Vinhos da África do Sul

 TAGS:A primeira elaboração de vinho foi realizada em Fevereiro de 1659 na África do Sul. No inicio não foi fácil, já que os colonos holandeses praticamente não tinham conhecimentos sobre o cultivo da uva e a produção do vinho. A salvação do vinho do Norte deu-se entre 1680 e 1690, quando, à Cidade do Cabo, chegou um grupo de refugiados franceses, os huguenotes, que levavam consigo a tradição vitivinícola francesa e a adaptaram às condições da região. Os primeiros obstáculos que tiveram de ultrapassar foram a grande variedade de climas e solos da Cidade do Cabo, aliados à falta de mercados para exportar o vinho. Este último ponto solucionou-se por si mesmo. Na primeira metade do séc. XX, a ocupação inglesa abriu o mercado mais importante à África do Sul: o inglês.

Sucederam-se numerosas alterações climáticas, económicas e políticas, incluindo a filoxera, porém ao longo deste século, a indústria do vinho da África do Sul foi-se consolidando, melhorando a qualidade dos seus produtos e produzindo alguns dos mais famosos vinhos do mundo.

Variedades de vinhos sul-africanos

Na África do Sul encontram-se as variedades de uva mais comuns do mundo, Chardonnay, Gewürztraminer, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Semillón, Ugni Blanc, Cabernet Franc,Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Shiraz e inclusive outras variedades não tão comuns na mesma região.

As variedades mais fora do comum:

Branca:

  • Cape Riesling, uma das maiores variedades da África do Sul, identificada como o Crouchen Blanc francês.
  • Chenel, cruzamento local entre Chenin Blanc e Ugni Blanc.
  • Chenin Blanc, também conhecida como Steen, produz vinhos frescos, frutados, fáceis de beber.
  • Clairette Blanche, uma das variedades sul-africanas preferidas, oferece vinhos de baixo teor alcoólico e baixo nível de acidez. Ainda que não se use  para elaborar vinhos monovarietais, é um constituinte fundamental de muitos vinhos.
  • Há ainda a  Bukettraube, procedente da Alemanha, Colombard, Emerald Riesling, Muscat de Alexandria, a que chamam Hanepoot. Muscadel, Palomino, Rhine e Riesling.

Tintas:

  • Cinsaut, uma variedade versátil, antes conhecida como Hermitage, mas cuja área de cultivo diminui dia-a-dia.
  • Pinotage, cruzamento local entre Pinot Noir e Cinsaut (Hermitage), que produz vinhos encorpados e frutados. Necessita 2 ou 3 anos para alcançar a sua plenitude.
  • Souzão, variedade originariamente procedente de Portugal que produz vinhos de excelente intensidade de cor.

Outras variedades tintas: Gamay Noir, Muscadel Red, tinta Barocca, Zinfandel.

Os 8 benefícios do vinho tinto para a saúde

 - O vinho é uma das bebidas alcoólicas mais antigas do planeta. A sua história prolonga-se há milhares de anos, e ainda que qualquer bebida alcoólica bebida em excesso provoque uma enorme quantidade de problemas de saúde em lugar de benefícios, a investigação atual indica que um copo de vinho tinto por dia pode proporcionar algo mais do que momentos de relaxamento.

  • Redução do risco de morte para quase todas as causas: Os investigadores europeus indicam que o consumo diário, moderado, de vinho tinto (22-32g de álcool) tem em efeito protetor sobre a mortalidade por qualquer causa. Segundo os estudos realizados por França, Reino Unido, Finlândia e Dinamarca, o consumo de vinho é mais vantajoso que o da cerveja ou de outras bebidas espirituosas.
  • Tabagismo: Fumar muito entorpece seriamente a capacidade natural de vasodilatação dos vasos sanguíneos. O vinho tinto, com ou sem álcool, diminui o efeito nocivo do consumo do tabaco no endotélio ? capa de células que proporciona uma redução de fricção no revestimento dos vasos linfáticos, dos vasos sanguíneos e no coração.
  • Doenças de coração: Uma das mais conhecidas e estudadas vantagens do vinho tinto é o seu efeito protetor do coração. O consumo moderado e regular de vinho tinto pode ser uma prevenção frente à doença cardíaca coronária. Os homens da ciência acreditam  que o vinho tinto reduz o risco de doença coronária, mediante a redução da produção de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e a impulsão da lipoproteína de alta densidade (HDL).
  • Coágulos sanguíneos: O vinho tinto produz uma ação anticoagulante ou antitrombótica. Os consumidores esporádicos ou moderados de vinho, têm um menor nível de fibrinogénio (proteína) que proporciona a formação de coágulos sanguíneos.
  • Arteriosclerose:O vinho tinto pode prevenir o inicio e a progressão da arteriosclerose (endurecimento das artérias). A arteriosclerose aparece quando os vasos sanguíneos começam a perder a sua capacidade de se relaxar. Tanto o álcool como os polifenóis presentes no vinho tinto, parecem favoráveis quanto a manter os vasos sanguíneos saudáveis através da promoção de formação de óxido nítrico (NO), substância química fundamental e fator de relaxamento que tem um papel importante na regulação do tónus vascular.
  • Hipertensão: O consumo excessivo de álcool é geralmente considerado um fator de risco para a hipertensão. No entanto, existem algumas provas dos efeitos favoráveis do vinho tinto sobre a pressão arterial. Dois copos de vinho tinto (250ml) à refeição, baixam a pressão arterial em pessoas hipertensas, após a mesma refeição.
  • Cálculos renais:A ingestão de vinho tinto reduz o risco de formação de cálculos renais (pedras nos rins).
  • Alzheimer: O consumo moderado de vinho está correlacionado com um menor risco de padecer a doença de Alzheimer. Os investigadores descobriram que o resveratrol, um polifenol presente no vinho tinto, produz efeitos neuro-protetores.

Deste modo, apesar da minha conclusão não incluir uma declaração genérica em que vos digo que se deve beber vinho diariamente, pode valer a pena experimenta-lo se a tua situação atual encaixa em alguma das situações de risco descritas anteriormente. Todos a comprar vinho!

Harmonizaçao de vinhos: 5 conselhos básicos

 TAGS:A harmonização de vinhos pode parecer uma experiência esmagadora quando se é o anfitrião do jantar. Os entusiastas do vinho e os peritos, durante anos dominaram a capacidade de combinar um determinado prato com um vinho substancial. Porém na verdade, a harmonização do vinho não é equivalente à ciência moderna dos nossos dias. Aquilo que necessitas são apenas algumas indicações básicas sobre o vinho, de forma a criar uma harmonia de sabores no teu próximo jantar. Aproveita estes conselhos de harmonização de vinhos!

Antes de abordar a tarefa de decidir que vinho escolher, é importante compreender os sabores que se encontram naturalmente no vinho. A elaboração do vinho é um processo muito pormenorizado, e uma das partes vitais de obter a sua essência encontra-se nas diferentes castas de uva. Os sumos de uvas,  prensadas nas primeiras fases de elaboração do vinho, são combinados com levedura para produzir álcool e dióxido de carbono. É durante este processo de fermentação que se extraem e desenvolvem os sabores de um vinho.

Apesar dos produtores de vinho se orgulharem da complexidade dos vinhos que produzem, eles possuem sabores muito básicos, começando porque dependem do tipo de uva utilizada. Quanto ao sabor, o vinho pode ser doce, ou ácido, este geralmente é classificado como vinho ?ácido?. Outros vinhos são amargos e deixam uma sensação de língua ?encortiçada?. A utilização de álcool e de sal na cozinha também podem afetar o sabor de um vinho. Os vinhos que possuem um alto teor de álcool tendem a ser mais encorpados. Porém, geralmente é o processo de envelhecimento do vinho o que desenvolve completamente o seu bouquet.

Ouve-se falar frequentemente da associação com os taninos do vinho, vinhos especialmente tintos. Os taninos derivam de substâncias orgânicas como as grainhas da uva, utilizadas na fabricação do vinho. O grau de força que podem atingir os taninos no produto final, pode depender de como é prensada a uva nas primeiras fases da elaboração do vinho. Os taninos são mais fortes nos tintos novos mas geralmente abrandam com a idade, e não só ajudam ao processo de envelhecimento, como também podem afetar bastante o sabor de um vinho. Por esta razão, os vinhos muito tánicos são envelhecidos durante grandes períodos de tempo. Este tipo de vinhos, quanto mais tempo envelhece, mais sabor e corpo tem quando se abre. Quando se trata de harmonização, deves saber o quanto esse vinho é novo e tánico, pois ele desempenhará um papel importante no que escolheres para servir aos teus convidados.

A harmonização deve ter em conta o sabor do que vais servir, se o planificas antecipadamente pode implicar o jogo de escolher um vinho para acompanhar um determinado prato. Os conselhos básicos que se seguem proporcionam-te o conhecimento que necessitas para tomar as decisões adequadas.

  • Harmonização de vinhos, conselho nº1: Encontra um vinho que gostes de beber

Em primeiro lugar, quando queres combinar um vinho com um prato, encontra um que normalmente tenhas prazer em beber. Não te preocupes pela ?qualidade? de um vinho, ou pela sua classificação nas revistas mais recentes sobre vinhos. Independentemente do que os peritos classifiquem como os melhores vinhos, o vinho deve ser aquele que tu gostas de beber.

Quando encontras um que te agrada, guarda a rolha, ou anota a informação da etiqueta, para o poderes voltar a encontrar em outra ocasião. Na verdade, é assim como muitos dos amantes de vinho encontram os seus vinhos mais apreciados.

A harmonização de vinho é uma experiência sensorial total, que vai desde o sabor que o vinho e os alimentos despoletam na boca, até aos aromas que invadem a sala ao decantar o vinho e ao servir os pratos.

  • Harmonização de vinhos, conselho nº2: Os vinhos suaves são servidos antes dos vinhos encorpados.

A regra básica para a harmonização do vinho consiste em servir primeiro os mais suaves e depois os mais encorpados, ou seja mais tánicos. Normalmente, os mais suaves costumam ser vinho branco como Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Chardonnay e espumantes. Também existem alguns tintos de corpo suave, como por exemplo o Pinot Noir, que também se pode servir no inicio da refeição. Os vinhos mais lsuaves podem ser combinados com saladas, sopas ou aperitivos. Ao servir pratos de aves de capoeira, ou de peixe geralmente utiliza-se um vinho branco ou um tinto suaves.

Os pratos mais pesados, de carnes vermelhas e cabrito, merecem vinhos mais ricos e espessos, tais como o Bordéus, Cabernet, ou inclusive um Borgonha francês. As sobremesas, dependendo da quantidade de açúcar que levem, podem ser servidas com vinhos brancos frios, como o Sauternes, ou com um Porto.

  • Harmonização de vinhos, conselho nº3: Quando o prato for de cozinha regional deves combina-lo com vinhos da mesma região.

Os vinhos são desenhados e produzidos para se vincularem aos alimentos. Que melhor forma de obter uma experiência regional completa, de uma determinada cozinha, se pode conseguir senão combinando-a com um vinho da mesma zona? Os produtores de vinho de todo o mundo criam vinhos preparados com os mesmos ingredientes disponíveis para a alimentação de uma dada região. O solo pode proporcionar especiarias únicas, em regiões especificas do mundo, aplicadas como ingrediente principal tanto na produção de vinho, como na preparação dos alimentos.

Chega mesmo a ser divertido descobrir como se fundem bem, os sabores e os temperos quando se encontram combinados à sua cozinha regional. Se estás a confecionar um prato francês  irresistível, com molhos delicados e carnes saborosas, opta por vinhos franceses. Molhos suaves podem ser servidos com um vinho branco ou tinto de Borgonha, enquanto que os molhos mais pesados se podem combinar com um Bordéus bem encorpado. Os italianos, por exemplo, orgulham-se dos vinhos que produzem e criaram molhos perfeitos para massas, de forma a harmonizar com um vinho em particular.

Se te decides por pratos de massas da cozinha do Norte de Itália, ou pela cozinha regional da Toscana, podes encontrar alguns vinhos italianos de sabor adequado em qualquer loja de bebidas ou garrafeira.

  • Harmonização de vinhos, conselho nº4: É importante encontrar um equilíbrio na harmonização de vinho.

Quando combinas um vinho com um prato, deves estar atento à complexidade dos pratos que serves aos teus convidados. Os sabores e os alimentos extremamente complexos devem ser combinados com vinhos de sabores simples, enquanto que os vinhos de sabores complexos devem acompanhar pratos simples, mas saborosos.

O tipo de comida que sirvas pode transformar o sabor de um vinho, já que as especiarias naturais utilizadas em cozinha podem destacar ou dominar um vinho. Por isso é importante saber o que se vai cozinhar antesde escolher os vinhos que se vão servir. Os ácidos e taninos de um vinho podem interatuar com o tempero utilizado nos molhos ou com os sabores naturais das carnes.

Quando procuras o equilíbrio entre um prato e um vinho, tem em conta a questão dos sabores opostos, como o doce e o picante. Por exemplo, os pratos picantes da cozinha tailandesa, e alguns espanhóis, podem ser servidos com vinhos adamados para ajudar a equilibrar o calor associado a este tipo de pratos.

  • Harmonização de vinhos, conselho nº5: Aprende a combinar vinhos e queijos.

Combinar vinho e queijo é uma prática secular. É habitual vermos servir um prato de queijos no decorrer de uma refeição, como parte constituinte que é, do banquete. No entanto, alguns queijos podem ter um sabor dominador, que deve ser suavizado com um vinho particular. Decidir que queijo servir pode depender do vinho que tens à tua disposição.

Si estás a começar desde 0, decide-te pelo teu vinho favorito, ou pelo queijo que gostarias de servir, e  então escolhe o companheiro adequado para ele. Tal como o vinho, os queijos podem ter uma enorme variedade de sabores. Um queijo mais picante, como o queijo-azul, deverá ser acompanhado com vinhos adamados que ajudem a esbater o impacto deste tipo de queijos. Os queijos delicados ou suaves, como o Cheddar, podem ser combinados com tintos suaves.

O queijo de cabra pode parecer impossível de combinar, devido ao seu aroma e sabor, no entanto, ao acompanha-lo com um vinho branco seco encontraremos uma agradável experiência. A maioria dos queijos moles pode ser combinada com praticamente todo o tipo de vinhos, incluindo grande parte dos espumantes e champanhes.
Seguindo simplesmente estes conselhos de harmonização de vinhos, já podes atrever-te ao jogo de selecionar os vinhos perfeitos para acompanhar um jantar. Quantos mais pratos sirvas aos teus convidados, maior variedade de vinho necessitarás para acompanhar cada um deles. Sejam oito pratos diferentes, ou simplesmente hambúrgueres, podes encontrar o vinho perfeito. Com um pouco de preparação, podes converter o teu jantar numa agradável obra maestra de harmonização de sabores para todos.

Comprar vinho por Internet

 TAGS:Comprar vinho por Internet ainda é algo que surpreende a mais de um utilizador. Muitos conhecidos meus, amantes de vinho e compradores habituais nas enotecas ou supermercados, dizem-me que jamais compraram vinho por Internet. Dentro da nossa tarefa do dia-a-dia na Uvinum, está também a de divulgar a nossa experiência e de apregoar as vantagens que tem a Rede, sobre canais mais tradicionais.

Comprar vinho por Internet já é uma realidade. Nos E.U.A. já representa mais de 8% do mercado B2C, o que equivale a mais de 2.000 milhões de dólares. Na Europa, as vendas de vinhos por Internet crescem de ano para ano mais de 10%, ainda que seja verdade que em Espanha, os consumidores não souberam ver ( e provavelmente as empresas não souberam educar convenientemente o utilizador) as cómodas vantagens de comprar por Internet.

Como tal, creio que é correto fazer um processo de reflexão sobre quais os pontos-chave a ter em conta no momento em que te decides a comprar um vinho numa enoteca ou num supermercado, por exemplo. Nós fizemos vários debates com gente do sector (e gente fora dele) e estes são os pontos que mais se destacaram no momento de tomar uma decisão para comprar um determinado vinho:

  • Receber uma recomendação
  • O preço e a relação qualidade-preço
  • A informação completa sobre o vinho
  • A marca
  • Descobrir um vinho
  • Design/embalagem
  • Uvas
  • E DOC (denominação de origem controlada)

A tudo isto, eu acrescentaria:

  • A amplitude do catalogo
  • Recomendações não influenciadas por um interesse comercial em comprar esse vinho Vs, outro.
  • O conforto de poder comprar o vinho quando assim o desejas (no trabalho, em casa, etc…)
  • Receber recomendações personalizadas
  • Poder comparar entre preços de várias lojas e escolher o melhor preço

Se somar todos estes pontos, todos eles constituem argumentos claros para comprar vinho pela Rede. A Internet oferece todas as opções já aqui expostas, mas, infelizmente, comprar vinho por Internet não é uma realidade massiva na Espanha de hoje em dia.
Do que é que estamos à espera para que não seja assim?
Se no mundo das viagens, a Internet já representa mais de 25% das vendas, dadas as suas evidentes vantagens (sobre uma agência de viagens tradicional), como é que não se passa o mesmo com o vinho?

Para além de tudo isto, existem várias lojas online que estão a desempenhar um trabalho fantástico, como: Vila Viniteca, Aporvino, Grau Online, Ecomprarvino, Wine.com, Chateauonline, 1885.com… Todas elas demonstraram, ao longo do tempo, a sua qualidade como serviço e a sua vantagem como canal de venda.
Por outro lado, quando falo com outras pessoas sobre o tema de venda de vinhos online e as possíveis desvantagens da Rede, algumas dizem-me:

É que por Internet não se pode degustar o vinho…

E é verdade. Na Rede não se pode degustar. Mas por acaso podes fazê-lo num supermercado ou na grande maioria das enotecas?

Em última análise, cada espaço de venda: lojas especializadas; enotecas; supermercados, etc… tem as suas vantagens. O mais importante é difundir a cultura do vinho, e o consumo responsável, para partilhar com a tua família ou amigos.

Recomendamos: Comprar vinho, Cava e Champanhe ao melhor preço em Uvinum.

A origem do vinho

Existem 2 mitos sobre as origens da fermentação. O primeiro é que a cerveja foi ?inventada?, ou mais exatamente descoberta, por acaso. O segundo, que o vinho também foi um acidente. É muito pouco provável que, dado o elegantemente simples, e paralelamente tão complicado, que é o processo de elaboração da cerveja, esta não seja mais do que um acaso.
Com o vinho acontece o mesmo, ainda que é provável que os nossos antepassados tenham observado como os sumos de fruta mudavam quando se decompunham, ou apodreciam, em determinadas condições.

O porquê de ser pouco provável que o descobrimento do vinho fosse um acidente, deve-se ao descobrimento das sementes de uva, ou grainhas, que se encontram abundantemente na parte inferior da Geórgia ? da Rússia. As grainhas foram datadas através do carbono e estima-se que possuam cerca de 7.000 anos de antiguidade. O que faz com que estas grainhas sejam excecionais não é apenas a sua abundância, mas também a sua forma. As grainhas que se reuniram para cultivar diferem das grainhas silvestres na forma e na informação genética.

Todas as uvas contemporâneas cultivadas são hermafroditas, ou possuem as características de ambos os sexos. Isto é devido a que os nossos antepassados da Idade da Pedra tardia, colheram apenas videiras femininas.
As vides da uva, quando crescem livremente, possuem machos e fêmeas. As fêmeas carregam a fruta, enquanto que os machos polinizam. Quando o homem primitivo apareceu em cena, salvou as plantas femininas e reduziu os machos. Com o correr do tempo, apenas as vinhas hermafroditas foram capazes de sobreviver. Uma das sobreviventes das experiências efetuadas com o vinho pelo homem primitivo, chama-se Vitis vinifera, que é a espécie da qual surgiram as uvas de vinho. As pessoas destas primeiras épocas, estiveram suficientemente atentas como para destacar este tipo de uva pelo seu alto conteúdo de açúcar. Sem açúcar não há vinho.

Porque é que a fermentação não foi um acidente? Isto encontra-se aberto a discussão, mas, o vinho, tal como a cerveja, não poderiam ter existido se não tivessem coincidido determinadas condições. Juntamente com o açúcar, é necessário que exista levedura, e a das uvas que os primeiros homens reuniram, aparentemente ao acaso, nos seus diversos tipos, devem ter sido leveduras de origem natural. Hoje, sabemos que algumas destas leveduras de origem natural não são muito boas para o vinho e apenas, como muito, podem chegar à fermentação. Porém, provavelmente tenham feito o trabalho suficiente como para conseguir que o homem primitivo tivesse chegado onde devia, o que, de acordo com as primeiras escritas sobre vinho, foi o lugar dos deuses.

Os 10 mitos do vinho

Somos continuamente enganados por mitos e lendas urbanas. Até à degustação de Paris em 1976, o mito de que França era o único país que podia produzir vinhos de qualidade, habitava a mente dos enófilos. Ainda que seja possível que te rias dos mitos que se seguem, algumas pessoas ainda estão sob o seu engano. Vamos de tratar de esclarecer as coisas.

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10. A fruta utilizada para descrever o vinho foi utilizada ao fazê-lo.

A menos que compres um vinho elaborado com uma fruta distinta das uvas, ele está feito a partir da variedade de uva que vem na etiqueta e não à base dos frutos que se utilizam para o descrever (por exemplo, cereja negra, morango, kiwi). É comparável aos sabores artificiais, ou seja, têm um sabor similar aos que se copiam, mas não contêm o produto real. De forma que, quando vejas ?toques de framboesa, cereja e baunilha? na etiqueta, esta é simplesmente uma descrição do produtor sobre o sabor do vinho em similaridade com estes componentes, que, na realidade não foram utilizados na produção do vinho.

9. É necessário um copo de vinho diferente para cada tipo de vinho.

Novamente, este é um mito que foi desacreditado há já muito tempo. Precisas de um copo em forma de tulipa (flute), ou outro onde o corpo se estreite ligeiramente no topo, de forma a concentrar o aroma no nariz. Porém, as distintas formas de colocar o vinho nas diferentes áreas da língua, ou para que o vinho respire mais rapidamente, não são necessárias. Arranja um com conjunto de copos (Riedel Ouverture Vino tinto, Zinfandel ou uns O-Riedel sem pé) e ganha espaço no teu armário!

8. Não se podem envelhecer vinhos selados com um encerramento diferente.

De facto, os dados demonstram que as tampas de rosca, ou twist-off como lhe chamam por vezes, são mais competentes no selado do vinho do que as rolhas. Um estudo citado na revista Wine Spectator de 31 de Março de 2005 (págs. 59-60) concluiu que as tampas de rosca permitem, em media, 0,001 centímetros cúbicos de oxigénio por dia, contra as tampas que permitiam entrar numa garrafa de vinho de 0,1 a 0,001 centímetros cúbicos de ar. E de facto, 7 das 35 garrafas seladas com rolha permitiram a entrada de 0,1cc! Isso significa que os twist-off são mais coerentes, e com o tempo, deixam entrar menos oxigénio, o que resultaria num maior envelhecimento das garrafas.

A industria das rolhas, sintéticas ou de cortiça natural, gostaria que acreditasses no contrário, mas não é assim, as tampas de rosca vieram para ficar e não terás problemas em deixar que estes vinhos envelheçam.

7. Bordéus, Borgonha, Champanhe, Xerez e Porto são variedades de uva.

Devido a um confuso sistema de etiquetagem, os consumidores de vinho cometem este erro comum. Cidades de França, Espanha, Itália e Portugal, entre outros, limitam a produção de variedades de uva na sua área. Para que uma cave receba a autorização legal e a etiqueta do seu vinho, tem de obedecer às regras da organização que supervisiona a produção local. Isso significa que o Champanhe não é uma variedade de vinho, mas sim o lugar onde se faz o vinho espumante. Pretendes fazer um vinho não espumante na Região de Champanhe e chamar-lhe Cabernet Sauvigon na etiqueta? Não se pode. A mesma coisa acontece com o vinho de Bordéus, que é constituído por uma mescla de diferentes tipos de uva tinta, Borgonha, que é principalmente a partir de Pinot Noir e Porto, que se faz de diferentes variedades de uva tinta e branca.

6. A harmonização de vinho branco com peixe ou frango, e de vinho tinto com carne vermelha.

Ainda que esta é a resposta mais comum à pergunta ?com que vinho  devo combinar a refeição?, é incorreta.

A melhor forma de harmonização da refeição e do vinho é fita através da análise  dos sabores da comida e dos sabores do vinho. Por exemplo, se vais assar um peixesazonalcom um pouco de sal, limão e manteiga, decide-te por umSauvignon Blanc, agradável, comnotascítricas, ou umChardonnaycomsabores a manteiga, será um excelente resultado. No entanto, se o salmão é coberto com molho de amora preta, seria mais adequada a escolha de um tinto frutado, como oPinot Noir, Merlotou inclusive umSyrah. O mais indicado é ler a descrição da etiqueta dos vinhos e então decidir a harmonização por semelhanças. Também é útil saber que os vinhos com taninos firmes se adequam melhor a pratos salgados, ou que os vinhos ácidos necessitam um prato que contenha um sabor ácido, ou ainda, que a melhor forma de combinar a comida picante é com vinhos com um pouco de açúcar residual e não um elevado grau de álcool. Recorda apenas que não existem regras estritas e rápidas para isto.

5. Os amantes de vinho são snobs.

Só apenas as pessoas que vivem em Napa Valley ou de Bordeaux… não, estou a brincar. Na verdade, os amantes de vinho mais sérios são os estudiosos do mesmo e têm os pés na terra. São as pessoas que disfarçam a ignorância com a arrogância quem devem estar atentas. Os verdadeiros amantes de vinho seguem apaixonadamente a sua educação vinícola, e estão dispostos a partilhar os seus conhecimentos e um copo com qualquer pessoa que esteja interessada.

4. Pode-se discernir a qualidade do vinho pelas lágrimas (ou pernas) que deixa no copo.

Fazes girar o teu copo, deixa-lo repousar, e observas que uma fina capa transparente fica pegada na parede interna do copo e que depois começa a escorrer. Por vezes é conhecida como ?lágrimas? ou ?pernas?, e é simplesmente uma pequena quantidade de álcool e água que adere à superfície do vidro, uma vez evaporado o álcool, a água escorre novamente para o fundo do copo. Porquê? A água é um componente principal de um vinho e o álcool evapora-se muito mais rapidamente, de forma que, quando soltas o copo, o álcool evapora-se e a tensão superficial da água aumenta provocando a formação de gotas controladas pela gravidade. Esta não é uma forma de medir a densidade, ou a qualidade do vinho, de modo que não te preocupes.

3.Os vinhos tintos deve beber-se a temperatura ambiente e os vinho brancos, frios.

Esta ideia não é necessariamente má, porém a sua interpretação quase sempre o é. Muitos entendem por isto deixar o vinho tinto fora do frio para que possa chegar à temperatura ambiente atual, e abrir o vinho branco assim que sai do frigorífico. A temperatura ambiente do vinho tinto seriam uns 60 graus Fahrenheit ? temperatura típica de uma ?sala? na altura em que esta ideia se tornou popular. São muitos os profissionais que estão de acordo em que a melhor maneira  de saborear o vinho, se não possuis o luxo de um dispositivo de armazenamento com temperatura controlada, é deixar os vinhos tintos no frigorífico de 5 a 15 minutos antes de os consumir, e de 20 a 30 minutos para os vinhos brancos. Se guardas o teu vinho no frigorífico, retira-o pelo menos 15 minutos antes de o servir, e para os tintos, pelo menos 30. Uma vez mais, não é uma ciência exata, mas de uma forma geral pretendemos cerca de 60 graus Fahrenheit num tinto, uma temperatura um pouco inferior para um branco e ainda um pouco mais para um espumante. Alguns defendem que os matizes não se detetam nos vinhos brancos demasiado frios, o qual é verdadeiro.

2.Todos os vinhos melhoram com a idade

Na verdade, apenas um número muito reduzido de vinhos possui a estrutura adequada para suportar o envelhecimento. A maioria dos vinhos é feita com a intenção de serem abertos dentro de poucos anos. A pequena quantidade de vinhos que acumulam a maioria dos prémios da imprensa, são aqueles que sofreram mais tempo de envelhecimento, e a maior parte das pessoas nem sequer compra estes vinhos. De forma que, se há 10 anos que estás a guardar um Zinfandel branco, porque pensas que ao longo do tempo ficará melhor, pode ser que desejes reduzir já as tuas perdas…

1. Cheirar a rolha de cortiça num restaurante diz-te se o vinho é mau

A rolha cheira a… pois, a rolha e não te vai dar uma indicação da qualidade do vinho. É o vinho que solicita o olfato, a rolha apenas se mostra para um exame rápido. O que deves examinar quando o empregado de mesa te mostra a rolha? Se estás a comprar uma garrafa cara, o mais importante que queres evitar é a fraude. E se procuras um bom restaurante, que saibas que compra em fontes fiáveis. Mas, novamente, esta é apenas uma precaução. Na rolha, aparece o nome da adega, o logótipo ou informação de outras marcas? A rolha foi danificada ou, de alguma maneira permitiu infiltração? Se se trata de uma garrafa mais cara, o ano carimbado na rolha coincide com o ano de colheita do vinho?

Como diferenciar um bom Armanhaque

 TAGS:Armanhaque é a aguardente ou destilado de origem francês mais antigo e popular junto ao conhaque e possui características tais como seu rico e penetrante sabor e também recebe o nome de ?Eau de Vie de grappes?. Com mais de 150 anos de historia é um dos destilados mais valorados da historia.

Existem 3 regiões autorizadas a produzir o Armanhaque:

  • Baixo-armanhaque (Bas Armagnac): Região de solo arenoso e que produz vinhos afrutados de maior buquê e de excelente qualidade.

  • Ténarèze: Esta região com solos argilosos produz aguardentes com mais fortes e com mais corpo, com características florais.

  • Alto-armanhaque (Haut-Armagnac): Região de com solos calcários y que produz um armanhaque menos sutil e mas forte, com um valor inferior aos anteriores.

Para a preparação do armanhaque o primeiro passo é a coleta das uvas entre as quais destacam pela sua exclusividade a Blanche Folle, Ugni Blanc e a Colombard. Na sequência se realiza a prensagem e a fermentação natural do mosto (ou suco da uva) que resulta em um vinho branco de baixa qualidade. Em seguida, o vinho é armazenado até finalizar sua unica destilação, passando depois por um último passo de envelhecimento feito em barris de carvalho francês.

Parareconhecer um bom Armanhaque, é importante diferenciar-lo do Conhaque (ou Cognac em francês) este último vem da região francesa de Charente com solos calcários, enquanto o  armanhaque  vem do Baixo-armanhaque (Bas Armagnac), sudeste da França, com solos arenosos ideais para a produção de uvas Folle Blanche, entre outros.

Em resumo um armagnac bom deve ter:

  • Uma cor âmbar cristalina

  • Seu teor alcoólico deve ser de no máximo 40 graus

  • Sua destilação deve ser realizada uma só vez em alambiques especiais próprios para o Armanhaque e para este propósito, ao contrário do conhaque que é destilado fraccionadamente.

  • Alguns especialistas no assunto dizem que o melhor Armagnac é o que se obtêm após um período de envelhecimento de 18 a 30 anos em barris.

  • Para identificar o Armanhaque se deve especificar a data da colheita e seu engarrafamento no rotulo.

As melhores bebidas para jantares de verao

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Praia, campo ou cidade… não importa aonde você for durante as férias, e sim estar em boa companhia e comer bem. Com certeza, você organizará um jantar durante o verão e alem de não poder faltar, as bebidas são essenciais.

Muitas bebidas são escolhidas ao gosto do consumidor, mas é importante lembrar que se vamos a receber convidados em casa a variedade deve ser um ponto forte em nossas jantas. No verão, bebidas frescas sempre encaixam.

Para o aperitivo podemos nos deleitar com um martíni fresco. Não podemos esquecer te abastecer a geladeira com gelo e em boas quantidades.

Recomendamos vinhos brancos e rosados, especialmente se o menu inclui peixe e saladas. Os branco serão mais suaves e afrutados e os rosados ligeiramente doces e com caráter especiado. São esses vinhos que nos deixarão com um gosto de “queiro mais” no fim da janta.

A cerveja gelada é rainha de verão. Ainda que o vinho coroe o jantar, a cerveja sempre é uma alternativa plausível. E combina com qualquer tipo de refeição. A cerveja do verão é a loira o que quer dizer que Lager e algumas especialidades de Pale Ale definitivamente não encaixarão no nosso cardápio de verão.

Si a sua janta e de caráter informal com os amigos habituais, a sangria é uma boa opção, não durante toda a noite, mas antes ou depois da janta e sempre em pequenas doses.

Nas festas na praia (sim aquelas que se vão até o amanhecer), a caipirinha é uma primeira escolha. Pode ser feita na hora, ainda que se a preguiça bater mais forte, podemos optar por comprar algumas marcas, como a caipirinha capoeira, doce e perfeita para transportar confortavelmente para qualquer lugar.

Para a hora da sobremesa, os licores de ervas ajudam na digestão da janta. Nós recomendamos Limoncello, meloncello e aranciello, mais suaves e totalmente digestivos.

Uvinum, um projeto para todos os amantes do vino

Somos apaixonados por vinho. Empreender era algo que os 3 fundadores tinham certeza. E conseguimos unir uma paixão (vinho) com outra paixão: empreendedorismo. Em si, já é um grande começo. Um início que foi idealizado no dia 09 de dezembro de 2008, quando uma simples mensagem no Facebook com título “um projeto” começou toda esta história emocionante.

Já se passaram mais de 7 meses, e Uvinum cresceu passo a passo. Reuniões para definir e refinar o projeto, para esclarecer o foco e otimizar o nosso conhecimento do mercado para ter melhor garantia de sucesso.

Mas o que é Uvinum? Uvinum tem por missão revolucionar o mundo do vinho, aproximando-o do mercado de varejo (consumidores) através das recomendações de vinhos por parte dos próprios clientes. Uvinum quer recomendar a cada usuário, cada um com seus diferente interesses, os vinhos que melhor correspondam ao seu perfil para poder encontrar sempre o melhor produto ao melhor preço. Uvinum pretende ser a porta de entrada para qualquer pesquisa ou dúvida sobre vinho, baseando-se em acordos com as principais lojas on-line nacionais e internacionais para que o consumidor possa sempre encontrar a melhor opção de compra disponível.

Uvinum é um projecto ambicioso que pretende liderar o mercado de recomendações a nível mundial. Um projeto sobre o que daremos mais informações em breve a respeito do seu lançamento e de nossos serviços. Então aconselho que visite agora Uvinum e nos facilite seu e-mail para que lhe informemos sobre nossos próximos passos.

E não se esqueça: uma taça de vinho é um dos prazeres da vida. Desfrute e compartilhe!