Autor: albertomartinez

3 Sangrías para fazer uma festa

 TAGS:Muito mais que o vinho, com o que competimos com os espanhóis, franceses e ingleses, ou a cerveja, com os belgas ou alemães como principais productores; em toda Europa (no mundo inteiro provalmente), a sangría é a melhor embaixadora espanhola nas festas, e é o segredo do êxito do verão espanhol.

Sua preparação é muito simples e variada. Uma sangría é um ponche de vinho, é o simples resultado de misturar vinho tinto, algum suco cítrico, frutas e algumas vezes um pouco de brandy ou outro licor com as mesmas características. Mas existem mais sangrías de champagne ou cava ou sangrías de sidra, com diferentes ingredientes. Por isso hoje, em lugar de dar conselhos para preparar una sangría caseira, recomendamos as 3 melhores sangrías para fazer uma festa em qualquer momento.

 

3. Sangría López Jimenez: a clássica

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Sangría López Jimenez 1L:  de uma adega de Montilla, em Córdoba, tem a melhor personalidade andaluza.

 

 

 

2. Sangría Peñasol: a moderna

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Sangría Peñasol Brick 1L: de um dos grupos mais importantes da Espanha (Viña Albali, Condado de Oriza, Bajoz,…), uma sangría perfeira para levar a qualquer lugar. 

 

 

1. Sangría Real: a internacional

 TAGS:Sangria Real Cilindrica 1.5LSangría Real Cilíndrica 1.5L

Sangría Real Cilindrica 1.5L: a internacional. A sangría espanhola mais vendida na Europa e  Estados Unidos, este último o grande culpado de seu êxito.

Uvinum premiada com o Best Customer Experience Award 2012

Estamos muito felizes! A organização Best Customer Experience Institute, com sede em vários países e responsável por avaliar e premiar as melhores práticas na área de Serviço ao Cliente e a excelência na Experiência e a Fidelização de Clientes, nos premiou com o Best Customer Experience Award 2012 na categoria de E-commerce de Alimentos.

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O melhor de tudo é que não nos apresentamos para este prêmio. Foram 2.000 pessoas que selecionaram 500 marcas, incluindo Uvinum, competindo em nossa categoria com Caprabo ou os nossos amigos de Ulabox. E nós ganhamos! No cálculo geral do estudo, superamos grandes marcas e serviços como Lastminute, El Corte Inglés … E outros mais. Como sempre, tudo é discutível. Mas, no final, o importante é que são os utilizadores e uma empresa especializada quem nos avaliam.

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Quase 30 mil clientes confiaram em nós nos dois anos em que vendemos, como marketplace, vinhos, bebidas destiladas e produtos gourmet. Dois anos intensos em que melhoramos em qualidade de serviço, mas ainda temos muito a fazer. Há muitos clientes satisfeitos, mas também há algum que não está tanto. Mas este prêmio nos dá mais confiança para seguir o nosso caminho. Obrigado a tod@s por este presente.

 E uma grande saudação para a nossa equipa de Serviço ao Cliente (Mary, Michael, Giulia e Conchetta) que, juntamente com o resto da equipe Uvinum-Verticomm,  fazem com que reconhecimentos como este sejam possíveis.

O casamento favorece o consumo de álcool nas mulheres

 TAGS:Uma equipa dirigida por Corinne Reczek, professora assistente de Sociologia na Universidade de Cincinnati, analisou uma série de dados recolhidos ao longo de um período de 47 anos, a partir de 5.000 residentes de Wisconsin, cujo ensino secundário finalizou em 1957. O resultado foi conclusivo: o casamento provoca um aumento do consumo de álcool entre as mulheres. Nos homens a situação é inversa; uma vez casados o consumo de bebidas alcoólicas decresce.

O estudo também analisou a forma como os hábitos de consumo de álcool são afetados com o divórcio. Nesta situação, os homens tendem a beber mais, enquanto que as mulheres reduzem o consumo de álcool.

Segundo o estudo, as mulheres casadas consomem uma media de 9 bebidas alcoólicas por mês, comparativamente às 6,5 bebidas consumidas por aquelas que se divorciam. Os homens casados consomem mais; 19,2 bebidas ao mês e em relação aos divorciados 21,5.

Ao falar de bebidas, estamos a referir-nos a unidades alcoólicas,  uma expressão que distingue se o tipo de consumo é relativo a vinho ou cerveja, ou a destilados como o whisky e o Gin.

Independentemente do estado civil, no relatório verificou-se que os homens bebem mais do que as mulheres, o que parece sugerir que, a mudança dos hábitos de consumo de álcool após o casamento tende a ser nivelada pelo próprio casal, que procura uma partilha nas ocasiões que se lhe apresentam.

Os responsáveis do estudo concluem: ?Os nossos resultados qualitativos sugerem que a causa é devida a um incentivo masculino do consumo de álcool sobre as suas esposas, e como consequência do divórcio essa influência desaparece.

Vinhos da Gália

 TAGS:Pelos caminhos que levam a Santiago, por entre bosques e parques, sente-se o aroma das ervas frescas e algumas notas de tomilho e loureiro. Ali, no Sul de França, onde termina a Catalunha, encontra-se a Região de Languedoc-Roussillon, terra de vinhos tintos, doces e espumantes, e de sabores mediterrâneos de azeitonas e alho.

Languedoc caracteriza-se pela produção de vinho tinto e moscatel, enquanto que em Roussillon predominam os espumantes e os vinhos doces naturais. Entre a Catalunha, os Pirenéus e o Mediterrâneo, as montanhas e encostas desta zona escondem ruínas milenárias e protegem os líquidos densos e intensos do seu moscatel naturalmente doce e espumante, assim como a sua marca: Sud de France.

Os historiadores afirmam que esta região foi estabelecida nos finais do séc. III a.c., por um povo celta. Naquela época as capitais eram Toulouse e Nimes. Invadida por romanos e vândalos, em 778, Languedoc-Roussillon, foi conquistada por Carlos Magno, quem, à sua morte, deixou estas terras como herança a um dos filhos e encarregou os Condes de Toulouse da sua administração. Naquela época, existiam por um lado os Condados de Roussillon e Cerdanya, domínio da Coroa de Aragão; e por outro lado o Sul de Languedoc, propriedade da Casa Trencavel e os seus rivais, Condes de Toulouse. Anos mais tarde, em 1271, ao ser extinta a dinastia dos Condes de Toulouse, a província foi finalmente integrada no reino de França, tendo sido estabelecida cidade de Corbiéres como fronteira entre este reino e a coroa de Aragão.

Em relação à vinha, há quem afirme que o seu cultivo chegou a esta zona com os gregos, no séc. VIII a.c., porém, foi em mãos dos romanos que a produção de vinho desenvolveu a sua potencialidade, chegando mesmo a competir com as vinhas italianas. Mais tarde, com o aparecimento dos caminhos-de-ferro, em 1800, a produção de Languedoc-Roussillon foi dada a conhecer no resto do país.

?Anfiteatro com vista para o mar?, como lhe chamam os geógrafos, esta zona é delineada por montanhas e planícies que limitam a Catalunha, o mar Mediterrâneo (o Golfo de Leao) e as Regiões francesas de Provence- Alpes- Côte d’Àzur, Rhône- Alpes, Auvergne e Midi-Pyrénées . Dado o seu desenvolvimento e potencial, esta zona é a esperança francesa e a responsável da maior parte da produção de vinhos do país.

Reconhecida por várias Denominações de Origem e os seus agradáveis vinhos comuns ? denominados Vin de Pays, pelo volume da sua produção e a riqueza histórica que deixou conquistas helénicas e romanas, esta região destaca-se ainda pelos seus aromas e sabores mediterrâneos.  Languedoc-Roussillon compreendeu o valor dos seus vinhos quando, um vinho de Languedoc, chamado Mas de Daumas Gassac, foi destacado perante os reconhecidos Crus classés de Médoc (Bordeaux).

Diz-se que Olivier Jullien, um enólogo recentemente recebido, foi o homem, que com apenas 20 anos, compreendeu a potencialidade das terras do Sul de França para criar vinhos encorpados e intensos. Sob este lema levantou com as próprias mãos a cave Mas Jullien. Foi mais tarde seguido por produtores nacionais e estrangeiros dando-se inicio a uma corrente de inspiração que não decaiu até hoje. Ele explicou também que, ali não são elaborados unicamente grandes vinhos, mas também se realizam cuvées especiais com Denominação de Origem, como vinhos simples a preços razoáveis, bem denominados como o Vin de Pays.

Como degustar vinho sem ser provador

 TAGS:Todos aqueles que gostamos de vinho e sentimos uma debilidade pelos seus atributos e sabor requintados, temos um pouco de provadores sem o saber. Os sentidos utilizados para degustar vinhos são a vista, o olfato e o gosto , e evidentemente que não são exclusivos de um provador ou de um escanção. Se bem que chegar a provador passa por muitos anos de experiência e conhecimento através de estudo, também é verdade que chegar a um conhecimento básico da degustação de vinho pode ser consequência de um interesse próprio e experiência de consumo de vinhos.

Como já aqui foi dito no inicio, os pontos base da degustação de vinho são a correta utilização dos 3 sentidos (vista, olfato e gosto). Começando por aqui podemos obter uma degustação de vinho com êxito.

Pegar sempre no copo pelo pé, e colocá-lo à altura dos olhos, para assim poder observar a cor, o brilho e limpeza do vinho. Ao mover o copo podemos ver as chamadas lágrimas, ou pernas, que o vinho deixa nas paredes do copo, desta forma podemos determinar o seu grau de álcool.

O olfato também desempenha um papel fundamental na degustação. Introduzindo ligeiramente o nariz no copo, podemos perceber os chamados aromas, respetivamente,  primários, secundários e terciários, movendo ligeiramente o copo para estender os ditos aromas.

Talvez o ponto fundamental da prova do vinho seja o degustar, pôr à prova o sentido do gosto, girando o vinho pela boca toda, sem deixar que entre ar. O sabor e o corpo são dos pontos mais importantes do vinho.

Ao ouvir a descrição, a prova do vinho até pode parecer fácil, mas sem os conhecimentos adequados, os passos que antes citamos não servirão de nada. Tal como em tudo, a experiência é muito importante, portanto o tempo pode revelar-se um bom aliado nesta tarefa; sempre que bebam um vinho, tomem em conta estas informações e experimentem com vinhos de características semelhantes, isso ajudará a estabelecer pontos de comparação entre dois vinhos.

Também ajuda mergulhar neste tema através de diversos meios de informação, assim como conhecer as características básicas do vinho que se prova, este é o ponto de partida ao provar o vinho. Fazê-lo como amador e por satisfação pessoal pode ser um bom começo para entrar no fascinante mundo do vinho. Queres tentar?

Como escolher um bom vinho

 TAGS:O mais importante ao escolher um vinho é saber que mais caro nem sempre é sinónimo de melhor e que o preço de cada garrafa diz respeito ao processo de elaboração do vinho, não é um indicador de qualidade. Os fatores mais relevantes no preço de uma garrafa são:

  • O maior ou menor cuidado das uvas na vinha.

  • Se houve ou não, envelhecimento em garrafa.

  • Quanto tempo esteve o vinho guardado na adega.

  • Os preços dos materiais utilizados: etiquetas, rolhas, tecnologia, garrafa, etc…

Definitivamente, um vinho novo é diferente, e não pior do que um reserva.

Em relação ao aroma e ao sabor do vinho não existem receitas; como experiência sensorial, a degustação de vinho é bastante subjetiva. Não obstante, pode-se dizer que um vinho branco deve ter uma acidez marcada, que faça salivar pelo menos 3 vezes depois do primeiro gole, além de ser frutado e deixar frescura no paladar. No caso dos vinhos tintos, a elevada acidez não é procurada, exceto se se trata de um vinho armazenado, já que a acidez ajuda a conservar o vinho durante mais tempo. Estas garrafas também não devem produzir uma adstringência que resseque a boca totalmente, pois isso pode indicar, se é de reserva ou armazenamento, que ainda não se encontra preparado para ser bebido, já que esta característica é suavizada com os anos de envelhecimento na garrafa.

De todos os modos, os vinhos não devem ter aromas de mofo ou ranço, e menos ainda se foram produzidos para serem consumidos enquanto novos.

Se estamos perante um grande vinho, veremos que no copo se reflete pelo menos um aspeto de cada etapa da sua elaboração; uma nota vegetal da vinha, um aroma frutado da uva, um toque floral proveniente da fermentação, e o aroma a baunilha ou tabaco, típico da madeira. No entanto, mais além das receitas o seu objetivo deve ser sempre o de seduzir quem o prova, de tal forma, que num futuro não possa resistir voltar a ele.

Outra incerteza é a temperatura a que deve ser servido cada vinho, e ainda que seja uma questão de gosto, os peritos recomendam arrefecer os vinhos brancos leves como o Sauvignon Blanc e o Pinot Grigio a 10ºc, enquanto que os brancos mais densos envelhecidos em madeira, como o Chardonnay ou o Viognier, deveriam ser servidos a 12ºc. Os espumantes e os adamados devem ser ambos consumidos entre 6ºc e 8ºc. Em relação aos tintos, os mais leves e os novos servem-se a cerca de 12ºc, quanto aos tintos encorpados de reserva ou armazenamento devem ser abertos quando estão entre 17ºc e 18ºc, apesar de ser habitual ouvir dizer que se tomam a temperatura ambiente.

Garrafas Magnum, vinho para partilhar

 TAGS:Existem garrafas de vinho de maior tamanho do que o normal. A mais utilizada é a garrafa Magnum, que tem uma capacidade de 1,5L, ou seja o dobro de uma garrafa normal. Este tema suscita bastante interesse entre os novos fãs do vinho. Porquê garrafas tão grandes? Pois, porque existem motivos de sobra…

Pensem no vinho como um conjunto de partículas. Uma partícula esteve em contacto com a pele da uva e adquiriu parte das suas propriedades. Outra esteve no barril junto à madeira e guardou o sabor dela. Outra ainda, veio de uma vinha mais nova e tem menos aromas. E finalmente há algumas que vêm de uma uva sobre-amadurecida e têm um sabor mais adocicado.

Quando se procede ao engarrafamento do vinho, essas partículas vão-se misturando até terminarem por ser todas iguais. É neste sentido que se diz que um vinho se ?afinou? na garrafa.

Se se trata de uma garrafa pequena, é mais difícil que todas as partículas estejam representadas: se numa garrafa apenas coubessem 3 partículas, uma das já mencionadas não estaria presente no vinho. Assim, quanto maior seja a garrafa, maior é o número de partículas diferentes na formação do vinho, e mais completo será o seu sabor.

Isso também quer dizer que quanto maior for a garrafa, mais tempo necessitará para que se afine (ou fique redondo) na garrafa. Por esta razão, os vinhos de garrafa Magnum saem ao mercado um ano depois dos vinhos da mesma colheita que foram engarrafados nas garrafa habituais. O processo, ao ser mais lento e tranquilo oferece um melhor resultado, mais aperfeiçoado.

As caves, que conhecem todos estes aspetos (e de forma mais cientifica do que a minha explicação) habitualmente põem à venda uma série deste formato, mas apenas dos seus melhores vinhos. E por algo será, não é?

Existe ainda outra vantagem nas garrafas Magnum, o vinho, ao ser muito sensível às mudanças bruscas de temperatura, quanto menor for a garrafa onde se encontra, menos levará a aquecer, e portanto é mais fácil que se estrague.

É verdade que uma garrafa aberta, seja ela do tamanho que for, perde aromas e qualidade, razão pela qual, as garrafas Magnum devem ser abertas quando existe um número suficiente de pessoas que a consumam rapidamente. É portanto, um formato perfeito para abrir numa longa noite com bons amigos, e desta forma também evitamos estar alerta de garrafas abertas. A Magnum dá para muito…

De forma que, se estás a pensar em festejar, um encontro de família ou momentos com amigos, pensa em grande. Pensa em Magnum.

Vinhas novas, vinhas velhas

 TAGS:Um dos mais maravilhosos mistérios do vinho é a evolução constante que sofre. A mesma garrafa, provada com vários dias de diferença pode albergar diferentes nuances. Isto acontece porque o vinho aloja inumeráveis bactérias em desenvolvimento, que se vão modificando, e por consequência modificam as características do caldo.

Também nos barris são produzidas importantes modificações, quando o contacto do vinho com a madeira provoca o desprendimento de partículas do barril que são assumidas pelo líquido. Porém, uma das modificações mais importantes e menos notada é a da própria videira, que, com os anos, vai produzindo uvas com distintas características. Isto faz com que em cada ano o vinho seja único e irrepetível, porque os fatores nunca serão exatamente iguais.

Qual é o mistério de uma boa colheita? A uva tem de crescer com nutrientes metabolizados pela planta. Quer dizer que, se oferecermos generosamente água e sais minerais a uma videira, as uvas crescerão bem e carregadas de sumo, mas o conteúdo desse sumo é apenas água e sais minerais. Por outro lado, se uma vinha carece de água para alimentar o fruto, a planta terá de metabolizar lentamente cada molécula de água que as raízes sejam capazes de encontrar na terra, e portanto a uva crescerá pouco e será escassa mas estará carregada de propriedades da cepa.

Nos primeiros anos de uma vinha, as videiras produzem uvas abundantemente. São frutos grandes e belos, com muito açúcar e bastante agradáveis ao paladar. No entanto, não é recomendável a sua utilização na produção de vinho, porque essas uvas têm poucos nutrientes e proporcionados por uma planta demasiado jovem, na qual a seiva circula cómoda e rapidamente. Ao produzir vinho com estas uvas, o resultado será provavelmente um vinho muito ácido e com pouco sabor.

Durante muito tempo reconheceu-se que não era aconselhável usar uvas de vinha inferior a 5 anos de antiguidade para vinificar. Agora, com as novas técnicas de tratamento de vinhas, conseguiu-se acelerar o desenvolvimento da planta e as vinhas com 3 anos de antiguidade já produzem vinhos de qualidade bastante aceitável.

A maior produção de uvas de uma vinha dá-se até aos 20 anos. Mais ainda, normalmente é necessário ?cortar uva? (cortar cachos antes de tempo para que a planta produza menor quantidade e maior qualidade). Os frutos continuam a ser grandes e carregados de nutrientes.

A partir dos 30 anos estamos perante aquilo que se considera uma vinha velha. Independentemente da riqueza do solo, a planta já foi submetida a podas múltiplas e as suas ?artérias? não funcionam com a mesma facilidade, pelo que a deslocação da seiva até ao fruto é feita lentamente e com dificuldade, o que produz cachos pequenos e carregados de taninos. É difícil elaborar vinho de vinhas velhas, entre outras coisas porque é necessária uma vinha maior para obter a mesma quantidade de vinho, porém, a qualidade aumenta em relação à mesma vinha quando jovem.

Isto não quer dizer que os vinhos da vinhas velhas sejam sempre melhores, porque é tão importante a idade como o estado de conservação, senão…que o digam ao George Clonney…

Em Espanha, há vários vinhos de vinhas velhas que foram reconhecidos internacionalmente. Entre eles, aquele que abriu caminho foi um vinho da Cooperativa San Alejandro em Calatayud, Baltasar Gracián Viñas Viejas de Garnacha, do qual Rober Parker disse que era incrível que um vinho excelente de tal forma, custasse menos de 3 dólares (foram tempos).

Hoje em dia, muitas caves deixam envelhecer as suas melhores videiras para elaborar este tipo de vinhos e já existem tintos imprescindíveis  como o Leda Viñas Viejas, um tempranillo da Ribera del Duero, ou o Dominio de Tares Cepas Viejas, um maravilhoso mencía do Bierzo.

Nos vinhos brancos, ainda que seja menos comum encontrar vinhos de vinhas velhas, é preciso ressaltar o V3, um vinho de Verdejo em Rueda, que, sem dúvida vos vai surpreender. É elaborado pela adega ?Sitios de Bodega?.

Para terminar deixo-vos uma frase de sir Francis Bacon: ?Madeira velha para arder, vinho velho para beber, velhos amigos em quem confiar e velhos autores para ler?.

O vinho tinto contra o enfarte e o cancro

 TAGS:Estudos recentes confirmam o efeito protetor das uvas e do vinho tinto sobre os problemas de coração e atribuem-lhe ainda mais uma vantagem: a prevenção de tumores. Qual é a chave? Os flavonóides,  substâncias também presentes no chá e em algumas verduras.

O Deus Baco, ou Dionísio, daria saltos de alegria se soubesse que a ciência descobriu  finalmente o poder das uvas tintas e do vinho tinto sobre a prevenção de enfartes, ataques cerebrais e alguns tumores. Descobriram-se as propriedades antioxidantes das sementes das uvas utilizadas na fabricação do vinho tinto. As sementes contêm flavonóides, também presentes em algumas verduras (especialmente nos brócolos, repolho e couve-flor), na maior parte das frutas e no chá.

Os flavonóides explicam o porquê do vinho tinto ter sido indicado (sempre que se consuma um máximo de dois copos diários) como protetor do coração, do cérebro e das artérias. Estas substâncias podem ajudar pacientes com diabetes, arteriosclerose, cirurgia de by-pass e transplantes de fígado, através da sua ação antioxidante e antitóxica.

Os flavonóides, tal como outros antioxidantes como o selénio, o zinco, betacaroteno, vitaminas C e E, são hoje em dia prescritos de forma a prevenir problemas cardiovasculares e a retardar o aparecimento de tumores e cataratas oculares. Também são habitualmente utilizados no combate ao stress agudo ou crónico, na exposição excessiva aos raios solares e em situações de sobrecarga de medicação para o fígado.

Em relação aos antioxidantes do vinho, uma das últimas investigações indica que beber dois copos de vinho por dia reduz a mortalidade por problemas cardiovasculares num 35%, e um 20% nas causas de cancro. Um 20% do ar que se respira é oxigénio e 1% do gás absorvido pelo organismo é transformado em radicais livres compostos, que bombardeiam as células e provocam diferentes modificações negativas, como a transformação do colesterol na substância básica das placas obstrutivas das artérias. Os antioxidantes neutralizam os danos causados pelos radicais livres do oxigénio.

Por esta razão, os médicos costumam receitar antioxidantes a partir dos 35, 40 anos, especialmente a pessoas com diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo, antecedentes hereditários de problemas cardiovasculares e colesterol elevado. Também se receitam a pacientes com angina de peito, insuficiência vascular cerebral e enfarte.

Também parece, que devido à falta de tempo dos nossos dias para realizar uma alimentação equilibrada, os suplementos antioxidantes terão uma forte presença no mercado, de modo a aumentar a esperança media de vida. De forma que comprem vinho e tomem um bom copo de tinto! Saúde!

Os aromas das uvas brancas

 TAGS:As clássicas perguntas daqueles que se aproximam ao mundo da degustação são normalmente sobre os aromas do vinho. A que cheira este vinho? A que deveria cheirar? Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau?
Se alguma vez viste em filmes, o sketch clássico em que um conhecedor é capaz de descobrir a colheita, a uva, a zona, a marca e inclusive se nesse ano o guarda da quinta tinha ficado constipado em Outubro, não podes evitar sentir frustração quando ao cheirar um vinho não saibas identificar nada disso. Na verdade, no inicio, o mais normal é que nem sequer saber exatamente a que cheira o vinho que se está a provar.

No meu caso, a transição foi bastante mais natural. Provava um vinho, e se gostava via a etiqueta e procurava memorizar o nome. Mais tarde comecei a reparar também no tipo de uva. Nos vinhos monovarietais, pouco a pouco, fui encontrando coincidências entre um vinho de Chardonnay, por exemplo, e outro da mesma uva. Assim, fui reconhecendo os aromas que emanam de cada uva. Ainda não era capaz de nomear o aroma mas já sabia a diferença entre um Macabeo e um Riesling.

Recomendo sempre começar a degustar com vinhos brancos, porque têm uma maior gama de aromas (floral, frutado, vegetal, mel…) que a existente nos vinhos tintos, e que  além disso podem incluir os aromas do envelhecimento em barril.

Por fim, num curso de degustação, forneceram-me os nomes adequados às impressões que recebia e desta forma comecei a ser considerado provador, ainda que, prefiro pensar que sou apenas um apaixonado por vinhos.

As uvas têm um odor diferente? Sim, tal como o sabor de um tomate coração-de-boi é diferente de um tomate italiano. Porém, se tomas um gaspacho com os dois tipos de tomate misturados será difícil distingui-los. Se estás interessado em aprender a degustar, experimenta começar com vinhos monovarietais, de forma a aprender a reconhecer cada uva separadamente.

Que cheire a uma coisa ou outra, é bom ou mau? Depende se tu gostas desse aroma ou não. Existem vinhos brancos, fiéis ao aroma genérico da uva, porque a cave responsável quer mostrar essa uva no seu melhor. No entanto existem outras caves (ou os seus enólogos) que produzem vinhos completamente diferentes, nos quais é difícil reconhecer a uva, já que aquilo que pretendem ressaltar é o carácter único e a diferença da sua colheita ou pretendem mostrar que são capazes de conseguir novos aromas da mesma variedade. Tudo é aceitável se aprecias o resultado.

A que deveria cheirar um vinho branco? A saber… Ao longo da história foram marcados padrões relativos aos aromas dos vinhos, aqueles que normalmente estão presentes em cada tipo de uva. Mas não é a mesma coisa uma Gewürztraminer cultivada em La Mancha, e outra cultivada na Áustria. Inclusive na mesma vinha, à medida que as cepas envelhecem ou que os fatores externos mudam (aquecimento global, técnicas novas de prensado, contribuições dos enólogos), os vinhos vão transformando os seus aromas.

Por último, é necessário ter em conta que um vinho de uva verde nunca terá o mesmo cheiro de um vinho de uva passa. Parece lógico, não?

O padrão para uvas brancas é aproximadamente o seguinte:

  • Chardonnay: Maçã verde, limão,toranja, ananás, melão, banana,…

  • Riesling: Maçã verde, cítricos, marmelo, fumados, apimentados, petróleo,…

  • Gewürztraminer: Rosa, gardénia, lichia, manga, pêssego,…

  • Macabeo / Viura: Frutos verdes, maçã, flores brancas, vinho,…

  • Moscatel / Muscat: Existem tantas variedades de moscatel como aromas. Além de tudo, quando se trata de vinhos monovarietais, é habitual usar a uva sobre amadurecida, frutas geladas, mel, pétalas secas de rosa, flor de laranjeira, pêssego em calda,…

  • Sauvignon Blanc: Frutas maduras, fumados, espargo, pimento verde, maracujá,…

  • Alvarinho: Maçã dourada, mel, alperce, florais,…

  • Airén: Banana, ananás, feno, cevada, alfazema,…

  • Malvasía: Fruta branca, limão, pêssego, ameixa,…

  • Palomino: Lima, amêndoas amargas, anises, salinos, balsâmicos,…

  • Verdejo: Frutas brancas, erva verde, manga, melão, funcho,…

Pode ser que um vinho de alguma destas uvas cheire a outra coisa? Evidentemente que sim. Além de mais o nome do aroma deve ser aquele que tu identificas. Em alguns apontamentos de degustação podem mesmo chegar a ler-se aromas como: ?orvalho de uma manhã de Outubro?, ?lençóis acabados de lavar?, ?maçã vermelha cortada ao meio?, ?padaria em produção?. Parecem absurdos mas se os lês atentamente de certeza que te recordarás de algum aroma.

Como sabemos se um vinho que cheira a maçã, é um Chardonnay, Riesling, Macabeo, Alvarinho, ou de outra uva? Pois, porque os aromas não são exclusivos. O mesmo vinho apresenta vários aromas ao mesmo tempo, de forma que devemos tratar de identificar outros aromas, no copo, que nos possam ajudar a decidir. Mais do que um conselho, é uma obrigação para quem gosta de vinho: provar, provar e provar.