Como escolher um bom vinho

 TAGS:O mais importante ao escolher um vinho é saber que mais caro nem sempre é sinónimo de melhor e que o preço de cada garrafa diz respeito ao processo de elaboração do vinho, não é um indicador de qualidade. Os fatores mais relevantes no preço de uma garrafa são:

  • O maior ou menor cuidado das uvas na vinha.
  • Se houve ou não, envelhecimento em garrafa.
  • Quanto tempo esteve o vinho guardado na adega.
  • Os preços dos materiais utilizados: etiquetas, rolhas, tecnologia, garrafa, etc…

Definitivamente, um vinho novo é diferente, e não pior do que um reserva.

Em relação ao aroma e ao sabor do vinho não existem receitas; como experiência sensorial, a degustação de vinho é bastante subjetiva. Não obstante, pode-se dizer que um vinho branco deve ter uma acidez marcada, que faça salivar pelo menos 3 vezes depois do primeiro gole, além de ser frutado e deixar frescura no paladar. No caso dos vinhos tintos, a elevada acidez não é procurada, exceto se se trata de um vinho armazenado, já que a acidez ajuda a conservar o vinho durante mais tempo. Estas garrafas também não devem produzir uma adstringência que resseque a boca totalmente, pois isso pode indicar, se é de reserva ou armazenamento, que ainda não se encontra preparado para ser bebido, já que esta característica é suavizada com os anos de envelhecimento na garrafa.

De todos os modos, os vinhos não devem ter aromas de mofo ou ranço, e menos ainda se foram produzidos para serem consumidos enquanto novos.

Se estamos perante um grande vinho, veremos que no copo se reflete pelo menos um aspeto de cada etapa da sua elaboração; uma nota vegetal da vinha, um aroma frutado da uva, um toque floral proveniente da fermentação, e o aroma a baunilha ou tabaco, típico da madeira. No entanto, mais além das receitas o seu objetivo deve ser sempre o de seduzir quem o prova, de tal forma, que num futuro não possa resistir voltar a ele.

Outra incerteza é a temperatura a que deve ser servido cada vinho, e ainda que seja uma questão de gosto, os peritos recomendam arrefecer os vinhos brancos leves como o Sauvignon Blanc e o Pinot Grigio a 10ºc, enquanto que os brancos mais densos envelhecidos em madeira, como o Chardonnay ou o Viognier, deveriam ser servidos a 12ºc. Os espumantes e os adamados devem ser ambos consumidos entre 6ºc e 8ºc. Em relação aos tintos, os mais leves e os novos servem-se a cerca de 12ºc, quanto aos tintos encorpados de reserva ou armazenamento devem ser abertos quando estão entre 17ºc e 18ºc, apesar de ser habitual ouvir dizer que se tomam a temperatura ambiente.

Garrafas Magnum, vinho para partilhar

 TAGS:Existem garrafas de vinho de maior tamanho do que o normal. A mais utilizada é a garrafa Magnum, que tem uma capacidade de 1,5L, ou seja o dobro de uma garrafa normal. Este tema suscita bastante interesse entre os novos fãs do vinho. Porquê garrafas tão grandes? Pois, porque existem motivos de sobra…

Pensem no vinho como um conjunto de partículas. Uma partícula esteve em contacto com a pele da uva e adquiriu parte das suas propriedades. Outra esteve no barril junto à madeira e guardou o sabor dela. Outra ainda, veio de uma vinha mais nova e tem menos aromas. E finalmente há algumas que vêm de uma uva sobre-amadurecida e têm um sabor mais adocicado.

Quando se procede ao engarrafamento do vinho, essas partículas vão-se misturando até terminarem por ser todas iguais. É neste sentido que se diz que um vinho se ?afinou? na garrafa.

Se se trata de uma garrafa pequena, é mais difícil que todas as partículas estejam representadas: se numa garrafa apenas coubessem 3 partículas, uma das já mencionadas não estaria presente no vinho. Assim, quanto maior seja a garrafa, maior é o número de partículas diferentes na formação do vinho, e mais completo será o seu sabor.

Isso também quer dizer que quanto maior for a garrafa, mais tempo necessitará para que se afine (ou fique redondo) na garrafa. Por esta razão, os vinhos de garrafa Magnum saem ao mercado um ano depois dos vinhos da mesma colheita que foram engarrafados nas garrafa habituais. O processo, ao ser mais lento e tranquilo oferece um melhor resultado, mais aperfeiçoado.

As caves, que conhecem todos estes aspetos (e de forma mais cientifica do que a minha explicação) habitualmente põem à venda uma série deste formato, mas apenas dos seus melhores vinhos. E por algo será, não é?

Existe ainda outra vantagem nas garrafas Magnum, o vinho, ao ser muito sensível às mudanças bruscas de temperatura, quanto menor for a garrafa onde se encontra, menos levará a aquecer, e portanto é mais fácil que se estrague.

É verdade que uma garrafa aberta, seja ela do tamanho que for, perde aromas e qualidade, razão pela qual, as garrafas Magnum devem ser abertas quando existe um número suficiente de pessoas que a consumam rapidamente. É portanto, um formato perfeito para abrir numa longa noite com bons amigos, e desta forma também evitamos estar alerta de garrafas abertas. A Magnum dá para muito…

De forma que, se estás a pensar em festejar, um encontro de família ou momentos com amigos, pensa em grande. Pensa em Magnum.

Vinhas novas, vinhas velhas

 TAGS:Um dos mais maravilhosos mistérios do vinho é a evolução constante que sofre. A mesma garrafa, provada com vários dias de diferença pode albergar diferentes nuances. Isto acontece porque o vinho aloja inumeráveis bactérias em desenvolvimento, que se vão modificando, e por consequência modificam as características do caldo.

Também nos barris são produzidas importantes modificações, quando o contacto do vinho com a madeira provoca o desprendimento de partículas do barril que são assumidas pelo líquido. Porém, uma das modificações mais importantes e menos notada é a da própria videira, que, com os anos, vai produzindo uvas com distintas características. Isto faz com que em cada ano o vinho seja único e irrepetível, porque os fatores nunca serão exatamente iguais.

Qual é o mistério de uma boa colheita? A uva tem de crescer com nutrientes metabolizados pela planta. Quer dizer que, se oferecermos generosamente água e sais minerais a uma videira, as uvas crescerão bem e carregadas de sumo, mas o conteúdo desse sumo é apenas água e sais minerais. Por outro lado, se uma vinha carece de água para alimentar o fruto, a planta terá de metabolizar lentamente cada molécula de água que as raízes sejam capazes de encontrar na terra, e portanto a uva crescerá pouco e será escassa mas estará carregada de propriedades da cepa.

Nos primeiros anos de uma vinha, as videiras produzem uvas abundantemente. São frutos grandes e belos, com muito açúcar e bastante agradáveis ao paladar. No entanto, não é recomendável a sua utilização na produção de vinho, porque essas uvas têm poucos nutrientes e proporcionados por uma planta demasiado jovem, na qual a seiva circula cómoda e rapidamente. Ao produzir vinho com estas uvas, o resultado será provavelmente um vinho muito ácido e com pouco sabor.

Durante muito tempo reconheceu-se que não era aconselhável usar uvas de vinha inferior a 5 anos de antiguidade para vinificar. Agora, com as novas técnicas de tratamento de vinhas, conseguiu-se acelerar o desenvolvimento da planta e as vinhas com 3 anos de antiguidade já produzem vinhos de qualidade bastante aceitável.

A maior produção de uvas de uma vinha dá-se até aos 20 anos. Mais ainda, normalmente é necessário ?cortar uva? (cortar cachos antes de tempo para que a planta produza menor quantidade e maior qualidade). Os frutos continuam a ser grandes e carregados de nutrientes.

A partir dos 30 anos estamos perante aquilo que se considera uma vinha velha. Independentemente da riqueza do solo, a planta já foi submetida a podas múltiplas e as suas ?artérias? não funcionam com a mesma facilidade, pelo que a deslocação da seiva até ao fruto é feita lentamente e com dificuldade, o que produz cachos pequenos e carregados de taninos. É difícil elaborar vinho de vinhas velhas, entre outras coisas porque é necessária uma vinha maior para obter a mesma quantidade de vinho, porém, a qualidade aumenta em relação à mesma vinha quando jovem.

Isto não quer dizer que os vinhos da vinhas velhas sejam sempre melhores, porque é tão importante a idade como o estado de conservação, senão…que o digam ao George Clonney…

Em Espanha, há vários vinhos de vinhas velhas que foram reconhecidos internacionalmente. Entre eles, aquele que abriu caminho foi um vinho da Cooperativa San Alejandro em Calatayud, Baltasar Gracián Viñas Viejas de Garnacha, do qual Rober Parker disse que era incrível que um vinho excelente de tal forma, custasse menos de 3 dólares (foram tempos).

Hoje em dia, muitas caves deixam envelhecer as suas melhores videiras para elaborar este tipo de vinhos e já existem tintos imprescindíveis  como o Leda Viñas Viejas, um tempranillo da Ribera del Duero, ou o Dominio de Tares Cepas Viejas, um maravilhoso mencía do Bierzo.

Nos vinhos brancos, ainda que seja menos comum encontrar vinhos de vinhas velhas, é preciso ressaltar o V3, um vinho de Verdejo em Rueda, que, sem dúvida vos vai surpreender. É elaborado pela adega ?Sitios de Bodega?.

Para terminar deixo-vos uma frase de sir Francis Bacon: ?Madeira velha para arder, vinho velho para beber, velhos amigos em quem confiar e velhos autores para ler?.

O Vinho nas dietas

 TAGS: Todos nós, alguma vez na vida fizemos algum tipo de dieta, talvez por imposição médica ou simplesmente por iniciativa própria, mas a maioria delas para reduzir peso. Estas dietas costumam ser quase sempre austeras e um pouco complicadas de seguir, o que quase sempre nos leva a desistir delas.

Hoje, veremos uma forma mais fácil e simples de seguir uma dieta complicada. Se a dieta tem como objetivo reduzir peso, deve saber que o vinho pode ser o acompanhante ideal para estes processos, que podem chegar a ser cansativos e aborrecidos .

Calorias e vinhos

Tal como podemos ver na nossa tabela de calorias e vinhos, onde implica que 100ml de vinho se encontram abaixo das 85 calorias. E tendo em conta que as bebidas como a cerveja ou o whisky se encontram acima das 240 calorias por cada 100ml, o vinho converte-se numa das bebidas com conteúdo de álcool mais adequado para acompanhar uma dieta de redução de peso.

Dieta Mediterrânica

Além de ser uma das bebidas alcoólicas mais saudáveis, o vinho é também uma das mais dietéticas, já que tem uma capacidade comprovada para evitar a concentração de colesterol no corpo.

Uma prova realizada no que se denomina ?Dieta mediterrânica?, na qual se incluíram dois copos de vinho por dia, o resultado ficou perfeitamente claro: os que consumiam esta dose diária tinham uma menor concentração de colesterol do que aqueles que não a seguiam.

Porém, este não foi o único resultado da dieta mediterrânica, também se encontrou um nível de gorduras saturadas e poli-saturadas mais baixo, facto este que a torna ainda mais atrativa, além de favorecer um perfil hemostático de menor risco.

A dieta mediterrânica, consiste basicamente em incluir 2 copos de vinho por dia, um ao almoço e outro ao jantar (além de seguir certas regras dietéticas dos países mediterrânicos: Espanha, França, Itália, Grécia…) e segui-las religiosamente.

Recorde que todas as dietas ou regimes devem ser supervisionados sob observação médica e que nem todas as dietas podem ser seguidas por todos. Aconselhamos a que proponha, ao seu nutricionista ou dietista, incluir o vinho nos seus diferentes regimes ou dietas. Os resultados podem ser muito favoráveis e fazem com que a dieta seja muito mais fácil de seguir.

Fonte sobre a Dieta Mediterrânica: Mezzano y col. PCVS

Elaboração e variedades do vinho Xerez

 TAGS:O vinho Xerez não é constituído por um único tipo de vinho, a sua denominação abarca 4 variedades que nascem a partir de um líquido base elaborado da mesma forma.

Por lei, o 70% inicial do prensado é utilizado para desenvolver os vinhos finos e xerez suave ou comum. O seguinte 20% destina-se à produção de olorosos e outros vinhos de menor qualidade e qualquer líquido restante deve ser destilado (convertido em bebida espirituosa, como o cognac).

Na elaboração destes vinhos, o importante é conseguir, logo após a colheita das uvas, a sua trituração,prensado, fermentado e fortificação (processo onde é adicionado álcool vínico para elevar a sua graduação), e que no barril onde descansa cresça aquilo que é conhecido como ?flor?: um fungo que desenvolve uma capa que confere ao vinho umas propriedades únicas, ao mesmo tempo que o protege da ação nociva do oxigénio. De qualquer forma, ao contrário do que sucede no vinho tradicional, neste caso o oxigénio não é sempre uma má companhia; pelo contrário, por vezes, o deterioro produzido pela sua presença é provocado intencionalmente. Este é o caso do Xerez amontillado. A graduação alcoólica da fortificação determina o vinho; no caso dos finos, amontillados e olorosos, será de volume 15 e no caso dos palo cortado, de volume 17 (a flor não se pode desenvolver neste ambiente).

O melhor representante destes vinhos é o denominado fino, de cor dourado-pálido e aroma amendoado. Trata-se de uma bebida muito seca e de sabor suave. Neste caso a flor evita a oxidação do líquido, durante no mínimo 3 anos de envelhecimento biológico. Para muitos o aperitivo perfeito, este vinho deve ser consumido a 8ºc e combina muito bem com peixe e marisco, assim como com os petiscos tradicionais.

O vinho do Xerez amontillado recorda o sabor das avelãs e o seu tom é âmbar. Esta bebida, também ela de sabor seco, é o resultado de um duplo envelhecimento, biológico e por oxidação, dado que a sua elaboração se inicia como a de um fino com flor, mas que porém, se perde com o tempo e deixa que o oxigénio comece a atuar no líquido conferindo-lhe características particulares. A sua temperatura ótima é a 14ºc e os peritos aconselham-no para acompanhar sopas, carne branca e peixe gordo.

Oloroso é a designação utilizada para identificar um xerez mais escuro que aqueles nomeados anteriormente, com notas de noz e torradas na boca. Este vinho de xerez, com maior graduação alcoólica que o fino e o amontillado, é o resultado de um prolongado contacto do vinho com o ar dentro do barril. É consumido habitualmente a uma temperatura à volta dos 14ºc e com carnes de caça, dado o seu sabor acentuado.

Entre o amontillado e o oloroso, encontra-se o palo cortado, conseguido quando os provadores identificam notas cítricas durante o envelhecimento do Xerez fino e o fortificam com mais álcool para que a flor seja eliminada e se avance para a fase de oxidação, que irá potenciar as características especiais existentes no barril. Este vinho deve ser consumido a 13ºc e é ideal para beber só, ou talvez com frutos secos.

Em Sanlúcar de Barrameda, os invernos são mais suaves que em Puerto de Santa María ou em Jerez de la Frontera, porque a proximidade ao Oceano Atlântico modera o frio. Aqui, a natureza mantém a flor ativa durante todo o ano, concedendo ao fino uma distinção especial, denominada como Manzanilla.

A origem do vinho do Porto

 TAGS:A Grã-Bretanha não trouxe a fama apenas ao chá e ao whisky. Apesar de praticamente não produzir vinho, deu grandes contributos ao desenvolvimento da vitivinicultura mundial: foi quem descobriu o vinho Porto. A história desta bebida portuguesa começa vários séculos antes, porém, foi no séc. XVII que os ingleses o impuseram ao resto do mundo. A Grã-Bretanha estava em guerra com França, o que obrigou a Coroa a decretar o embargo dos produtos provenientes desse país. Foi ao empreender a busca de vinhos de qualidade, para substituir os vinhos gauleses, que os seus súbditos depararam com aquela bebida diferente, de graduação alcoólica superior ao habitual e um sabor seco ou doce, que surpreendia os mais exigentes.

O seu segredo residia em adicionar vários litros de brandy por barril durante a fermentação, de forma a conservar uma parte do açúcar natural da uva.

O interesse que o Porto despertou em Inglaterra, fez com que muitas inversões desse país se estabelecessem na zona que rodeia a portuguesa cidade do Porto, dando um grande impulso à vitivinicultura da região.

Algumas destas caves conservam ainda os apelidos anglófonos dos seus fundadores: ?Croft?, ?Offley?, ?Graham?, ?Sandeman?, ?Dow?, ?Warre?.

 Nos meados do séc. XVIII, o vinho do Porto recebeu o impulso definitivo quando a Coroa portuguesa criou legalmente a atual Real Companhia Velha, a cave de produção mais antiga do Porto. Imediatamente depois, entre 1758 e 1761, delimitou a região de produção de vinho do Porto, que fez nascer a denominação de origem mais antiga do mundo, anterior à dos vinhos franceses. A partir dessa data foram estabelecidos os métodos de elaboração ainda hoje respeitados.

 Os vinhos, elaborados a partir de mais de 12 variedades de uva branca e preta, são fermentados nas caves localizadas no Alto-Douro, em Portugal, perto das vinhas que cobrem os socalcos nas encostas. Uma vez desenvolvida a fermentação, quando as leveduras ainda não consumiram o açúcar totalmente, adicionam-lhe brandy (álcool de vinho) impedindo deste modo que a fermentação prossiga e o sabor doce persista. Uma vez terminado, o Porto é transportado rio abaixo, para envelhecer nas caves de Vila Nova de Gaia, frente à Cidade do Porto e próximo do Oceano Atlântico.

A Sangria

 - Regra geral, o vinho não deve ser misturado. Não obstante, com alguns vinhos, temos licença para misturar, já que são perfeitos para obter um bom cocktail, tal como a sangria.

Na verdade, existem poucos cocktails feitos à base de vinho, sobretudo se estabelecemos uma comparação com o número de cocktails obtidos com outros licores, porém, os existentes são requintados e constituem o acompanhante perfeito para algumas ocasiões.

Sangria

A sangria é um cocktail de vinho de origem espanhola, que em muitos lugares da Península Ibérica é conhecida também como Cuerva. A sua preparação é tão simples como variada. Uma sangria é, basicamente um ?ponche de vinho?, ou seja, o resultado de misturar vinho tinto com um sumo cítrico, frutas e por vezes um pouco de brandy ou outro licor com características semelhantes.

Receita de sangria:

Preparação de Sangria:

  •  Deitar o vinho numa jarra grande.
  • Adicionar o sumo do limão e das laranjas.
  • Juntar o açúcar e a canela em pó e mexer até ficar bem misturado.
  • Juntar as frutas cortadas em quadradinhos.
  • Adornar com rodelas de limão e servir com gelo.

Os vinhos recomendados para esta preparação, são, sem dúvida, os vinhos tintos secos de mesa, no entanto também podem ser utilizados vinhos brancos. Um vinho de mesa semi-seco também é uma boa opção, mas o sabor doce deve ser levado em conta, e se for o caso evitar o açúcar.

É habitual adicionar-se uma bebida branca com gás, que pode ser de limão, laranja, ou mesmo ginger ale. Outro dos segredos de uma boa sangria, é a substituição do açúcar por xarope de groselha.

Habitualmente esta bebida refrescante é consumida no Verão, ainda que haja exceções, já que um bom copo de sangria é sempre bem-vindo.

O nosso conselho é o de que experimentes diferentes formas de preparação, assim como diferentes ingredientes e variáveis, até encontrares a sangria de que mais gostas. Depois, é claro que podes partilhar connosco a receita da tua sangria preferida. ; )

O vinho tinto contra o enfarte e o cancro

 TAGS:Estudos recentes confirmam o efeito protetor das uvas e do vinho tinto sobre os problemas de coração e atribuem-lhe ainda mais uma vantagem: a prevenção de tumores. Qual é a chave? Os flavonóides,  substâncias também presentes no chá e em algumas verduras.

O Deus Baco, ou Dionísio, daria saltos de alegria se soubesse que a ciência descobriu  finalmente o poder das uvas tintas e do vinho tinto sobre a prevenção de enfartes, ataques cerebrais e alguns tumores. Descobriram-se as propriedades antioxidantes das sementes das uvas utilizadas na fabricação do vinho tinto. As sementes contêm flavonóides, também presentes em algumas verduras (especialmente nos brócolos, repolho e couve-flor), na maior parte das frutas e no chá.

Os flavonóides explicam o porquê do vinho tinto ter sido indicado (sempre que se consuma um máximo de dois copos diários) como protetor do coração, do cérebro e das artérias. Estas substâncias podem ajudar pacientes com diabetes, arteriosclerose, cirurgia de by-pass e transplantes de fígado, através da sua ação antioxidante e antitóxica.

Os flavonóides, tal como outros antioxidantes como o selénio, o zinco, betacaroteno, vitaminas C e E, são hoje em dia prescritos de forma a prevenir problemas cardiovasculares e a retardar o aparecimento de tumores e cataratas oculares. Também são habitualmente utilizados no combate ao stress agudo ou crónico, na exposição excessiva aos raios solares e em situações de sobrecarga de medicação para o fígado.

Em relação aos antioxidantes do vinho, uma das últimas investigações indica que beber dois copos de vinho por dia reduz a mortalidade por problemas cardiovasculares num 35%, e um 20% nas causas de cancro. Um 20% do ar que se respira é oxigénio e 1% do gás absorvido pelo organismo é transformado em radicais livres compostos, que bombardeiam as células e provocam diferentes modificações negativas, como a transformação do colesterol na substância básica das placas obstrutivas das artérias. Os antioxidantes neutralizam os danos causados pelos radicais livres do oxigénio.

Por esta razão, os médicos costumam receitar antioxidantes a partir dos 35, 40 anos, especialmente a pessoas com diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo, antecedentes hereditários de problemas cardiovasculares e colesterol elevado. Também se receitam a pacientes com angina de peito, insuficiência vascular cerebral e enfarte.

Também parece, que devido à falta de tempo dos nossos dias para realizar uma alimentação equilibrada, os suplementos antioxidantes terão uma forte presença no mercado, de modo a aumentar a esperança media de vida. De forma que comprem vinho e tomem um bom copo de tinto! Saúde!

Os aromas das uvas brancas

 TAGS:As clássicas perguntas daqueles que se aproximam ao mundo da degustação são normalmente sobre os aromas do vinho. A que cheira este vinho? A que deveria cheirar? Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau?
Se alguma vez viste em filmes, o sketch clássico em que um conhecedor é capaz de descobrir a colheita, a uva, a zona, a marca e inclusive se nesse ano o guarda da quinta tinha ficado constipado em Outubro, não podes evitar sentir frustração quando ao cheirar um vinho não saibas identificar nada disso. Na verdade, no inicio, o mais normal é que nem sequer saber exatamente a que cheira o vinho que se está a provar.

No meu caso, a transição foi bastante mais natural. Provava um vinho, e se gostava via a etiqueta e procurava memorizar o nome. Mais tarde comecei a reparar também no tipo de uva. Nos vinhos monovarietais, pouco a pouco, fui encontrando coincidências entre um vinho de Chardonnay, por exemplo, e outro da mesma uva. Assim, fui reconhecendo os aromas que emanam de cada uva. Ainda não era capaz de nomear o aroma mas já sabia a diferença entre um Macabeo e um Riesling.

Recomendo sempre começar a degustar com vinhos brancos, porque têm uma maior gama de aromas (floral, frutado, vegetal, mel…) que a existente nos vinhos tintos, e que  além disso podem incluir os aromas do envelhecimento em barril.

Por fim, num curso de degustação, forneceram-me os nomes adequados às impressões que recebia e desta forma comecei a ser considerado provador, ainda que, prefiro pensar que sou apenas um apaixonado por vinhos.

As uvas têm um odor diferente? Sim, tal como o sabor de um tomate coração-de-boi é diferente de um tomate italiano. Porém, se tomas um gaspacho com os dois tipos de tomate misturados será difícil distingui-los. Se estás interessado em aprender a degustar, experimenta começar com vinhos monovarietais, de forma a aprender a reconhecer cada uva separadamente.

Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau? Depende se tu gostas desse aroma ou não. Existem vinhos brancos, fiéis ao aroma genérico da uva, porque a cave responsável quer mostrar essa uva no seu melhor. No entanto existem outras caves (ou os seus enólogos) que produzem vinhos completamente diferentes, nos quais é difícil reconhecer a uva, já que aquilo que pretendem ressaltar é o carácter único e a diferença da sua colheita ou pretendem mostrar que são capazes de conseguir novos aromas da mesma variedade. Tudo é aceitável se aprecias o resultado.

A que deveria cheirar um vinho branco? A saber… Ao longo da história foram marcados padrões relativos aos aromas dos vinhos, aqueles que normalmente estão presentes em cada tipo de uva. Mas não é a mesma coisa uma Gewürztraminer cultivada em La Mancha, e outra cultivada na Áustria. Inclusive na mesma vinha, à medida que as cepas envelhecem ou que os fatores externos mudam (aquecimento global, técnicas novas de prensado, contribuições dos enólogos), os vinhos vão transformando os seus aromas.

Por último, é necessário ter em conta que um vinho de uva verde nunca terá o mesmo cheiro de um vinho de uva passa. Parece lógico, não?

O padrão para uvas brancas é aproximadamente o seguinte:

  • Chardonnay: Maçã verde, limão,toranja, ananás, melão, banana,…

  • Riesling: Maçã verde, cítricos, marmelo, fumados, apimentados, petróleo,…

  • Gewürztraminer: Rosa, gardénia, lichia, manga, pêssego,…

  • Macabeo / Viura: Frutos verdes, maçã, flores brancas, vinho,…

  • Moscatel / Muscat: Existem tantas variedades de moscatel como aromas. Além de tudo, quando se trata de vinhos monovarietais, é habitual usar a uva sobre amadurecida, frutas geladas, mel, pétalas secas de rosa, flor de laranjeira, pêssego em calda,…

  • Sauvignon Blanc: Frutas maduras, fumados, espargo, pimento verde, maracujá,…

  • Alvarinho: Maçã dourada, mel, alperce, florais,…

  • Airén: Banana, ananás, feno, cevada, alfazema,…

  • Malvasía: Fruta branca, limão, pêssego, ameixa,…

  • Palomino: Lima, amêndoas amargas, anises, salinos, balsâmicos,…

  • Verdejo: Frutas brancas, erva verde, manga, melão, funcho,…

Pode ser que um vinho de alguma destas uvas cheire a outra coisa? Evidentemente que sim. Além de mais o nome do aroma deve ser aquele que tu identificas. Em alguns apontamentos de degustação podem mesmo chegar a ler-se aromas como: ?orvalho de uma manhã de Outubro?, ?lençóis acabados de lavar?, ?maçã vermelha cortada ao meio?, ?padaria em produção?. Parecem absurdos mas se os lês atentamente de certeza que te recordarás de algum aroma.

Como sabemos se um vinho que cheira a maçã, é um Chardonnay, Riesling, Macabeo, Alvarinho, ou de outra uva? Pois, porque os aromas não são exclusivos. O mesmo vinho apresenta vários aromas ao mesmo tempo, de forma que devemos tratar de identificar outros aromas, no copo, que nos possam ajudar a decidir. Mais do que um conselho, é uma obrigação para quem gosta de vinho: provar, provar e provar.

Vinhos da África do Sul

 TAGS:A primeira elaboração de vinho foi realizada em Fevereiro de 1659 na África do Sul. No inicio não foi fácil, já que os colonos holandeses praticamente não tinham conhecimentos sobre o cultivo da uva e a produção do vinho. A salvação do vinho do Norte deu-se entre 1680 e 1690, quando, à Cidade do Cabo, chegou um grupo de refugiados franceses, os huguenotes, que levavam consigo a tradição vitivinícola francesa e a adaptaram às condições da região. Os primeiros obstáculos que tiveram de ultrapassar foram a grande variedade de climas e solos da Cidade do Cabo, aliados à falta de mercados para exportar o vinho. Este último ponto solucionou-se por si mesmo. Na primeira metade do séc. XX, a ocupação inglesa abriu o mercado mais importante à África do Sul: o inglês.

Sucederam-se numerosas alterações climáticas, económicas e políticas, incluindo a filoxera, porém ao longo deste século, a indústria do vinho da África do Sul foi-se consolidando, melhorando a qualidade dos seus produtos e produzindo alguns dos mais famosos vinhos do mundo.

Variedades de vinhos sul-africanos

Na África do Sul encontram-se as variedades de uva mais comuns do mundo, Chardonnay, Gewürztraminer, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Semillón, Ugni Blanc, Cabernet Franc,Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Shiraz e inclusive outras variedades não tão comuns na mesma região.

As variedades mais fora do comum:

Branca:

  • Cape Riesling, uma das maiores variedades da África do Sul, identificada como o Crouchen Blanc francês.
  • Chenel, cruzamento local entre Chenin Blanc e Ugni Blanc.
  • Chenin Blanc, também conhecida como Steen, produz vinhos frescos, frutados, fáceis de beber.
  • Clairette Blanche, uma das variedades sul-africanas preferidas, oferece vinhos de baixo teor alcoólico e baixo nível de acidez. Ainda que não se use  para elaborar vinhos monovarietais, é um constituinte fundamental de muitos vinhos.
  • Há ainda a  Bukettraube, procedente da Alemanha, Colombard, Emerald Riesling, Muscat de Alexandria, a que chamam Hanepoot. Muscadel, Palomino, Rhine e Riesling.

Tintas:

  • Cinsaut, uma variedade versátil, antes conhecida como Hermitage, mas cuja área de cultivo diminui dia-a-dia.
  • Pinotage, cruzamento local entre Pinot Noir e Cinsaut (Hermitage), que produz vinhos encorpados e frutados. Necessita 2 ou 3 anos para alcançar a sua plenitude.
  • Souzão, variedade originariamente procedente de Portugal que produz vinhos de excelente intensidade de cor.

Outras variedades tintas: Gamay Noir, Muscadel Red, tinta Barocca, Zinfandel.