a Alemanha possui diversas zonas vinícolas que produzem vinhos brancos e tintos. Já aqui foram descritas algumas destas rgiões no nosso primeiro artigo, desta vez revelamos algumas zonas mais onde é elaborado o bom vinho alemão.

Zona de Franken ou Francónia

São 6.040ha junto ao rio Main. Uma grande parte destes vinhedos encontra-se na Cidade de Würzburg e seus arredores e os vinhos que aqui se produzem são diversos, destacando-se entre eles: Steinwein, Silvaner e Müller-Thurgau. No vinho tinto as referências são as castas Domina e Spätburgunder (Pinot noir). Nesta zona agrupam-se mais de 5.400 empresas viticultoras, com vinhas de grande reputação como os de Homburger Kallmuth, Rödelseer Küchenmeister, Randersackerer Pfülben e Escherndorfer Lump.

Zona de Mosel-Saar-Ruwer

Esta região de vinho alemão é a mais antiga do país. Ocupa 10.400ha e possui vários microclimas que possibilitam a elaboração de um dos vinhos mais conhecidos do país, o famoso Riesling, vinho de acidez equilibrada e considerado um dos melhores brancos do mundo. A sua especialidade é a antiga variedade de uva Elbling, para além da Müller-Thurgau, a Burgunder Weiß e a Grau. No total, existem cerca de 2000 terrenos de vinha, cujos donos produzem os seus próprios vinhos. O enoturismo está bastante vinculado a esta zona onde se realizam provas de vinho muito variadas.

Comarca vitivinícola Hessische Bergstraße

Ainda sendo a mais pequena do país, é uma das zonas com mais história. São 440ha de superfície vitícola, onde, tal como em outras regiões, a preferência é dada aos vinhos brancos Neste caso as castas Riesling, Grauburgunder, Weißburgunder, Müller-Thurgau e Silvaner. As variedades tintas são a Blauer Spätburgunder, Dornfelder e Gewürztraminer.

Se pretende saber mais sobre as zonas vitivinícolas alemãs, não perca a primeira parte desta série de artigos, As zonas vitivinícolas alemãs (I/III).

 TAGS:Hoffmann Simon Guts-Riesling Trocken 1L 2014Hoffmann Simon Guts-Riesling Trocken 1L 2014

Hoffmann Simon Guts-Riesling Trocken 1L 2014: um vinhos branco Mosel com os mejores cachos de riesling de 2014 e 10º de álcool en volume

 

 

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Dr Loosen Dr L Riesling 2015: Vinho branco Mosel-Saar-Ruwer com Riesling de 2015. 9º de graduação alcoólica.

 

 

As zonas vitivinícolas alemãs (I/III)

 TAGS:undefinedOs vinhos alemães já fazem parte de uma longa tradição e cada vez obtêm maior presença no mercado internacional de vinho. Para conhecer os seus vinhos é necessário saber quais são as principais regiões produtoras de vinho na Alemanha.

São 13, as zonas com uma extensão média de 100.000ha e a grande maioria concentra-se a Sul e Sudoeste, dadas as condições climáticas que permitem melhores resultados.

As castas principais são a Riesling e a Müller-Thurgau; as mais vendidas e exploradas a nível comercial, que apresentam vinhos frescos, na sua maioria brancos. A exportação dos vinhos alemães na Europa é feita principalmente para a Grã-Bretanha, fora do continente é vendido sobretudo nos EUA.

Algumas das suas regiões vinícolas são: Ahr, Baden, Franken, Hessische Bergstraße, Mittelrhein, Nahe, Pfalz, Rheinhessen, Saale-Unstrut e Württemberg.

Comarca vinícola de Ahr

As paisagens desta região têm como protagonista o rio com o mesmo nome. O Ahr possui 552ha de superfície plantada de vinha. A grande maioria da produção concentra-se nos vinhos tintos das castas Spätburgunder, Portugieser (que os ampelográfos suspeitam ter origem portuguesa e mais concretamente, no Porto), Dornfelder e Frühburgunder. A uva branca mais utilizada é a Riesling, que ocupa cerca de 41ha de plantação.
A maior parte dos produtores desenvolve uma atividade secundaria, ainda que se denote um crescimento a nível de uma nova geração de viticultores, o que provoca a reactivação do sector.

Zona de Baden

Baden, com um clima mais quente e paisagens belíssimas, é uma das melhores zonas para a produção de vinho. 60% do seu cultivo diz respeito a uva branca, enquanto que o restante 40% pertence à uva tinta. A casta de maior importância é a Spätburgunder, e a sua conhecida variedade Burgunder (da família da Pinot); para além dos brancos Riesling e Müller-Thurgau. De um modo geral, o vinho encontra-se em mãos de adegas familiares e conta com 77 cooperativas de viticultores e 400 plantações de vinha.

 

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Klumpp Cuvée N°1 Trocken 2013

 

 

 TAGS:St. Urbans-Hof Wiltinger Alte Reben Riesling Kabinett 2014St. Urbans-Hof Wiltinger Alte Reben Riesling Kabinett 2014

St. Urbans-Hof Wiltinger Alte Reben Riesling Kabinett 2014

 

 

Os bitcoins chegam ao mundo do vinho

 TAGS:Na Nova Zelândia, uma adega decidiu facilitar as transacções aos seus clientes internacionais. Pela primeira vez no hemisfério Sul, surgiu o pagamento em divisas Bitcoin online.

Também a Adega Rollingdale, localizada na Colúmbia Britânica, no Canadá, está, desde Fevereiro, a negociar através de Bitcoins e como tal, a inaugurar um novo capítulo nas transacções da América do Norte.

A Califórnia Mondo Adegas não ficou um passo atrás, introduziu o Bitcoin nos seus meios de pagamento de acções destinadas a financiar as suas operações.

Outra adega, produtora de vinhos tintos da Califórnia, a Piramid Valley, começou a receber Bitcoins em 9 de Dezembro de 2013, alcançando um enorme êxito de vendas, que lhe atribui 9% do total de compras online. Caine Thompson, o director geral da Piramid Valley, disse:

Estamos a viver uma época emocionante e o bitcoin é um movimento a ganhar grande força internacional, é uma moeda sem fronteiras para um negócio que assenta num pequeno mercado e bastante isolado, que pretende vender a todo o mundo. Uma moeda sem fronteiras é extremamente atraente?. (?) ? Cada vez recebemos mais solicitações por parte dos nossos clientes internacionais que querem pagar com bitcoin, especialmente em relação aos nossos exclusivos vinhos Home Collection. Os clientes não querem preocupar-se com as taxas de cambio e os elevados gastos de transacção.

E enquanto o Bitcoin se vai fortalecendo no mercado das adegas e lojas de bebidas online, dada a facilidade que oferece aos clientes a nível mundial de poder comprar sem complicações e obter aquilo que desejam, este movimento avizinha uma mudança radical na história dos sistemas de pagamento.

Imaginas, por exemplo, poder comprar um Barca Velha 2004 em bitcoins? Que vinho comprarias?

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Adega de Borba 2011

 

 

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Casa Ferreirinha Quinta da Leda 2005

Os melhores vinhos de Bordeaux

 TAGS:Há pouco tempo analisamos os nossos gostos em relação a vinhos e as diferenças que existem entre os vários países. Ficamos por França e prometemos explicar o porquê da preferência dos franceses em nomear concretamente algumas adegas. Tudo vem de Bordeaux e há já muitos, muitos anos…

O que é evidente é que o modo americano de selecionar vinhos (por tipo de uva) não é eficaz e França, onde a maior parte das adegas elaboram vinhos com vários tipos de uva simultaneamente. A classificação espanhola (por denominação) tem um resultado pouco exato num país onde existem 20 regiões vitivinícolas , denominações genéricas, regionais, municipais e inclusive denominações que correspondem a uma única adega. Só em Bordeaux existem 57 AOC (o equivalente ao DO), tantas como em toda a Espanha.

Não é um problema novo: França é o primeiro país produtor de vinho, praticamente desde que existem registos sobre o tema. Durante a Idade Média, quando as guerras entre países e as invasões bárbaras faziam com que a agricultura fosse uma profissão de risco (que obrigava a população a permanecer no mesmo território, até à seguinte colheita), o cultivo da vinha ficava a cargo dos mosteiros, alheios às revoltas mundanas. França, é o país onde as ordens religiosas, como a de Císter têm mais arreigo, estas forneciam o vinho às paroquias de meia Europa, assim como aos altos dirigentes.

Bordeaux iniciou a sua tradição exportadora sendo o fornecedor n º1 de vinhos a Inglaterra, país do qual formou parte até à guerra dos 100 anos. Ganhou vantagem sobre outras zonas de França, já que para além de formar parte de Inglaterra, detinha o controle da desembocadura do Garona, por onde eram transportados os vinhos de Languedoc e outras zonas competidoras.

Controlando o rio e aplicando leis como a de ?La police des vins?, Bordeaux impedia as restantes zonas de competir em condições de igualdade, já que essa lei impedia vender os seus vinhos em Bordeaux, com destino a Inglaterra, até ao primeiro dia de Dezembro, quando os vinhos de Bordeaux já tinham conquistado o mercado.

A primazia de Bordeaux e a quantidade de subzonas e adegas (mais de 3.000) que possui é de tal ordem que, em 1855 e com a celebração da Exposição Universal de Paris, Napoleao III decidiu promover uma classificação dos vinhos de Bordeaux. O objetivo era o de tornar pública a qualidade dos vinhos, em função do prestígio e história dos seus Châteaus, tratando de oferecer confiança ao comprador para que este soubesse que aquilo que pagava correspondia à qualidade do que comprava. Nem todo o Bordeaux era bom, de modo que não podia haver um valor igual para todos os vinhos. As adegas com maior projeção seriam os Premier Cru, seguidos dos Deuxième, Troisième, Quatrième y Cinquième Crus. Assim, um vinho elaborado por um Château Premier Cru seria seguramente melhor (e mais caro) do que um segundo, ou Deuxième Cru.

Parece uma classificação sensata e sobretudo porque foi realizada de forma rigorosa, atribuindo a denominação honrosa de Premier Cru somente a 4 adegas: Château Lafite, Rothschild, Château Latour, Château Margauxe, Château Haut-Brion. Em 1973 uniu-se-lhes Château Mouton Rothschild. Tal como já referimos, foi o consolidar da confiança do consumidor nas adegas que, tradicionalmente tinham criado os melhores vinhos.

De aqui vem a ideia, que ainda perdura, de selecionar os gostos em função da marca ou da adega. Qual é o senão que podemos encontrar nesta classificação? Em 1855 não era viável para um comprador de vinhos, ter acesso a um guia com as classificações anuais. O habitual era deixar-se guiar pela tradição de uma adega, porém isso penalizava enormemente as adegas mais pequenas, que, ainda que melhorassem a qualidade dos seus vinhos, não subiam a nível de classificação. A classificação de 1855 não sofreu revisões, o que muito se deve ao medo à polémica que poderia causar uma modificação deste tipo, que, para muitas adegas marcaria claramente o limite entre obter êxito ou fracasso.

A lista final desta classificação incluiu apenas os vinhos do Alto Médoc e de Sauternes, à exceção de Haut-Brion de Graves e este facto não fez senão acentuar ainda mais a diferença entre Bordeaux e as restantes zonas. Um Premier Cru de Bordeaux não é o Premier Cru de toda a França, mas assim o parecia e por isso conseguia atingir um preço de venda muito mais alto do que os restantes. Rapidamente, outras zonas imitaram a classificação, e ainda que com distintos critérios a fama destas adegas cresceu notavelmente em relação às outras. Inclusive tantos anos depois e após muitas destas adegas terem mudado de mãos, de localização ou de qualidade, o poder dos nomes continua a ser impressionante. Esse é o poder que impede uma revisão da classificação: ninguém quer arriscar com medo de a piorar.

A proposta que vos deixamos hoje, diz respeito a um jogo: Se tivessem que escolher 4 Premier Cru de Portugal pela qualidade dos seus vinhos ao longo dos anos, quais seriam? Seriam as adegas que hoje fazem o seu melhor vinho?

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Borges Vintage Port 1935

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Barca Velha Casa Ferreirinha 2000

Arquitetura: as catedrais do vinho em Espanha

 TAGS:Nos últimos anos, o mundo do vinho cresceu vertiginosamente, convertendo-se num setor jovem e dinâmico que desperta o interesse de outros mercados. As adegas reinventam-se e englobam uma grande quantidade de atividades e serviços de forma a serem visitadas e a ser conhececida a sua história e vida.

Por essa razão, agora são edifícios espetaculares, de vanguarda, onde o design e a arquitetura foram cuidadosamente tratados e passam a denominar-se as catedrais do vinho. Os artesãos são importantes arquitetos, responsáveis pela volta de 90º que as adegas sofreram e pela sua modernização, sempre a gosto da sabedoria do proprietário.

As adegas mais impressionantes em Espanha:

Herederos del Marqués de Riscal

Começamos por pela histórica adega Marquês de Riscal, considerada como a cidade do vinho e portanto merecedora de um edifício de alto luxo. Desenhado pelo arquiteto Frank Gehry, em pedra, aço inoxidável e titânio, de cores e materiais resistentes, recorda, em excesso, o Museu Guggenheim de Bilbau, realizado pelo mesmo arquiteto.

Bodega Cepa 21

Esta adega do Grupo Emilio Moro, apresenta um poderoso edifício funcional, mas sobretudo surpreendente. Desenhada pelos arquitetos Alberto Sáinz de Aja del Moral e José Manuel Barrio Eguiluz, conta com 6.400 m2 e distribui-se em três andares.

Bodegas Protos

Em Valladolid, as instalações desta adega de longa tradição, converteram-se numa obra de arte total. Um projeto realizado pela mão de Richard Rogers, conhecido pelos seus edifícios futuristas. É por essa razão que a adega é austera e funcional, longe de adornos e artifícios, onde predomina claramente o vidro, a madeira e o betão polido. São eles próprios quem defendem que o objetivo do novo espaço é o de ?ganhar em qualidade, uma verdadeira obsessão do Protos, que há já anos que desenvolve ambiciosos programas de I+D+i?.

Bodega Irius

Minimalista. Assim poderíamos definir as adegas Irius, na Denominação de Origem Somontano, onde se destaca este edifício que não passa desapercebido na zona. É uma obra do arquiteto Jesús Marino Pascual, que deu prioridade à sustentabilidade, já que falamos de um edifício bioclimático, com uma economização de energia na ordem dos 70%.