Autor: ricardo

Vinho em… Marte?

marte

Pode parecer algo surrealista e totalmente de ficção científica, porque os humanos ainda não chegaram a Marte (embora não haja falta de vontade, pois os satélites e as sondas continuam a explorar o planeta). Mas a realidade é que já há quem considere a possibilidade de fazer vinho em Marte.

Uvas para o vinho de Marte: origem da ideia

É uma piada? De modo algum. A ideia vem da Geórgia, um país com uma longa e vasta tradição vinícola já milenar. Os fundadores deste projecto argumentam que, sendo a Geórgia um dos primeiros países vitivinícolas da história, querem agora ser pioneiros no desenvolvimento da viticultura em Marte.

Aparentemente, um grupo de investigadores e homens de negócios georgianos juntaram-se a uma chamada da NASA para produzir castas de uva e vinha em estufas em Marte. O chamado projeto IX Millenium está nas mãos da agência de pesquisa espacial georgiana, da universidade de comércio e tecnologia de Tbilisi, do Museu Nacional e de uma empresa chamada Space Farms.

Um projeto para o futuro

Esta coisa parece séria. Um dos cientistas deste projeto está a desenvolver uma bactéria que poderia transformar o solo árido e poeirento de Marte em terra fértil. Assim, a muito longo prazo, pretende-se que o solo de Marte possa ser transformado para cultivar plantas.

Querem também que a uva seja plantada em Marte para ser nativa do vinho georgiano e, depois de estudar as 525 castas do país, os primeiros resultados concluem que é possível utilizar rkatsiteli, que é normalmente utilizado para fazer vinho branco com sabor a maçã verde.

As castas georgianas serão assim testadas numa atmosfera semelhante à de Marte para ver como se desenvolvem nesta atmosfera. A partir daqui a ideia é elaborar o vinho e ver se, no futuro, é possível elaborar vinho com uvas vindas de Marte.

Vino-blanco

Este será um processo moroso, embora não haja pressa, uma vez que primeiro a NASA deve continuar a explorar o território e ver como Marte pode ser alcançado em segurança.

Vinho da Geórgia

Segundo a história georgiana, este território era a zona de origem do rebento de uvas e do berço da viticultura. No território do país foram encontradas escavações geológicas incluso instrumentos de vinificação, tais como prensas de pedra e diferentes recipientes de vinho, feitos de metal ou lama –  datando de II e III a.C..

A região com maior produção e viticultura é a parte oriental do país, uma região chamada “Kajeti”, que hoje continua a ser o centro da viticultura georgiana. As uvas da vindima são levadas para a cave ou “marani”, onde são depositadas em “sacjenli” ou em recipientes de madeira compostos por troncos vazios.

Se a Geórgia for o berço de Marte, só o tempo o dirá. Por enquanto, eles têm o inegável mérito de serem pioneiros no vinho do Planeta Terra.

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Chateau Mukhrani Rkatsiteli 2014

Chateau Mukhrani é o produtor de Chateau Mukhrani Rkatsiteli 2014, um vinho branco com DO Kartli com rkatsiteli de 2014. Classificado com 4 pontos em 5, segundo os utilizadores da Uvinum.

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Chateau Mukhrani Saperavi-Cabernet 2015

Chateau Mukhrani elabora o Chateau Mukhrani Saperavi-Cabernet 2015 , um vinho tinto da DO Kartli com as melhores uvas de cabernet sauvignon de 2015. Teor de álcool: 12.5º.

Como serão os vinhos crianza do futuro?

Não podemos adivinhar como será o vinho no futuro, mas as últimas tendências definem uma série de parâmetros que nos mostram como poderão vir a ser. No que toca aos vinhos de Espanha denominados de crianza, baseamo-nos nas novas técnicas que estão a ser investigadas para continuar com o objectivo inicial deste tipo de vinho que é, o de preservar o sabor do produto.

Tendências nos vinhos Crianza

Quando falamos de vinhos crianza referimo-nos a um processo de envelhecimento e maturação que persegue os melhores aromas e matizes, seja em barricas, em tanques ou na própria garrafa.

Barricas de vinho

No caso do vinho crianza, o termo utilizado em Espanha implica um estágio mínimo de 24 meses, dos quais 6 são feitos em barricas de carvalho. Nos vinhos brancos e rosados, o tempo total de maturação é de 18 meses, dos quais 6, no mínimo, devem ser cumpridos em barricas.

Desde há muito tempo que se faz o vinho passar por um estágio em barricas de madeira para adquirir corpo e carácter. A partir daí surgiram vários tipos de madeira. Por exemplo, há o carvalho espanhol, que tem grande potencial de envelhecimento, ou o carvalho húngaro, que preserva os aromas frutados mais do que o carvalho francês. Outras madeiras utilizadas são o pinho e o castanheiro, que têm um custo mais baixo.

As tendências dos anos 80 e 90, quando um excesso de madeira eclipsava o resto dos aromas, foram abandonadas. Agora, os vinhos crianza têm aromas picantes, com personalidade forte e devem descansar em outros lugares para além da madeira.

Por outro lado, em algumas DOCs, como em La Rioja, os vinhos são elaborados com um processo de envelhecimento mais curto, que mantém o frutado da uva sem perder o toque de madeira que lhe confere complexidade. Consideramos que o média crianza é uma grande tendência que o consumidor actual aprecia e que tem ainda um longo caminho a percorrer.

Para além da madeira

Já em 2017, as adegas começaram a expandir-se, optando por utilizar recipientes mais neutros para a fermentação e envelhecimento do vinho, dando assim prioridade às características das castas, ao “terroir” e à sua personalidade, em detrimento da contribuição aromática e estrutural de materiais como a madeira.

Entre as novas tendências estabelecidas para os vinhos de crianza estão a sua preservação em outros lugares para além da madeira, tais como em potes e talhas de barro, que além de acolherem métodos ancestrais e tradicionais, permitem a microoxigenação do vinho através da porosidade da argila. Há também o envelhecimento em betão, que transpira de forma semelhante à madeira e fornece oxigénio ao envelhecimento do vinho, mas sem acrescentar sabores. Já está fixado em algumas caves.

Copo vinho branco

Outros locais estão a implementar o envelhecimento em “Flex Tank”, um tanque que, através de uma micro oxigenação por porosidade, dá a complexidade do vinho mantendo o seu frutado e frescura. Seguimos atentos a tais desenvolvimentos.

 

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La Rioja Alta Gran Reserva 904 2009

La Rioja Alta Gran Reserva 904 2009 é um vinho tinto de Graciano e Tempranillo, com uma puntuação de Robert Parker de 96/100 e uma puntuação Peñín de 96/100.

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Rioja Santiago Reserva 2013

Rioja Santiago Reserva 2013 é um vinho tinto das Bodegas Rioja Santiago de uvas seleccionadas de Tempranillo. Segundo os utilizadores da Uvinum, este tinto merece uma classificação de 4 pontos em 5.

Milestii Mici: A maior adega do mundo

A maior adega do mundoAdegas como catedrais, incluindo museus e salas especiais para degustação?
Normalmente, creemos que muitas das adegas que estão situadas em Espanha ou em França são as maiores do mundo, mas não é esse o caso. Embora existam algumas que contam com muitos metros quadrados, a maior adega do mundo está a 30 quilómetros de Chisinau, a capital da Moldávia, e o seu nome é Milestii MiciE que tal conhecê-la um pouco melhor?

Está incluída no Livro de Recordes do Guinness por desfrutar de uma extensão de cerca de 200 quilómetros, entre dos quais 60 são utilizados como adega para armazenar, conservar e amadurecer vinhos de alta qualidade. Como podemos observar abaixo, na sua entrada somos recebidos por duas grandes fontes que emanam vinho branco e tinto, dando a entender que sem dúvida se trata de um lugar fantástico a ser visitado por enólogos e não só.

Fundada em 1969, no seu interior veremos várias ruas com nomes de variedades de uvas conhecidas por todos como Chardonnay, Cabernet ou Pinot Noir e onde se pode parar e provar os vinhos. A sua adega subterrânea está a 80 metros de profundidade e as degustações são realizadas apreciando a quantidade de vinhos devidamente armazenados, provenientes de vários lugares, em especial da Rússia. Na sua famosa “Colecção de Ouro” existem 2 milhões de garrafas de vinho dos melhores produtores do país que sumam um valor de mais de 1,5 milhões de dólares em garrafas de vinho.

Destas garrafas, mais de 70% dos vinhos armazenados são tintos, 20% são brancos e cerca de 10% são vinhos doces, mantidos a uma temperatura constante entre 12 e 14 graus Celsius e com uma humidade relativa de 85-95 por cento.

A maior adega do mundo

Vale a pena mencionar que embora tudo seja um pouco histriónico, os coleccionadores de vinhos encontrarão aqui um enorme paraíso de vinhos, devido ao elevado número de garrafas que existem em armazenamento. Há que salientar também que não é estranho que esta grande adega esteja em Chisinau. Aqui o mundo do vinho é vivido com um intenso fervor.

E tudo isto não será em vão. Aqui se celebra, no início de Outubro, a Festa Nacional do Vinho, com desfiles e espectáculos artísticos que se dedicam a festividades tradicionais da vindima. Tudo isto evocando a grande adega no plano de um mundo mágico e misterioso, onde se escondem infindáveis masmorras, túneis, pequenas adegas, grutas e salas de degustação.

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Domäne Wachau Blauer Zweigelt Terrassen 2017

Pela mão de Domäne Wachau chega este Domäne Wachau Blauer Zweigelt Terrassen 2017. Trata-se de um vinhos tinto de Wachau à base de zweigelt de 2017 cujo teor alcoólico é de 13º.

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Monte da Peceguina 2016

Herdade da Malhadinha Nova é quem elabora este Monte da Peceguina 2016, um vinhos tinto da DO Alentejo Com syrah, cabernet sauvignon, alicante bouschet, aragonêz e touriga nacional de 2016 com 14º de teor alcoólico. Segundo os utilizadores da Uvinum, este tinto merece uma classificação de 4 pontos em 5.

O vodka não é só para beber

Todos nós conhecemos a vodka como uma bebida, porque se combina com muitos outros ingredientes para obter os melhores cocktails. Mas certamente que não conhecias os diferentes usos que se podem dar à vodka para além de apenas bebida. Vamos descobrir para que serve a vodka no dia-a-dia.

cocktail vodka

Evitar que a cor das peças de vestuário se deteriore

Seguramente já utilizámos vários truques em casa quando lavamos roupa e ainda assim a cor continua a desvanecer-se. Para conservar as cores da tua roupa, dilui uma parte de vodka e uma parte de água e aplica a mistura na tua roupa antes de lavar. Desta forma, a cor resistirá mais tempo a sucessivas lavagens.

Limpeza de janelas

Há muitos produtos para limpar janelas. Mas talvez acumulem menos sujidade se aplicarmos esta bebida directamente no pano para, de forma simples, terminar com a gordura que normalmente se acumula nas janelas da cozinha.

Contra picadas de insectos

No Verão, as picadas de insectos podem causar-nos uma série de problemas. Por um lado, o mosquito tigre causa um inchaço na nossa pele e produz mordidelas realmente significativas, algumas das quais acabam nas urgências. Para evitar ser mordido por insectos em geral, podemos aplicar uma mistura de vodka e água sobre as pernas e braços. Talvez os bichos se perguntem antes de nos morderem.

Menos odor a pés

Se os teus pés tendem a cheirar pior que o normal, existem alguns produtos para mitigá-lo, mas podes sempre fazer uma mistura caseira em casa e banhar os pés com esta bebida para assim eliminar este incómodo odor.

Aumentar a vida útil das flores cortadas

Já sabemos que quando cortamos flores para decorar a nossa sala elas acabam por murchar ao fim de alguns dias. Bem, aparentemente se adicionarmos algumas gotas de vodka à água, podemos fazê-las perdurar um pouco mais.

flores cortadas

Obter um cabelo mais brilhante

Se costumas ter o cabelo bastante áspero e pouco sedoso, o condicionador e a máscara estão muito bem, mas outra utilidade da vodka é ser capaz de oferecer um cabelo muito mais brilhante. Basta lavá-lo com um pouco de vodka que se pode aplicar junto com o champô.

Mais brilho à prata

Não é só o cabelo que se torna mais brilhante. A Vodka também pode ser um excelente remédio para polir as peças de prata velha que temos em casa e parecem estragadas quando realmente não estão.

 

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Grey Goose Vodka

De França, tem um teor alcoólico de 40º. A comunidade Uvinum classificou o Grey Goose Vodka com 3,8 pontos em 5.

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Cîroc Vodka

De França, tem um teor alcoólico de 40º. A comunidade Uvinum classificou o Cîroc Vodka com 4,1 pontos em 5.

Descubra a região vinícola austríaca de Wachau

Áustria! Os amantes do vinho e do enoturismo têm neste país uma região magnifica, lugar um pouco mais desconhecido do que outras áreas com tais características. Trata-se de Wachau, a uma hora de distância de Viena, a capital austríaca. Com as suas belas paisagens e vinhedos por descobrir, está classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO. Vamos?

O vale conta com 33 km que separam as cidades de Krems e Melk, e destaca a sua herança cultural entre castelos e mosteiros. O especial em tão prestigiosa zona vitivinícola, apesar do pouco que temos ouvido falar dela, é contar-se que aqui já o vinho se fazia desde a época romana, tendo sido a sua melhor época durante o Império Carolíngio, no século IX. Os vinhedos de Wachau cobrem 1.350 hectares e estão localizados nas abadias beneditinas, pois eram os monges que na Idade Média elaboravam o vinho local.

Para visitar nomeamos Melk, que apresenta a sua importante abadia, a Praça do Ajuntamento, o Museu Municipal, além de restaurantes e bares onde directamente podem ser degustados os vinhos da região. Enquanto que também em Spitz temos uma pequena aldeia com estabelecimentos geridos por viticultores dentro dos quais podemos provar o vinho da colheita de esse mesmo ano.

As adegas da região

Para visitar este vale, é necessário saber com antecipação como são os seus vinhos e as adegas que fazem parte da paisagem. Existem um total de 232 adegas que se englobam numa associação de produtores, de nome Vinea Wachau. Há que destacar os pequenos produtores que fazem deste lugar um dos mais importantes no que diz respeito a vinhos Áustriacos.

Wachau viena campos

O vinho de Wachau está classificado em três diferentes categorias de acordo com o seu nível alcoólico: “Steinfeder”, “Federspiel” e “Smaragd”. O vinho é em geral um vinho branco seco ao qual não é adicionado açúcar. Deve também ser notado que a Vinea Wachau estabelece que as suas vindimas são totalmente manuais, obtendo desta forma vinhos através de um processo algo artesanal.

As uvas utilizadas para estes vinhos são o grüner veltliner e o regia riesling, o que é normalmente muito comum nestas zonas europeias. São igualmente utilizadas outras castas, como o neuburger, o gelbe muskateller, o weißburgunder ou o traminer.

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Domäne Wachau Grüner Veltliner Smaragd Terrassen 2017

Domäne Wachau Grüner Veltliner Smaragd Terrassen 2017 é um vinhos branco da DO Wachau grüner veltliner de 2017, teor alcoólico: 13º. Segundo os utilizadores da Uvinum, este branco merece uma classificação de 4 pontos em 5.

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Domaene Wachau Zweigelt 2015

Domäne Wachau é um vinhos tinto com DO Wachau zweigelt de 2015, teor alcoólico: 12º. Segundo os utilizadores da Uvinum, este tinto merece uma classificação de 4 pontos em 5.

Dionísio: o deus do vinho e do teatro

Deus do êxtase, do vinho e da libertação dos sentidos. A figura de Dionísio, identificada pelos romanos como Baco, está intimamente ligada ao nascimento do teatro. O teatro, de facto, haverá nascido como uma celebração religiosa em honra do deus Dionísio, amante da dança e da música.

Fruto da relação extraconjugal entre Zeus e Sèmele, a bela filha do Rei de Tebas, Dionísio foi levado assim que nasceu para Nisa, uma montanha cuja localização ninguém conhecia, para escapar da vingança de Hera, esposa do soberano dos deuses. Aí viveu na companhia de Sileno, seu mestre, e de ninfas numa caverna coberta de videiras selvagens.

A descoberta do vinho

Dionísio era uma criança barulhenta e animada, – a palavra italiana “baccano” vem de “Bacco” – apaixonada por caçar e passear nos bosques e no campo. Extremamente intrigado por aquelas plantas que cresceram na natureza ao redor de sua caverna, o deus fez uma descoberta: o vinho. Um dia, de facto, apanhou um cacho de uvas, espremeu-o num copo dourado e obteve uma bebida alcoólica de cor vermelho púrpura. O néctar foi capaz de lhe fazer passar a fadiga e esquecer os seus problemas, dando-lhe uma sensação de euforia. O jovem também notou que quanto mais o vinho era deixado em descanso nas taças, mais a sensação de embriaguez aumentava: acabando assim por descobrir a fermentação.
Dionísio apresentou o vinho a todas as criaturas da floresta, Ninfas, Sátiros e Horas, que começaram a consumi-lo como bebida para as suas festas. O deus começou também uma viagem ao redor do mundo para tornar conhecida a toda a humanidade a sua preciosa descoberta, vivendo pelo caminho diversas aventuras, tendo constantemente que se proteger da ira de Hera.

O nascimento do teatro

Durante as festividades dionisíacas, celebradas no outono e na primavera, havia folia e cantavam-se canções – os ditirambos – que contavam os feitos e as aventuras do deus Dionísio. O ditirambo, uma antiga forma de poesia lírica coral grega, era inicialmente rude e vulgar, mas com o tempo tornou-se numa verdadeira forma de arte à qual se dedicaram muitos poetas. Além disso, a canção era frequentemente acompanhada de danças e rituais. Foi assim que começou o drama e, consequentemente, a história do teatro.

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Bafarela Grande Reserva 2015

Bafarela Grande Reserva 2015 é um vinho tinto com DO Douro com as melhores uvas de tinta roriz, touriga nacional e touriga franca de 2015. Vinho tinto classificado com 4 pontos em 5, segundo os utilizadores da Uvinum

 TAGS:Herdade São Miguel Colheita Seleccionada 2016

Herdade São Miguel Colheita Seleccionada 2016

Herdade São Miguel Colheita Seleccionada 2016é  um vinho tinto da DO Alentejo com o melhor da vindima de 2016 cuja graduação alcoólica é de 13º. Segundo os utilizadores da Uvinum, este tinto merece uma classificação de 4 pontos em 5.

E porque não hambúrguer com vinho?

Tradicionalmente, é costume o hambúrguer ir acompanhado de refrigerantes. Mas como não há nada escrito, a sua consumição combina-se perfeitamente com uma grande variedade de tipos de bebidas. E sim, com vinho também, uma vez que as carnes vermelhas são um dos melhores pratos para casar com um bom vinho tinto. Aqui descobrimos com que bebidas se pode saborear um hambúrguer.

Casar vinho com Hamburguer - Uvinum

vinho e o hambúrguer há muito tempo que vão de par em par. Neste caso, se nos deslumbramos pelas tradicionais bifanas ou pregos, então estes vão bem também com vinhos rosados, brancos ou verdes, mais fresquitos. Assim se oferece um sabor fino e macio, que se acentua com tudo aquilo que possa levar o hambúrguer, seja tomate, verduras ou cebola.

Ao passo que as novas especialidades de hambúrgueres veggies se preferem com vinhos mais suaves, como os brancos ou verdes. É de ter em conta também os vinhos naturais e ecológicos para desfrutar de uma experiência derradeiramente mais natural e completa.

Para os hambúrgueres de carne de vaca e aqueles mais elaborados, que podem levar desde queijo com bacon ou passando pelo ovo, são preferíveis os vinhos tintos mais encorpados. Um exemplo seria acompanhá-los com um  Touriga Nacional, um Garnacha espanhola ou um Cannonau di Sardegna: um vinho italiano com um estilo mais “defumado”.

Tudo isto constitui um emparelhamento perfeito como se pôde verificar na Rota do Vinho & Burguer da D.O. de Navarra, em Pamplona, a Novembro de 2018. Os hambúrgueres gourmet associam-se a vinhos de mais qualidade, que vão bem com os sabores tão específicos que nos proporcionam estes pratos, um pouco mais elaborados.

Quando queremos unir vinho a hambúrgueres que levam queijo, então preferem-se os vinhos “Crianza”, como os do tipo reserva de Rioja, Chianti Classico, ou Montalcino Rosso.

Com Espumante

É cada vez menos estranho ver hambúrgueres e espumante juntos. De forma a que, se és um pouco ousado e preferes sabores potentes, o espumante contrasta muito bem com o hambúrguer, porque permite limpar e preparar o paladar quando é hora de degustar sabores diferentes e exóticos.

Juntar Cerveja com Hambúrger - Uvinum

A tradicional cerveja

Além dos vinhos, quando é hora de saborear um bom hambúrguer, a outra bebida que continua a ser mais aceitável entre o público é sem dúvida a cerveja. Se nos interessa uma ementa mais gourmet, podemos pedir, como exemplo, uma cerveja artesanal, que de acompanhamento nos proporcionará também mais sabor e desfrute da experiência.

Se és mais prático e receptível ao clássico, 85% das cervejas mais consumidas no mundo são cervejas do tipo Lager, de modo a que com a quantidade de diferentes marcas que existem no mercado terás uma  gama de escolhas praticamente infinita.

Alterações climáticas: como afectarão o mundo do vinho

O problema das alterações climáticas, inevitavelmente, também afecta o mundo do vinho. Os danos causados pelo sobreaquecimento, a perda de fertilidade dos solos e a alteração dos ecossistemas são apenas alguns dos problemas que os vinicultores se vêem obrigados a enfrentar.

Vitivinicultura - Uvinum

A relocalizacão de vinhedos e a destruição de ecossistemas

De acordo com o estudo “Alterações climáticas, vinho e conservação”, um dos principais problemas, o sobreaquecimento, exigiria uma mudança sistemática das vinhas para altitudes superiores, o que, por sua vez, implicaria uma mudança radical nas áreas vitícolas. As principais áreas vitícolas do mundo, incluindo Toscana, Borgonha e Austrália, poderão ver suas terras aráveis num futuro próximo reduzidas em até 73%, já que são forçadas a transferir seus vinhedos para áreas anteriormente intocadas.

As consequências no território seriam a destruição de espécies vegetais nativas e o desaparecimento de animais locais que sempre viveram tranquilos . Além disso, a paisagem poderia ser destruída pela utilização de vedações e pela pulverização de produtos químicos. As áreas de maior risco seriam as Montanhas Rochosas, na fronteira entre os EUA e o Canadá, e as planícies da Rússia Ocidental.

Altas temperaturas: um perigo para as fontes de água

E não apenas isso. Um aumento da temperatura de apenas 1,5°C pode significar uma mudança nas práticas actuais de cultivo da vinha e uma deterioração da qualidade do vinho. As temperaturas mais elevadas constituirão também uma ameaça real para a água doce, uma vez que os produtores de vinho serão obrigados a renovar as suas vinhas com maior frequência para compensar a desidratação devida ao calor excessivo e à baixa pluviosidade.

Existe alguma solução?

Evidentemente, a vinha é apenas um exemplo, mas o mesmo se aplica a todos os outros tipos de cultivo. A indústria vinícola sempre provou, ao longo do tempo, ser uma indústria ambientalmente consciente e sensível ao tema do meio ambiente.
É difícil encontrar uma solução definitiva para o problema, mas ainda podemos tomar medidas colectivas para limitar os danos. Por exemplo, os viticultores e as agências de proteção ambiental devem planear em conjunto a possível expansão de vinhedos para evitar áreas de grande importância ambiental. A utilização de outras castas com características semelhantes mas mais resistentes às alterações climáticas poderia também ser considerada, bem como a sensibilização dos consumidores, convidando-os a preferir adegas que produzam com respeito pela natureza.

Água e whisky: a combinação perfeita

Podes nunca ter pensado nisso, mas a água é um ingrediente chave na produção de um bom whisky. Além disso, mesmo durante a fase de degustação, è apropriado ter uma garrafa de água contigo. Porquê? Explicamos-te já.

Whisky com água - Uvinum

Água na produção de whisky

A água está presente na produção de whisky desde o início. O ingrediente principal, a cevada, é embebida em água em grandes tanques para garantir que atinge um teor de humidade não inferior a 47%. Desta forma, a germinação é activada. A cevada maltada é então imersa em água quente novamente.

Uma vez concluída a destilação, o líquido incolor e altamente alcoólico obtido (cerca de 70%) – que se tornará whisky após a maturação – é diluído em água para reduzir o teor alcoólico. Será então feito repousar em barris de madeira para reduzir ainda mais o volume de álcool. Se, no entanto, o destilado ainda for demasiado alcoólico, então a água voltará a intervir para baixar definitivamente o teor alcoólico até 40%.

É evidente, portanto, a importância de uma boa água para o sucesso de um whisky de alta qualidade.

Água na degustação do Whisky

De acordo com os puristas, o whisky deve ser bebido suavemente, à temperatura ambiente e sem a adição de refrigerantes ou coca-cola. A única combinação possível é… com água!

Alguns especialistas chegam a sugerir cheirar a água para limparmos o olfacto antes de cheirar o whisky. Quando, por outro lado, fazemos a degustação, o conselho é alternar cada gole de whisky com um gole de água. Caso contrário, podem-se adicionar algumas gotas de água (4-5 gotas) directamente no copo, de modo a “abrir” todas as facetas aromáticas do whisky.

A água, de facto, liberta o guaiacol (um composto orgânico de natureza fenólica) das moléculas líquidas e trá-lo de volta à superfície. Graças a este éter, os aromas de tabaco, couro, mel e madeira tostada tornam-se mais evidentes.

E graças à água, então, o teor alcoólico do destilado  é também reduzido: isto diminui o sabor do álcool no nariz e na língua e destaca os aromas mais delicados.

Água natural - Uvinum

Qualquer tipo de água é adequado?

Claro que não. Idealmente, deve-se recorrer à mesma água que foi utilizada durante a produção, mas muitas vezes isto não é possível.
Deves saber que a quantidade de minerais presentes altera o sabor da água e, consequentemente, também o do whisky. Vamos evitar, portanto, usar água com gás ou água rica em cálcio e bicarbonatos. Escolheremos, em vez disso, uma água com características organolépticas semelhantes à da água utilizada na destilaria ou uma água pobre em minerais.

E o gelo?

Não é incomum ver um whisky “on the rocks”, mas na realidade o gelo deve ser evitado. O gelo, na realidade, resfria o destilado ao comprimir os óleos e outros compostos, causando uma perda de aromas e sabores. Além disso, uma vez derretido, o gelo faz com que o whisky seja diluído e não possa ser bebido.
Se quiseres mesmo arrefecer o whisky, podes pensar em colocar a garrafa ou o copo no frigorífico um pouco antes de o beber.